Maraudering - UA

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Nov 29, 2015 3:29 pm

Sophie sabia que aqueles poucos minutos com os Crupes não eram suficientes para cumprir o tempo de detenção, o que só confirmava sua teoria de que havia ido longe demais, deixando Frank Longbottom desconfortável o bastante para dispensá-la.

Durante toda a sua vida, Bennett nunca havia tentado beijar ninguém. O único beijo que já tivera, até então, havia sido em um surto, aos quinze anos, quando ela e Benjamin arriscaram uma tentativa de ser algo além de amigos. A experiência, obviamente, não havia passado de um único dia. Os dois ficavam tão desconfortáveis que era evidente que nada além de amizade poderia existir.

Com exceção do melhor amigo, alguns rapazes haviam arriscado uma aproximação de Sophie, mas ou a menina demorava tempo demais para perceber, ou achava que não valia a pena perder o seu precioso tempo de estudo com um namorico sem sentimentos.

Ela não sabia o que acontecera naquela tarde para ter ido tão longe com Longbottom. Por mais que tivesse tentado desviar no último instante, sua intenção real era evidente e Sophie estava mortificada.

Era óbvio que o professor ficara tão constrangido que preferiu não tocar no assunto. Qualquer outro teria aplicado uma detenção ainda mais severa. O problema era que Sophie também não teria ido tão longe se fosse qualquer outro.

- O que você tem na cabeça, Sophie??? – ela resmungou para si mesma enquanto retornava ao castelo. – Aliás, o que você NÃO tem na cabeça?

Aquilo só poderia ser algum efeito desconhecido que os crupe exerciam sobre os humanos. Quando, em sã consciência, ela tentaria beijar um professor?

Admitia que estava admirada com o conhecimento de Frank e que a mínima diferença de idade entre eles tornava fácil enxerga-lo mais como um colega. Mas isso não era desculpa para ultrapassar aquele limite.

Sophy sentia o rosto quente quando alcançou o castelo, o coração batendo rápido contra o peito. Por mais errado que fosse, ela não pode deixar de imaginar como seria o beijo, se não tivesse fugido no último instante.
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Sophie Bennett

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Dom Nov 29, 2015 4:03 pm

Maeve conversava com Madame Pomfrey, anotando em um pergaminho as poções que a enfermeira ditava - Maeve tinha se prontificado a ajudá-la a repor o estoque das Poções mais usadas:

- Vamos precisar de uma Poção para resfriado, uma para gripe –  aqui, Pomfrey parou para pensar – E uma para cólica também.

- Certo – Maeve concordou com um aceno de cabeça e enquanto o fazia, sentiu uma sensação de formigamento na base da nuca. Olhou para trás e viu os olhos azuis de Remus Lupin a encarando de uma salinha aos fundos da enfermaria. – Seu paciente acordou.

Pomfrey acompanhou seu olhar:

- O pobrezinho deve estar morrendo de fome.  – antes que a enfermeira pudesse dar a devia atenção a Remus, as portas da Ala Hospitalar se abriram e dois alunos entraram, um deles segurando a barriga com força  – O que houve, queridos? – ela perguntou, preocupada.

- Ele comeu alguma coisa que não fez bem. – o outro, que estava bom disse, o tom de voz um pouco assustado.

- Deite aqui – antes de examiná-lo, a enfermeira se aproximou de Maeve e sussurrou – Maeve, você poderia, por favor, levar o jantar do Remus? Já está separado...

- Ah, claro.  – Maeve concordou e guardando o pergaminho no bolso da veste foi até o quarto onde Remus estava, fechando a porta atrás de si para dar mais privacidade a ele. – Professor Lupin. – ela acenou com a cabeça e caminhou até a cômoda onde a bandeja do jantar dele se encontrava (para seu total alívio Madame Pomfrey havia lançado um feitiço para manter a comida quentinha...se dependesse dela, com certeza aquilo se tornaria um desastre).

- Madame Pomfrey está um pouco ocupada, então serei sua enfermeira – ela disse, enquanto pegava a bandeja com cuidado.

Depositou o objeto na cama dele e o encarou, fingindo não ligar para o fato dele estar apenas com a calça do pijama.

- Precisa de mais alguma coisa? – ela perguntou, preocupada. Ele aparentava estar muito abatido. – Alguma poção?


Última edição por Maeve Mackenzie em Dom Nov 29, 2015 4:44 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Dom Nov 29, 2015 4:30 pm

- Eu posso saber o que que está acontecendo aqui? – Rebecca parou ao lado de Sirius, observando a cena com os braços cruzados e um olhar severo no rosto.

Ela tinha aproveitado que tinha o último horário livre para ler nos jardins, e acompanhara toda a movimentação dos gêmeos Prewett. Ela desviou o olhar da cena e de volta para o seu livro no momento em que viu Sirius Black se aproximando, agradecida por não precisar ser o adulto responsável naquela tarde, a cabeça voltando novamente para a cena na sala dos professores, há alguns dias.

Quando ela entrou na sala, Maeve e Diggory se serviam de café, o último encarando a bruxa com o que parecia ser um olhar insistente. Becca ouviu apenas o fim da frase dele: “...linda”, antes que o auror se virasse para a porta recém aberta e desse uma desculpa qualquer para sair do aposento – não sem antes piscar para a professora de transfigurações.

Ela tinha achado aquele comportamento esquisito, mas não era como se Diggory e ela se devessem satisfações, certo? Ainda assim, a ideia dele dando em cima de sua colega de trabalho não era o cenário mais confortável para ela.

O grito de Marlene fez com que ela levantasse novamente o olhar, lembrando-a que Sirius jamais poderia ser classificado como “adulto responsável”, e ela correu até os alunos.

- Srta. McKinnon, por favor, faça um bom uso da sua varinha e se seque, sim? – ela falou por cima da aluna, que tentava explicar, acaloradamente, a peça pregada pelos gêmeos – E vocês dois! 20 pontos a menos para Grifinória e se eu souber de qualquer outra pegadinha com a assinatura de vocês, vou garantir que seja o Filch tenha carta branca na hora de decidir qual punição aplicar! Entendidos?

Rebecca girou no próprio calcanhar e encarou o auror, notando rapidamente que os olhos deles pareciam mais claros sob o céu.

- Black! Uma palavrinha? – ela começou a puxá-lo pela jaqueta para longe dos alunos, e em direção ao castelo, seu rosto já demonstrando toda a sua impaciência.

- Eu sei que você não faz parte da equipe da escola, mas será que custa muito agir como um adulto? – eles finalmente alcançaram o hall de entrada – É impossível que você veja uma cena como aquela e não espere que os miolos de alguém se espalhem – Rebbeca continuava a andar rapidamente.

- Você é uma figura de autoridade, por Merlin, é hora de agir como tal!  - ela parou em frente a uma horrenda tapeçaria com a figura de um trasgo carregando um duende pelo pé e o encarou - Você representa o Ministério da Magia nessa escola, você não pode simplesmente ficar olhando enquanto os alunos fazem coisas erradas. Seja mais responsável!

Quando Rebecca empurrou a tapeçaria para o lado, na intenção de atravessar a passagem escondida por ela, seus olhos se negaram a acreditar no que viam, e sua boca se abriu pateticamente com o choque, antes que ela conseguisse compreender completamente na cena adiante.

- DIGGORY!! – o bruxo desfez o beijo em que estava engajado, encarando-a, surpreso. Os olhos de Rebecca passaram do rosto dele – cuja boca borrada de batom não deixava dúvidas – para uma descabela aluna da Lufa-Lufa, cuja uniforme estava amassado e a saia, torta. – Srta. Collins!

Sob múrmuros de “Becca, não é nada disso...”, o rosto da professora passou da surpresa para o ultraje, e ela abriu a boca algumas vezes, mas as palavras simplesmente pareciam ter sumido de sua boca, e ela olhou para Sirius, ao seu lado, procurando alguma sorte de ajuda para lidar com a situação.


Última edição por Rebecca Montgomery em Dom Nov 29, 2015 6:46 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Nov 29, 2015 5:09 pm

- Madame Pince! – Frank cumprimentou a bibliotecária alguns tons acima do que deveria, mas, mesmo assim, a mulher não ralhou com ele. O rapaz sabia que tanta cordialidade da parte dela se devia ao fato de que, em seus tempos de estudante, ele tinha passado uma boa parte do seu tempo entre aquelas estantes.

- Frank, querido! Já estava achando que você tinha esquecido o caminho para a biblioteca! – ele riu, um pouco sem jeito. Alguns minutos de conversa fiada depois, ele conseguiu os livros que queria.

- Mande lembranças a Augusta! Diga-lhe que eu confirmo que você está bem melhor aqui do que estaria no St. Mungos! – Frank riu, e, se despedindo rapidamente, girou nos calcanhares. Sentiu seu corpo se bater contra alguém, e os braços automaticamente largaram os livros e seguraram a pessoa a sua frente.

Ele sentiu o peito se apertar um pouquinho no momento em que seus olhos se cruzaram com os dela. Ele sustentou o olhar durante algum tempo, enquanto um sorriso se desenhava em seu rosto.

- Sophie!

Uma sensação de familiaridade tomou conta de Frank. Ele passara a maior parte do seu sétimo entre aquelas mesmas paredes e, depois que vira Sophie pela primeira vez, tinha reparado que a menina estava ali quase com a mesma frequência que ele. Algumas vezes, sempre perto das provas, eles costumavam a ser os últimos alunos a deixarem o local, sendo literalmente expulsos de lá. Com alguma regularidade, Frank começou a perceber que estudar para os N.I.E.M.S. não era tão ruim assim – pelo menos, ele tinha uma chance de vê-la. Encontrá-la novamente ali fez com que ele se esquecesse de que já não era mais um estudante.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Dom Nov 29, 2015 6:05 pm

Antes que Sirius pudesse protestar, Rebecca estava puxando ele pela jaqueta para longe dos alunos, ralhando com ele por todo o caminho. Por Godric...quando ela desatava a dar sermão parecia não saber como parar mais.

- ...você representa o Ministério da Magia nessa escola, você não pode simplesmente ficar olhando enquanto os alunos fazem coisas erradas. Seja mais responsável!

Será que ela não ia parar mesmo de falar?

Sirius abriu a boca para retrucar uma resposta (“Montgomery, eles são jovens!”), mas assim que Rebecca empurrou a tapeçaria do Trasgo feioso para o lado, o desejo dele se tornou realidade: ela parou de falar e largou sua jaqueta, uma expressão de choque no rosto. Sirius olhou para cima, curioso para saber o que a assustara tanto e viu Amus Diggory aos beijos com uma...aluna?!

O grito de Rebecca sobressaltou o casal e Amus tentou balbuciar uma desculpa qualquer enquanto a aluna (uma Lufa-Lufa, por incrível que pareça) tentava ajeitar a própria aparência. Montgomery o encarou, estupefata, como se pedisse ajuda. Sirius pôs a mão no ombro dela antes de dar um passo à frente:

- Você tem merda na cabeça, Diggory? – ele falou – Uma aluna?!

Amus ajeitou a postura e fechou a cara para ele:

- Como se você não tivesse feito o mesmo, Black.

- Não me coloque no mesmo patamar que você, seu canalha! – Sirius o pegou pelo colarinho da camiseta, mas antes que perdesse a cabeça ele o soltou novamente – Sabe quem vai adorar saber disso? Nosso mentor...o querido Olho-Tonto.

Moody nunca perdoaria Amus Diggory - até Dumbledore não seria capaz de perdoar o Auror...afinal, uma aluna? No meio do serviço? Por Agrippa...Diggory era praticamente uns 8 anos mais velho que a moça!

Sirius sorriu, desafiadoramente.

A vingança era, afinal, um prato melhor servido frio.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Dom Nov 29, 2015 7:09 pm

Demorou apenas o tempo suficiente para que Dumbledore aplicasse a bronca necessária em Diggory para que a fofoca de um auror e uma aluna pegos aos beijos se espalhasse pelo castelo.

Quando Rebecca e Sirius saíram da sala do diretor, Moody, que chegara pela rede de Flu, ainda gritava com Amos, a perna de pau batendo de modo barulhento contra o chão de pedra. Amelie Collins, por sua vez, tinha sido encaminhada para uma conversa com a diretora de sua casa.

A professora e o auror desceram as escadas em um silêncio meio pesado, que pouco tempo depois foi cortado por ela:

- Eu não acredito que aquele idiota tentou convencer Dumbledore que eu só estava reclamando por ciúmes! – ela forçou um riso, balançando a cabeça negativamente – aquele trasgo convencido! Como se a menina não menor!

Eles andaram mais alguns metros, passando por um grupo de alunas. Assim que as meninas pousaram seus olhos em Sirius, suas posturas mudaram, e elas sorriram e passaram as mãos pelos cabelos. Uma delas até arriscou um “olá, Black” melodioso, e Rebecca as observou com os olhos apertados.

- Sirius, o que o Amos falou... sobre você ter feito o mesmo... É verdade? – ela o encarou, sem conter a curiosidade. Embora Black tivesse conduzido a situação exatamente como deveria, ela ainda se sentia um tanto temerosa de que o rapaz fosse surpreendê-la, e ela já tinha alcançado sua cota de acontecimentos aleatórios do dia, muito obrigada.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Dom Nov 29, 2015 7:46 pm

Remus sempre pôde contar com os amigos em momentos de transformação. Desde que precisou enfrentar a vida adulta, entretanto, a distância fez com que aquela maldição fosse mais solitária do que nunca.

Estar novamente em Hogwarts, sob os cuidados da enfermeira, lembrava ao professor seus tempos de aluno. O que faltava naquele cenário eram os rostos de Potter, Black e Pettigrew, que anos antes, rodeavam sua cama lhe enchendo de atenção e doces.

Ele jamais imaginou que, na ausência dos amigos, a figura de Maeve Mackenzie fosse ser tão bem-vinda. Remus se sentou na cama, apoiando as costas contra o travesseiro e só então se lembrando que não vestia camisa alguma.

O peito branco possuía alguns arranhões que ele logo tratou de esconder com um lençol, puxando-o desajeitado. Quando a comida foi depositada na bandeja móvel a sua frente, Remus tentou evitar o olhar de Maeve.

A jovem bruxa era bonita demais e usava belas roupas, mostrando a origem nobre da família a que pertencia, o que o deixava ainda mais envergonhado.

- Obrigada, Maeve. – Ele sorriu timidamente enquanto afundava a colher na sopa ainda aquecida. – Acho que estou apenas faminto. Logo vou estar recuperado.

Lupin sentiu o líquido quente descer pela garganta e o estômago roncou em agradecimento. O sabor gostoso da sopa foi o suficiente para fazê-lo se sentir melhor e, por quase dois minutos, ele comeu em silêncio até criar coragem para encará-la novamente.

- Como foi a semana? Espero que as turmas não tenham dado trabalho. Os sextanistas são particularmente mais difíceis, mas são esforçados.

Ele esperou que Mackenzie contasse sobre a semana antes de empurrar o prato de sopa, já pela metade.

- Eu sei que foi um pedido direto de Dumbledore, mas eu também gostaria de agradecer pela ajuda. – Os olhos azuis se fixaram na professora docemente.

Mesmo nos tempos de colégio, Remus sabia que Maeve atraía os olhares masculinos. O fato dela ser da Sonserina e ele evitar qualquer contato com o publico feminino não havia permitido que os dois se aproximassem.

A imagem que Lupin tinha de Mackenzie não combinava com a moça a sua frente e ele estava feliz com aquela grata surpresa. Ela era extremamente competente no que fazia e o carinho dos alunos com a nova professora não havia passado desapercebido aos seus olhos. Aquela atenção que ela lhe direcionava também era novidade ao professor, mas um calorzinho em seu peito o impedia de lutar contra aquele momento.

Talvez fosse o efeito da poção para inibir a dor que Pomfrey havia lhe dado mais cedo, mas as palavras saltaram da boca de Lupin antes que ele conseguisse raciocinar.

- Eu poderia leva-la para jantar, em agradecimento?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Nov 29, 2015 8:04 pm

Sophie estava aliviada que sua detenção finalmente tivesse chegado ao fim. Porém, desde o último sábado, seus sonhos haviam se tornado agitados e, com frequência, ela acordava com a imagem de Frank Longbottom em sua mente.

Por várias vezes, o sonho concluía o beijo que quase havia acontecido entre os dois. Em alguns deles, Longbottom correspondia com o mesmo interesse, enquanto em outros, o professor gritava que aquilo era uma imensa falta de respeito e lhe aplicava uma nova detenção. De uma forma ou de outra, não havia passado uma única noite sem que Sophie não sonhasse com ele.

Tirando o progresso que tivera com os crupes, aquilo só havia dificultado o desempenho da menina nas aulas de Trato das Criaturas Mágicas. Agora, além de seu péssimo talento em lidar diretamente com animais, Bennett também não conseguia mais se concentrar nas informações que os livros passavam.

Cada vez que tentava iniciar algumas horas de estudos, a lembrança de Frank invadia sua mente e ela desistia. No dia anterior, eles haviam feito um exame teórico sobre Dragões e, pela primeira vez, ela não se sentia confiante com o pergaminho e a pena.

Quando entrara na biblioteca naquele dia, estava decidida a não deixar a imagem do professor atrapalhar sua concentração. A surpresa ao ver seu corpo se chocar ao dele, entretanto, foi suficiente para fazer Sophie se esquecer completamente dos planos de estudo.

Suas bochechas imediatamente adquiriram um tom mais rosado e ela agachou no mesmo instante para recolher seus livros sobre dragões. As mãos ágeis recolhiam os livros quando os dedos tocaram os de Frank e, ao invés de desviar, ela congelou, o encarando com os olhos castanhos arregalados.

- Desculpe. – Sophy sussurrou, quebrando o contato para entregar um dos livros ele. – Não era minha intenção atrapalhar. Eu estava distraída.

Ela lançou um olhar sobre o título do livro que Frank carregava e ergueu as sobrancelhas.

- Grynylows? Por favor, não dica que isso é para a turma do sétimo ano. – O sofrimento em sua voz era sincero quando Sophie fungou. – Eu ainda não consegui dominar nem o tópico de dragões!
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Nov 29, 2015 9:26 pm

Frank sorriu, achando graça do sofrimento da garota – e se esforçando para tirar de sua mente a imagem que ele criara, nos últimos dias, deles dois na floresta proibida; uma cena em que ele mandava toda a sua cautela às favas e a beijava, como desejava desde que a vira.

- Eu percebi que você não dominou muito bem os dragões – ele devolveu o último livro dela e a ajudou a se levantar, puxando-a pela mão.

Frank ainda não podia contar à menina – “nenhum aluno deve ser tratado de forma diferenciada”, ele lembrou do trecho do regulamento da escola – mas começara a correção das provas – suas primeiras provas como professor! – pelo pergaminho de Sophie, e a nota da aluna tinha fugido completamente do padrão que se esperava dela. Ele ficou tão assustado com o rendimento dela que achou que a culpa tinha sido dele. Chegou mesmo a pedir para Rebecca dar uma olhada nas questões que ele formulara, com medo de que tivesse feito alguma besteira que fosse prejudicar os alunos.

Mas o restante da turma tinha ido bem na avaliação, e Frank percebeu que, talvez, a culpa ainda fosse dele, mas por motivos diferentes. A garota tinha evitado qualquer tipo de contato com ele nos últimos dias, e ele só podia atribuir aquela atitude a cena da Floresta (Muito embora ele se perguntasse, muitas vezes se teria sido possível que ela tivesse tentado beijá-lo, em vez de o oposto).

- Por sorte, nós conhecemos alguém que tem um bom conhecimento sobre dragões e Grindylows – ele sorriu, inconsciente de que estava usando o seu sorriso-charmoso.

Se, de alguma forma, a culpa por aquela nota baixa era dele, ele tinha que fazer algo para resolver a situação. Sabia do sonho de Sophie de se tornar curandeira, e sabia também que, se ela continuasse naquele ritmo, não conseguiria mais que um A em seus NIEMS (o que não era nem de longe bem visto pelo comitê de seleção do hospital).

- O que você me diz de umas aulas extras? Posso te ajudar com o seu problema com Dragões.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Nov 29, 2015 10:22 pm

Sophie Bennett ainda encarava o “T” riscado em vermelho ao lado de seu nome sem acreditar. Nunca, em toda sua vida em Hogwarts, ela recebera uma nota tão baixa. Os olhos castanhos se encheram de lágrima ao pensar no sonho cada vez mais distante de se tornar uma curandeira.

Ela respirou fundo para não cair no choro, tentando se convencer que nem tudo estava perdido. Ainda faltavam meses até os NIEMs e, com a ajuda oferecida por Longbottom, talvez houvesse uma mínima chance de transformar aquele “T” em “E”.

Timidamente, a menina bateu na porta do escritório do professor, que antecedia os aposentos dele, e assim como no dia da detenção, aguardou que fosse atendida.

Quando Frank surgiu, ela ergueu a prova para ele, com uma careta de sofrimento.

- Estou mesmo tão ruim assim?

Após ser convidada a entrar, Sophie retirou a bolsa atravessada em seu ombro e jogou sobre uma das cadeiras. Na outra, livre, ela se jogou, frustrada. Não importava que o motivo de sua distração estivesse logo a sua frente. Era Longbottom o único capaz de ajuda-la a resolver aquele problema e Bennett não pensou duas vezes em aceitar a oferta das aulas extras.

Alguns livros foram abertos sobre a mesa e ela preparou o pergaminho onde começariam as anotações. Para seu alívio, ao menos o estudo seria teórico já que Dumbledore não permitira dragões nos terrenos da escola.

Ao contrário do que acontecia quando estava sozinha, Sophy conseguiu mergulhar no assunto sem dificuldade, a voz de Frank ao seu lado lhe explicando de forma tão didática que ela jamais teria aprendido tanto com os cansativos capítulos dos livros.

Enquanto analisava algumas fotografias de diferentes dragões no livro, a pena usada para anotações roçou distraidamente seus lábios em uma carícia. Pela primeira vez naquela noite, sua mente concentrada se permitiu distrair e ela ergueu os olhos até encontrar o rosto de Frank ao seu lado.

Além da admiração, Bennett começava a reparar que ele tinha traços bonitos. Há dias que o sorriso despertava um friozinho gostoso em sua barriga e, mais uma vez, era impossível enxerga-lo como um professor.

Frank era apenas um rapaz poucos anos mais velho, com excelente conhecimento em Criaturas Mágicas que a ajudava estudar. Guiada por aquele pensamento, ela deixou que a admiração escapasse, como se ele não tivesse a menor obrigação de saber daquele conteúdo.

- Você realmente sabe tudo sobre isso, não é? – Se virando um pouco para o lado, para encará-lo melhor, ela sorriu. – Já encontrou algum dragão de verdade?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Dom Nov 29, 2015 11:04 pm

Quando Remus ergueu os olhos e perguntou como havia sido a semana, Maeve sorriu levemente lembrando-se das aulas: tudo tinha corrido bem (graças, claro, ao planejamento que fizeram juntos na semana anterior).

- Tudo ocorreu sob os conformes – ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha - Mas seus alunos estão ansiosos pelo seu retorno. Principalmente os sextanistas.

O professor empurrou o prato vazio para a frente e Maeve se aproximou para recolher a bandeja.

- Eu sei que foi um pedido direto de Dumbledore, mas eu também gostaria de agradecer pela ajuda. – os dois se encararam e antes que ela pudesse lhe dizer que não era problema algum, Lupin a surpreendeu - Eu poderia leva-la para jantar, em agradecimento?
Maeve hesitou um pouco.

Será que devia aceitar? E se alguém os visse e interpretasse tudo errado? E se chegasse aos ouvidos de Stephen?

Maeve, então, encarou o colega e sentindo uma pontada no estômago ao notar o quanto ele era atraente – nunca tinha parado para analisá-lo daquela maneira, mas Remus Lupin era muito bonito. Especialmente com a luz do pôr-do-sol batendo em seu rosto e destacando suas características: olhos azuis, cílios de dar inveja a qualquer mulher...

Reparando na cicatriz na bochecha dele, ela decidiu sua resposta:

- Os pais da Montgomery tem um pub muito bom em Hogsmeade – ela disse, por fim. Pelo pouco que conhecia de Lupin, sabia que ele não fizera aquela pergunta com segundas intenções (como certos Aurores). – Mais sopa?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Nov 29, 2015 11:09 pm

Frank se sentiu abater pelo cansaço – tinha passado a tarde corrigindo trabalhos – e, de repente, tudo o que queria era uma boa caneca de cerveja amanteigada. Ele olhava para o seu casaco, pendurado atrás da porta de seu escritório, ponderando se valia o esforço de ir à vila ou não, quando se sobressaltou com as batidas que vinham do lado de fora. Como não estava esperando ninguém, se arrastou até a porta, torcendo para não dar de cara com o Filch – mesmo estando no castelo na condição de professor, às vezes parecia que o zelador ainda o encarava como aluno, e com alguma frequência aparecia fazendo perguntas suspeitas, para as quais ele apenas não estava com paciência hoje.

Ele abriu a porta, e se sentiu bem menos rabugento quando fitou a imagem de Sophie. A menina tinha estampado um misto de tristeza e desespero em seu rosto, e ele sentiu uma vontade crescente de abraçá-la, mas uma vozinha em sua cabeça lhe disse que se contivesse. Ele apenas sorriu, empaticamente, e abriu espaço para que ela pudesse entrar.

- Eu prometo que as coisas vão melhorar.

Frank estava feliz que a garota o tivesse procurado. Por mais que a presença de Sophie fosse sempre um pouco tumultuada – era preciso fazer um esforço sobre-humano para que ele se lembrasse que ela era sua aluna - sua companhia o fazia um bem enorme.

Ele se sentou ao lado da garota para explicar as diferenças entre as raças de dragões, verdadeiramente feliz porque ela parecia dominar o conteúdo sem nenhum problema, e quase inebriado pelo perfume suave que emanava dela. Quando seus olhos se cruzaram, ele sorriu, desejando que tivesse tido coragem de beijá-la quando ambos eram apenas estudantes.

- Você realmente sabe tudo sobre isso, não é? Já encontrou algum dragão de verdade?

O rosto de Frank se iluminou, e ele relaxou um pouco na cadeira, sorrindo. As memórias de sua viagem se apresentado, uma mais excitante que a outra.

- Eu passei três meses na Romênia, e eles têm toda sorte de Dragões. É maravilhoso, Sophie! Você não faz ideia... Eu voei em um desse e em um desse – ele apontou para duas fotografias nos livros – São incrivelmente dóceis! Já esse aqui... – ele folheou um pouco o livro, achando a fotografia de um grande dragão negro, de couro reluzente – me rendeu essa queimadura – ele mostrou o antebraço, onde havia uma cicatriz de uns três centímetros – e eu dei sorte, na verdade – ele deu de ombros – eu estava longe. Um dos meus colegas ficou completamente carbonizado, precisou de pelo menos uns dez litros de poção cicatrizante antes dos feitiços de recuperação da pele.

Frank sentiu sua pulsação aumentar um pouco, e percebeu que se empolgara demais relembrando seu tempo com os dragões.

- Você provavelmente me acha um louco – ele sorriu, sem jeito, e se encolheu um pouco na cadeira.

- Mas você devia experimentar voar em um desses uma vez, Sophie. Uma experiência única! – ele deu uma piscadela para a garota.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Dom Nov 29, 2015 11:16 pm

- Senhoritas – Sirius cumprimentou as estudantes com um aceno de cabeça e assim que se afastaram, Rebecca lhe perguntou se ele havia feito o mesmo que Diggory.

Se sentindo ofendido por ser colocado no mesmo patamar que o canalha do Diggory, Sirius parou de andar:

- Por Agrippa, Montgomery! – ele bufou, passando a mão pelos cabelos – Apesar de você achar o contrário, sabe-se lá porque, eu levo meu trabalho a sério. Você quer saber por que eu vim parar aqui?

Estava farto das acusações dela. Primeiro ela vivia chamando-o de irresponsável, imaturo, e agora inventara de dar ouvidos ao comentário idiota de Amus?

- Eu vim parar aqui porque o idiota do seu namorado me acusou de ser uma porcaria de espião e eu me defendi. – com os punhos, era bem verdade. Mas desde que entrara no grupo supervisionado por Moody, Diggory ficava lançando indiretinhas para Sirius até o dia em que ele explodiu. – Eu amo ser Auror do mesmo modo como você ama ser professora, nunca usaria minha posição de poder para conquistar alunas.

E se aproximando alguns passos dela ele falou baixinho, perto de seu ouvido:

- Eu confio no meu taco. Capice?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Seg Nov 30, 2015 12:29 am

Rebecca não sabia bem porque, mas a explosão de Sirius tirou um peso enorme de seus ombros. Por alguma razão, saber que ele não era capaz de fazer algo tão... irresponsável, para dizer o mínimo, lhe reconfortava.

Ela ouviu o desabafo dele calada, apenas fazendo uma careta quando ele se referiu a Amos como “seu namorado”, mas, ainda assim, ela respeitou a vez dele de falar. A bruxa podia ter todos os defeitos, mas sabia reconhecer que tinha pisado na bola – mesmo que fosse inevitável, afinal, se ela não perguntasse, se sentiria atormentada por aquela dúvida.

Um pequeno arrepio correu pelo corpo de Rebecca quando ele falou perto de seu ouvido, e ela se sentiu prendendo a respiração, enquanto se apressava para consertar a postura, numa tentativa de disfarçar a reação inesperada. Antes que Sirius se afastasse, ela alcançou o seu punho.

- Desculpe, Black – ela desviou um pouco o olhar e se deu conta do contato físico, soltando-o rapidamente – e obrigada.

Seus olhos passearam pelo rosto dele, enquanto ela procurava as palavras certas.

- Obrigada por me avisar sobre o Diggory. E desculpe não ter te dado ouvidos, também.

Ela ensaiou um pequeno sorriso.

- Parece que você estava realmente certo, Sirius Black.


******

As primeiras horas da manhã encontraram Rebecca fora da cama. Ela acordara cedo, o sono agitado por vários pedaços diferentes de sua estadia em Hogwarts justapostos em um sonho inquieto. Incapaz de voltar a dormir, ela se arrumou rapidamente e foi passear pelo castelo ainda vazio, sendo invadida por um sentimento de nostalgia.

Desde o “incidente Diggory”, ela tinha trocado algumas cartas com Acantha – sua melhor amiga desde o primeiro ano das duas no castelo – e a amiga lhe lembrara de alguns pequenos fatos que aconteceram em sua época de estudante, dando vazão às mais variadas memórias.
Agora, sentada em um banco no pátio da fonte, com o olhar perdido, ela se lembrava da noite de formatura.

Vários alunos estavam por ali, comemorando o fim da escola. A música do salão destinado à festa ecoava, à distância, mas boa parte dos alunos fugia da presença dos pais, no salão, para aproveitar os últimos momentos com seus amigos. Em um canto, Rebecca tentava entender porque a amiga tinha as bochechas vermelhas e os olhos completamente marejados.

- Por favor, Becca, vamos embora!

- Acantha Price, dá para você me dizer o que aconteceu? – Rebecca cruzou os braços, ecarando seriamente a amiga.

Depois de um tempo em silêncio – em que as lágrimas da loira escorreram livremente – ela finalmente começou a falar.

- Sirius.

- Canny... - a morena suspirou, encarando a amiga. Apesar de discordar completamente, passara o último ano ouvindo suspiros sobre como Sirius Black era o máximo – eu sei que você gosta dele, mas não é motivo para ficar triste! Aposto que vocês vão se encontrar direto.

- Não... – a garota sacudiu a cabeça, fungando – ele... Ele me deu um fora.

- Oh, Canny... – Rebecca suspirou de novo. Sabia que a amiga era completamente apaixonada por ele, então imaginava que ela não se sentiria melhor tão cedo – eu vou me despedir do pessoal e te encontro, para irmos, ok?

A bruxa circulou pelo salão, distribuindo alguns abraços e desejos de boa sorte aos amigos – basicamente, o pessoal do grupo de estudos e da monitoria – e já tinha se despedido de todo mundo da sua lista, menos de Remus Lupin. Ela voltou para o pátio, procurando-o, mas o único maroto à vista era Sirius Black, que bebia de seu cantil prateado em um canto mais protegido da luz. Ele era a última pessoa com quem ela gostaria de falar, mas era a única que poderia ajuda-la.

- Black...  –ela se aproximou, cordialmente, pretendendo perguntar pelo amigo dele, mas foi surpreendida por um beijo. O gosto de uísque de fogo invadiu a boca dela, antes que ela pudesse empurrá-lo – Qual o seu problema?!! – ela gritou, logo antes de esfregar as mãos na boca, como se tentasse se limpar -  por instinto, ela olhou para o lado, e viu a melhor amiga, a observando, com o queixo caído. – Canny... Parabéns, Black! – ela estreitou os olhos para ele, cheia de raiva – você não imagina como eu estou feliz de nunca mais precisar te ver – e, com aquelas palavras, ela saiu correndo atrás de Acantha.


Ela foi arrancada de seus pensamentos num sobressalto, com uma voz masculina ao seu lado. Os olhos dela fitaram os azuis acinzentados, e ela se lembrou de como ele falara apaixonadamente sobre o próprio trabalho. Definitivamente, Sirius Black não parecia o mesmo idiota de anos antes.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Seg Nov 30, 2015 1:02 am

Sirius olhou para a mão de Rebecca ao redor de seu punho e sorriu com o pedido de desculpas dela:

- Eu estou sempre certo, Monty – e então ele ficou sério novamente – Se esse canalha te procurar, me avise...eu não ligo de ser punido novamente. – aqui ele parou para refletir um pouco - Apesar de saber que você consegue cuidar dele sozinha.

Sirius era a prova viva de que Rebecca podia ser muito criativa com feitiços quando queria – ele mesmo fora vítima de alguns quando passava dos limites com a garota quando adolescentes.

- A gente se vê por aí, professora Montgomery – e com um aceno de cabeça, ele se afastou.

***

Sirius terminou sua ronda pelos jardins – desde o ataque dos Dementadores nada de interessante acontecera e a investigação estava parada...principalmente agora que Diggory fora expulso – e enquanto andava, lembrando aqui e ali de suas aventuras com os amigos, ele puxou um cigarro do bolso. Ia acendê-lo quando a silhueta de uma pessoa ao longe chamou sua atenção. Curioso, ele se aproximou e reconheceu Rebecca sentada próxima a uma das muitas fontes espalhadas pelos jardins.

Ela olhava para o horizonte, perdida em pensamentos e Sirius decidiu que pela primeira vez não queria incomodá-la...mas então uma brisa passou por eles e ela estremeceu, fazendo-o mudar de ideia. Despindo-se da jaqueta, ele se aproximou mais um pouco:

- Caiu da cama? – perguntou, oferecendo a jaqueta a ela.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Seg Nov 30, 2015 1:28 am

Quando seu cérebro finalmente percebeu a gentileza dele, Rebecca não pôde evitar de pensar que ele realmente estava mudado. Aquilo ainda era uma surpresa para ela. Lidar com um Sirius Black que não iria abusá-la, colocar fogo em suas vestes ou deixa-la envergonhada na frente dos outros ainda era uma novidade muito grande para ela. Com um sorriso, ela aceitou a jaqueta que ele lhe oferecia.

- Interessado no que eu faço na cama, Sirius? – ela riu abertamente, enquanto vestia a peça, mas logo sentiu suas bochechas queimarem

– Desculpe, eu não resisti. Venho tentando fazer você me pagar por aquele dia há bastante tempo.

Rebecca estava tão acostumada a trocar farpas com o rapaz que não sabia bem o que falar. Ao mesmo tempo em que ela se sentia compelida a ter uma conversa normal com ele, era como se o assunto simplesmente não existisse.

- Eu estava lembrando da nossa formatura – ela falou a primeira coisa que veio à mente, mas logo se arrependeu. O beijo e o que ela dissera em seguida eram assuntos para terem sido enterrados e nunca mais mencionados. Se tivesse sorte, ela pensou, ele talvez nem lembrasse de nada daquilo.

Ela encarou as pedras no chão à sua frente, tentando não olhar para ele, e colocou as mãos nos bolsos da jaqueta. Sua mão direita reconheceu o formato retangular do maço de cigarros.

- Eu não sabia que você ainda fumava...
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Seg Nov 30, 2015 2:02 am

- Eu sou um clichê ambulante. – Sirius encolheu os ombros e sentou-se ao lado dela. – O que tem a formatura? – ele perguntou, tentando soar inocente, apesar de se lembrar de tudo.

Era o dia do tão esperado baile para os setimanistas e os Marotos, óbvio, haviam batizado a bebida e observavam os colegas desavisados, divertindo-se com as reações dos mesmos. Lá pelo meio da noite, Sirius se recolheu a um canto, sozinho. Os amigos o tinham abandonado – Lily e James estavam em algum ponto dos jardins dando alguns amassos e Remus...bem, Remus estava por aí. Restava a Sirius apenas a companhia de seu fiel cantil.

Depois de alguns minutos, Acantha Price se aproximou dele, meio hesitante:

- Black - ela mexeu na barra do vestido vermelho, nervosamente – Tudo bem?

- Price – Sirius ergueu o cantil na direção dela – Whisky de fogo?

A garota concordou e depois de tomar um longo gole devolveu o cantil a ele e o encarou, decidida.

- Black, eu...eu... – ela suspirou, passando a mão pelos cabelos bem penteados e depois de respirar fundo, falou – Eu gosto de você.

Sirius congelou, o cantil parado a frente de seus lábios:

- Price. – ele ajeitou a postura, subitamente sóbrio.

- Eu sei que mal nos falávamos, mas....bom, é isso. – e então ela o encarou, toda esperançosa.

Sirius respirou fundo, os pensamentos a mil. Acantha Price era uma garota muito bonita, muito mesmo – e legal. Mas não era...bem, não era a pessoa que ele queria.

- Price. Eu fui selecionado pro programa de Aurores - ele decidiu falar a verdade – Não vou poder me dedicar 100% a nenhum relacionamento...

Ele esperou pelo impacto de suas palavras:

- Oh. – ela concordou lentamente, entendendo o que ele queria dizer – Certo. Bom..boa sorte, Black. – e antes que ele pudesse desejar o mesmo ela girou nos calcanhares e saiu dali.

Sirius soltou um suspiro e voltou a beber, a consciência pesada.

Alguns longos minutos depois outra pessoa se aproximou dele: Rebecca Montgomery. Sirius não sabia se era efeito da bebida ou o fato dela estar muito bonita em suas vestes formais e de cabelos soltos (ou os dois), mas foi subitamente tomado por uma vontade de beijá-la.

(Ela era a pessoa que ele queria, talvez? Sim, seu cérebro decidiu quando a garota se postou diante dele)

Antes que a garota pudesse perguntar o que queria – e antes que ele desistisse daquela ideia louca - ele a beijou.

O que o cérebro de Sirius não havia calculado, porém, era que havia 100% de chance dele ser rejeitado e não deu outra: Rebecca o empurrou e o encarou, os olhos castanhos cheios de raiva.

-...Você não imagina como eu estou feliz de nunca mais precisar te ver – e ao terminar de dizer isso ela saiu correndo.
Sirius sentiu toda sua coragem murchar.

O que ele tinha feito?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Seg Nov 30, 2015 7:28 am

Remus tinha perfeita consciência de que aquele jantar era única e exclusivamente entre dois colegas. Ele finalmente tinha um salário digno o suficiente que o permitia pagar uma bela refeição em agradecimento pelos cuidados de Maeve, mas era impossível não se sentir ansioso.

As roupas surradas haviam sido trocadas por vestes novas. O suéter era simples e sem muita elegância, mas era nítido que não pertencia a sua pequena coleção de roupas gastas. Já recuperado da lua cheia, Remus tinha as bochechas mais gordinhas e coradas, mantendo a bonita barba por fazer.

Ele bebericava um golinho de hidromel quando a imagem de Mackenzie surgiu no pub. Perfeitamente educado, Lupin se levantou enquanto a professora ocupava o lugar a sua frente.

- Há anos que não venho aqui. Havia me esquecido como a sopa de cebola é deliciosa

O professor esperou que Maeve analisasse o cardápio antes de chamar a garçonete, fazendo os pedidos. Novamente sozinhos, Lupin a encarou. Os cabelos loiros caíam com perfeição emoldurando o rosto delicado.

Ele jamais se permitira o menor envolvimento com alguma menina. Normalmente, Lupin estava tão preso na miséria de sua própria sorte que sentimentos bons não o atingiam daquela forma. E o que ele notava em Mackenzie ia além da beleza de seus traços bem definidos, surpreendendo o lobisomem com aquela descoberta de sentimentos.

Lupin estava mais do que convencido de que ter uma namorada era impossível para a sua realidade, e o anel brilhando no dedo de Maeve apenas o lembrava daquela pequena barreira a mais. Mesmo assim, o lobisomem não estava acostumado a ter o peito cheio de calor daquela forma. Por mais egoísta que fosse, ele queria que aquele sentimento continuasse ali. Certamente não tomaria atitude alguma em relação a ele, mas sua simples e pura existência era o suficiente para fazer o homem se sentir mais feliz.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Seg Nov 30, 2015 7:29 am

A paixão com que Frank contava sobre suas aventuras fez com que Sophie sorrisse. Era impossível para Longbottom disfarçar seu entusiasmo e, sem perceber, a admiração em seu peito começava a crescer.

Por um segundo, pensou em concordar e dizer que realmente o achava louco, mas a imagem dela própria voando em um dragão fez a menina gargalhar. Ela se sentia completamente relaxada ao lado do rapaz, como se escutasse histórias de um simples amigo. Não havia a formalidade imposta de um professor e Sophie esqueceu completamente que estava sozinha com ele, em seu escritório, quando tocou sua mão sobre a dele. Os dedos estavam pousados sobre a figura do dragão que ele acabara de mostrar.

- Uma coisa é fazer um carinho em um crupe, Frank. Mas você jamais vai me ver voando em um dragão.

Inconscientemente, seus dedos acariciaram o dorso da mão do rapaz enquanto encarava os olhos castanhos tão próximos dos seus. Ela inclinou a cabeça para o lado, fazendo os cabelos cor de chocolate balançarem.

- Como você não tem medo? Eu só ia ficar pensando “por Merlin, vou virar churrasquinho!”. Sem contar do perigo de cair de lá de cima. Não, não. Sou muito mais feliz com os meus pés tocando o chão.

Sem perceber, as histórias contadas por Frank fizeram a menina assimilar as diferentes espécies de dragão com uma facilidade impressionante. Não era só pela aparência e nome que Sophie agora conseguia identifica-los, mas também pela alimentação, ou pelos lugares que preferiam morar, se normalmente viviam isolados ou em bandos.

Ela jamais teria a coragem de Longbottom de subir em uma criatura tão indomável, mas precisava admitir que, quando era ele contando, era fácil aprender.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Ter Dez 01, 2015 12:06 am

Maeve parou em frente ao grande espelho que havia em seus aposentos e fez um aceno positivo com a cabeça em aprovação ao analisar o próprio reflexo: tinha passado a última meia hora tentando escolher uma roupa, algo que transparecesse “é apenas um jantar entre colegas” e finalmente encontrara algo apropriado para a ocasião - um vestido preto que ia até os joelhos, simples e prático.

Pegando a bolsa e um casaco, Maeve se dirigiu para a passagem secreta que a levaria com mais rapidez para Hogsmeade – se fosse de carruagem acabaria se atrasando e ela não queria fazer o professor esperar. Saiu nos fundos da Dedosdemel e após comprar uma barra de chocolates ela se dirigiu para o pub dos pais de Rebecca.

Adentrou o local e depois de cumprimentar um dos garçons ela logo localizou Remus e, ignorando o solavanco que seu coração dera ao vê-lo, caminhou até onde ele estava.

- Boa noite – sorriu, cumprimentando-o (“nota mental: Remus Lupin é extremamente educado” – ela pensou quando o professor de DCAT se levantou para esperar ela se sentar).

Depois de fazer seu pedido, ela o encarou e se lembrou de um comentário que havia escutado mais cedo:

- Hey, vocês viram? – uma aluna da Lufa-lufa perguntou para a amiga enquanto passavam por Maeve - o auror bonitão tem uma jaqueta de couro! - a menina terminou o comentário com um suspiro.

Auror bonitão? Elas deviam estar falando de Sirius Black.

(Black sempre chamara a atenção das garotas, desde a época da escola e até Maeve tinha que admitir que ele era, de fato, bonito...mas a diferença de casas e o jeitão imaturo dele a impediam de sentir alguma atração além da física por ele. Claro que beleza era fundamental, mas os modos...ah, isso contava muito também).

- Ahhh, ele é bonitão mesmo. – a outra garota falou - Mas sabe quem também é bonitão?

- Quem?

- O professor Lupin!

E Maeve se pegou concordando.


Maeve sentiu as bochechas esquentarem ao se lembrar daquilo e focou sua atenção na garçonete, que trazia sua bebida. A moça, que aparentava ser da faixa etária deles, olhou esperançosa para Remus antes de lhe lançar um olhar carrancudo:

- Acho que ela gostou de você. – ela pensou alto quando a funcionária se afastou.

Não sabia porquê, mas aquele gesto lhe incomodara um pouco.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Ter Dez 01, 2015 12:30 am

A gargalhada de Sophie preencheu o ambiente, e Frank a observou, encantado. Naquele momento, nem mesmo a vozinha insistente em sua consciência era capaz de convencê-lo de que havia um impedimento moral entre eles, já que o rapaz estava ocupado demais se sentindo sortudo apenas por ser o responsável por aquela risada nos lábios da garota.

Ele se inclinou em direção a Sophie, as sobrancelhas arqueadas e um sorriso contido no rosto.

- Posso te contar um segredo? – sua voz saiu meio rouca, e alguns tons mais baixa que nos momentos anteriores. Deixou seus olhos correrem pelo rosto dela, subitamente ignorante do mínimo espaço entre eles – Eu morro de medo. Mas a graça é justamente o frio na barriga, a aventura.

Os dedos, ainda sobre as fotos dos dragões espelhadas pela mesa, se entrelaçaram aos dela e ele teve uma rápida visão do sonho em que eles dois sobrevoavam os terrenos de Hogwarts em um hipogrifo.

- Qualquer dia desses eu te convenço a dar uma volta – ele piscou e sorriu. Naquele momento, seu olhar cruzou com o dela, para logo em seguida desviar para os lábios rosados da menina. O sorriso de Frank foi diminuindo aos poucos, à proporção em que ele percebia o quão próximos estavam. Arespiração ficou um pouco mais difícil, e ele sentiu seu pomo de adão subir e descer quando engoliu em seco, seus olhos voltando a encontrar as íris castanhas da menina.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Ter Dez 01, 2015 12:59 am

- Nada em especial... – Rebecca mentiu, desviando o olhar. Então, era aquilo mesmo: Sirius não se lembrava daquele beijo, assim como provavelmente não se lembrava do anterior, e ela se sentiu meio idiota por se decepcionar com aquilo. Talvez ela só tivesse se admirado com o discurso bonito dele, mas na verdade ele continuasse o mesmo de sempre. Ela sentiu sua expressão endurecer, e fez um esforço consciente para suavizá-la.

- Lembrei do Snape bêbado – ela sorriu de leve – não sei porque, mas acho que aquilo tinha dedo seu...

Severus Snape era uma das últimas pessoas que ela imaginaria que ficariam bêbadas em uma festa na escola, mas também não tinha sido o único – vários alunos passaram do limite naquela noite.

- A propósito, tem notícias dele? Acho que o pobre coitado era o único que sofria mais na sua mão do que eu – ela sorriu fraquinho, evitando encará-lo, e logo se arrependeu de ter conduzindo a conversa para aquele caminho

– Porque você me odiava tanto?

Ela se assustou com a própria pergunta – o que estava acontecendo com ela, afinal de contas, para que não conseguisse segurar as palavras dentro da boca?

- Quer saber... esquece que eu te perguntei isso – ela levantou num pulo, despindo a jaqueta dele – é melhor eu voltar para dentro – ela esticou a jaqueta na direção dele – obrigada, Black.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Ter Dez 01, 2015 2:26 am

Sirius esticou o braço para receber a jaqueta que Rebecca lhe devolvia, ainda meio estupefato pela pergunta inesperada da moça. Antes que ela pudesse se afastar ele a segurou pelo pulso:

- Parece que temos um mal entendido aqui. – e sem soltá-la, ele se levantou, os pés deles se tocando de tão próximos que estavam – Eu não te odiava, Rebecca. Eu só...era minha maneira de chamar atenção.

Sirius pegou a jaqueta, por fim, e enquanto se vestia com a peça a encarou novamente:

- Não que eu possa dizer o mesmo de você, eh? – ele sorriu – “Você não imagina como eu estou feliz de nunca mais precisar te ver” essa frase me impactou, Monty. - e diante do olhar surpreso dela, ele completou - Sim, eu lembro muito bem da nossa formatura. Não é um momento da qual me orgulhe muito...eu só... - ele encolheu os ombros. - Agi por impulso. Sempre fui uma pessoa muito impulsiva, você sabe.

E encarando o horizonte, ele perguntou:

- E a Price, como anda?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Ter Dez 01, 2015 2:29 am

Remus havia acabado de levar o chá gelado até os lábios e dado o primeiro gole quando o comentário de Maeve fez suas orelhas esquentarem. Os olhos azuis acompanharam a garçonete se afastar com certa incredulidade.

Mesmo nos tempos de escola, Sirius e James costumavam fazer aquele tipo de comentário sobre “olhares” de outras meninas que demonstravam interesse no mais tímido dos marotos. Para Lupin, aquilo era irreal demais. Ele nunca conseguia reparar para dizer se era verdade ou não, mas mesmo que fosse, jamais tomaria uma atitude.

- Ela estava apenas sendo simpática. – Lupin sorriu timidamente, repousando a bebida novamente sobre a mesa. – Eu costumava vir aqui para estudar com a Rebecca, quando James e Sirius só queriam farrear no Três Vassouras. Provavelmente me reconheceu.

Se havia algum real interesse da garçonete, Remus não conseguiria confirmar. Mas uma vozinha tola em sua cabeça lhe disse o quanto seria incrível se a mulher a sua frente pudesse enxerga-lo daquela forma.

Ao contrário dos melhores amigos, Lupin não costumava chamar tanta atenção do público feminino. Mas havia algo em Maeve que o fazia desejar ser o centro das atenções dela. Era um sonho fantasioso demais, mas a ideia de Mackenzie lhe olhando como tantas meninas olhavam para Sirius lhe enchia de felicidade.

O lado racional do professor sabia que aquilo existia apenas em sua mente, mas ele já tinha uma vida miserável demais para se privar até mesmo das fantasias agradáveis.

O almoço correu de uma maneira surpreendente para Lupin. Para sua surpresa, a ansiedade havia desaparecido e ele aproveitou todo o tempo mergulhando em diversos assuntos com Mackenzie, a conversa nunca chegando ao fim. Quando se deram conta, eram os últimos clientes do pub .

Durante o jantar, Remus havia pedido uma segunda dose de hidromel e a bebida pareceu ter o efeito potencializado, porque ele não ficava tão relaxado assim com ninguém, além dos amigos. Suas bochechas doíam quando finalmente pagou a conta, insistindo que ele havia convidado e Maeve não deveria gastar um único galeão.

O gesto poderia ser visto apenas como algo típico de sua educação, mas o professor se sentia particularmente orgulhoso pela possibilidade de poder pagar aquela agradável refeição.

Quando os dois alcançaram o lado de fora, sendo recebidos pelo vento fresco da noite, foi inevitável repousar o olhar sobre o brilho no dedo de Mackenzie. De repente, toda a animação da noite diminuiu e ele ficou mais sério.

- Já marcou a data do casamento?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Ter Dez 01, 2015 3:00 am

Se havia alguma dúvida do que acontecera no sábado durante a detenção, toda a certeza embaralhava o cérebro de Sophie Bennett naquele momento.

Não restava margens para que ela se questionasse o que estava fazendo. Os dedos de Frank estavam perfeitamente entrelaçados aos seus, em um contato íntimo demais para a relação professor/aluna. Mas como sempre acontecia quando os dois ficavam a sós, Sophie se esquecia completamente da figura de autoridade que ele ocupava no castelo.

Seu coração estava acelerado quando também inclinou o rosto na direção de Longbottom, perfeitamente ciente do que estava fazendo. Era a primeira vez que sentia tamanho interesse em um rapaz. Frank era inteligente, corajoso e adorável e estava cada dia mais impossível negar os sentimentos que vinham crescendo.

Os olhos castanhos fitaram o belo rosto do rapaz e um leve sorriso brincou em seus lábios. Com a mão livre, Sophie tocou a nuca de Frank com as pontas dos dedos, fazendo uma leve carícia. Pelos gestos de Longbottom, ele também estava tentado a cometer aquela loucura, o que incentivava a Corvinal a seguir adiante.

Exatamente como havia acontecido enquanto dividiam a atenção com os crupes, Sophie desviou no último segundo. Desta vez, entretanto, o beijo depositado foi exatamente no canto dos lábios de Frank.

Por maior que fosse sua vontade, Sophie precisava se obrigar a lembrar que Longbottom era seu professor. As fofocas sobre o envolvimento do auror com uma aluna ainda corriam pelo castelo e a última coisa que Bennett queria era ser o novo alvo das conversas.

Imaginar que Frank também seria imensamente prejudicado fez com que ela se afastasse, ainda o encarando com um semblante dócil.

- Eu quero muito... – Sophy sussurrou, se surpreendendo com a própria sinceridade. – Mas acho que isso me dá mais medo do que voar em dragões.
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