Maraudering - UA

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Ter Nov 24, 2015 4:44 pm

Assim que sua atenção foi roubada por Benjamin, Sophie se deixou levar pelo amigo até um canto, já reservado por ele, onde dois colchonetes estavam arrumados, próxima a uma das janelas.

- Você viu o dementador? – Benji perguntou, se sentando com as pernas cruzadas, as costas encostadas contra a parede.

- Vi uma parte dele. – Sophie suspirou, finalmente comendo o chocolate entregue pelo professor Lupin. – Foi... horrível.

O chocolate parcialmente derretido logo foi engolido, lhe trazendo aos poucos a sensação de tranquilidade. A menina finalmente prestou atenção no melhor amigo, encarando-o de cima a baixo.

- Benji, você ao menos reparou que está com o seu pijama de pomo-de-ouro?

O rapaz olhou para as próprias vestes, mas balançou o ombro, com um sorriso divertido. Hoffman era o apanhador do time da Corvinal e não escondia de ninguém a sua paixão por Quadribol, mas Bennett ainda achava que o pijama era infantil demais para um rapaz de dezessete anos.

- É sexy. E eu não estava exatamente preparado para desfilar por Hogwarts de pijamas. – Uma sobrancelha castanha se ergueu quando ele lançou o mesmo olhar para Bennett. – Você ainda está de uniforme. Tomou banho, pelo menos?

Sophie girou os olhos, mas antes que ela abrisse a boca para responder, risinhos ao lado fez com que sua atenção fosse desviada. Um trio de meninas do quinto ano estava logo ao lado, lançando olhares à Benjamin. Aparentemente, o pijama do melhor amigo era atraente para alguém. Uma das meninas se inclinou para sussurrar com as outras duas, mas a proximidade permitia que os dois Corvinais escutassem com perfeição.

- Parece que a Davis prefere o pijama do professor Longbottom.

A cabeça de Sophie girou mais uma vez, desta vez tão ágil que os cabelos castanhos balançaram, bagunçando alguns fios. Próximo a mesa dos professores, Frank Longbottom conversava com Claire Davis, a setimanista Grifinória. Seus olhos se estreitaram, mas a voz de outra menina do trio alcançou seus ouvidos.

- Eu queria ver o pijama daquele auror bonitão.

Uma nova onda de risinhos surgiu e Bennett, com seu típico mau humor recuperado, bufou.

- Vocês não têm vergonha não? Black é quase dez anos mais velho que vocês! Além do mais, existem alunos correndo perigo no castelo e vocês estão falando de pijamas? Francamente!

Benjamin coçou a própria nuca, como se tentasse disfarçar que estava acompanhado de Bennett.

- Depois você não entende porque não tem amigos...
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Qua Nov 25, 2015 5:55 am

Maeve levou a primeiranista amedrontada até um canto e conjurou algumas almofadas, para que esta se deitasse. A garotinha estava com medo da tempestade e o teto mágico de Hogwarts não ajudava em nada para melhorar os ânimos dela – quando Remus se aproximou das duas novamente, entregando-lhe algumas barras de chocolate:

- Vamos precisar. – foi a resposta dele perante o olhar inquisidor dela – Há dementadores no castelo. - Ele falou a última parte baixinho, para que só ela escutasse. Maeve arregalou os olhos com a notícia.

Dementadores? Em Hogwarts?

Antes que pudesse fazer aquela pergunta em voz alta, a atenção do professor Lupin voltou-se para as duas pessoas que adentravam o Salão Principal: Frank Longbotton e Sophie Bennet, de mãos dadas. Mas não foi aquilo que chamou a atenção de Maeve e sim a palidez de Sophie – a moça parecia muito assustada.

Entregando o doce à Roberts e aproveitando que ela estava mais calma, Maeve foi até os dois, um pouco atrás de Remus. O professor entregou uma barrinha de chocolate à Bennet, garantindo-lhe que aquilo a deixaria melhor e Maeve não pôde deixar de ficar admirada com aquele gesto.

- Você está bem, Frank? A professora Mackenzie e eu estamos tentando manter a calmaria, se você precisar de um minuto para se recuperar. – Lupin a encarou, por cima do ombro - Acho que conseguimos dar conta, certo?

Maeve concordou e quando Frank se afastou dos dois, aproveitou para perguntar algo que a estava deixando muito curiosa:

- Sabe quantos Dementadores são? – questionou ao professor. Aquelas criaturas aterrorizantes nunca andavam sozinhas – Espero que nenhum aluno tenha se mach – e antes que pudesse completar a frase sua atenção se voltou para dois alunos que cochichavam e riam entre si ali próximo: os gêmeos Prewett – Senhores Prewett!- exclamou, chamando a atenção deles - Boa noite.

Os gêmeos, Fabian e Gideon Prewett, ruivos que só eles, pararam de rir na hora. Maeve teve a leve impressão que o assunto era ela:

- Professora Mackenzie! - Fabian fez uma reverência exagerada.

- Professor Lupin! - Gideon repetiu o gesto do irmão.

Maeve estreitou os olhos.

- Belo pijama, professora! - Fabian sorriu amavelmente.

Maeve olhou para baixo e, sentindo o rosto arder, percebeu que o laço do roupão se afrouxara, expondo sua camisola cheia de pequenos caldeirões.

- Que tal irem dormir, Srs. Prewett? - ela disse, após apertar o roupão.

- Estamos sem sono - os dois encolheram os ombros.

- E eu estou com vontade de tirar alguns pontos da Grifinória. - ela colocou as mãos na cintura.

Os gêmeos arregalaram os olhos e Maeve escutou alguém rir ao seu lado.

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qua Nov 25, 2015 6:25 am

Sirius saiu correndo da Ala Hospitalar e entrou derrapando no corredor onde tinha enfrentado o primeiro Dementador, a figura prateada do labrador grudada ao seu lado. Estava dobrando uma esquina daquele mesmo andar quando encontrou a professora Montgomery e mais um grupo de alunos da Corvinal:

- Quantos Dementadores? – ele perguntou, o tom de voz sério.

Quem respondeu foi o aluno que liderava o grupo – o Monitor, segundo o distintivo em seu peito.

- D-dois. O que está acontecendo, senhor?

Ah. Corvinais e sua vontade de saberem de tudo.

Sirius preferiu não responder aquela pergunta – nem mesmo ele sabia o que diabos estava acontecendo ali – e voltou sua atenção a Rebecca: a professora e ex colega estava meio pálida e um pouco de sua franja grudava na testa suada:

- Quem estiver sentindo náuseas, vômitos e precisar de uma poção calmante, a enfermeira Pomfrey está a disposição – ele disse, notando o estado dos adolescentes do grupo. Mas o que ele esperava? Aquele grupo tinha sido atacado por dois Dementadores de uma vez – E quem não quiser ser atendido, peça um pouco de chocolate ao professor Lupin. Usem a passagem atrás da estátua do bruxo corcunda para chegarem mais rápido ao Salão Principal.

E, olhando para Rebecca, ele continuou:

- Montgomery, eu cuido daqui. – e sem esperar a resposta dela, ele voltou a correr.

Depois de enfrentar os dois Dementadores daquele corredor, Sirius ficou de sentinela no local, caso outra criatura encapuzada aparecesse. Estava pensando em como diabos eles tinham burlado a proteção do castelo, quando uma voz o tirou de seus devaneios:

- OI! Black! – Sirius olhou para trás e viu Olho-Tonto Moody mancando até ele – Bela hora que te mandei pra cá, eh? Então...?

- Moody – Sirius o cumprimentou com a cabeça e começou a contar o pouco que sabia – 3 Dementadores até agora. Não sei como eles burlaram a barreira de proteção do castelo...quando chequei mais cedo, estava tudo okay.

- Ora, Black! Até parece que não sou o seu mentor...! – Moody girou o olho bom e suspirou, quando Sirius pareceu não entender o que ele queria dizer – É óbvio que alguém daqui de dentro ajudou.

Sirius franziu a testa. Como pudera ser tão ingênuo? Era óbvio que os Dementadores haviam obtido ajuda de alguém...mas como? E de quem?

(Aquilo era uma acusação muito grave a se fazer, claro...mas era a opção mais plausível até então).

- E lá vem mais um – Moody empunhou a varinha e uma fuinha prateada saiu de sua ponta e juntos, os dois o expulsaram.

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S. Orion Black

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Nov 25, 2015 4:53 pm

Seguindo o conselho de Black, o grupo escoltado por Rebecca chegou rapidamente ao Salão Principal. Com a chegada deles, esconder a situação do castelo ficou apenas impossível, e os alunos que souberam da notícia logo ficaram apreensivos. A professora tentava acalmar os corvinais recém-chegados – eles não deviam ter muito mais que catorze anos, e pareciam realmente assustados – enquanto distribuía os chocolates do professor Lupin. Sentou-se um pouco ao lado de uma garotinha que ainda chorava, e tentava consolá-la, enquanto levava à própria boca um pedaço do doce, controlando os próprios nervos.

Por um momento, sua mente divagou até a imagem suada, preocupada e meio esbaforida de Black, e, enquanto parte dela temia pela segurança do castelo estar basicamente nas mãos daquele que devia ser o Auror mais infantil e irresponsável de todos os tempos, a outra parte desejou que o idiota não fizesse nada que o colocasse em ainda maior perigo.

Decidida de que já estava bem o suficiente para voltar a cobrir os corredores do castelo, Rebecca marchou até a porta frontal do Salão, alcançando-a no momento em que um grupo de Aurores chegava.

- Até que enfim, Alastor!  - o tom de Minerva McGonagall era um misto entre alívio e bronca

- Noite, Minerva – ele se desfez da capa, apressadamente – alguma novidade?

– Dumbledore está tentando identificar qual foi a falha. Ainda não sabemos quantos deles, então sugiro que você se apresse!

- Claro, Minerva.  – ele acenou com a cabeça, e logo se virou para o seu grupo de Aurores – Ingram, Mellor, quero que vocês cubram a ala oeste – os dois logo se apressaram a cumprir a ordem do chefe – onde os professores os viram?

- Torre leste – Rebecca se meteu na conversa, e pela primeira vez a professora e o auror perceberam sua presença – Eu encontrei com dois, e Frank, com mais um. Black estava tentando resolver – um pequeno arrepio surgiu em sua nuca quando o olho de vidro se fixou nela por meio segundo, como se pudesse descobrir se ela falava a verdade ou não.

- Certo.  Carey, O’Donnel, Diggory, vão para o sul. Wyatt, Parkes, Hyde, norte. Shack, Potter, vocês vêm comigo.

O olhar de Rebecca passou pelos aurores, que se moviam agilmente para cumprir as ordens de Moody. Ela conhecia alguns daqueles rostos – James Potter tinha sido seu colega, O’Donnel frequentava o pub de seus pais vez em quando e Diggory, apesar de alguns anos mais velho, tinha frequentado Hogwarts mais ou menos na mesma época em que ela.

Ela fez menção de se juntar ao grupo que ia em direção à ala leste, mas Shacklebolt logo lhe disse para ficar lá.

O céu reproduzido no teto do salão principal trazia os primeiros raios alaranjados do amanhecer – a tempestade cessara há algumas horas, no que seria uma ótima metáfora para o fim daquela noite – quando os aurores voltaram, em seus pequenos grupos.  A maior parte dos professores, nenhum deles capaz de tirar sequer um cochilo, logo se juntaram ao redor deles, esperando alguma notícia ou esclarecimento.  Remus correu a abraçar James e Sirius, e Rebecca teria espiado os três por mais algum tempo, mas a voz de Moody chamou sua atenção.

- Foram cinco. Varremos cada centímetro do castelo, e Dumbledore já subiu as barreiras de proteção novamente. O castelo está seguro de novo.

O alívio invadiu não apenas o peito dela, mas era visível também em todos os outros.

- Obrigada, Alastor – um sorriso de gratidão surgiu no rosto de McGonagall -  Montgomery, Longbottom, reúnam os demais professores. Precisamos levar os alunos novamente a seus salões comunais. Nenhum grupo sai desacompanhado.

Com um aceno de cabeça, Rebecca se dirigiu a um grupo de lufanos que dormiam perto, na intenção de acordá-los, quando sentiu uma mão em suas costas. Virou-se assustada, e deu de cara com Diggory, muitos centímetros mais alto que ela e um sorriso encantador no rosto.

Amos Diggory, 25, foi sem dúvida um dos alunos mais charmosos que já passaram pelos corredores de Hogwarts, tendo feito absoluto sucesso entre as estudantes – pelo menos duas das colegas de quarto de Rebecca tinham sido apaixonadas por ele –, tendo entrado no programa de Auror logo após sua graduação.

- Desculpe, eu não quis te assustar – ele sorria de um jeito amável, e Rebecca sentiu o rosto corar um pouco – mas eu estava pensando... você sabe onde consigo uma boa xícara de café?

- Ahn, claro! – ela passou a mão pela franja, ainda desconcertada – na mesa dos professores...

- Obrigado, linda! – ele deu uma piscadela antes de se afastar. Rebecca girou sobre os calcanhares, virando sua atenção para os alunos que dormiam em seus colchonetes, mas, antes, seu olhar cruzou com o de Sirius Black, e ela apenas revirou os olhos, antes de começar a chamar os lufanos.


O Domingo passou rápido e calmo – a maior parte dos alunos não se sentia confortável para zanzar pelo castelo, e os professores tentavam recuperar as energias gastas na noite anterior. No jantar, quando a maior parte da escola se reuniu, Dumbledore fez questão de discursar, agradecendo o empenho de todos e garantindo que o castelo voltara a ser seguro, e, como parte das medidas de segurança, um grupo de quatro aurores permaneceriam no castelo, trabalhando para garantir a tranquilidade das atividades.

Na segunda-feira, o ritmo do castelo voltava ao seu normal. Pouco a pouco, os estudantes se dirigiam para as suas aulas, as conversas retornando aos temas pertinente às suas idades. Sentada à mesa dos professores, Rebecca lia pela terceira vez um bilhete escrito com a letra caprichada da professora McGonagall, que lhe havia sido entregue junto com o correio daquela manhã, ainda sem acreditar muito bem em seu conteúdo.

“Srta. Montgomery,
Precisarei me afastar do castelo por algum tempo, para resolver assuntos familiares. A partir de agora, a senhorita assumirá todas as turmas de transfiguração. Seus planos de aula já foram revisados e aprovados por mim e pelo professor Dumbledore. Acreditamos que a senhorita é plenamente capaz do trabalho, ou não a teríamos contratado. Apenas confie em sua competência.”


Ela sorriu, um misto de excitação e medo em seu peito.  Respirou fundo e foi em direção à sua primeira turma do dia, nãos em antes responder a alguns animados “Bom dia, professora Montgomery” do grupo de corvinais que ajudara no sábado.


Última edição por Rebecca Montgomery em Qui Nov 26, 2015 1:50 am, editado 1 vez(es)
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Qui Nov 26, 2015 1:05 am

Remus sabia que, na posição de professor, cabia ele a dar o exemplo diante dos alunos. Mas era inevitável não controlar o riso diante dos irmãos Prewett. Os gêmeos lembravam absurdamente o comportamento de Sirius e James, mas com uma interação ainda mais harmônica, talvez ocasionada pelas gemialidades.

No momento em que foi flagrado pela professora, Lupin ergueu as sobrancelhas, como uma criança pega no flagra. Por um segundo, ele se sentiu tão acuado quanto os dois alunos, que haviam se deitado para evitar ter pontos retirados da Grifinória.

- Não leve a mal, Maeve. O comentário deles foi completamente inocente. Conheço meninos como Fabian e Gildeon.

O professor encolheu os ombros levemente, mas antes que a professora pudesse responder, a atenção se voltou para os aurores que haviam acabado de chegar.

***

Quando a segunda-feira chegou, Remus Lupin já estava perfeitamente recuperado da noite de sono perdida. Ele estava acostumado com poucas horas de descanso, especialmente nas luas cheias, de modo que a agitação causada pela invasão dos Dementadores foi facilmente driblada.

Desde o incidente, era raro ver alunos andando sozinhos pelo castelo. Como orientado pelos professores, eles passaram a se juntar em grupos quando precisavam ir de uma aula para a outra, e em casos mais extremos, pediam o auxílio de algum monitor.

Ao fim da última aula do dia, sua turma logo se esvaziou, permitindo que Lupin juntasse todo o seu material espalhado sobre a mesa e subisse até o pequeno escritório que antecedia seus aposentos.

Ele separou alguns pergaminhos e uma garrafa térmica, cheia de chocolate quente. Desde sábado, havia renovado todo o seu estoque de doces, receoso de que algum aluno precisasse.

Os aurores espalhados pelo castelo deveriam trazer alguma segurança, mas a presença deles apenas parecia lembrar a todos que Hogwarts não era mais tão segura. O pior era atravessar algum corredor e imaginar se o responsável por aquela falha estava passando ao seu lado.

A batida na porta logo chamou a atenção de Lupin, abrindo-a de imediato apenas para encontrar a professora Mackenzie do outro lado.

Gentilmente, Remus se colocou para o lado, liberando o espaço para que ela entrasse. Ele havia enviado um bilhete no dia anterior, perguntando se a professora teria disponibilidade de começar a discutir a matéria que seria dada enquanto ele estivesse ausente, dentro de poucas semanas.

O jantar seria servido dentro de poucas horas, dando tempo suficiente para que os dois pudessem introduzir alguns tópicos importantes.

- Por favor, fique a vontade, Mackenzie. – Ele sorriu, ainda segurando a maçaneta da porta. – Aceita chocolate quente?

Uma das mãos apontou para a garrafa sobre a mesa e ele encolheu os ombros.

- Não é como o da Dedosdemel, mas garanto que está excelente.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Qui Nov 26, 2015 1:21 am

Sophie Bennett nunca se atrasava para aula alguma. Aquela segunda-feira havia sido completamente inédita quando ela chegou quase na metade do período de Trato das Criaturas Mágicas.

Ela havia passado todo o domingo se remoendo, lembrando das imagens fracionadas sobre a invasão dos dementadores e tentando coloca-las na ordem dos acontecimentos. Com uma careta, era com frequência que se recordava de estar chorando contra o peito de Frank Longbottom.

Era vergonhoso demais imaginar que havia se desmanchado diante do professor e Sophie queria evitar ao máximo encará-lo depois daquele episódio embaraçoso.

Mesmo pela metade, a aula se passou arrastando e quando chegou ao fim, ela foi uma das primeiras alunas a deixar a sala, ignorando o aviso dos professores para que andassem em grupo.

Apressadamente, ela entrou na sala de Transfiguração alguns minutos antes do horário, como consequência de sua agilidade em deixar a aula anterior. Seu material foi depositado em uma das primeiras carteiras, aliviada por ter escapado de mais um dia de Criaturas Mágicas.

Como era de costume em matérias como aquela, Sophy abriu o livro na página do dia, colocando sua varinha, pergaminhos, pena e tinteiro perfeitamente alinhados, sem estar um único centímetro fora do lugar. Ela pousou os dedos cruzados sobre o colo e esperou que a classe terminasse de encher.

Quando Rebecca Montgomery saudou a turma para iniciar a matéria, a sobrancelha escura de Bennett enrugou e sua mão cortou o ar, chamando a atenção da professora. Os colegas estavam acostumados a ver a aula sendo interrompida pela Corvinal e suas diversas perguntas, mas o capítulo mal havia sido iniciado quando a voz de Sophie ecoou.

- Onde está a professora McGonnagal? – a mão da menina voltou a pousar ao seu colo quando percebeu ter toda a atenção de Rebecca. – Já lemos este capítulo na semana passada.

Seus olhos se estreitaram levemente ao analisar a professora. Ela sabia que era questão de tempo até que aquele novo corpo docente começasse a prejudicar seus estudos, só não esperava que fosse ser tão cedo.

- Dumbledore disse que você estaria aqui sob a supervisão de McGonnagal. Se ela não está aqui para supervisionar, você não deveria assumir a aula.

O tom de voz da menina era desafiante e ela não se importava que os olhares dos colegas estivessem fixos em sua nuca. Não deixaria uma aspirante a professora prejudicar seu último ano, tão importante para alcançar seu objetivo de ser curandeira.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qui Nov 26, 2015 2:25 am

O dia tinha corrido bem até aquele momento – aparentemente, a presença da professora McGonagall vinha depositando um peso extra sobre os ombros de Rebecca, e, no momento em que esta se viu completamente sozinha com a primeira turma do dia, sentiu-se muito mais confiante e confortável no papel que precisava (e que queria! Muito!) assumir.

Quando entrou na turma do sétimo ano, Rebecca sabia que tinha um desafio um pouco maior, mas sabia, também, que ela podia dar conta do recado. Ela nascera para aquela profissão, estava preparada para aquilo e, por mais que talvez não admitisse, as palavras no bilhete de sua chefe tinham surtido um efeito positivo sobre ela.

Ao contrário do que certamente teria acontecido na semana anterior, ela não se intimidou quando uma aluna interrompeu o silêncio da aula perguntando pela chefe do departamento de Transfiguração, mas certamente teve um pequeno trabalho para controlar seus nervos nos momentos seguintes.

Quando a aluna – uma corvinal, sentada na primeira fileira – avisou que os alunos já tinham lido aquele capítulo, ela poderia ter se simpatizado com a aluna – afinal de contas, aquilo era indício de alguém dedicado aos estudos – mas a verdade é que havia algo de... insolente na voz da garota.

- A professora McGonagall vai precisar se afastar do castelo por algum tempo – ela falou, pausadamente e fitando a aluna. Logo moveu o olhar pela sala, encarando os outros setimanistas – Eu assumirei integralmente a cadeira de Transfiguração enquanto sua ausência se prolongar. Por favor – e aqui ela fez questão de encarar novamente a aluna – voltem a revisar o conteúdo da última semana. É essencial que vocês o dominem completamente antes que entremos em um novo capítulo. Vocês têm cinco minutos.

Rebecca girou nos próprios calcanhares e voltou-se para escrever no quadro os assuntos importantes para a aula daquele dia, esperando que aquilo fosse o suficiente para silenciar a aluna. Não chegou sequer a sacudir novamente a varinha para que o quadro se preenchesse, quando a voz desafiante da corvinal preencheu novamente a sala. Uma onda de raiva se abateu sobre a professora, e ela precisou pousar a varinha na mesa antes que alguma ideia realmente desastrosa lhe ocorresse.

- Qual o seu nome, srta...? – ela virou sua atenção para a menina, mas podia ver e ouvir os outros alunos se remexendo nas cadeiras, alguns dos estudantes até mesmo arriscavam cochichar algo com o colega do lado.

- Bennett.

- Pois bem, srta. Bennett. Salvo engano, o regulamento de Hogwarts é bem explícito quando expressa que as decisões relativas ao corpo docente dizem respeito somente ao diretor da escola e ao chefe do departamento em questão. Até onde me consta, a senhorita não é nenhum dos dois, ou eu estou enganada? – Rebecca fez uma breve pausa, mas logo retomou seu discurso – Ótimo. Assim sendo, por causa da sua insubordinação, a senhorita acaba de perder 20 pontos para a sua casa, bem como o direito de assistir à aula de hoje.

A professora fez mais uma pausa, enquanto folheava alguns papéis em sua mesa.

- A propósito, seus três próximos sábados serão cumprindo detenção – ela disse, sem levantar o olhar.

Assim que a menina deixou a sala, ela encarou os alunos, a expressão séria.

- Mais alguém tem alguma sugestão curricular? – Ninguém se atreveu a responde-la, então ela continuou – ótimo. Fechem seus livros. Hoje nós vamos falar sobre as diferenças entre transfiguração humana e animagia.


*****

Naquela noite, Rebecca sentou-se razoavelmente cedo à mesa dos professores pra jantar, de modo que mais da metade dos assentos estava vazia. Assim, qual não foi o seu susto quando uma voz grave, porém macia não a tirou de seus devaneios.

- Esse lugar está ocupado? – ela levantou o rosto rapidamente, para encarar um sorridente Amos Diggory, e apenas acenou que não. Ele sentou-se e, logo depois, tentou alcançar a jarra de suco - Então, linda, você vai me dizer o seu nome?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Qui Nov 26, 2015 2:52 am

Maeve aceitou o chocolate quente que Remus Lupin lhe oferecera de bom grado: tinha sido um dia estressante. Alguns alunos – os mais novos – ainda estavam nervosos (e cansados) com o acontecido de Sábado e levaram aquele nervosismo para as aulas de Poções e o resultado tinha sido uma meleca: a professora passara uma boa parte de seu dia se desviando de explosões e limpando o resultado das mesmas pelas masmorras.

Assim que o líquido doce entrou em contato com seus lábios, ela soltou um suspiro:

- Delicioso. – ela elogiou. Sentia-se até um pouco mais animada. – Não consigo fazer um assim nem sob pressão. – ela confidenciou, distraída.

Sim, ela era realmente péssima em feitiços mundanos.

Enquanto terminava o resto do chocolate quente ela olhou ao redor da sala de Remus, analisando-a: a mesa dele estava abarrotada de pergaminhos, livros e alguns chocolates. Sua atenção voltou-se, porém, para a maleta que jazia em cima da mesa: o objeto, outrora marrom, continha o Prof. R. J. Lupin entalhado na lateral e Maeve, então, lembrou-se de uma cena da época da escola:

Fazia uma manhã ensolarada e uma Maeve de 17 anos tomava seu café da manhã, a atenção voltada para a sessão de palavras cruzadas do Profeta Diário quando as vozes de James Potter e Sirius Black interromperam seu raciocínio – puxa, aqueles dois tinham que falar alto daquele jeito?

Ela ergueu os olhos para a pequena confusão causada por aqueles dois insolentes:

Os dois Marotos (era como eles se auto intitulavam) rodeavam Remus Lupin – o mais normal daquela patota, até ela tinha que admitir:

- FELIZ ANIVERSÁRIO, ALUADO! – os dois gritaram e Potter conjurou um pouco de confete em cima do rapaz enquanto Black entregava um pacote grande e quadrado para o aniversariante.

As pessoas além dos Marotos pararam de prestar atenção naquele ponto, mas Maeve continuou encarando os três, a curiosidade estampada em seus olhos – ora, se eles haviam feito questão de fazer aquele estardalhaço é claro que ela podia olhar!

Lupin desembrulhou o pacote com cuidado e de lá tirou uma maleta marrom e bonita:

- Professor Remus John Lupin! – Potter sorriu, orgulhoso.

- Porque nós sabemos que daqui um tempo você estará dando aulas e aplicando detenções nos alunos desavisados. – Black prosseguiu.

Remus soltou uma risada e Maeve abaixou os olhos quando o olhar dos dois se cruzou por uns segundos.


- Eu lembro dessa maleta – ela falou antes que pudesse se conter. – Parece que Potter e Black estavam certos. - bom, a parte das aulas pelo menos. A das detenções ainda não se concretizara (não que ela soubesse).

E, lembrando-se de outro detalhe, ela adicionou:

- E agora, depois de todos esses anos, consigo entender o porque do "Aluado".
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qui Nov 26, 2015 3:41 am

Sirius e James se juntaram a Remus no Salão Principal e enquanto James contava como Lily e o pequeno Harry estavam – os três amigos não se reuniam há muito tempo e havia muita coisa para falar – a atenção de Sirius voltou-se para a figura da última pessoa que ele gostaria de ver:

Amus Diggory.

- O que o Cara Quadrada está fazendo aqui? – ele perguntou, franzindo a testa. Mas é claro que era uma pergunta retórica: Amus, apesar de ser um completo metido a sabichão e conquistador, era um bom auror.

- Ordens do Olho-Tonto – James deu um tapinha no ombro dele. – Mas talvez ele não fique.

- Espero que não. – Sirius girou os olhos, desgostoso. Amus Diggory era o motivo dele ter levado uma punição e bem, ele guardava rancor.

Naquele minuto, o rapaz em questão aproximou-se de Rebecca Montgomery, sorrindo de uma maneira que achava sedutora e Sirius, por meio de leitura labial, o viu chamando-a de “linda”.

“Escolha errada, Diggory” – ele pensou, com escárnio...sabia que Monty nunca aceitaria aquilo. Para a sua surpresa, no entanto, o elogiou pareceu ter funcionado: quando Diggory se afastou, Rebecca girou nos calcanhares, o rosto um pouco vermelho (no momento que o olhar dos dois se cruzou, porém, ela parou de sorrir e girou os olhos, voltando sua atenção para os alunos).

(Sirius ficou levemente incomodado com aquela reação)

James Potter, ao seu lado, também prestara atenção na cena toda:

- Aquela ali é a Rebecca Montgomery? – ele perguntou, estreitando os olhos e segurando o canto dos óculos com o polegar e o indicador.
- Sim. – Sirius concordou.

- A “Monty”? – James voltou a perguntar e ele apenas concordou com a cabeça – A garota por quem você tinha uma paixonite?

- Hey! – Sirius o empurrou de leve – Aquilo foi momentâneo...um período obscuro de confusão.

James se limitou a soltar uma risadinha debochada, enquanto Remus apenas sorria ao lado deles.

*****

Sirius estava extremamente mal humorado aquele dia – Amus Diggory  passara o dia lançando piadinhas sobre sua incompetência e ele tivera que reunir toda a força do mundo para não enfiar, mais uma vez, o punho nas fuças daquele metido.

Como se já não bastasse ele próprio se sentir culpado pelos ataques dos Dementadores no Sábado – ele era o responsável pela segurança, afinal! – ele tinha que ter alguém pra jogar aquilo na cara dele?

Arg! Por que Olho-Tonto tinha que ter escolhido o Cara Quadrada pra ficar por ali, com tantas opções melhores?

(Exemplo de opção melhor: James Potter)

(Mas Sirius sabia que James não poderia ficar, com Lily e o pequeno Harry o esperando em casa).

Soltando um suspiro, ele cumprimentou Shacklebolt, o seu substituto, com a cabeça e saiu de seu posto na Ala Leste, o estômago roncando. Decidindo ignorar a fome, Sirius desceu até os jardins.

“Acho que vou visitar o Hagrid” – pensou e foi em direção a casa do Guarda-caça de Hogwarts.

___

- Até mais, Canino! – Sirius coçou a orelha do enorme cachorro e acenando para Hagrid, deixou a cabana do mesmo, os bolsos cheios do bolo oferecido pelo meio-gigante.

(Era um consenso entre os Marotos não comer as comidas oferecidas por Hagrid – mas eles sempre as aceitavam, para não magoá-lo)

Adentrando o castelo novamente, Sirius decidiu que faria uma visitinha às cozinhas antes de fazer sua ronda costumeira pelo castelo. Depois de ser recebido com alegria pelos elfos-domésticos, sentou-se numa cadeira que havia por ali para esperar pelo seu sanduíche.

Estava cantarolando uma música distraído quando o retrato da cozinha se abriu e uma pessoa entrou por ali.

- Monty. – Sirius sorriu, automaticamente, ao vê-la.


Última edição por S. Orion Black em Sex Nov 27, 2015 4:26 pm, editado 1 vez(es)
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S. Orion Black

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qui Nov 26, 2015 4:28 pm

- Perdido, Black? – Rebecca se inclinou sobre a mesa, distraidamente, procurando algo gostoso entre os potes de sobras do jantar que os elfos domésticos empilharam por ali. Entre todos os trabalhos para corrigir e os flertes constantes com Amos Diggory –bem, já não eram apenas flertes, mas tudo bem -, ela tinha perdido o jantar por tantas noites nas últimas semanas que Mimi, a pequena elfo-doméstico, até já conhecia as preferências da professora. – Quase não te vejo mais pela escola, achei até que tinha ido embora.

Encontrando o que queria, ela se virou e se recostou na mesa, um pote de pudim em uma mão, uma colher na outra, e o só então percebeu que ele a media com o olhar.

- Que foi? – ela enfiou uma colherada na boca, inocentemente.

- Você está esquisita, Monty... – ela apenas revirou os olhos e deu mais uma colherada no pudim – Sério, você parece mais... relaxada... – Sirius se inclinou para a frente, e ela pode reconhecer o momento exato em que o sorriso de canto de boca começou a se formar, ou que os olhos adquiriram o brilho característico de quem ia aprontar alguma coisa – devo admitir que exista um motivo para isso?

Ela suspirou e balançou a cabeça negativamente. Sabia exatamente em que tipo de piada ele queria chegar.

- Não é nada, Black. Talvez seja só o fato de eu estar te vendo pouco... – ela deu de ombros, voltando sua atenção para o pudim (o pior de tudo é que ele estava certo: ela estava tranquila demais até mesmo para puxar briga com ele).

- Há! – ele passou as mãos pelo cabelo e se recostou novamente da cadeira, de um modo que ela considerou relaxado e convencido – eu não sabia que exercia tanta influência assim na sua vida, Rachel!

- Pelas barbas de Merlin, Black, será que você é incapaz de acertar o meu nome? – ela jogou o pote que segurava na mesa, impaciente. – e saiba você que nada relativo à sua pessoa influência minha vida – ela deu um passo, prestes a deixá-lo sozinho, quando Mimi apareceu à sua frente, segurando um prato.

- Mimi separou a salada favorita da senhora. Tem até salmão, tem... Mimi esperava que a senhora contasse mais sobre o auror bonitão durante o jantar – os olhos da pequena criatura brilhavam de curiosidade, e Rebecca podia sentir os olhos de Sirius cravados as suas costas. A elfo ia dando pequenos passos para a frente, de modo que a bruxa ia recuando. Quando finalmente esbarrou na mesa, ela apenas suspirou, pegando impaciente o prato.
- Tá bom, Mimi! Mas me traga o suco antes, por favor! – Enquanto a elfo saía desviando dos obstáculos na cozinha, Rebecca tentou evitar o olhar de Sirius, mas achou a missão impossível quando ouviu o riso dele.

- Falando de mim por aí, eh?

- Nem nos seus sonhos, querido – ela deu um sorriso falso, tentando conter a vontade de esganá-lo. Sirius Black e seu talento de tirá-la do sério – se você quer tanto saber sobre minha vida pessoal, eu te digo, Black: eu... venho saindo com um colega seu.

Ela deu uma garfada de sua salada, enquanto o observava mudar lentamente as expressões em seu rosto, como se tentasse deduzir quem era o “auror bonitão”.

- Bem, Shack é um ótimo cara. Só sinto pena dele por ter que te aguentar – ele finalmente parecia ter chegado a uma conclusão, e Rebecca nunca assumiria, mas ficou curiosa para saber porque ele tinha adivinhado o Shackebolt.

- Não precisa. Não é ele que eu tenho visto.

- Você sabe que Wyatt é gay, certo? – ele abriu um sorriso provocador, mas, de repente, o rosto dele mudou para uma versão mais carrancuda, como se tivesse tido uma lembrança desagradável – Diggory. – sua voz saiu quase um sussurro, realmente com raiva. Ele deu um gole da taça à sua frente, antes de começar a falar novamente – Péssima escolha pra homens, Monty.

- Posso saber por que?

- Digorry é um babaca petulante e convencido, por isso. Sem contar que o esporte favorito dele é colecionar conquistas amorosas – ele deu de ombros, querendo ser casual.

- Black – Rebecca respirou fundo, antes de continuar. Como ele se atrevia a querer se meter em sua vida pessoal? – eu passei sete anos da minha vida convivendo com você. Acho que eu consigo reconhecer um homem convencido, petulante e metido a garanhão a alguns quilômetros de distância!

- Ótimo! Mas depois não diga que não te avisei!
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Qui Nov 26, 2015 6:09 pm

As coisas pareciam ter entrado em um ritmo meio frenético para Frank. O tempo passava mais rápido do que ele gostaria de admitir, e a quantidade de trabalho se amontoava rapidamente. Ele nunca imaginou que ser professor fosse ser tão trabalhoso – talvez ele devesse ter pleiteado um cargo mais tranquilo na escola. Instrutor de vôo, talvez? Ele sabia voar, gostava de Quadribol... Definitivamente teria sido um cargo melhor que o de professor.

Não que ele não gostasse de lecionar – não, pelo contrário, ele adorava estar em sala de aula! Às vezes, seu entusiasmo pelas criaturas mágicas era tão grande que ele podia sentir a turma se contagiando. Era do trabalho burocrático que ele não gostava, e isso sem contar com a participação dos alunos mais bagunceiros em suas aulas. Por Merlin, se ele tivesse que corrigir mais uma leva de exercícios ou tivesse que dar mais uma aula a Gideon e Fabian Prewett, ele era capaz de pedir demissão. (Mentira, ele realmente se divertia com a maior parte das peças pregadas pelos gêmeos, mas quem em sã consciência, além deles, teria soltado as fadas mordentes no barracão minutos antes da aula começar?)

Para completar, tinha Sophie. Por mais que soubesse que era errado, ele não conseguia parar de pensar na menina. Era quase como se ele tivesse dezessete anos novamente, procurando-a com o olhar pelos corredores, mas tímido demais para se aproximar. Só que dessa vez, não era apenas sua timidez – para falar a verdade, viajar pelo mundo tinha lhe feito um bem enorme nesse sentido – mas não era apenas a timidez que o impedia de se aproximar de Sophie, ele literalmente não podia. Era errado. Antiético. Ele podia perder o emprego, e isso se tornaria um escândalo de proporções absurdas. Ele sabia disso tudo.

Mas nenhuma dessas informações o impediu de sonhar com ela na noite anterior – um sonho besta, é verdade, eles apenas sobrevoavam o terreno do castelo em um hipogrifo, mas, ainda assim, sonhara com ela.

Logo após o ataque dos dementadores, ele se preocupou com a garota. Ela ficou anormalmente quieta nas primeiras aulas, e parecia evitar seu olhar a todo custo. Ele se perguntava se tinha feito alguma coisa errada, mas jamais chegou a uma conclusão definitiva. Achava até um pouco engraçado que ela tivesse tanto efeito sobre ele. É bem verdade que passara quase o seu sétimo ano inteiro interessado na garota, mas, depois que saíra de Hogwarts, teve tempo para conhecer algumas mulheres interessantes. Ainda assim, foi só saber que voltaria a Hogwarts que a primeira coisa em que pensou foi nela.

No fim das contas, se sentia um pouco agradecido pela distância e frieza que Sophie Bennett lhe impunha acabava sendo uma mão na roda, porque, assim, ele não precisava fazê-lo.

Frank corrigia alguns pergaminhos na sala dos professores, na esperança de que a pilha de trabalho que ele precisava fazer diminuísse pelo menos um pouco, quando Rebecca Montgomery e Amos Diggory entraram na sala, conversando, e o cumprimentaram brevemente. Talvez fosse coisa da cabeça de Frank, mas ela parecia estar sorrindo mais do que o normal. O auror saiu da sala pouco tempo depois.

- Café, Frank? – ela perguntou, enquanto se servia. Como ele disse que sim, ela logo atravessou a sala em sua direção, entregando-lhe sua caneca azul e dourada do Puddlemere United – muito trabalho?

Ele balançou a cabeça, se sentindo um pouco desolado.

- Inventei de pedir 40 centímetros de pergaminho para os quintanistas... Sem contar com os trabalhos das outras turmas.

Rebecca viu, e se inclinou para o pergaminho aberto em sua frente, que já estava quase metade colorido com tinta vermelha.

- Acho que eu daria um T só por essa letra horrível – ele riu, e tomou um gole do seu café, e se surpreendeu quando concordou com a colega. Ainda estava começando a se acostumar com aquele tipo de conversa típica de professores. Se bobeasse, continuava acreditando que eventualmente ia acordar e descobrir que aquele período letivo tinha sido um sonho terrivelmente bem elaborado.

A bruxa pigarreou um pouquinho, e ele a encarou.

- Ahmn, Frank, você... você quer fazer uma troca?

- Uma troca?

- É.. eu... bem, eu preciso aplicar uma detenção nessa aluna, no sábado à noite, mas eu realmente gostaria de ir à vila nesse fim de semana – ela lançou um olhar ansioso à porta, e ele desconfiou de que aquilo provavelmente teria alguma relação com Diggory – E o negócio é que... eu não posso cancelar a detenção, porque o problema dela foi falta de disciplina, e cancelar apenas estragaria tudo. Eu pedi ao Remus, mas ele vai estar ocupado, e não queria entregá-la ao Filch, porque eu odiaria dar algum prazer àquele velho rabugento... Enfim, eu estou me alongando. O que você me diz? Posso te ajudar com alguns desses pergaminhos, e você aplica a detenção?

Frank lançou um longo olhar da sua pilha de pergaminhos para a colega, medindo suas possibilidades. Por um lado, talvez tivesse que trabalhar mesmo no sábado à noite para dar conta de todas aquelas correções (além disso, ainda tinha que cuidar dos animais que cultivava para as aulas). Ele suspirou, resignado.

- Quanto você sabe sobre Pocotós?

- O Suficiente – Rebecca sorriu.

- Ótimo. Aquela pilha ali é toda sua – ele apontou para um canto da mesa, onde certa de 80 pergaminhos estavam empilhados cuidadosamente – Quem é que eu vou precisar aguentar no sábado?

- Sophie Bennet, da Corvinal – ela disse distraidamente, enquanto sentava-se à frente de Frank, aparentemente disposta a já começar as correções.

Ele piscou algumas vezes, a caneca de café suspensa no ar.

Sophie Bennet.

Ele passaria a noite de sábado com Sophie Bennet.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Sex Nov 27, 2015 12:48 am

Os dedos de Remus deslizaram pela pasta enquanto sua mente se perdia na lembrança de quando havia ganhado aquele presente dos amigos. Um sorriso nostálgico se espalhou pelo seu rosto e, por um instante, ele se sentiu tão a vontade com sua licantropia na frente de Maeve quanto se sentia com os amigos.

- Moony é um apelido bem apropriado. Não sei ao certo quem me chamou assim pela primeira vez, mas já não tem mais importância. – Ele puxou uma cadeira para se sentar diante da mesa e sorriu para a professora. – Faz parte de quem eu sou.

***

Nas noites que se seguiram, era comum que os dois professores se reunissem para passar alguns pontos, mas quanto mais próximos estavam da lua cheia, era nítido que Lupin não tinha o mesmo ritmo para seguir horas seguidas de trabalho.

O corpo começava a ficar dolorido e pesado, demandando um grande esforço até para tarefas mais simples. Ele comia menos, de modo que suas bochechas logo começavam a afinar. Mas Remus se recusava a deixar as aulas antes do seu limite.

Era uma honra muito grande estar lecionando em Hogwarts, em um trabalho digno e com um salário decente, fazendo algo que lhe dava imenso prazer. Ele não queria dar a menor chance de que Dumbledore se arrependesse da decisão de aceita-lo ali.

Quando o sábado amanheceu, antecedendo a lua cheia que ocuparia os céus naquela noite, Remus sentia que cada centímetro do seu corpo fosse arrebentar. Ele sabia que, no momento da transformação, a dor chegaria ao seu limite, então encontrou forças para se levantar da cama. Seria a última noite daquela semana a ocupar um colchão confortável.

O professor tinha grandes olheiras sob os olhos azuis quando alcançou a sala dos professores, onde o Mapa do Maroto indicara o nome de M. Mackenzie. Ao parar diante dela, ele forçou um sorriso, mas os lábios pareciam pesados demais para completar a curvatura.

- Bom dia, professora Mcakenzie. – a voz de Lupin era rouca e baixa e ele precisou apoiar as mãos na cadeira a sua frente enquanto encarava Maeve. – Estou indo até Hogsmead, preciso visitar minha mãe.

Mesmo com a sala vazia, era costume usar sempre a desculpa de fachada, receoso de que qualquer um pudesse desconfiar da verdade. Era pelo seu demasiado cuidado que o segredo estava tão bem guardado durante anos.

- Apenas queria me certificar de que tem tudo que precisa para me substituir essa semana. Algo mais que possa ajudar?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Sex Nov 27, 2015 1:25 am

Desde que recebera a detenção, Sophie Bennett passara a assistir todas as aulas de Transfiguração sem abrir a boca, nem mesmo para as perguntas que lhe consumiam. Era raro ver a Corvinal muda em alguma aula, sem cortar o ar com o braço e metralhar os professores com perguntas, mas Sophy passara a se dedicar ainda mais aos estudos independentes na biblioteca para compensar a frustração com a substituta de McGonnagal.

Os sábados perdidos pelo castigo aplicado de Rachel eram os piores e a menina sentia que perdia um precioso tempo deixando de ler livros importantes apenas porque Montgomerry se sentia insegura.

Quando o último dia de detenção chegou, Sophie se sentia satisfeita com o fim daquele pesadelo. Ela enfrentaria aquele dia e nunca mais ousaria se meter no caminho da professora de Transfiguração, por mais que não concordasse com seus métodos.

Ela precisava admitir que, em questão de conteúdo, Rebecca não deixava nada a desejar e que quando comparado ao carisma, chegava a superar a postura séria de Minerva McGonnagal. Talvez, se tivesse dado uma chance para a novata na primeira oportunidade, teria se surpreendido. Estava ao menos aliviada de que seus estudos não fossem tão prejudicados quanto imaginara.

Outubro estava quase chegando, mas o calor do verão ainda os assombrava como se ainda estivessem em agosto. Aproveitando a oportunidade de não precisar usar uniformes aos finais de semana, Sophy escolhera uma saia preta que ia até quase os joelhos e uma blusa nude. Os trajes eram perfeitamente comportados, quase como se a menina estivesse indo trabalhar em algum escritório.

Bennett não costumava se vestir com roupas chamativas ou exageradas, e quando não estava de uniforme, até aparentava ter mais idade do que realmente tinha, com peças sóbrias e sem decotes. Mesmo sendo diferente da maioria das colegas, ela se sentia extremamente confortável e sabia que seria uma escolha segura para a detenção burocrática que Rebecca vinha aplicando.

A menina estava deixando a torre da Corvinal quando uma coruja chegou batendo as asas exageradamente, trazendo um bilhete de Montgomerry. Enquanto lia as primeiras palavras, Bennett chegou a se sentir vitoriosa, acreditando que estaria livre o restante do dia. Quando ela finalmente entendeu que seria Longbottom a acompanha-la naquele dia, e não a professora, ela teve certeza de que Rebecca tinha um plano maligno para tornar sua vida um inferno.

Ela e Frank provavelmente poderiam dar as mãos nas tentativas de frustrar seu último ano em Hogwarts. As aulas de Trato das Criaturas Mágicas não haviam tido muito progresso e a Corvinal ainda tinha grande dificuldade em lidar com a metodologia prática do professor.

Sophie marchou até a sala de Longbottom, no quinto andar, torcendo para que ele seguisse a linha de Montgomerry e ela passasse o dia trancada entre quatro paredes rabiscando em pergaminhos. Respirando fundo, ela bateu na porta, encarando-o com os grandes olhos castanhos quando finalmente apareceu.

Era a primeira vez, desde a invasão dos dementadores, que Bennett finalmente tinha que encarar Frank frente a frente. Era fácil passar as aulas com a cara enfiada em livros ou fazendo anotações, ou até mesmo fingindo enorme interesse pelos animais estudados, sem precisar encará-lo e dialogar diretamente.

Sua mão ergueu no ar ela mostrou o pergaminho enviado por Rebecca.

- A professora Montgomerry disse que deveria procurar você sobre a detenção.

Sophie sentiu as orelhas esquentarem no minuto em que terminou de falar. A diferença de idade entre ela e Frank era dificulta e muitas vezes tinha dificuldade de enxerga-lo como uma figura de autoridade que pertencia a um professor. Ela pigarreou, tentando consertar.

- Ela me disse que o senhor aplicaria a detenção hoje.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Sex Nov 27, 2015 11:45 pm

O corpo de Frank escorregara para a ponta de sua cadeira – coberta de veludo vermelho, quase que excessivamente estofada, e que Augusta Longbottom fizera questão de mandar ao castelo assim que soubera da contratação do filho – sem que que ele percebesse. O rapaz tentava terminar de corrigir alguns dos últimos pergaminhos, mas sua atenção se dispersou no momento em que ele percebeu que faltava muito pouco tempo para a detenção de Sophie Bennet. Agora, ele apenas olhava ansiosamente da porta para o pequeno relógio em sua estante.

Era engraçado, sentir aquele tipo de ansiedade novamente. Não era como quando ele colocou a mochila nas costas para enfrentar qualquer-que-fosse-a-criatura-mágica que aparecesse em sua frente, não, era um sentimento diferente. Enquanto o frio na barriga que ele sentia toda vez que se deparava com uma aventura lhe impulsionava a agir, o que ele sempre sentira com a proximidade de Bennett era paralisante - e era por esse motivo que ele nunca se aproximou da garota do modo como gostaria.

Bem... Exceto pela carta.

Mas Frank precisou adiar qualquer pensamento acerca da carta, porque o som de três batidas à sua porta fez com que ele se levantasse em um pulo. Sentiu as mãos suarem um pouquinho, e usou o reflexo no vidro de um porta-retrato na estante – presente de uma das pesquisadoras com quem passara os últimos três meses estudando dragões – para ajeitar o cabelo. Respirou fundo antes de girar a maçaneta e, quando a porta finalmente se abriu, ele tentou sorrir casualmente, mas seu sorriso logo diminuiu: a garota parecia ligeiramente tensa, e ele não deixou de perceber a formalidade forçada no tratamento dela.

- Sim, sua detenção será comigo hoje, mas a primeira regra é parar de me chamar de “senhor”. Nós nos conhecemos a tempo suficiente para cruzar essa barreira, e, além disso, faz com que eu me sinta mais velho que o meu pai.

Os olhos de Frank instintivamente correram pelo corpo da menina, e – suprimindo qualquer pensamento remotamente libidinoso - ele reparou que a roupa que ela usava fazia com que ela parecesse uma estagiária em algum escritório de advocacia, e não uma aluna do sétimo ano prestes a cumprir uma medida disciplinar.

- Se você quiser vestir algo mais confortável antes de irmos, eu espero.

Por um momento, ele sentiu que tinha feito a sugestão errada, então tentou consertar:

- É que eu não acho que sua roupa seja a melhor escolha para quem vai lidar com criaturas mágicas.

Ele deu de ombros, mas assim que viu a expressão da menina, se sentiu de volta ao comando da situação. Ele cruzou os braços e sorriu.

- Você não achou que iria ficar organizando os trabalhos dos seus colegas ou algo assim, né?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Sab Nov 28, 2015 2:30 am

Sophie sentiu as orelhas queimarem quando sua mente gritou um “é, exatamente algo assim” e ela precisou se esforçar para não responder ao professor. Os lábios levemente pressionados, ela encarou Frank de cima a baixo e soltou o ar devagar, mantendo a calma.

- A professora Montgomerry estava aplicando detenções mais... burocráticas. Não estava esperando cuidar de nenhum hipogrifo hoje.

Sabendo que não adiantaria tentar argumentar com Longottom, a menina girou os olhos, resignada.

- Me encontre em quinze minutos na entrada do castelo, sim? Imagino que seja lá qual for o animal selvagem dessa vez, Dumbledore não permitiria entrar em Hogwarts.

Bennett marchou mais uma vez em direção a torre da Corvinal e quando chegou na entrada do castelo no horário combinado, estava devidamente vestida para enfrentar o que fosse. Ela havia mantido a mesma camiseta nude, mas trocara a saia por um jeans velho esquecido no fundo de seu malão.

Os dois caminharam lado a lado até a área externa do castelo e rodearam a cabana de Hagrid, indo até o começo da Floresta Proibida. O silêncio entre eles começava a incomodar e, quando finalmente pararam, a menina o encarou.

- Longbottom... – ela chamou, o analisando em uma breve pausa.

Seria mais fácil se Frank fosse alguns anos mais velho e ela pudesse trata-lo como um professor normal. A pouca diferença de idade dificultava o comportamento da menina, que normalmente só se dava bem ao lado de Benjamim.

- Eu acho que nunca agradeci devidamente pelo que fez no sábado. – Ela ergueu uma mão no ar, oferecendo-a ao rapaz para um aperto. – Muito obrigada. Eu certamente não sei o que poderia ter acontecido se você não tivesse chegado a tempo.

Sophie havia evitado aquele momento durante toda a semana. Lembrar que havia chorado diante de Frank era vergonhoso, mas ela sabia que devia um agradecimento.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Sab Nov 28, 2015 2:28 pm

Frank se assustou um pouco - os dementadores tinham invadido o castelo há semanas, e, bem, assim como todo mundo ele estava tentando esquecer que aquilo tinha acontecido. E ali estava Sophie Bennett, a pessoa que ele acreditava estar mais empenhada que os outros para garantir que aquela noite fosse legada ao esquecimento, trazendo-a à tona apenas para lhe agradecer.

- Não precisa agradecer - ele apertou a mão que ela estendia, e por um momento, seu olhar encontrou as íris castanhas da menina - eu faria de novo a qualquer tempo - um pequeno sorriso se desenhou no rosto dele.

Demorou um pouco para que Frank percebesse que, apesar de já ter terminado de falar, sua mão continuava a envolver a de Sophie. Ele quebrou o contato rapidamente, lembrando alguém que tivesse levado um choque, e se virou de costas para ela, sem jeito demais para continuar a encará-la.

- O... o caminho é por aqui.

"Não faça nenhuma besteira, Frank!" , ele pensou, enquanto a conduzia até uma pequena barraca de madeira ali perto. Ele a abriu com um aceno da varinha, e entrou no cômodo, iluminado por algumas janelas de vidro reforçadas magicamente.

- Então, Sophie... Você quer ser curandeira, certo? - ele olhou a menina, ainda do lado de fora, enquanto caminhava pelo barracão. Os barulhos de alguns animais começaram a se fazer perceber.

Ele tinha planejado aquele fim de tarde com precisão: queria torná-lo útil para a menina, e não apenas uma detenção maçante.

- Para isso, você precisa entender de criaturas mágicas. E não existe um jeito melhor de entender criaturas mágicas do que passando algum tempo com elas. - Dizendo isso, ele abriu uma pequena gaiola, liberando dois bichinhos muito semelhantes a um cão da raça terrier, mas com rabos bifurcados. Os dois correram livremente para fora, fazendo festa ao redor da aluna, e Frank logo se juntou a cena, escorando-se na porta do barracão.

- E o primeiro passo é perder o medo - ele deu uma piscadela quando o olhar da menina se cruzou com o dele.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Dom Nov 29, 2015 2:24 am

Maeve ergueu-se da cadeira quando viu Remus vacilar um pouco:

- Tudo certo, professor – ela rodeou a mesa e parou ao lado dele, os olhos azuis tomando pra si a aparência do rapaz: ele estava pálido, a barba um pouco por fazer e aparentava estar muito fraco – mas o que ela esperava, afinal? A lua cheia seria naquele dia e apesar de ela ter sido testemunha em primeira mão dos efeitos do ciclo lunar sob o professor de DCAT ao longo da semana não pôde deixar de admirar o esforço dele em ir até ali só para se certificar de que estava tudo bem. – Não se preocupe....eu vou seguir todo o nosso roteiro. – ela garantiu. Pelo aviso que ele tinha lhe dado após ela descobrir seu segredo Maeve sabia que aquele emprego era muito importante pra ele – Certo?

Ela esticou o braço, para que ele se apoiasse nela ao vê-lo vacilar de novo.

- Acho melhor irmos para a Ala Hospitalar, Lupin.

E sem esperar resposta, ela o puxou pra fora da sala dos professores, agradecendo por ser Sábado e não haver nenhum aluno zanzando pelos corredores.
_____

Na Segunda, Maeve pegou as anotações de DCAT e marchou até a sala onde as aulas costumavam ser ministradas pelo professor – os alunos do sétimo ano ficaram, como esperado, surpresos ao vê-la no lugar de Lupin:

- Bom dia, senhores – ela disse, colocando os pergaminhos das redações sobre Gigantes corrigidas por ela e Remus em cima da mesa – Hoje os senhores me verão em dobro, aqui e em Poções. Espero que não se importem?

- Nunca, professora! – Fabian e Gideon Prewett gritaram em unísono, do fundo da sala enquanto os colegas soltavam risadinhas.

- Não é que a gente se incomode com a sua presença, longe disso...- Fabian começou dizendo.

- ...mas e o nosso professor original? – Gideon completou por ele.

Maeve já esperava por aquela pergunta:

- A mãe do professor Lupin está muito doente e ele foi visitá-la – ela falou a desculpa já ensaiada.

- Poxa, Marlene – Fabian se inclinou na carteira, falando com a aluna a sua frente – Você penteou os cabelos à toa...

Maeve pigarreou quando viu o rosto da garota ficar vermelho. Era melhor interromper aquilo antes que a turma ficasse dispersa:

- Então...vamos prosseguir a aula sobre Trasgos?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Dom Nov 29, 2015 2:43 am

Sirius estava jogando dardos junto com Shacklebolt no 3 Vassouras quando escutou o sininho acima da porta tilintar. Por reflexo ele olhou quem eram os novos visitantes e a mão que segurava o dardo vacilou um pouco ao ver Amus Diggory acompanhado de Rebecca Montgomery.

Sirius franziu a testa com a visão dos dois. Tinha aguentado as alfinetadas de Diggory a semana toda e agora, em seu dia de folga, ele também inventava de aparecer por ali?

Ignorando completamente o Cara Quadrada, Sirius pousou os olhos cinzentos em Rebecca e as rugas em sua testa se pronunciaram ao reparar na aparência da moça: os cabelos estavam soltos, jogados num lado do ombro e ela usava um vestido um pouco acima dos joelhos – completamente diferente do normal. Mas não foi aquilo que chamou a atenção dele, de fato, e sim o sorriso no rosto dela: ela parecia completamente relaxada e os olhos brilhavam ao olhar pra Amus.

- Black? Sua vez. – a voz grave de Shacklebolt o chamou de volta.

- Ah, certo...certo. – Sirius tentou se concentrar no centro do alvo, mas a imagem do sorriso de Rebecca não sumiu da sua mente nem por um segundo.

“Sirius Black! Você não tem mais 13 anos” – ele ralhou e respirando fundo lançou o dardo.

______________________

Depois de terminar o jogo de dardos Sirius caminhou até o balcão pra pegar algumas bebidas (ele tinha perdido o jogo e como perdedor, precisava pagar aquela rodada):

- Rosmy – ele sorriu quando a garçonete se aproximou dele. – Como está? Vejo que continua linda. – ele pegou a mão dela e depositou um beijo.

- Ora, Sirius – a garçonete soltou uma risadinha – Galanteador como sempre, eh?

- Um velho hábito – ele encolheu os ombros – Dois copos de hidromel, por favor.

Ela fez um aceno positivo com a cabeça e enquanto o servia, ele olhou pelo bar. Seus olhos pousaram, mais uma vez, em Rebecca e Amus: os dois estavam sentados lado a lado numa mesa mais afastada e menos iluminada e enquanto Rebecca procurava algo na bolsa Amus piscou para as bruxas da mesa ao lado, arrancando risadinhas delas.

Sirius girou os olhos.

“Canalha”
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Nov 29, 2015 3:44 am

Sophie ainda sentia o calor da mão de Frank em seus dedos quando os dois crupes foram libertados. A sensação de conforto que se instalara com a proximidade do professor foi imediatamente substituída por desespero e os olhos castanhos se arregalaram.

Os dois bichinhos eram pequenos, não passando da altura dos joelhos da menina, mas o desespero era o mesmo como se estivesse prestes a ser atacada por dragões. Eles rodearam suas pernas, fazendo festa, os rabos bifurcados balançando como pompons idênticos. Para qualquer pessoa normal, era óbvio que os animais só queriam brincar, mas Bennett estava paralisada como se fosse ser devorada a qualquer instante.

- Fraaaank! – Sophy chamou, o coração acelerado. – Ele está lambendo minha bota!

O focinho do animal mexia enquanto ele cheirava as vestes da Corvinal e, uma das mãos caídas de Sophie foi capturada por uma lambida. A língua úmida e quente em contato com a sua pele foi assustador e Sophie fechou os olhos, esperando que aquele momento acabasse.

Ela deu um passo para trás, em uma tentativa de fuga, mas um dos crupes estava atrás. Para evitar de esmagar a criatura, Sophie se desequilibrou, caindo sentada no chão. Os dois crupes entenderam aquela atitude como parte da brincadeira e imediatamente começaram a pular ao seu redor, as lambidas aumentando com frequência.

Foi preciso alguns longos minutos para Sophie entender que não sairia dali machucada. No máximo com o cheiro dos crupes impregnado em seus cabelos. Suas bochechas estavam vermelhas pelo ar que ela prendia e quando uma das pálpebras se ergueu, ela finalmente admitiu que não havia perigo.

O ar escapou de seus pulmões e os olhos castanhos capturaram o crupe mais próximo com surpresa. Sentindo-se repentinamente corajosa, a mão trêmula foi erguida até tocar o topo da cabeça do animal.

Ela deixou escapar um “oh” de surpresa ao sentir a textura macia e bem cuidada dos pelos. Esperava que o contato fosse áspero e nojento, mas o carinho era inacreditavelmente gostoso.

- Eles não são... tão ruins assim.

Quando o outro crupe lhe lambeu a bochecha, Sophie ainda se permitiu sorrir.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Nov 29, 2015 4:53 am

Frank observava a cena da porta do barracão, divertindo-se verdadeiramente com a reação da menina. O modo como ela paralisou de medo foi a coisa mais adorável – Frank, contenha-se! – que ele já tinha visto. De todo modo, ele sabia que a menina morria de medo de animais, mas não imaginava que os pequenos crupes lhe despertassem algum tipo de pavor.

Quando ela caiu no chão, ele sentiu todos os músculos de seu corpo moverem-se para ajudá-la, mas, ao invés disso, racionalizou que não era preciso, e foi caminhando distraidamente, até sentar-se ao lado dela. Ele riu de sua expressão meio boba, e chamou a atenção do bichinho mais próximo para si, afagando-o.

- Estes são o Pontus e a Phoebe. Provavelmente os bichinhos mais adoráveis que você vai conhecer.

Ele a olhou, e não conseguiu evitar um suspiro. Os cabelos castanhos da menina estavam bagunçados, um pouco da baba dos crupes escorria de suas bochechas e ela parecia estar realmente se divertindo com eles, e Frank sentiu o friozinho já tão característico no estômago.

Voltou rapidamente sua atenção a Pontus, coçando-lhe a orelha, e pensando que precisava mesmo afastar aquelas ideias de sua cabeça. O bichinho soltou um gemido de prazer, enquanto se deitou de barriga para cima, lembrando ao bruxo o motivo de estar ali.

- Você diz que os animais sempre agem de forma diferente do esperado. Isso é verdade, em parte, mas só porque eles não são seres inanimados. Os livros são ótimas referências de como uma espécie tende a se comportar, mas cada bichinho é dotado de uma personalidade, assim como humanos. Pontus e Phoebe, por exemplo, são irmãos, e, embora sejam completamente dóceis, são bem diferentes. Ele gosta de carinho na barriga, como dá pra ver. Se você tentar o mesmo com ela, provavelmente vai receber uma mordida. Mas não precisa ter medo – ele alcançou a mão dela – crupes não atacam a menos que se sintam completamente ameaçados.

Seus olhos se cruzaram com os de Sophie, e ele engoliu em seco. Sua mão se manteve sobre a dela, e ele usava o dedão para acariciar sua pele macia.

- Lidar com animais exige tempo e respeito, Sophie. Querer que eles se comportem de um único modo é o mesmo que esperar que você seja igual às outras meninas do castelo.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Dom Nov 29, 2015 6:00 am

Alguma coisa não clicava. Era isso.

Enquanto Amos falava algo que Rebecca apenas fingia ouvir, ela tentava entender porque encontro com Diggory parecia tão errado, sem muito sucesso. O auror era charmoso, bonito, inteligente, competente... O bruxo dos sonhos de toda a comunidade mágica.

Mas alguma coisa não clicava.

Claro que, na maior parte do tempo, ela estava nas nuvens – Ela estava saindo com Amos Diggory, possivelmente o rapaz mais bonito em seus tempos de Hogwarts, por quem ela tivera uma breve paixonite durante a adolescência (honestamente, todas as garotas de Hogwarts tiveram, a um tempo ou outro) e a quem o tempo não fizera nada além de bem. O beijo dele era até bom, se ela ia adicionar isso à lista de motivos para ficar feliz. Mas, ainda assim, enquanto bebericava de seu vinho branco, no Três Vassouras, ela sentia como se aquela felicidade toda fosse forçada.

”Becky, por Merlin, você escolhe demais!” A voz de sua melhor amiga ecoou em sua cabeça e ela soltou um risinho, imaginando o que a amiga diria se soubesse deste encontro e de como ela estava se sentindo. Ela pousou a mão sobre a dele e falou um “já volto” com o tom mais suave possível. Depositou um beijo no canto dos lábios dele, e foi ao banheiro, tentar se refrescar.

Devia ser culpa do calor. Ou talvez ela ainda não estivesse preparada para voltar ao Três Vassouras. Enfim, devia apenas estar distraída.

Na volta do banheiro, ela parou no balcão com a intenção de cumprimentar Rosmerta. Ela podia ser concorrente da família Montgomery, mas sempre foi uma bruxa muito querida.

Becca tamborilava os dedos no balcão, enquanto Rosmerta atendia dois clientes, bem perto de onde ela estava – Shacklebolt e Black, ela reconheceu – e seus olhos recaíram sobre Sirius. Ele estava sentado em um dos bancos, completamente relaxado, e contava uma piada para o Shack entre um gole e outro de hidromel. Antes que pudesse perceber, ela estava gargalhando com a piada.

- Essa foi boa, Black! – Shackelbolt a encarou como se ela estivesse maluca, mas ela não ligou, até mesmo porque a dona do pub finalmente voltou sua atenção para ela.

- Becky! Que bom te ver! Você está bem? – a voz de Rosmerta era menos de empolgação que de preocupação – Eu não te vejo desde...

- Faz mais de um ano – Rebecca cortou a outra, sentindo as bochechas aquecerem um pouco. Falar naquilo ainda a deixava desconfortável, e de repente ela se sentiu extremamente consciente da presença dos dois aurores ao seu lado – mas você não mudou absolutamente nada – ela sorriu, tentando soar amável – de qualquer forma, Rosmie, eu estava pensando se poderia conseguir uma porção dos seus maravilhosos palitos de frango.

Com um “é pra já, querida!”, a bruxa se afastou para comandar o pedido, e Rebecca se voltou para Sirius.

- Boa piada, Black – ela riu sob a respiração – a melhor risada da minha noite.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Dom Nov 29, 2015 1:52 pm

A cama da enfermaria não era o lugar mais confortável do mundo, mas para quem havia passado dias no colchão gasto e imundo largado na Casa dos Gritos, era como estar deitado em nuvens.

As paredes de pedra mantinham a temperatura fria, o que era um imenso alivio para Remus Lupin. O esconderijo usado pelo lobisomem em noites de lua cheia era abafado demais e finalmente respirar um ar mais fresco o fazia se sentir agradecido.

Em sua mente, a lembrança da dor da transformação ainda estava bastante nítida. Ele lembrava de como a pele havia queimado e de como seus ossos pareciam quebrar, um por um, enquanto a forma do homem era substituída pelo monstro. Mas o pior havia passado.

A cabeça recostada sobre o travesseiro não doía mais, e o corpo apenas demonstrava cansaço, nada que as poções de Madame Pomfrey não pudesse dar conta. No instante em que chegara na ala hospitalar de Hogwarts, naquela manhã, Remus se entregou em um sono pesado, recuperando as noites terríveis que havia vivido naquele ciclo lunar.

Quando ele finalmente acordou, pôde notar a cor alaranjada que entrava pelas janelas, indicando que o sol já se despedia. Mesmo com o rosto pálido, com olheiras e alguns arranhões, Remus se sentia feliz por ter acabado. Teria ainda um mês pela frente antes que aquele pesadelo o atormentasse novamente.

Seu estômago começava a roncar, o que era um excelente sinal. Assim como nos seus tempos de aluno, a enfermeira logo apareceria trazendo o seu jantar. Os olhos azuis estavam perdidos na paisagem da janela em frente quando vozes chamaram sua atenção.

Madame Pomfrey certamente já havia voltado, mas Remus demorou a identificar a outra voz. Apenas quando se inclinou para frente, ignorando as pontadas em seu corpo, ele vislumbrou os cabelos claros de Maeve Mackenzie.

Por algum motivo que ele não conseguiu compreender, muito menos assimilar naquele momento, seu coração deu um pequeno salto a ver a mulher bem arrumada como sempre. Ela conversava com a enfermeira, que estava fora de seu campo de visão. Estava encarando a professora com tanta intensidade que se surpreendeu ao vê-la se virar, notando sua presença.

Como uma criança pega no flagra, Remus se jogou para trás, voltando a apoiar as costas na cama e encarou o teto. Intimamente, torcia para que Maeve girasse sobre os calcanhares e fosse embora. Estava acostumado a ser visto vestindo suas roupas gastas, mas sua aparência estava tão abatida que ele se envergonhava de ser visto por alguém, especialmente Mackenzie.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Nov 29, 2015 2:13 pm

Phoebe havia finalmente parado de pular loucamente e se deitou em frente a Sophie, a língua pendurada para fora e a respiração rápida enquanto ela observava os dois bruxos como uma perfeita telespectadora. Pontus, em frente a Frank, estava com o olhar perdido e as patas apontando para o céu, enquanto se deliciava com o carinho que recebia do professor.

Bennett nunca imaginou que aqueles animais fossem ser tão adoráveis. Nas poucas vezes em que tentara ter algum bichinho de estimação, tinha preferido os menores possíveis, dos quais pudesse se defender com maior facilidade. Os crupes eram relativamente grandes para seus padrões, mas eram tão bobões e ávidos de carinho que ela se sentiu amolecer.

Por algum motivo, a proximidade de Longbottom também deixava a Corvinal mais tranquila. Talvez fosse pela experiência dele em lidar com animais, certamente saberia como agir caso algum problema surgisse. Mas Sophy se sentia mais segura ao lado dele.

Mais uma vez, o toque da mão de Frank na sua trouxe um calor gostoso para suas bochechas. Ela não se lembrava de quando havia sido a última vez que alguém a tocara, mas aquele contato era estranhamente bom.

Os olhos castanhos capturaram o rosto do rapaz ao sue lado e ela esqueceu completamente que se tratava de um professor. Era absurdo sequer pensar nesta possibilidade. Frank era novo demais e não se encaixava na visão que tinha de como deveria ser um professor. Horace Slughorn, Flitwick, e até mesmo Dumbledore. Eles sim, era inquestionável. Mas Longbottom era só um rapaz, que poderia facilmente se passar por um setimanista.

Apesar da pouca idade, o conhecimento dele por animais era admirável. Enquanto Sophie domava o conhecimento dos livros, Frank ia muito além e sabia agir mesmo diante do inesperado. Pela primeira vez, um sentimento de admiração surgiu.

- Eu não sei como você faz, Longbottom... – Sophy finalmente disse, ao perceber que estava encarando Frank por longos segundos. – Mas é incrível.

Bennett se lembrou do rapaz de dezessete anos que andava pelos corredores de Hogwarts com as cores da Grifinória. Naquele momento, Frank era novamente um aluno. Sem perceber, o corpo de Sophie se inclinou para frente, seus dedos se entrelaçando aos do rapaz. Ela só percebeu o que estava fazendo quando seu rosto já estava muito próximo.

Não havia como voltar atrás. Com seus reflexos rápidos, ela conseguiu desviar no último segundo, depositando um beijo breve na bochecha de Frank. Ainda foi possível sentir o canto dos lábios dele com aquele toque e ela recuou como se tivesse levado um choque.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Nov 29, 2015 3:11 pm

Quando Sophie se aproximou dele, Frank sentiu o coração disparar. Sem que percebesse, havia prendido sua respiração e inclinava a própria cabeça na direção de Sophie, com os olhos semicerrados. Todos os seus pensamentos o abandonaram, apenas para retornarem em um turbilhão no momento em que a menina depositou um beijo em sua bochecha e se afastou rapidamente.

Ele abriu a boca algumas vezes, mas todos os sons pareciam tê-lo abandonado. Ele pigarreou e se voltou para o crupe à sua frente, desconcertado, enquanto sua cabeça trabalhava fervorosamente.

- Eu... preciso alimentá-los...

Frank Samuel Longbottom, o que você está pensando? Um beijo?! Ela é sua aluna!

- Se quiser, você pode... pode voltar ao castelo.

É claro que ela não ia te dar um beijo! Merlin, ela estava apenas agradecida, que tipo de canalha é você?

- Talvez você já tenha tido emoção suficiente por hoje – ele ensaiou um sorriso

Seu idiota, isso é coisa que se diga? Você realmente quer jogar luz no fato de que quase a beijou?

Ele pigarreou novamente, tentando clarear os pensamentos, e se levantou, batendo as mãos na calça para tirar o excesso de poeira, e chamando os dois bichinhos em um assovio.

- Ahn, Sophie... – ele chamou, depois de ter se afastado alguns passos, e finalmente a olhou nos olhos, muito embora isso o tivesse deixado sem palavras – eu, ahmn... Você pode visitá-los sempre que quiser – com um aceno de cabeça, ele continuou o seu caminho para o barracão, sendo seguido de perto pelos dois crupes.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Dom Nov 29, 2015 3:26 pm

Sirius terminou de contar uma piada para Shacklebolt (“o que um bruxo, um centauro e um Trasgo foram fazer no bar?”) quando escutou uma risada que não lembrava, nem de longe, a de Shack vinda de seu lado esquerdo. Olhou para ver quem era e para sua total surpresa, Rebecca os encarava, um sorriso enorme no rosto e os olhos castanhos brilhando.

- Essa foi boa, Black! – ela exclamou e Sirius franziu a testa, claramente confuso. Rebecca Montgomery nunca elogiara nada que ele fizera antes e ele nem sabia como devia reagir.

Para falar a verdade, Monty nunca nem sorrira daquela maneira perto dele. Ou para ele (mas não por falta de tentativas de sua parte, claro. Ele sempre tentava puxar assunto, fazer piadinhas, mas nunca dava certo...ela sempre encontrava algum defeito em sua fala ou alguma maneira de distorcer suas palavras e eles acabavam brigando)

Tomando um longo gole de hidromel, ele continuou encarando a moça, prestando atenção em sua interação com Rosmerta e seus olhos bem treinados perceberam a sutil mudança na linguagem corporal dela quando a garçonete começou a mencionar sobre o tempo em que não a vira (aquilo foi o suficiente para despertar a curiosidade dele. Mais de um ano o quê?)

Depois de fazer seu pedido, a atenção dela se voltou para ele novamente:

- Boa piada, Black – ela riu sob a respiração – a melhor risada da minha noite.

E, com um aceno de cabeça, ela se afastou, os cabelos longos balançando a cada passo que ela dava.

“A melhor risada da minha noite? Diggory, seu incompetente” – ele pensou, enquanto encarava as costas dela.
____

Sirius caminhava pelos jardins, na tarde de Sexta, quando viu dois alunos idênticos se aproximando de um grupinho de garotas sentadas na beira do lago. Os dois rapazes seguravam o que pareciam bexigas cheias de água em suas costas e os sorrisos estampados em seus rostos deixavam óbvio que eles iam aprontar algo (Sirius conhecia aquela expressão de longe):

Sirius parou para observar a cena, curioso para ver o que viria a seguir:

- OI! Marlene! – um dos gêmeos gritou e quando a garota em questão ergueu os olhos ele lançou a bexiga em seu rosto.

Marlene soltou um grito de surpresa, mas assim que seus atacantes pararam para rir de sua cara, ela se pôs de pé, aproximando-se deles:

- PREWETT! Por que diabos fez isso? – ela perguntou acusadoramente, os cabelos atingidos pela bexiga grudados na testa.

- Senti um cheiro duvidoso hoje na aula de Poções vindo de você e vim te ajudar – um dos gêmeos encolheu os ombros numa tentativa de soar inocente.

Marlene sacou a varinha:

- Quando você vai crescer?!? - pelo tom de voz dela Sirius podia adivinhar que aquela não era a primeira vez que eles aprontavam.

Sirius foi tomado por um súbito sentimento de deja vu com aqueles dois: a maneira como agiam um com o outro lhe lembravam vagamente ele e uma certa professora novata...

- Ora, Lenezinha, foi apenas um pouco d'água... - o ruivo sorriu.

Marlene avançou um passo, pronta para enfeitiçar o rapaz, mas antes que pudesse se manifestar alguém pigarreou alto, chamando a atenção de todos.
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S. Orion Black

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