Torneio Tribruxo

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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Seg Fev 08, 2016 8:34 pm

Mais uma vez, a maneira como Anastasia retribuiu ao beijo mostrou que, por baixo de todo aquele orgulho, ela não era indiferente ao britânico.

Os gestos de Wood também revelavam muito sobre seus sentimentos para com a francesa. Seus lábios se moviam de forma ávida, explorando todas as sensações oferecidas por aquele beijo. Mas a forma carinhosa como as mãos de Oliver se movimentavam balanceavam a equação.

Sem interromper o beijo, Wood comprimiu de leve a cintura da garota com os dedos antes de subir uma das mãos pelas costas dela, vagarosamente. A mão de Oliver percorreu com perfeição aquele caminho, deslizando facilmente sobre o tecido azul molhado. Foram os dedos dele que terminaram de afrouxar o penteado de Anastasia, libertando os fios loiros daquele rabo de cavalo.

Quando o beijo foi interrompido, Oliver também lançou um olhar demorado ao rosto de Legrand, admirando a perfeição de cada traço delicado e os lábios que ele havia acabado de deixar inchados com aquele beijo intenso. Nem mesmo o vento frio atingindo seu corpo molhado foi capaz de estragar a magia daquele momento.

- Seria excelente se você aprendesse a dizer outra frase depois de me beijar. “Você não deveria ter feito isso, Wood” já está ficando muito previsível, Legrand.

Exatamente por estar tão distraído com aquela visão, Oliver foi pego de surpresa e cedeu ao empurrão, sendo novamente coberto pela água gelada do lago.

A sorte dos dois jovens era que Anastasia havia escolhido um ponto totalmente deserto do lago, num canto oculto por algumas árvores e vegetações rasteiras. Só isso impediu que alguém testemunhasse a brincadeira que se alongou nas águas frias naquela tarde.

Ana e Oliver alternavam beijos com empurrões e provocações. As risadas se misturavam a gritinhos e ao som da água sendo espirrada de um lado para outro sempre que um deles tentava fugir de mais um mergulho. O ovo dourado, que teoricamente deveria ser o protagonista daquele encontro, já havia sido totalmente esquecido, submerso em algum ponto do lago escuro.

Por mais que quisesse passar o resto do dia naquela deliciosa brincadeira, Wood percebeu que era a hora de sair do lago ao notar que os lábios de Anastasia começavam a adquirir uma coloração arroxeada. Ele não conseguia ver o próprio rosto, mas sentia os próprios lábios dormentes e concluiu que sua boca deveria estar exatamente como a da francesa.

Sair da água foi uma tortura. Wood usou um feitiço para secar as próprias roupas, mas sua pele arrepiada ainda demoraria mais algum tempo até se recuperar do frio. O casaco da Grifinória, que Oliver sabiamente retirara antes de entrar na água, seria uma salvação naquele momento. Mas, num gesto extremamente cavalheiresco, Wood o colocou sobre os ombros de Legrand.

Para recolocar as meias e os sapatos, Wood se sentou numa das tantas pedras que rodeavam a margem do lago. Anastasia teve mais um beijo roubado quando se acomodou ao lado do britânico.

Embora os dois se conhecessem há pouco tempo, Oliver já sabia como funcionava a complicada cabeça de Legrand. Antes que ela começasse a se torturar com a possibilidade daquela aproximação facilitar de alguma maneira a sua vitória no Torneio Tribruxo, Wood decidiu provocá-la. Anastasia só se renderia ao sentimento que começava a brotar entre eles se tivesse a certeza de que a insinuação maldosa de Rita Skeeter não se tornaria uma verdade.

- Eu não vou facilitar a sua vida, Legrand. Quero ganhar este torneio tanto quanto você. Seus beijos são ótimos, mas não vou trocar o “meu” troféu por eles.

Um meio sorrisinho convencido surgiu na expressão de Oliver e ele roçou seu nariz ao da loira antes de continuar.

- Sabe qual é a única forma deste troféu fazer parte da estante da sua casa no futuro?

Uma das sobrancelhas de Wood se arqueou enquanto ele completava com uma entonação zombeteira.

- Só se você se casar comigo, Legrand.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Seg Fev 08, 2016 8:40 pm

Embora a conversa com Bill não tivesse sido exatamente animadora e que, por mais que tivesse tentado, Charlie não tivesse sido capaz de elaborar um plano nos dias que se passaram, ele se sentia extremamente ansioso por embarcar no Expresso de Hogwarts pela última vez. E a empolgação pouco tinha ligação com a nostalgia de ser seu último ano.

A expectativa de ver Florence mais uma vez, depois de tanto tempo, fazia seu coração bater mais rápido. Os dias que se arrastaram fora do castelo apenas mostravam a Charlie como ele estava se tornando dependente da presença da francesa. Por muitas vezes, era o sorriso meigo dela que aparecia em sua mente, com mais frequência do que a lembrança triste de seu último dia em Hogwarts.

Era essa saudade que movia Charlie naquela noite, mesmo exausto após a longa viagem de Londres até Hogwarts, mesmo sem plano algum. Sua mente apenas gritava desesperadamente que ele precisava rever Florence e todo o restante se ajeitaria naturalmente.

O salão principal começava a se encher de alunos famintos e falantes que se agrupavam para contar as novidades dos dias que permaneceram afastados. Charles Weasley era o único que ia em sentido contrário, esbarrando em alguns ombros até alcançar o lado norte do castelo, no primeiro andar.

O jardim de inverno era passagem obrigatória das francesas para qualquer outra direção. O lugar lembrava as estufas da madame Sprout, mas extremamente limpo e mais claro. As plantas estavam espalhadas por todos os lugares e subiam pelas paredes até alcançar o teto. As janelas laterais eram enormes e o vidro dava a visão do lago mergulhado na escuridão, assim como a grande camada branca de neve que cobria os terrenos de Hogwarts.

Ao centro, uma grande fonte com uma sereia de mármore esguichando água se destacava. Toda sua volta era coberta por flores coloridas, protegidas do frio isolado no exterior. O teto, também de vidro, deixava a luz da lua iluminar o piso de pedra, semelhante ao Salão Principal, mas também havia acúmulos de neve nos cantos.

A luz prateada refletia nos fios vermelhos de Charlie enquanto o rapaz estava sentado em um dos bancos de balanço. O humilde embrulho feito por Molly Weasley estava amarrotado e preso em seus dedos. Não lembrava em nada a caixa luxuosa entregue por Lars. Parecia apenas uma encomenda de livros feita pela Floreios e Borrões, com o papel pardo e o barbante que o mantinha preso.

O grifinório tentava controlar a própria respiração e, perdido nos pensamentos, tentando elaborar em sua mente o que falaria a Florence, ele quase perdeu a oportunidade quando a francesa estava atravessando o salão.

Levantando em um sobressalto, Charlie quase perdeu o equilíbrio para ser visto, o rosto entregando a aflição da possibilidade de passar mais um dia sem falar com Legrand.

- Florence! – Ele chamou quando a loira já estava quase desaparecendo a caminho do Salão Principal para jantar.

Quando os olhos azuis se voltaram para ele, o ruivo engoliu em seco, sentindo o rosto esquentar. Era ainda pior voltar a encarar o rosto angelical depois de tudo que havia dito, o fazendo se sentir mais idiota.

- Eu preciso falar com você. Por favor.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Seg Fev 08, 2016 9:15 pm

Quando soube que o Expresso Hogwarts retornaria naquela noite trazendo de volta todos os alunos que passaram o natal com suas respectivas famílias, Florence pensou seriamente na possibilidade de não aparecer no Salão Principal. Já era suficientemente difícil lidar com a lembrança de Charlie dizendo todas aquelas coisas terríveis. A última coisa que a francesa precisava era receber olhares de desprezo ou de acusação.

Foi por este dilema que Florence não seguiu para o salão junto com as demais colegas de Beauxbatons. Inicialmente, Legrand alegou que estava indisposta e com dor de cabeça, e que preferia não se expor ao barulho do salão naquela noite. Uma das colegas se comprometeu a levar de volta para o dormitório alguma coisa que Florence pudesse comer e a loira se viu sozinha depois de alguns minutos.

A solidão permitiu que Florence pensasse com mais clareza. Por mais que a imagem de Charlie ainda fosse dolorosa, não fazia sentido fugir dele. As francesas ficariam mais seis meses em Hogwarts e era impossível fugir por tanto tempo, ainda mais sabendo que o sétimo ano da Grifinória tinha várias aulas em comum com as meninas de Beauxbatons.

Este pensamento racional motivou Florence a enfrentar aquele problema de uma vez. Quando saiu do dormitório e alcançou o belo jardim de inverno de Hogwarts, Legrand estava disposta a ignorar a mesa da Grifinória.

Como de costume, o uniforme azul de Beauxbatons estava impecável no corpo de Florence e os sapatinhos de salto lhe davam uma postura elegante. O azul lhe caía tão bem e combinava tanto com as íris da francesa que não era absurdo pensar que o Chapéu Seletor a colocaria realmente na Corvinal só por este detalhe. Naquela noite, Legrand só dispensara o chapéu. Os fios loiros estavam presos numa trança de raiz que deixava livres apenas duas mechas, soltas ao redor do rosto delicado da francesa.

A última coisa que Florence imaginava quando saiu do dormitório era que teria que enfrentar Charles Weasley antes mesmo de chegar ao Salão Principal. Quando a voz familiar chamou pelo nome dela, Legrand sentiu o coração dar uma cambalhota completa.

Apesar da reação tola do seu coração, o cérebro de Florence conseguiu ser mais forte e dominou os movimentos do corpo da loira enquanto ela se virava para Weasley com um olhar sério. Os braços cruzados também eram um sinal defensivo não muito otimista para o rapaz.

Por mais que ainda gostasse dele e que sofresse com a maneira como tudo terminara, Florence não estava disposta a esquecer tão facilmente as graves ofensas proferidas por Charlie. Anastasia havia herdado quase todo o orgulho dos Legrand, mas deixara uma pequena parcela para a irmã gêmea.

- Eu não tenho nada a conversar com você, Weasley.

Florence deu um passo para trás, ainda com os braços cruzados e uma expressão fechada que Charlie jamais havia visto no rosto dela.

- Depois que você expôs tão claramente a sua opinião sobre mim, eu preferiria que nem me dirigisse mais a palavra nos próximos seis meses.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Seg Fev 08, 2016 9:36 pm

Anastasia girou a cabeça para trás, balançando os fios loiros molhados enquanto soltava uma gargalhada. Mesmo imitando a expressão zombeteira de Wood, era fácil perceber o brilho diferente que se apoderava dos olhos verdes e como a francesa parecia mais relaxada que o normal.

Ela aproveitou a proximidade de Oliver para rodeá-lo com os braços, acariciando sua nuca com as unhas. Mesmo com as roupas secas, os cabelos de ambos ainda estavam molhados. A pele fresca do rapaz o tornava ainda mais atraente e Anastasia enfrentava dificuldades em desviar sua atenção dos lábios ligeiramente inchados que ela vinha beijando durante toda a tarde.

- Você bateu a cabeça em alguma pedra quando mergulhou, Wood? Ou entrou água demais pelos ouvidos?

Inclinando a cabeça para o lado, Anastasia fez com que os cabelos loiros escorregassem pelo seu ombro. Quando fazia aquilo, ela parecia quase tão doce quanto Florence. A diferença no olhar das duas irmãs ia além da coloração azulada ou esverdeada. Enquanto Flor exibia a inocência, Anastasia se mostrava mais astuta.

- Essas são duas coisas impossíveis: primeiro que você jamais vai colocar as mãos no meu troféu. E depois, não seja tão convencido... Só porque eu gosto do seu beijo, não significa que eu vá me casar com você.

Mais uma vez, as íris esverdeadas deslizaram para os lábios de Oliver, fazendo com que a francesa perdesse a linha de raciocínio. Ela levou uma de suas mãos até tocar a boca do grifinório com as pontas dos dedos e se rendeu em um sorriso.

- Mas se você continuar me beijando assim, prometo fazer a sua derrota não ser tão humilhante assim.

Ana ficou nas pontas dos pés antes de roubar mais um beijo de Oliver.

***

A semana do natal fez com que Hogwarts ficasse silenciosa e tranquila o suficiente para que Anastasia se dedicasse em descobrir a solução para enfrentar a segunda tarefa. Para facilitar mais sua concentração, ela agradeceu intimamente quando Oliver deixou a escola para passar as datas comemorativas com a família e minimizando sua maior distração.

Mesmo com Wood longe, Legrand se flagrava varias vezes lembrando dos beijos trocados na beira do lago e xingava mentalmente sempre que sua leitura era interrompida com suspiros tolos.

Apesar da irritação consigo mesma, intimamente a francesa aguardava ansiosa o retorno do britânico ao castelo. Por este motivo, Anastasia levou um tempo além do normal para se preparar para o jantar que receberia os alunos de volta.

Mesmo com todos os agasalhos necessários para enfrentar uma noite de inverno, Legrand estava adorável com uma suave maquiagem e um diadema prateado puxando seus cabelos loiros para trás. A aparência poderia ser casual para a maioria das garotas, principalmente para as francesas, mas para Anastasia, que raramente se preocupava em se arrumar, era fácil notar a diferença, realçando sua beleza natural.

Ana andava em um pequeno grupinho de francesas a caminho do salão principal enquanto os últimos alunos vindos das carruagens entravam no saguão, batendo nas próprias vestes para se livrar da neve que acumulava em seus ombros.

Foi por um reflexo rápido que Legrand reconheceu os cabelos castanhos de Wood e imediatamente seu coração deu um salto. Os lábios já estavam ensaiando um sorriso quando uma nova cabeleira entrou correndo, se chocando contra o grifinório.

- Desculpe, Ollie! Eu esqueci de devolver o seu livro.

Alguns flocos de neve estavam presos nos cabelos negros de Alexia, mas mesmo com as bochechas coradas pelo frio, a corvinal sorria gentilmente enquanto oferecia um livro verde ao rapaz, exibindo o título “Quadribol através dos séculos”.

Os olhos verdes de Ana acompanharam a mão de Alexia, o livro e então Wood. Já sem vestígio de sorrisos em seu rosto, ela girou os olhos com irritação e seguiu os passos das amigas até a mesa de jantar.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Seg Fev 08, 2016 9:56 pm

Charles sabia que não seria uma conversa fácil, mas no instante em que viu a postura defensiva de Florence, ele sentiu o estômago afundar. Ouvir a voz sempre tão doce da francesa lhe chamar de “Weasley” tão friamente era como um soco doloroso, mas aquilo só reforçava o quanto ele havia errado e o quanto Legrand havia se ofendido muito mais com as palavras ásperas que ele dissera.

Tentando encontrar toda a sua coragem grifinória para fazer jus à nomeação do chapéu seletor, o rapaz deu um passo a frente, voltando a encurtar a distância da loira. Inconscientemente, seus dedos espremiam o suéter embrulhado, movido pela tensão do momento. Suas mãos suavam e a expressão de dor estava nítida em cada traço do seu rosto.

- Por favor, Flor... – Ele repetiu, a voz embargada provocada pelo nó em sua garganta. – Me deixe pelo menos falar?

Com mais um passo, Charlie se colocou diante dela. Os vários centímetros de diferença o obrigava a inclinar a cabeça para baixo, para que ele pudesse admirar o rosto de Florence. Por alguns segundos, Weasley não disse nada, apenas encantado com a beleza de Legrand.

Era mesmo um grande tolo por pensar que a francesa tivesse qualquer maldade em seu coração para fazer tudo que ele havia acusado. Ele estava doído e só o que conseguira fora machuca-la também.

- Eu sei que você provavelmente nunca vai me perdoar, mas eu preciso que acredite no quanto eu estou arrependido de ter dito todas aquelas coisas. Eu fui um idiota, eu sei. Eu não penso nada daquilo, Flor. Ainda acho você a garota mais incrível que já conheci. Apenas fiquei cego de ciúmes com aquele imbecil!

A simples lembrança de Lars provocava em Charlie uma raiva profunda, e sem perceber, ele aumentava o tom de voz para xingar o dinamarquês. Foi preciso alguns segundos e respirar fundo várias vezes antes de conseguir continuar.

- Nunca vou me perdoar por ter estragado tudo entre a gente, Flor. Eu nunca estive a sua altura e agora mais do que nunca não mereço estar ao seu lado.

As palavras saíam de sua boca com vida própria enquanto Weasley tomava conhecimento daquela realidade. Lars tinha razão, Florence era uma princesa e merecia alguém muito melhor. Fosse para enchê-la de presentes caros ou para trata-la com todo amor e carinho. Charles havia falhado em todas as opções possíveis.

- Eu não sou ninguém e você... bem, você é uma princesa, Flor.

Com um sorriso triste e o olhar derrotado, Charlie fitou o embrulho em suas mãos e o ergueu na direção da francesa.

- Sei que é humilde demais para você, que você merece todas as joias do mundo, mas é só o que eu tenho a oferecer hoje, Florence.

Quando o embrulho já estava firme nas mãos de Legrand, Charlie enfiou as mãos nos bolsos e encolheu os ombros.

- Se quiser jogar fora, apenas espere que eu vá embora, está bem?
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Seg Fev 08, 2016 10:24 pm

Aquele foi o natal mais longo de toda a vida de Oliver. Por mais que gostasse da ideia de comemorar a data ao lado da família, o grifinório não conseguia ignorar a lacuna deixada por Anastasia. Era assustador pensar que, em tão pouco tempo de convivência e apesar das sucessivas discussões, a francesa já tivesse um lugar tão garantido no coração dele.

Quando finalmente chegou o dia de retornar a Hogwarts, Wood mal disfarçava a ansiedade. Ainda no trem, o rapaz checava o relógio a cada dois minutos, impressionado em só agora notar como aquela viagem era demorada.

Com exceção de Tonks, que conhecia o melhor amigo como ninguém, todos imaginavam que Oliver estava ansioso pela proximidade da segunda prova do Torneio Tribruxo. A metamorfomaga, por outro lado, não se deixava enganar com tamanha facilidade.

- A Skeeter vai fazer uma festa se imaginar o que está havendo... – Tonks comentou quando ocupou a mesma carruagem do amigo.

- Hm? – Oliver se remexeu, meio constrangido – Do que está falando?

- Estou falando sobre você estar perdidamente apaixonado pela adversária de Beauxbatons.

- QUE? – os olhos de Wood se arregalaram – Ficou doida? Ou melhor, ficou mais doida que o normal?

- Espero que a próxima prova não exija encenações. Você é um péssimo ator, Wood. – Nymphadora completou antes que o rapaz continuasse negando – Eu notei como você olha para ela. E ela também não foi muito discreta durante a festa da clareira. Não há nada errado em vocês se gostarem, mas isso pode complicar um pouco o torneio. Certamente Karkaroff iria dar um jeito de insinuar que vocês dois estão se beneficiando desta união.

- É exatamente por isso que ninguém pode saber. Ninguém, Tonks!

- Relaxa, eu não vou falar para ninguém. Mas, se quer mesmo que continue sendo um segredo, tente mudar essa cara de idiota apaixonado!

Os olhos de Oliver se estreitaram, mas a discussão terminou ali porque logo outros colegas se apertaram na mesma carruagem dos dois.

O conselho de Tonks era bem oportuno e Wood até tentou mudar a expressão. Mas seu coração deu um salto no instante em que seus olhos avistaram Anastasia. O grifinório estava ensaiando um sorriso quando Alexia surgiu na frente dele e quebrou aquele encanto.

- Ahn...?

Wood sequer se lembrava de ter emprestado o livro para a colega. Foi preciso concentração para que Oliver resgatasse aquela memória abandonada em algum canto obscuro de sua mente. O empréstimo havia ocorrido no começo do ano letivo, antes mesmo da chegada dos estrangeiros. A intenção de Wood era usar o livro como uma maneira de se aproximar de Alexia, mas tanta coisa acontecera depois disso que o rapaz nem se lembrava mais daquela estratégia.

- Ah, sim. – Oliver pegou o livro e fez uma careta quando sua visão periférica capturou a imagem do borrão azul se afastando – Espero que tenha gostado.

Sem esperar por uma resposta, Wood forçou um sorriso para Alexia antes de se afastar dela. Sua vontade era caminhar até a mesa dos estrangeiros e resolver aquele mal entendido com um beijo, mas Tonks tinha razão. Até o fim do torneio, era mais prudente manter aquele romance em segredo para que os dois não fossem prejudicados.

Portanto, tudo o que Wood pôde fazer foi manter os olhos em Anastasia até que ela finalmente o encarasse. O grifinório não se deixou intimidar pela expressão fechada da loira e abriu um de seus sorrisinhos. Ele deveria estar mesmo muito apaixonado para se derreter até com os olhares homicidas daquela francesa.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Seg Fev 08, 2016 11:17 pm

O arrependimento de Charlie parecia ser sincero. Ainda assim, Florence não permitiu que seu coração se rendesse com tanta facilidade. As palavras de Weasley tinham sido muito ofensivas e machucaram demais. A dor fora muito grande para que Charles pudesse simplesmente corrigir tudo com um pedido de desculpas.

- O seu pedido de desculpas não apaga a lembrança das suas acusações na minha memória. Você usou as palavras como uma arma e provocou um ferimento grave, Weasley. Do tipo difícil de cicatrizar.

A cabeça de Florence se sacudiu em negativa diante das declarações de Charles. Aquele talvez fosse o pior erro do ruivo. Se ele não se enxergasse tão abaixo de Legrand, provavelmente não se deixaria contaminar pela insegurança que provocara a briga do casal.

- Eu não sou uma princesa, eu não faço questão de joias ou presentes valiosos. Eu só sou uma garota como qualquer outra, que gosta de ser bem tratada e que não se recupera tão facilmente quando tem o coração partido.

O primeiro reflexo de Florence foi de recusar o presente oferecido por Charlie. Não fazia sentido aceitar um presente depois de se negar a reatar o relacionamento ou a amizade com o ruivo. Mas aquele embrulho tão amassado a distraiu o bastante para que Weasley tivesse tempo de empurrar o presente para as suas mãos.

Movida somente por curiosidade, Legrand afrouxou os barbantes e se livrou do papel pardo amassado. As mãos delicadas tocaram a peça e a esticaram, expondo mais um dos famosos suéteres da Sra. Weasley. Molly usara uma lã azul para fazer a peça, num tom bastante parecido com o uniforme de Beauxbatons. Bem no meio do suéter, havia um “F” que não deixava dúvidas de que o presente fora feito exclusivamente para Florence.

Mesmo não conhecendo a tradição da família britânica, Florence entendeu que o suéter em suas mãos fora tricotado por Molly Weasley. Charlie possuía uma peça muito parecida e a francesa também já havia visto o pequeno Percy com um suéter bordado com um “P”. A única diferença na peça feita para a loira era o formato mais feminino da gola em “v” e o corte mais acinturado.

Teria sido ridiculamente mais fácil para Florence devolver aquele presente se fosse uma joia, uma caixa de bombons finos, ou qualquer coisa impessoal. Mas saber que a Sra. Weasley havia perdido tempo tricotando um suéter para ela foi o bastante para derreter aquela camada de gelo em torno do coração de Legrand.

Florence estava acostumada a receber presentes muito caros, mas que não carregavam consigo nenhum sentimento. Eram sempre presentes que não tinham nada além do valor financeiro. Era a primeira vez na vida que Legrand ganhava algo que fora feito exclusivamente para ela. Era a primeira vez que alguém havia produzido algo com as próprias mãos, perdido seu tempo e pensado em cada detalhe que poderia agradá-la.

Os olhos da francesa estavam iluminados por lágrimas emocionadas quando ela deslizou os dedos sobre o “F”. Parecia uma tolice, mas aquele humilde suéter da Sra. Weasley tinha mais valor para Florence do que o diadema dado por Lothringen, simplesmente porque fora feito para ela e não para o primeiro que pudesse pagar.

- Obrigada. – a voz soou baixa e ainda mais carregada com o sotaque francês – Eu vou fingir que não escutei mais esta ofensa. Por que eu jogaria fora um presente que sua mãe fez com tanto carinho?

O simples suéter não chegava perto de se parecer com as roupas sofisticadas que compunham o guarda-roupa de Legrand. Mas ela parecia bem sincera ao afirmar que não se livraria daquela peça. A forma como ela acomodou o suéter macio junto do peito, como se o abraçasse, apenas reforçou que Florence realmente gostara do presente.

- Diga à Sra. Weasley que eu gostei muito e que é uma honra ganhar um dos suéteres feitos por ela. Eu adoro azul, ela não poderia ter escolhido uma cor melhor.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Seg Fev 08, 2016 11:37 pm

Anastasia estava tão concentrada em esmagar suas batatas com o garfo imaginando que fosse a cabeça de Alexia, que apenas se deu conta de que o diretor de Hogwarts estava no meio de um discurso quando uma de suas amigas soltou um risinho animado.

- O que foi? – Ela perguntou, sem muita paciência, girando os olhos ao redor apenas para perceber que muitas meninas estavam tendo a mesma reação que a francesa ao seu lado.

- O baile de inverno! O Professor Dumbledore finalmente anunciou!

A lista de materiais do começo do ano pedia que os alunos levassem consigo uma roupa de gala, mas com a concentração nas tarefas do torneio, Anastasia havia esquecido completamente que haveria um baile para confraternização entre as três escolas.

Ao contrário da maioria das meninas, Legrand achava o evento uma grande bobagem inútil, e se não fosse uma das protagonistas daquela noite, provavelmente se recusaria a ir. Ela estava perfeitamente acostumada a festas como aquela, onde precisava exibir um sorriso educado e ser gentil com os amigos dos pais e do avô, mas duvidava que uma festinha de escola fosse servir de alguma coisa além de constrangimento e liberdade para que os alunos fizessem alguma bobagem.

Mesmo assim, foi involuntário girar as íris verdes até a mesa da Grifinória, encontrando o rosto de Oliver Wood. Por um momento, a raiva provocada por Alexia desapareceu e Legrand se lembrou dos momentos na beira do lado. Ela chegou a imaginar como seria estar ao lado do goleiro durante toda a noite e em como ele ficaria elegante com vestes à rigor.

Junto com este pensamento, a voz de Rita Skeeter soou em sua cabeça “A Srta. Legrend despertou no Sr. Wood um olhar tão tolamente apaixonado que não duvido que ele entregue de bom grado a taça à menina em troca de um beijo”.

A jornalista se deliciaria em ver os dois campeões indo ao baile juntos, fortificando sua teoria de que Anastasia era incapaz de sair vitoriosa daquele torneio usando apenas sua habilidade com a varinha e o raciocínio rápido.

A simples ideia de alguém duvidando de sua capacidade fez o estômago da francesa se revirar e ela empurrou o prato de comida para o canto, já sem apetite. Era mais fácil encarar a noite longe de Oliver do que ser manchete dos jornais como uma manipuladora de magia fraca.

***

A notícia do baile pareceu atingir Hogwarts como uma bomba. Era impossível que a rotina dos alunos continuasse a mesma, quando meninas cochichavam a todo instante e os rapazes lançavam olhares assustados, com medo de receber um não em seus convites.

Logo no período da manhã do dia seguinte, várias meninas da Beauxbatoms já estavam recebendo seus primeiros convites ou evitando rapazes que sabiam que iriam recusar. As meninas de Hogwarts estavam ansiosas na expectativa de quem as acompanharia, e Anastasia ainda estava se remoendo com a ideia de não ir com Oliver quando uma sombra se projetou sobre seu livro.

A menina havia fugido da aglomeração que conversava empolgada sobre o baile para ler um livro sobre criaturas aquáticas na área externa do castelo. Ela estava sentada em um dos degraus que dava acesso a entrada de Hogwarts quando um par de sapatos masculinos parou ao seu lado.

- Anastasia!

A intimidade com que o rapaz a saldou fez com que a francesa puxasse na memória aquele rosto conhecido. Ela precisou de alguns segundos para reconhecer o setimanista da Grifinória com quem já havia dividido algumas aulas.

- Oi! Saltzman, não é?

Embora não demonstrasse certeza se aquele era realmente o sobrenome do rapaz, Legrand não se mostrava constrangida, como a maioria das pessoas faria em ter dificuldade de lembrar alguém. O nariz empinado e a segurança de Anastasia a impedia de se sentir envergonhada por não se lembrar do rapaz a sua frente.

Saltzman sorriu, parecendo satisfeito, e se sentou ao lado da loira.

- Alaric. Tivemos aulas de Feitiços e Transfiguração juntos.

- Sim, eu sei.

Anastasia fechou o livro e encarou o rapaz esperando que ele dissesse o motivo para estar ali. O olhar imponente da francesa fez com que o sorriso simpático de Alaric vacilasse, mas ele logo pigarreou, procurando coragem para continuar.

- Então... Eu sei que você provavelmente já tem uma infinidade de opções, mas... Eu ficaria imensamente honrado se fosse minha acompanhante no baile de inverno.

Legrand piscou algumas vezes, pega de surpresa. Para ela, não existia uma infinidade de opções e nem mesmo acreditava que alguém tivera coragem de convidá-la. A mente estava tão focada em Oliver ou no desafio que se aproximava, que ela não pensou que também começaria a receber convites para a festa.

O tempo que a francesa demorou para absorver aquela notícia foi uma eternidade para Alaric, que já tinha certeza que seria estuporado pela campeã da Beauxbatoms. Quando Ana finalmente abriu a boca, o grifinório não conseguia acreditar na própria sorte.

- Está bem. Vamos juntos.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Ter Fev 09, 2016 12:07 am

Diferente de todos os rapazes de Hogwarts, Oliver não sentia nenhum tipo de desespero ao pensar no baile de inverno. Desde que o evento fora anunciado por Albus Dumbledore, o grifinório já sabia exatamente o que deveria fazer.

Seu real desejo era convidar Anastasia Legrand e aproveitar toda a festa ao lado da francesa. Mas infelizmente aquele era um sonho inalcançável no momento. Enquanto os dois fossem adversários de um torneio com repercussão internacional, era mais sensato que não expusessem tanto o relacionamento.

Embora já tivesse descartado a possibilidade de convidar Anastasia, Wood fizera uma escolha que deixava claro que era na francesa que ele estava focado.

- E aí?

Oliver se jogou ao lado de Tonks naquela manhã. A lufana folheava um livro, sentada num corredor vazio enquanto esperava pelo horário da aula de Adivinhações.

- Fala, Wood.

- Ahn... Na verdade, eu queria saber se, por acaso, você pensou na possibilidade de talvez, caso você já não tenha outros planos...

Como Oliver estava fazendo rodeios demais, Nymphadora girou os olhos e novamente voltou a atenção para o livro.

- Sim, eu vou ao baile como sua acompanhante e evito que a francesa maluca queira arrancar o seu fígado. Agora me deixe terminar de ler, eu estou quase sendo reprovada nesta matéria idiota.

Apesar das implicâncias, Oliver adorava Tonks e valorizava demais aquela amizade. A companhia de Nymphadora resolveria por completo todos os problemas de Wood naquele baile, mas ele só aceitaria aquela ajuda se tivesse certeza de que Tonks não sairia prejudicada.

- Tudo bem. Mas eu vou entender se você preferir ir com outra pessoa. Caso alguém te convide e você queira aceitar, pode me falar a qualquer momento.

- Eu não pretendo aceitar convites. E também acho que ninguém me convidaria.

- Dora, você é ótima. É divertida, inteligente e bonita. Por que acha que ninguém te convidaria?

A lufana deu de ombros e não parecia chateada ao falar sobre aquele assunto. Aliás, ela parecia conformada demais com a ideia de que não receberia nenhum convite além do de Wood.

- Não me interesso por ninguém do castelo. Minhas notas em Adivinhação são pavorosas, mas eu acredito muito no sexto sentido que me diz que a pessoa certa para mim está me esperando em algum lugar lá fora.

Oliver não tinha a menor fé em nenhum dos campos da Adivinhação, mas se aquela ideia era um consolo para Tonks, não seria ele a pessoa a tentar desestimulá-la.

- Certo. Mas se você mudar de ideia a qualquer momento, eu não ficarei chateado.

- Ok. Agora dê o fora, eu preciso estudar, a prova é em uma hora e eu ainda não decorei o alinhamento dos planetas.

- O que o seu sexto sentido diz sobre a sua nota?

- Ele diz que vou acertar o seu traseiro com um feitiço bem doloroso se você não sumir da minha frente, Wood!

A risada de Oliver ecoou pelo corredor enquanto ele se afastava, dando à amiga a paz que Tonks precisava naqueles últimos minutos antes da prova.

Não foi difícil encontrar Anastasia. Oliver só precisou rondar a região próxima ao jardim de inverno e esperar por alguns minutos até que a francesa aparecesse. Por sorte, Legrand vinha sozinha e nenhuma testemunha presenciou o momento em que o braço de Wood surgiu no corredor e puxou a loira para uma pequena varanda localizada na lateral do jardim.

- Temos pouco tempo, então não desperdice estes preciosos minutos brigando comigo. – Oliver falava rápido, emendando uma palavra na outra – Também não perca tempo com ciúmes da Alexia. Eu passei o feriado inteiro pensando em você, não há nenhuma razão para que você sinta ciúmes de ninguém.

As mãos de Oliver deslizaram pela cintura de Anastasia, trazendo a francesa para mais perto. Seus lábios roçaram os dela num beijo e as pontas dos narizes se tocavam quando Wood comentou, num sussurro.

- Eu já resolvi o problema do baile. Eu queria mesmo ir com você, mas sei que é impossível. Então convidei a Tonks, iremos como amigos.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Ter Fev 09, 2016 12:23 am

Escutar que ele havia partido o coração de Florence foi como receber mais uma punhalada no peito. Os olhos azuis de Charlie encaravam o chão, sem coragem de encontrar as íris magoadas de Florence para assombrá-lo ainda mais.

Quando a loira demonstrou ter gostado do presente, uma pontada de felicidade aqueceu o coração de Weasley e ele deu um fraco sorriso ao escutar que azul era sua cor preferida. Não precisava ser um gênio em deduzir que a francesa, que tinha tanta afinidade com a Corvinal, fosse gostar daquele detalhe.

A escolha da cor havia sido feita por Charlie, mas ele não tentou corrigir aquele detalhe. Florence estava magoada demais e, se descobrisse que havia sido influencia sua para Molly moldar aquele suéter, provavelmente devolveria o presente. Era mais fácil que a francesa acreditasse ter sido apenas obra da Sra. Weasley.

- Eu vou dizer. – Ele concordou com um movimento da cabeça, finalmente erguendo o rosto para encará-la.

Um suspiro escapou dos seus lábios, sempre surpreso com a beleza de Legrand. Era uma tortura estar há poucos centímetros dela e não poder beijá-la, sentir o perfume de seus cabelos e aquecer o corpo com o encaixe perfeito do seu abraço. Saber que provavelmente nunca mais teria Florence em seus braços fazia todo o ar escapar de seus pulmões.

- Você fica ainda mais bonita em azul, Florence...

Com um sorriso triste nos lábios, Charlie ergueu uma das mãos até tocar uma das mexas soltas do cabelo loiro. A textura macia que ele já conhecia fez um pequeno arrepio percorrer pelo seu braço, mas para evitar que Legrand o empurrasse, ele logo recolheu os dedos, enfiando-os no bolso da calça.

O ruivo encarou a francesa por alguns segundos, observando a forma com que ela se abraçava ao suéter, e o calorzinho em seu peito foi aumentando, junto com a esperança de conseguir reparar os seus erros.

Ele sabia que levaria tempo e precisaria ter paciência, mas algo no jeito de Florence com aquele suéter indicava que Weasley não estava completamente perdido.

- Eu sei que não mereço você, Florence. Mas eu não vou desistir de fazer você entender o quanto eu me arrependo.

***

A ideia de ter um baile se aproximando causou um alarme terrível na mente de Charles. Agora que Florence não queria mais vê-lo, ela estava completamente livre para aceitar o convite de quem quer que fosse, e isso incluía um certo dinamarquês arrogante.

Charlie não sabia como deveria agir para reparar o erro cometido, mas não tinha mais tempo a perder. Cada dia que passava com Legrand longe, mais chance Lars tinha de leva-la ao baile e concluir seu plano terrível.

O grifinório passou a rondar todos os lugares que costumava ver Florence, na esperança de ter mais um momento para conversar com ela, mas a francesa estava cada vez mais difícil de ser encontrada, para seu completo desespero.

Após dois dias completos sem encontrar o rosto de Legrand nem mesmo durante as refeições, Charlie recorreu à Felicity a tarefa de entregar um bilhete.

“Flor,
Preciso que me encontre na torre de adivinhação após o jantar.
É importante.
C. W.”
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Ter Fev 09, 2016 12:37 am

Anastasia quase sacou a varinha quando sentiu seu corpo sendo puxado, mas precisou de poucos segundos para reconhecer a voz e o perfume de Oliver, fazendo com que ela descartasse a ideia de estuporar o rapaz.

Por mais que os dois não tivessem conversado detalhes após os beijos trocados na beira do lago, Legrand havia passado tempo demais pensando em Wood para não se derreter no instante em que ficaram sozinhos mais uma vez.

Apesar da mente veloz, Ana teve o raciocínio interrompido quando sentiu os lábios de Oliver nos seus, fazendo todo o seu corpo relaxar e o resto do mundo desaparecer naquele toque tão singelo.

O ciúme de Alexia já havia sido completamente esquecido, assim como a ideia de um baile ou de um torneio, no instante em que sentiu o calor do corpo de Wood junto ao seu. Apenas quando ele terminou de falar, Anastasia piscou algumas vezes, absorvendo o significado das palavras atropeladas.

- Baile? O quê?

A expressão abobada de Legrand entregava como ela ficava completamente absorta ao restante do mundo quando estava nos braços de Oliver.

- Ah, é claro... Eu resolvi também. – Ela apoiou as duas mãos sobre os ombros de Wood e se inclinou para beijá-lo rapidamente. – Saltzman me convidou hoje cedo.

Quando aceitou acompanhar Alaric ao baile, Legrand não pensou em provocar Oliver. Era simplesmente a primeira oportunidade que surgiu a sua frente, e como sabia que não poderia ir ao baile com quem realmente desejava, não havia muito que pensar para aceitar ou recusar.

Os braços da francesa rodearam o pescoço de Wood antes dela continuar, com uma careta.

- E não me venha falar daquela corvinal sem sal. Eu não estava com ciúmes.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Ter Fev 09, 2016 12:58 am

O sumiço de Florence nada tinha a ver com uma tentativa de evitar Charles. A francesa se viu obrigada a “fugir” simplesmente porque a sua estadia em Hogwarts deixou de ser tranquila e agradável desde que Dumbledore anunciara o baile de inverno.

Apenas dois dias tinham se passado desde então, mas fora tempo o bastante para que Legrand tivesse que dispensar quase dez rapazes. Aliás, todas as meninas de Beauxbatons vinham recebendo a mesma atenção masculina, mas, ao contrário das demais, Florence não tinha tanta facilidade para distribuir “nãos” pelo castelo.

Suas negativas eram sempre acompanhadas por pedidos de desculpas e Legrand se sentia péssima em ver os olhares desapontados dos rapazes. O mais simples seria aceitar logo um convite já que isso acabaria com toda aquela euforia, mas Florence não se imaginava ao lado de ninguém que não fosse Charlie Weasley.

Apesar da certeza de que seu coração só aceitaria Charlie, a francesa preferia evitar até mesmo o ruivo. Seu coração começara a ceder diante do suéter, mas ainda havia muita mágoa guardada. Talvez a melhor escolha fosse comparecer sozinha ao baile apenas para prestigiar a irmã e retornar ao dormitório depois que Anastasia abrisse o evento com a primeira dança.

Exatamente por estar fugindo de todos, Florence também não havia visto Lars nos últimos dois dias. O dinamarquês estava ansioso por uma chance de conversar com Legrand e, mais uma vez, pretendia usar a desculpa de uma “sincera” amizade para convencê-la a comparecer ao baile com ele.

Por sorte, Charlie foi mais rápido naquela iniciativa. Florence estava sozinha no dormitório quando recebeu a visita de Felicity. A coruja voou até a loira e aterrissou habilidosamente na cama, permitindo que o recado amarrado em uma de suas patas fosse retirado por Legrand.

Assim como Weasley, Florence tinha o incomum costume de conversar com os animais como se esperasse alguma resposta deles.

- Senti saudades de você, Felicity. Eu lamento se não estamos nos vendo com tanta frequência. O seu dono me magoou muito. Os humanos são complicados.

Embora as palavras tivessem sido ditas em francês, Felicity virou a cabeça e encarou Florence como se fosse capaz de compreender o desabafo da moça. Sem se mexer, a coruja manteve os olhos astutos na loira enquanto Legrand lia o recado de Charlie.

- O que ele quer, hm? É realmente importante?

A resposta de Felicity veio através de um vigoroso bater das asas que fez com que a ave se erguesse alguns centímetros acima do colchão. Florence suspirou antes de concordar com um movimento de cabeça.

- Está bem, eu vou.

Para evitar novos convites e novas negativas, Florence mais uma vez não apareceu para jantar no Salão Principal naquela noite. Contudo, tão logo escutou a movimentação dos alunos que deixavam o salão após a refeição, Legrand se preparou para ir ao encontro de Weasley.

Como não pretendia transformar aquela conversa em um encontro, Florence não se preocupou em se arrumar demais. A maquiagem fora totalmente dispensada e os cabelos claros estavam soltos e desciam formando suaves ondulações pelas costas da garota. A saia preta era mais larga e confortável, assim como os sapatos sem salto usados naquela noite. As meias eram grossas o bastante para proteger suas pernas do vento frio. Por cima da camisa branca, Legrand usava o suéter feito pela Sra. Weasley.

Aquela escolha não tinha o objetivo de agradar Charlie e nem de mostrar que a peça não fora jogada no lixo. Florence estava usando o suéter simplesmente porque o achava perfeito. Era quente, confortável, modelava bem o seu tronco e combinava com seus olhos. Ela não precisava de mais motivações para usar a peça.

Com apenas alguns minutos de atraso, Florence chegou à torre de adivinhação. A francesa respirou fundo antes de ultrapassar o batente e adentrar a sala, torcendo para que Charlie não tivesse interpretado a sua ausência no jantar como um sinal de que ela também não compareceria ao encontro sugerido por ele.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Ter Fev 09, 2016 1:17 am

Assim como Legrand, Oliver ficou alguns segundos meio abobado e sem reação depois das declarações da loira. A diferença era que não era a simples presença dela que o deixava assim, mas a completa incredulidade diante do que acabara de ouvir. Por mais que soubesse que Anastasia teria que aceitar o convite de outro rapaz, Wood não imaginou que ela faria isso tão rápido, sem conversar com ele antes. E, pior, que aceitaria logo a companhia de Alaric.

- Hey, hey, hey! Peraí. Eu ouvi bem? Você vai ao baile com o Saltzman?

A expressão nada amigável de Wood já mostrava que aquela ideia não o agradava muito. Embora Oliver e Alaric fossem colegas de casa e tivessem uma convivência pacífica atualmente, o passado dos dois não era muito favorável.

Anastasia teria ainda mais certeza de que cometera um erro grave quando Oliver a soltou bruscamente e se afastou um passo, com o semblante mais carregado a cada segundo que passava. Aquele distanciamento obrigou Legrand a afastar os braços que rodeavam o pescoço do rapaz.

- Você simplesmente aceitou um convite para o baile sem conversarmos sobre isso antes? Eu convidei uma amiga para me acompanhar enquanto você aceitou a proposta do primeiro interessado que surgiu???

Oliver se sentia um tolo por ter convidado Tonks. Tudo o que ele queria era evitar problemas com Anastasia, mas a atitude da loira mostrava que ela não tinha a mesma preocupação com ele.

A rivalidade entre os dois rapazes era uma grande tolice. Os dois haviam disputado a vaga de goleiro da Grifinória na mesma época. Wood teve um desempenho melhor nos treinamentos e conseguiu fazer parte do time principal.

Saltzman era o goleiro reserva e geralmente só jogava quando Oliver estava machucado ou indisposto. Os dois nunca tinham se envolvido em nenhum tipo de briga, mas estavam longe de serem bons amigos. Alaric não ficaria nada chateado se Oliver sofresse um acidente que o tirasse do campo e desse ao reserva a oportunidade de brilhar.

Era uma ironia que, no baile de inverno, Saltzman ocupasse o papel de titular ao lado de Anastasia enquanto Oliver teria que se contentar em assistir ao espetáculo, como um bom reserva.

- Se eu soubesse que você encarava as coisas desta maneira, eu não teria convidado a Tonks. Afinal, se você pretende se divertir no baile com um acompanhante de verdade, eu tenho o direito a fazer o mesmo, não é?
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Ter Fev 09, 2016 1:40 am

Apesar do vento frio que entrava pelas janelas da torre de astronomia, Charlie sentia o rosto quente e o coração acelerado enquanto encarava a porta de entrada da sala com ansiedade. Cada segundo que passava sem que Florence chegasse, parecia zombar do grifinório, o torturando e diminuindo suas esperanças.

Charlie não sabia como fazer para reverter o estrago causado em seu momento de insanidade, mas tinha certeza que se Legrand não aparecesse naquela noite, não haveria mais chance de fazer com que ela o perdoasse, independente de seus esforços.

Quando Florence entrou na torre naquela noite, o coração de Charlie deu uma cambalhota e ele arregalou os olhos, sem acreditar que a francesa realmente estava ali. As íris claras deslizaram do rosto que ele conhecia tão bem para o suéter que ela vestia, despertando um arrepio gostoso em sua nuca.

Seus lábios se curvaram em um sorriso sincero que lembrava o velho Charles Weasley e ele baixou o rosto até encarar o próprio suéter vermelho-tijolo exibindo um “C” bordado em branco.

Florence poderia não ter perdido tempo se arrumando, mas aos olhos do grifinório, ela nunca estivera tão bonita vestida com aquela simplicidade. Mesmo que o caminho para reconquistar a francesa ainda fosse longo, Charlie sentia que estava na direção certa.

- Você veio. – Ele constatou, exibindo um sorriso orgulhoso. – O suéter ficou ótimo em você. Eu estava certo, azul te deixa ainda mais linda.

Weasley deu alguns passos para atravessar a torre e parou diante de Florence. A luz azulada que entrava pela janela deixava a pele clara de Florence em um tom quase prateado e realçava os olhos claros que sempre lhe arrancavam suspiros.

Movido pela coragem encontrada diante da escolha da roupa de Florence, Charlie ergueu uma das mãos e afagou os fios loiros até pousar os dedos na curva do rosto dela, acariciando a bochecha com o polegar.

O brilho que brotou em seus olhos era o mesmo da Floresta Proibida, quando os dois trocaram o primeiro beijo. Nem a lembrança de Lars era capaz de estragar a esperança que o apanhador tinha em reconquistar Legrand.

- Eu sei que você ainda está magoada comigo e que não quer conversar.... Eu só... Eu tinha esperanças de que você me acompanhasse em um lugar.

Antes que Florence pensasse que ele estava se referindo ao baile, Charlie inclinou com a cabeça para o lado e apontou uma vassoura apoiada na estreita varanda.

- Prometo que vai valer a pena! Posso ficar calado o tempo inteiro, se você preferir, mas você não pode perder isso...

A esperança de que Florence fosse movida pela curiosidade e aceitasse seu convite fazia com que Charlie exibisse um sorriso animado, convicto de que teria sucesso em seu plano.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Ter Fev 09, 2016 1:58 am

A primeira reação de Anastasia quando Oliver se afastou foi fazer uma careta de decepção. Os olhos verdes já estavam fixos nos lábios do grifinório na esperança de mais um beijo quando Wood demonstrou toda sua insatisfação em seu acompanhante ao baile.

A atitude exagerada do britânico fez com que Legrand cruzasse os braços e também fechasse a expressão emburrada, girando os olhos diante da rispidez de Wood.

- Eu não sabia que eu precisava conversar com você antes de fazer qualquer coisa na minha vida.

Anastasia descruzou os braços e apoiou as mãos na cintura fina, empinando o nariz em sua posição autoritária e superior.

- Além do mais, eu sabia que nós dois não poderíamos ir juntos, então qual é a diferença de eu ir com o Saltzman ou qualquer outro??? Eu nem sabia se receberia outro convite e seria humilhante ir ao baile sozinha!

Embora fosse perfeitamente segura de si quando se tratava de feitiços ou desafios que exigissem magia, Anastasia não tinha tanta certeza assim sobre sua aparência e definitivamente não sabia que despertava o interesse de outros rapazes. Mesmo sabendo que as alunas da Beauxbatoms estavam sendo extremamente bajuladas, ela não conseguia se ver recebendo dez convites por dia como Florence.

Mesmo que as duas fossem gêmeas, a personalidade difícil de Ana sempre havia sido um fator a mais de dificuldade nos relacionamentos, o que intimidava a maioria dos rapazes.

- Você está sendo ridículo, Oliver! Vou me divertir tanto nesse baile quanto enfrentando um dragão!

Vozes distantes fizeram com que Anastasia se calasse por um instante. Enquanto esperava os passos se afastarem por completo, a francesa tentava recuperar o fôlego, o peito subindo e descendo, sem desviar os olhos verdes de Wood.

- Eu sinceramente não entendo porque você está tão furioso. Caso você não tenha reparado, não tenho muitos amigos aqui, então com quem você esperava que eu fosse ao baile???

A francesa sacudiu a cabeça, balançando os fios loiros enquanto curvava os lábios em um sorrisinho sarcástico. Conforme ia falando mais rápido, o sotaque francês ficava mais carregado.

- Mas se você faz tanta questão assim de se divertir com um acompanhante de verdade, por que não vai correndo atrás da Alexia? Aposto que ela adoraria discutir “Quadribol Através dos Séculos” com você durante a noite toda.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Ter Fev 09, 2016 1:59 am

Era impressionante a maneira como o coração de Florence saltitava por Charlie. Mesmo que ela ainda estivesse magoada e ofendida com as ofensas proferidas pelo britânico, Legrand não conseguia evitar que as batidas de seu coração se acelerassem por ele.

A francesa já havia conhecido a pior face de Weasley e sabia do poder destrutivo que o rapaz possuía. Mas a mesma voz que a fizera chorar na última discussão também era capaz de provocar arrepios quando soava naquela entonação doce.

Um pouco daquele encantamento foi quebrado quando Florence imaginou que receberia mais um convite para o baile de inverno e que teria que dizer mais um “não”, desta vez para Weasley. Portanto, a surpresa dela foi grande quando o grifinório guiou a conversa para outra direção e indicou a vassoura que repousava num dos cantos da torre.

A proposta era tentadora e a curiosidade chegava a borbulhar na mente de Legrand. Ao mesmo tempo, um frio se espalhou por sua barriga diante da possibilidade de subir numa vassoura e levantar voo naquela noite escura e gelada.

- Voar?

O medo daquela aventura ficou muito bem refletido na entonação vacilante da loira. Os olhos azuis foram de Charlie até a varanda, depois retornaram para o rapaz com ainda mais insegurança. Florence confiava em Weasley e sabia que, como um bom jogador de quadribol, o britânico deveria voar muito bem. Mas o temor ainda assim era inevitável.

- Eu não sou muito boa com vassouras. – não havia nenhum constrangimento naquela confissão – Aliás, eu não sou muito boa em nada que exija habilidade, nunca tive muito gosto por aventuras. A Ana sempre se destacou nessas áreas enquanto eu prefiro as matérias mais teóricas e menos arriscadas.

Mais uma vez, Florence olhou para a vassoura e para a varanda, sinceramente tentada a assumir aquele risco. A curiosidade e a companhia de Charlie eram excelentes combustíveis que guiavam Legrand na direção daquela pequena loucura.

- Está bem. – Florence acrescentou enquanto o medo já espalhava adrenalina em suas veias – Desde que você prometa que eu voltarei inteira para a terra firme! Seja lá o que for que você queira me mostrar, eu espero mesmo que valha a pena, Charlie.

O nome do rapaz parecia ser apenas um detalhe bobo, mas já era algum avanço que Legrand deixasse de chamá-lo de Weasley. A mágoa ainda estava presente, mas era evidente que Charlie estava no caminho certo para alcançar novamente o coração da francesa.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Ter Fev 09, 2016 2:20 am

Charles estudava o rosto de Florence atentamente enquanto ela analisava a possibilidade de abraçar ou não aquela aventura. Quando a francesa concordou, Weasley se sentiu vitorioso pela segunda vez naquela noite, mais uma vez exibindo o largo sorriso que iluminava seu rosto.

A simples ideia de passar algumas horas ao lado de Legrand mais uma vez era suficiente para aquecer seu corpo inteiro, ignorando o vento gelado do inverno. Charlie se via cada vez mais próximo de ter Florence em seus braços mais uma vez.

Após o pedido da loira, Weasley voltou a afagar seus cabelos macios e a encarou com doçura.

- Não se preocupe, Flor. Não tenho a menor intenção de machucá-la, nunca mais.

A confissão sussurrada era sincera, mas o peso do seu olhar não durou mais que dois segundos. A intenção daquela noite era mostrar algo incrível para Florence, e qualquer tentativa de levar o assunto mais a sério poderia fazer com que ela desistisse daquela aventura.

Antes que Florence pudesse mudar de ideia, Charlie a puxou pela mão na direção da vassoura. Ao perceber a tensão refletida em cada centímetro do corpo e rosto dela, ele a puxou para perto, controlando a tentação de abraça-la.

- Confie em mim.

Ele pediu, lançando um olhar significativo antes de ajudá-la a subir na vassoura e levantar vôo. No mesmo instante, os cabelos vermelhos foram jogados para trás, e como era comum sempre que Charlie entrava no campo de Quadribol, ele abriu o sorriso que expressava toda sua felicidade.

O vôo não durou mais do que poucos minutos, e quando Charlie finalmente pousou, o castelo de Hogwarts havia ficado apenas uma sombra para trás. Seus pés tocaram o gramado de uma colina com perfeito equilíbrio, e apenas quando ele teve certeza de que Florence estava bem, a vassoura foi recolhida.

Os dois estavam exatamente no topo da colina, com o castelo ao longe. Em alguns metros abaixo, era possível ver o vilarejo de Hogsmead, em uma visão completamente diferente da rua principal que normalmente os alunos de Hogwarts visitavam em seus passeios.

Antes que Florence desse muita atenção ao vilarejo, ele voltou a puxá-la pela mão, guiando até o lado oposto. A paisagem havia mudado completamente, exibindo a vasta floresta proibida, muito maior do que se podia ter noção enquanto caminhava por entre as árvores.

Pela hora tardia, a floresta era apenas uma mancha negra composta de árvores que balançavam vez ou outra com o vento. Com um movimento da varinha, Charlie conjurou dois cobertores nas cores da grifinória.

Um deles foi esticado sobre o gramado onde Charles logo se acomodou. Ele lançou um olhar para Florence e sorriu para encorajá-la a acompanha-lo, e assim que a francesa ocupou um lugar ao seu lado, ele abriu o outro cobertor para cobrir suas pernas.

- Já deve estar começando. – Ele explicou, diante do olhar de interrogação da loira.

As palavras mal haviam acabado de sair da sua boca quando uma luzinha piscou dentro da escuridão da floresta. Na mesma rapidez que surgiu, ela sumiu, apenas para aparecer novamente, acompanhada de diversos outros pontos minúsculos.

Apesar do céu estar sobre a cabeça dos dois, a enorme quantidade de luzes pequeninas que piscavam entre as árvores imitava com perfeição as estrelas.

- São vaga-lumes. – Charlie explicou, encarando abobado o espetáculo que acontecia diante dos seus olhos, onde a quantidade de luzes apenas aumentava, cobrindo quase toda superfície da floresta.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Ter Fev 09, 2016 2:26 am

Por mais que as ponderações de Anastasia fizessem algum sentido, Wood ainda não conseguia digerir a ideia de que ela iria ao baile como acompanhante de Alaric Saltzman.

O principal sentimento de Wood diante daquela ideia não era o ciúme, visto que o rapaz não acreditava que seria trocado pelo colega. Mas a velha rivalidade entre os dois fazia com que Oliver sentisse uma profunda raiva ao pensar que, daquela vez, Alaric venceria uma disputa. E o prêmio seria justamente a companhia de Legrand, que Oliver tanto desejava!

- Caso você não saiba, eu preciso te lembrar que é isso que as pessoas “normais” geralmente fazem quando gostam ou se importam com alguém. Se eu não tenho o direito de fazer parte da sua vida e de participar das suas escolhas, não faz sentido continuarmos com isso.

Quando Anastasia novamente levou a conversa na direção de Alexia Morgan, Wood perdeu a paciência. Até então, ele vinha lidando de forma cuidadosa com aquela situação, mas os ciúmes insistentes da francesa fizeram com que ele perdesse a cabeça.

- Você quer mesmo saber o que eu sinto pela Alexia? Pois bem, eu vou te contar.

Oliver recuperou o fôlego antes de fazer aquele desabafo. Mais uma vez, ele emendou as frases rapidamente, de forma que a francesa não conseguiria interrompê-lo nem se quisesse.

- Até o começo deste ano, eu era muito louco por ela. Eu achava que a Lex era a garota mais linda, mais inteligente e mais perfeita de todo o castelo. Eu teria dado um rim, talvez até os dois, por uma mísera chance de ficar com ela. Além de linda, a Lex é doce, gentil e suave como uma flor. Ela é realmente um tesouro que eu cobiçava profundamente.

Os olhos de Oliver se estreitaram e ele se aproximou apenas o bastante para cutucar um dos ombros de Anastasia.

- Mas então apareceu você, com toda esta arrogância, com esta maldita personalidade explosiva, com uma língua afiada que parece ter sempre a pior resposta para qualquer situação! Você surgiu como um terremoto e me fez esquecer por completo da existência da Alexia.

O grifinório novamente se afastou e cruzou os braços enquanto sacudia a cabeça em negativa.

- Seria MUITO mais fácil se eu ainda gostasse da Lex. Eu só teria que convidá-la para o baile, ela certamente aceitaria, nós dois nos aproximaríamos e eu teria que conviver com uma namorada doce e carinhosa. Todos os profetas sabem como eu gostaria que tudo fosse simples assim! Mas nããããão...

Oliver fez uma careta desesperada que chegava a ser divertida.

- Por que a vida deve ser tão simples se podemos complicar, não é? Por que eu escolheria essa calmaria se posso optar por um turbilhão chamado Anastasia Legrand? Por que meu coração se conformaria com a Lex se ele pode se apaixonar por você e viver todos os abalos que você está disposta a me proporcionar?
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Ter Fev 09, 2016 2:50 am

Anastasia estreitou os olhos quando Oliver começou o discurso e o encarou em um misto de mágoa e raiva. Ela não precisava ser ensinada como “pessoas normais” deveriam agir e era uma ofensa ouvir aquilo do grifinório.

Mas as palavras que Wood emendou em seguida fez com que Legrand engolisse todos os xingamentos. Ouvir as qualidades de Alexia sendo enumeradas por ele fez com que Anastasia girasse os olhos e cruzasse os braços, ficando tão emburrada quanto uma criança contrariada.

Ela chegou cogitar sair andando e deixar Oliver falando sozinho. Era completamente desnecessário ficar ali ouvindo o quanto Morgan era perfeita. Quando Oliver também evidenciou seus defeitos, os olhos verdes começaram a brilhar pelas lágrimas que a francesa jamais derramaria na frente de outra pessoa.

Para alguém como Legrand, sempre tão segura de si, empenhada em ser a melhor no que quer que fosse, era a pior ofensa ter seus defeitos enfatizados quando comparados a qualidade de alguém como Alexia.

Saber que Oliver um dia havia gostado tanto da Corvinal também era desconfortável, mas era a forma com que ele comparava as personalidades das duas que mais magoava Anastasia. Apenas as últimas palavras de Wood foram capazes de fazer Legrand encará-lo novamente, a boca ligeiramente aberta em surpresa.

- Apaixonar? – Ela sussurrou, ignorando a garganta que ardia pelo choro preso. – Você está apaixonado por mim?

Legrand havia admitido a si mesma que se sentia atraída por Oliver. A presença dele era sempre capaz de distraí-la do que quer que fosse, desligando sua mente do restante do mundo para se concentrar apenas nos lábios bem desenhados ou nos olhos azuis.

Mas era a primeira vez que ela pensava além da atração física. Afinal, por que outro motivo sentiria tantos ciúmes de Alexia? Por que Wood a irritava tanto, na mesma proporção que despertava uma vontade desesperada de estar ao seu lado?

Anastasia nunca havia se apaixonado antes, e estava em Hogwarts apenas com o objetivo de sair campeã daquele torneio. Mas tudo que sua mente conseguia berrar naquele instante é que ela também estava apaixonada pelo britânico.

- Você acabou de dizer todos os meus defeitos. – Ana sussurrou, dando um passo para frente. – Se eu sou tão desprezível assim, tão arrogante, tão... tão oposto da Morgan... Por que diabos você está aqui? Eu não vou mudar, Oliver. Não importa o quanto eu também esteja apaixonada por você, eu nunca vou ser como a Alexia.

Legrand suspirou pesadamente e desviou o olhar de Oliver por alguns segundos, apenas para continuar com o controle de não derramar uma única lágrima. Ela apenas voltou a falar quando encontrou o olhar dele mais uma vez.

- Se você acha tão ruim assim, é melhor desistir logo. Talvez ainda tenha alguma esperança para você e a Alexia, afinal.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Liam Mellish em Ter Fev 09, 2016 12:48 pm

- Eu não quero que você mude.

A voz de Wood soou firme e o rapaz manteve um semblante sério enquanto completava aquele raciocínio.

- Se eu quisesse apenas uma garota meiga e fácil de lidar, eu já teria ficado com a Alexia. Mas eu quero você, Ana. Porque por alguma razão insana, eu gosto até dos seus piores defeitos. Você é linda. E eu adoro o fato de você ser baixinha. A sua delicadeza definitivamente não combina com a força que você possui. Eu admiro a sua determinação e a maneira como você tenta sempre se superar. Eu acho adorável a forma como você explode por qualquer bobagem principalmente porque é ótimo saber que eu posso cuidar disso com um simples abraço. Eu não me importo com a arrogância que você tenta refletir porque eu sei que, por dentro, você é muito mais nobre do que quer que as pessoas saibam.

Era a primeira vez que Oliver abria o seu coração para uma garota. E aqueles elogios eram valiosos porque ele não se referia apenas à inegável beleza da francesa, mas à pessoa que existia por trás da aparência física. Wood nunca gostou tanto de uma garota a ponto de enxergar muito além da beleza dos traços dela, mas Legrand mudara aquilo.

- Eu não quero que você mude, Anastasia. Mas eu preciso que você me deixe entrar na sua vida. Eu preciso ultrapassar as barreiras que você criou ao redor de si mesma. Só assim isso vai dar certo.

Depois de dar um passo adiante, Oliver levou uma das mãos ao rosto de Legrand. Seus dedos seguraram o queixo da francesa e o polegar se deslizou carinhosamente, fazendo círculos na pele macia da garota.

- Eu sou seu adversário apenas no Torneio Tribruxo. Fora da competição, não há nenhum motivo para que você se sinta intimidada com a minha presença. Não há necessidade de uma postura tão defensiva, nem da distância que você tenta impor. Eu gosto de você como eu nunca gostei de garota nenhuma.

Antes que Anastasia pudesse citar novamente o nome de Alexia Morgan, o grifinório completou.

- Você é mais que simplesmente uma garota bonita por quem eu me sinto atraído. Você é mais que uma paixonite adolescente. Eu não tenho a menor dúvida de que a minha escolha é você, Anastasia Legrand. Mas eu preciso que você também tenha esta certeza com relação a mim e que permita a minha entrada na sua vida.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Ter Fev 09, 2016 1:21 pm

O voo foi breve e Charlie notavelmente pegou leve nas manobras com a vassoura a fim de preservar a francesa. Ainda assim, Florence se manteve seguramente agarrada no suéter do rapaz como se estivesse prestes a cair a qualquer momento. Se olhasse para trás, Weasley encontraria a garota de olhos firmemente fechados. Embora a vista de Hogwarts fosse linda, o pânico não permitia que Florence aproveitasse com intensidade aquela bela visão.

O alívio foi notável na expressão da loira quando seus pés novamente tocaram o solo firme. Ali, com a segurança de um chão sob si, Florence finalmente se permitiu admirar a maravilhosa vista. Apesar da escuridão da noite, era possível contemplar com perfeição os contornos do castelo de Hogwarts. Os dois estavam num ponto tão elevado que também permitia que o vilarejo de Hogsmeade fosse avistado como várias luzinhas distantes.

Inicialmente, a Floresta Proibida era apenas uma mancha escurecida na paisagem. Dali de cima, parecia ser um local tão calmo e silencioso que era difícil acreditar que abrigava tantas criaturas pouco amigáveis.

Os olhos da francesa ainda estavam fixos naquele ponto quando Charlie conjurou os cobertores. De fato, em cima daquela colina, a temperatura parecia ainda mais baixa e tornava necessário o uso daquela proteção. Sem pensar duas vezes, Florence se acomodou ao lado do britânico e manteve o olhar na Floresta Proibida enquanto sentia seu corpo sendo aquecido pelo cobertor da Grifinória.

Foi então que começou o espetáculo. Florence lançou um olhar intrigado quando a primeira luzinha minúscula brilhou na escuridão da floresta. A francesa ainda se perguntava o que significava aquilo quando centenas de outras luzes começaram a piscar. O queixo de Legrand caiu na mais completa admiração quando ela se deu conta de que aquela cena se assemelhava lindamente à imagem de um céu estrelado.

- Charlie...

Inconscientemente, a mão de Florence deslizou pelo cobertor até alcançar os dedos compridos do rapaz ao seu lado. Com um sorriso emocionado, a francesa entrelaçou seus dedos aos do ruivo e alargou o sorriso, encarando aquele espetáculo com um olhar encantado.

- É lindo! – a voz de Florence soava num sussurro maravilhado – É perfeito!

A visão era tão linda que Florence nem se importava mais com o medo que sentira ao voar até ali. Aquela imagem fazia com que todo o risco tivesse valido a pena.

Levada pela emoção única daquele momento, Florence deslizou para mais perto do ruivo. Deixando de lado as mágoas, a francesa se contagiou pelo romantismo daquele momento e enlaçou o tronco de Weasley com um abraço. Sua cabeça foi apoiada num dos ombros de Charlie sem que eles desviassem os olhos das luzes da Floresta Proibida.

- É o melhor presente que eu já recebi. – a voz da francesa foi sussurrada próxima ao ouvido de Weasley – Obrigada por me mostrar isso, Charlie.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Anastasia Legrand em Ter Fev 09, 2016 2:10 pm

Anastasia sabia o que era ser a melhor, em ser reconhecida pelo seu esforço e se orgulhava disso. Não era uma grande surpresa quando ela se destacava nas atividades da escola e colecionava troféus e conquistas. Mas nunca, nenhuma vitória, havia despertado nela a sensação provocada pelas palavras de Oliver.

Com as sobrancelhas ligeiramente franzidas, Legrand estampava a incredulidade em cada centímetro de seu rosto. Os lábios naturalmente rosados estavam entreabertos, incapacitados de emitir qualquer som e ela nem mesmo tinha notado que estava prendendo a respiração.

A francesa nunca havia escutado uma declaração de amor antes, mas não acreditava que se qualquer outro rapaz tivesse tentado se aproximar dela, fosse conseguir provocar a mesma reação que Wood.

Mesmo sendo dotada de muitos talentos, Oliver havia acabado de enumerar seus defeitos e mesmo assim continuava firme em dizer que estava apaixonado por ela. Ele não se intimidava com sua postura arrogante ou sua personalidade competitiva. Mas estava ali, disposto a enfrentar seu temperamento difícil.

Cada centímetro de Wood contribuía para uma aparência atraente que não passaria desapercebida aos olhos de uma garota. Mas era além dos olhos azuis e da boca perfeita que Anastasia vinha pensando nos últimos dias.

A coragem de Wood ao enfrentar o dragão, ou sua justiça grifinória que havia o obrigado a compartilhar o segredo da primeira prova, mesmo que aquilo pudesse ter lhe prejudicado, eram apenas algumas das qualidades do britânico.

Oliver era infinitamente mais humilde que Legrand, mas aquilo não significava que ele era menos talentoso. As habilidades mostradas nos últimos meses apenas mostravam que ele era muito mais poderoso do que deixava transparecer.

Em um impulso, ainda com o semblante confuso, Anastasia ficou nas pontas dos pés e enlaçou Oliver pelo pescoço, beijando-o intensamente, movida pelas palavras carregadas de sentimentos que ele havia acabado de declarar.

Mesmo sem dizer nada, Legrand entregava naquele gesto que estava disposta a permitir que Wood entrasse em sua vida. Quando os lábios se desgrudaram, úmidos e inchados, os olhos verdes brilhavam intensamente e a francesa o encarou com seriedade.

- Eu tenho certeza. – Ela sussurrou, mantendo seu corpo colado ao dele. – Você é extremamente irritante, Oliver Wood. E eu tenho vontade de estuporar você quase todo o tempo. Mas eu tenho certeza que estou apaixonada por você, mesmo com esse seu cabelo ridículo e esse seu sorrisinho convencido. Eu também gosto de você como nunca gostei de ninguém antes.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Ter Fev 09, 2016 2:40 pm

O brilho no olhar de Florence era a coisa mais bela que Charles Weasley já havia presenciado. Ele sentia seu peito se encher de felicidade diante da sincera admiração da francesa com o espetáculo que acontecia na Floresta Proibida, tornando a lembrança da briga apenas uma sombra do passado, abafada como um pesadelo que deveria ser ignorado.

O sorriso que iluminava o rosto de Charles era o mais genuíno possível, e nem o vento frio da noite foi capaz de atingi-lo. Seu corpo inteiro se aqueceu quando Florence o envolveu com um dos braços, lhe dando a coragem necessária para rodeá-la pelos ombros, mantendo a francesa colada consigo.

Enquanto Legrand admirava o espetáculo proporcionado pelos vaga-lumes, toda a atenção de Weasley estava voltada para o rosto dela, convicto de que jamais sentiria por ninguém o que sentia por ela. Nenhuma outra menina seria capaz de arrancar o sorriso tão carinhoso como Florence conseguia, ou fazer seu coração bater em um ritmo perfeito, e definitivamente nenhuma outra se encaixaria em seus braços com a mesma perfeição.

- Você merece tudo, Flor. E eu te daria o mundo, se eu pudesse.

Charlie apoiou a bochecha na cabeça de Florence e aproveitou a mão que envolvia os ombros dela para afagar os cabelos loiros que balançavam suavemente com a brisa da noite. O sorriso aos poucos foi se desmanchando enquanto o grifinório assumia um tom mais sério.

- Eu nunca vou me perdoar por ter te magoado. Mas eu quero a chance de tentar fazer você feliz, Florence. E eu prometo que nunca mais farei outra coisa que não seja te fazer sorrir.

Com a mão livre, Charlie deslizou as pontas dos dedos pelo queixo de Legrand e puxou delicadamente o rosto dela até que os dois pares de olhos azuis se encarassem. Quando ele se certificou de que Florence não iria desviar o rosto, escorregou a mão para acariciar a lateral do rosto da francesa.

- Foi um erro meu não ter acreditado em uma das suas maiores qualidades. Mas eu ainda estou me acostumando com a ideia de saber que alguém tão perfeita como você realmente existe. E eu me torno uma pessoa melhor quando estou com você, Flor. Eu gosto da pessoa que eu sou quando estamos juntos. Mas gosto muito mais de quem você é. O seu sorriso doce, a forma com que você encara os animais e todos os problemas do mundo parecem ter solução simplesmente porque você os encara de frente.

O polegar de Charlie pousou no canto dos lábios de Florence, e seus lábios formigavam desejando por um beijo. O ar fresco facilitava que o perfume dos cabelos da francesa entrasse em suas narinas, ajudando sua mente a esquecer do restante do mundo.

- Eu estou completamente apaixonado por você, Florence. Por favor, me diga que não é tarde demais.

Charlie encostou a testa na de Florence e fechou os olhos, engolindo em seco. Seu coração batia rápido e ele não conseguia esperar por uma resposta. A necessidade de beijar Florence era maior do que o medo de que ela se levantasse e exigisse distância. Se rendendo ao desejo, o grifinório cobriu os lábios de Legrand com os seus, em um beijo carinhoso e suave.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Violet Bryant em Ter Fev 09, 2016 3:30 pm

Aquele cenário tão perfeito não abria espaço para amarguras do passado. Era verdade que Charlie havia magoado muito a francesa com aquelas acusações injustas, mas Florence estava convencida de que não poderia julgá-lo por um isolado momento de insanidade. Weasley havia cometido um único erro que parecia pequeno diante de todas as qualidades do rapaz.

Foi por isso que a loira não se esquivou do toque e nem interrompeu as declarações de Weasley. Ele precisava se desculpar e Legrand também precisava digerir aquele pedido de perdão para que os dois pudessem seguir em frente. Enquanto Charlie falava, Florence manteve os olhos fixos nele, absorvendo cada uma daquelas palavras murmuradas na entonação grave que ela tanto gostava.

A loira simplesmente não teve tempo de responder à pergunta do britânico pois logo os seus lábios foram cobertos com um beijo. Contudo, a maneira como Florence retribuiu à carícia e deslizou os dedos pelos ombros de Weasley até alcançar a nuca do rapaz deixava claro que não era tarde demais para os dois.

Com as pontas dos dedos, Florence acariciou a nuca dele e puxou delicadamente as pontinhas dos fios ruivos, sem interromper os movimentos dos lábios. O beijo se iniciou suave, mas logo se aprofundou e se transformou numa carícia saudosa.

Ambos estavam ofegantes quando os lábios finalmente se afastaram. As pálpebras da francesa se ergueram lentamente e as íris azuis brilhavam tanto quanto os pontos luminosos da Floresta Proibida quando Florence encarou o rosto a sua frente. Com as pontas dos dedos, ela repetiu a tradicional carícia nas sardas de Charlie enquanto um sorriso puro brotava em seus lábios inchados pelo beijo.

- Não é tarde demais. – a pergunta de Weasley finalmente pôde ser respondida – Eu também estou completamente apaixonada por você, Charlie.

A loira adquiriu um ar um pouco mais sério antes de continuar. Embora o assunto delicado estragasse um pouco a magia do momento, aquelas eram palavras que precisavam ser ditas.

- Eu sei, Charlie. Não pense que sou inocente ao ponto de não enxergar a realidade. Eu sei quem você é, sei o que você tem a me oferecer. E eu quero isso. Eu quero a sinceridade dos seus sentimentos, a nobreza dos seus gestos. Eu não troco o seu coração por nenhuma fortuna.

Com as duas mãos, Florence segurou o rosto de Charlie e buscou pelo olhar dele antes de continuar.

- O seu coração é o presente mais valioso que eu posso ter. Nunca mais duvide disso, Charlie.

Um pequeno sorriso brotou nos lábios de Florence quando aquela ideia passou pela cabeça dela. Embora fosse tímida, a loira não sentia constrangimento naquele momento. Não parecia haver nada mais certo a ser feito naquele momento.

Depois de Florence dispensar vários convites para o baile de inverno, Charlie Weasley experimentaria a felicidade de ser o escolhido da francesa. Mais do que isso, o ruivo teria a satisfação de ver a iniciativa do convite partindo dos lábios de uma das garotas mais disputadas daquela festa.

- Charlie, você quer ir ao baile comigo?

Mais do que um convite, aquela era a confirmação de que Florence estava disposta a mostrar para todo o castelo de Hogwarts que Weasley era mais do que um simples amigo.
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Re: Torneio Tribruxo

Mensagem por Remus J. Lupin em Ter Fev 09, 2016 4:00 pm

Depois de passar dias se torturando por ter provocado tanta mágoa a Legrand, Charlie se sentia nas nuvens por ser o responsável em arrancar sorrisos tão sinceros dos lábios da francesa. Mesmo com o cenário mágico, aquela noite só conseguia ser perfeita porque era Florence que estava em seus braços, disposta a esquecer seus erros para que eles pudessem tentar mais uma vez.

Além da doçura, inocência e beleza, Charles também precisaria somar a condolência na lista de qualidades de Legrand. A maioria das pessoas seria incapaz de perdoar as palavras ácidas que ele havia dito sem pensar, mas Florence era capaz de deixar aquela mágoa no passado.

Os olhos azuis brilhavam enquanto passeavam pelo rosto da francesa, um sorriso bobo surgindo sem seus lábios enquanto a admiração crescia. Sem acreditar na própria sorte, Weasley acreditou que, mais uma vez, ele estava vivendo um sonho bom demais para ser realidade.

Florence Legrand era a garota dos seus sonhos e estava em seus braços mais uma vez, dizendo com todas as letras que gostaria de ir ao baile com ele. Logo com o Weasley pobretão que não tinha nada a oferecer além de um suéter feito à mão.

A garota mais desejada daquele castelo entraria ao seu lado no baile de inverno, mas não era a popularidade de Florence que tornava aquele pedido tão incrível. Mesmo que Charlie fosse o único rapaz capaz de enxergar as qualidades da francesa, ela sempre seria a menina mais especial de sua vida.

- Seria uma honra, Srta. Legrand.

Ele finalmente conseguiu sussurrar entre os lábios curvados no sorriso bobo. O espetáculo provocado pelos vaga-lumes já completamente ignorado, assim como a noite fria. Weasley acomodou Florence em seus braços e roubou mais um beijo delicado, mantendo o nariz roçando ao dela.

- Eu seria um louco se dissesse não para a menina mais incrível que eu já conheci.

Os lábios de Charlie tocaram Florence em um novo beijo, desta vez sem o receio de que ela fosse interromper o contato. O carinho foi mais intenso e refletindo todo o desejo reprimido há dias.

O movimento perfeito da língua e o encaixe dos lábios causava ondas de arrepios por todo o corpo de Charlie, e a necessidade de que o contato não terminasse fez com que ele se debruçasse sobre a francesa, até que ela estivesse deitada sobre o cobertor vermelho.

Charlie apenas quebrou o contato dos lábios para distribuir beijos pela bochecha e pescoço de Legrand, se deliciando com o calor que emanava da pele macia e o perfume dos cabelos claros.

- Eu sou louco por você, Florence.
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