Maraudering - UA

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Qua Jan 20, 2016 11:38 pm

Mesmo com o forte barulho da chuva, a voz de Frank chamou a atenção de Sophie, despertando todos os seus sentidos e fazendo com que ela se virasse para encará-lo, surpresa. O breve instante que precisou para reconhece-lo através da cortina fosca provocada pela chuva foi suficiente para que Benji se perdesse na correria dos estudantes que retornavam ao castelo.

Bennett não esperava que Longbottom tivesse a coragem de falar com ela novamente, e foi por ter sido pega desprevenida que ela não se afastou de imediato. As sobrancelhas castanhas estavam franzidas pelo esforço de tentar enxergar com as grossas gotas que escorriam pela sua testa e pálpebras e os lábios entreabertos brilhavam com toda a água. O pequeno bloquinho que antes havia sido usado para anotações, agora começava a se desmanchar em uma tentativa tola de proteger a cabeça.

Quando a mão de Frank foi esticada na sua direção, Sophie ainda olhou por cima do ombro, procurando Benji na multidão de cabeças que desaparecia ao entrar pelas portas do castelo. Ao se ver sozinha, a corvinal deu um suspiro derrotado, largou o bloquinho já completamente inútil e entrelaçou seus dedos aos do professor, seguindo-o pelo caminho contrário aos demais.

A força da chuva em seus ombros finalmente cessou quando os dois alcançaram a passarela coberta que ligava a ala norte do castelo. O vento ainda era gelado e fazia Sophie tremer de frio sob as roupas pesadas e encharcadas. O lábio inferior começava a tremer, mas antes que ela tivesse consciência de qualquer coisa, sentiu o beijo de Frank lhe aquecer por dentro.

Sem pensar duas vezes, Sophie ficou na ponta dos pés e rodeou o pescoço de Frank com seus braços, se entregando ao beijo, esquecendo por alguns segundos a raiva e a frustração dos últimos dias.

O som da chuva se tornava ainda mais forte quando as gotas se chocavam contra o teto de madeira do corredor, mas não havia uma única iluminação que pudesse entrega-los. Enquanto todos procuravam abrigo de volta ao castelo, ninguém iria notar a presença do professor e da setimanista corvinal. Nem mesmo as sombras dos dois corpos unidos seriam notadas, protegidas pela camada cinzenta que a chuva torrencial provocava.

Sophie apenas interrompeu o beijo quando sentiu os pulmões arderem, implorando pelo oxigênio. Lentamente, as botas molhadas voltaram a tocar o chão completamente, mas ela permaneceu de olhos fechados, apenas esperando que as batidas do seu coração voltassem ao normal.

Ainda sentia o sabor dos lábios de Frank nos seus, misturado com o gosto da chuva, quando as pálpebras se ergueram, revelando as íris castanhas.

- Você disse que queria conversar.

Para sua surpresa, sua voz soou rouca e trêmula. Como se procurasse coragem para continuar, Sophie se soltou completamente de Frank, dando um passo para trás. O frio pareceu se tornar ainda mais intenso longe do calor do corpo dele, mas a morena tentou se manter firme. Em uma tentativa de se aquecer, ela cruzou os braços diante do peito, se encolhendo levemente.

- O que foi? Não acho que tenhamos muito assunto, já que oficialmente as aulas ainda não voltaram. De agora em diante, é só isso que iremos conversar. Está claro?

Sem esperar por uma resposta dele, Sophie se virou para ir embora, disposta a enfrentar a tempestade mais uma vez. Porém, antes que completasse três passos, ela se voltou, tomada por uma necessidade de conclusão. Com o semblante sério e o indicador em riste, se virou para Longbottom acusadoramente.

- O que você quer afinal, Frank? Porque eu estou completamente confusa aqui! Por um momento, eu achei que você talvez pudesse gostar de mim...

Os lábios arroxeados de Sophie se curvaram em um sorriso derrotado e ela ergueu as duas mãos para o céu, em rendição.

- Por Merlin, eu quebrei dezenas de regras porque eu achei que talvez valesse a pena. E então, quando eu acho que finalmente teríamos uma chance de ficarmos juntos, longe de toda essa pressão, deste abismo que separa nós dois, sua amiga ou sei lá o que, me trata como uma fedelha!

Sophie respirava como se tivesse acabado de correr uma maratona. Era a primeira vez que ela falava tão abertamente sobre seus sentimentos, e por mais difícil que havia sido começar, agora as palavras saltavam com vida própria.

- E você parece simplesmente não se importar!
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Qui Jan 21, 2016 12:51 am

Enquanto os alunos e funcionários de Hogwarts se espalhavam pelo jardim a espera da chuva de meteoros, uma figura solitária encontrava-se sentada em um dos bancos da arquibancada do campo de Quadribol. O silêncio e a pouca iluminação do local não eram lá dos mais convidativos, mas era o que Maeve Mackenzie queria – e precisava – naquele momento.

Os pensamentos da mestre de Poções estavam a mil por hora.

A chuva de meteoros era um evento especial e aguardado pelos bruxos das mais diversas idades e ela planejara, obviamente, usar aquele fenômeno a seu favor para recolher alguns ingredientes raros nas imediações da Floresta Proibida - colhê-los naquela noite fariam as poções tornarem-se mais eficazes e poderosas – mas seus planos foram por água abaixo depois de sua conversa com o noivo.

(ou seria ex-noivo agora?)

(Por Salazar Slytherin, sua vida estava uma bagunça!)

Maeve estava inclinada sob a mesa preparando sua próxima aula para a turma avançada de Poções, tão concentrada em sua leitura que não percebeu a chegada do noivo em seu escritório.

- Mav. - o americano a chamou e ela ergueu os olhos.

- Stephen!  – ela sorriu de leve e então franziu a testa a over o semblante sério dele. – Algum problema?

- Você está muito ocupada? – ela fez que não com a cabeça e o americano suspirou – Nós…nós precisamos conversar.

- Certo. Me deixe só…  - com um aceno de sua varinha ela guardou as coisas espalhadas em sua pela sua mesa e levantando-se, caminhou até o pequeno sofá que havia no local. – Aceita um chá?

Stephen revirou os olhos e sorriu:

- Vocês britânicos e sua mania de tomar chá toda hora.

Sorrindo, Maeve aqueceu a pequena chaleira que jazia na mesinha em frente ao sofá e conjurou duas xícaras e os dois tomaram a bebida num silêncio confortável.

- Então...sobre o que quer conversar? - ela perguntou quando a bebida em sua xícara estava pela metade. Merlin...há quanto tempo ela e Stephen não conversavam? Há quanto tempos eles não ficavam sozinhos? No começo do namoro deles eles faziam de tudo juntos...conversavam sobre Poções, sobre suas expectativas para o futuro...agora, pareciam dois estranhos.

Ela era mesmo uma péssima noiva.

Além de não dar a atenção devida ao rapaz, seu coração, agora, pertencia a outro.

Péssima, péssima noiva.

(Ela não ficaria surpreendida se ele tivesse do ali para terminar tudo)

- Mav...eu... - Stephen pigarreou, juntando coragem para continuar - Eu...  

E, decidindo que ele merecia algo melhor do que uma noiva que não o amava, ela decidiu contar a verdade, mas Stephen foi mais rápido do que ela:

- Eu sou gay.  - o rapaz disse e fechou os olhos, temeroso pela reação dela.

Maeve arregalou os olhos diante daquela confissão inesperada.

- Por favor, não me odeie. Eu...eu estive em negação esse tempo todo. – o rapaz esticou o braço e apertou a mão dela – Eu me apaixonei por você, Mav. Juro. Ou achei que tinha me apaixonado e que minha atração por rapazes era algo da minha cabeça, passageiro, mas…eu não posso mais mentir pra mim mesmo. Nem pra você. – ele finalmente a encarou. – Por favor, fala alguma coisa.

- Eu não te odeio. – ela disse. – Pelo contrário. Você sempre foi um ótimo amigo. – ela apertou a mão dele de volta e sorriu de leve – Acho que pulamos pra parte do noivado mais para agradar nossas famílias, não? – ele concordou com a cabeça. As famílias de ambos eram tradicionalíssimas e eles acabaram cedendo a pressão de ambas para se casarem depois de anunciarem que estavam namorando.

(E, pensando bem agora...os dois só começaram a namorar porque, no fundo, sentiam-se solitários. E os dois juntos fazia sentido. Era o que todos esperavam. Era o certo)

- Eu também tenho que te contar uma coisa - Stephen a encarou, curioso - Eu...estou apaixonada.

- Ah. Não me diga que é pelo Sirius Black. - ele ergueu uma sobrancelha - Lamento, Mav...mas aquele ali, apesar de ser um pedaço de mal caminho, já está mais do que comprometido.

Maeve soltou uma risada.

- Apesar dele ser muito atraente...não é por ele. - apesar de ser muito bonito, Sirius não fazia seu tipo (e sim o de uma certa professora de Transfiguração…) Ela preferia uma pessoa mais...reservada.

- Então...? - Stephen a encarava, cheio de expectativa.

- Remus Lupin - a loira reveleu, sentindo as bochechas esquentarem. Era a primeira vez que ela admitia aquilo em voz alta.



Depois daquela revelaçao, ela e Stephen conversaram mais um pouco sobre o que fariam a respeito do casamento – os dois decidiram que, por hora, manteriam o noivado até Stephen revelar sua orientação para a família (e dependendo da reação deles...)

Antes do bruxo ir embora, ele perguntou uma coisa que a menteve intrigada pelo resto do dia: o que ela faria a respeito de sua recém descoberta paixão por Lupin?

Ela não fazia ideia e era por isso que estava ali, pensando com seus botões.

Erguendo os olhos para o céu no minuto em que a chuva de meteoros iniciava, a loira, que não era de acreditar muito naquelas coisas, pediu baixinho por algum sinal - qualquer que fosse.

Quando os primeiros pingos de chuva a atingiram, ela se levantou e resmungando um "belo sinal, Universo", saiu correndo dali. Tinha esquecido a varinha em seus aposentos, por isso não poderia lançar um feitiço impermeável em si mesma. Estava no meio do campo de Quadribol quando seu corpo colidiu com o de outra pessoa.

- Me desculpe! - ela gritou, para se poder fazer ouvir diante do barulho da chuva. Estava escuro demais para reconhecer quem era, mas se ela pudesse enxergar, veria que sim, o Universo havia atendido seu pedido...


Última edição por Maeve Mackenzie em Qui Jan 21, 2016 2:52 am, editado 1 vez(es)
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Qui Jan 21, 2016 2:06 am

“Intenso” era a única palavra capaz de descrever o beijo dos dois. Enquanto suas bocas ditavam o ritmo – lábios e línguas em um movimento próprio – Frank a puxava mais para perto, como se o simples contato com a pele dela fosse o suficiente para relegar ao esquecimento todas as barreiras que existiam entre eles.

Por um instante – entre o momento em que seus lábios descolaram e aquele em que as pálpebras dela se ergueram – ele chegou a imaginar que ficaria tudo bem. Nem mesmo o alto som da chuva era o suficiente para que ele pudesse ignorar o fato de que seu próprio coração batia acelerado, perdido entre a expectativa e o excitamento.

Inebriado por aquela sensação, ele ergueu a mão até tocá-la, as pontas dos dedos em um carinho suave, afastando das bochechas geladas uma mecha do cabelo molhado. Como que despertas pelo contato, as íris castanhas o encararam e ela se afastou. Pela primeira vez naquela noite, a mão ainda suspensa no ar e o olhar fixo nos expressivos olhos dela, Frank temeu que as coisas entre Sophie e ele não tivessem mais acerto.

Ele chegou a abrir a boca para começar a falar, mas hesitou. Se questionando se realmente estaria em posição de insistir quando toda a linguagem corporal dela – e, Merlin, aqueles olhos – lhe diziam tão claramente que nada que ele dissesse apaziguaria os sentimentos de Bennett, ele apenas franziu o cenho, se calando.

“De agora em diante, é só isso que iremos conversar.”Um soco provavelmente o teria pego menos de surpresa que a declaração dela – e provavelmente, teria sido mais agradável. Se tudo o que Longbottom desejava e precisava era esquecer das posições que eles ocupavam na escola, era exatamente aquilo que ela usava para determinar um limite entre eles.

Em qualquer outra situação, Frank permaneceria resoluto a se fazer ouvir – garantindo que só desistiria quando já tivesse coberto todas as suas possibilidades; mas ali, era diferente. Ele já quebrara mais regras do que imaginava ser possível, e por mais que uma parte de sua mente se desligasse completamente na presença dela, ainda era muito claro o fato de que Sophie precisava querer as coisas. Se a menor dúvida de que ele se impunha na vida dela aparecesse, Longbottom não conseguiria viver bem com a ideia de que tinha abusado de seu poder como professor dela.

Consumido pela frustração, ele apenas suspirou e enfiou as mãos nos bolsos, mais incomodado pela forma como ela terminava com ele que pelo frio, propriamente dito.

- O que eu quero? – uma sobrancelha dele se ergueu, enquanto ele se empertigou – Você é uma garota esperta, Bennett - ele encurtou a distância entre eles, inclinando a cabeça para que pudesse olhar em seus olhos, o orgulho ferido tornando suas palavras mais ásperas do que nunca.

- Para a sua informação, eu me importo. Mas eu não vou expulsar os meus amigos da minha casa porque você não gostou de algo que eles disseram – ele sabia que Sophie tinha tido toda a razão do mundo por se ofender (e conversara com Isabella sobre aquilo assim que ela desapareceu pela porta), mas agora ele realmente não queria se importar com aquilo.

- Eu te pedi desculpas – a voz dele era alta apenas o suficiente para que eles se ouvissem por sobre a chuva, e ele ainda trazia o cenho franzido – e eu pretendia te pedir desculpas novamente hoje, mas você deixou bem claro que não há mais espaço para isso.

Com um suspiro, ele olhou para o lado, esfregando os olhos com uma das mãos e soltando um risinho seco antes de encará-la novamente.

- Você não foi a única a quebrar regras, Sophie. Eu sou seu professor, por Merlin! Se alguém descobrir sobre isso – ele levou o indicador para o espaço entre eles, balançando-os na direção dos dois – Eu nunca mais consigo um emprego. Não importa se você acha que vale a pena, para toda e qualquer pessoa eu vou ser o professor que se aproveitou do cargo para conquistar uma aluna. E ainda assim, minha maior preocupação tem sido você conseguir se formar junto com os seus amigos.

Ele respirou fundo, tentando manter algum controle – o que não era uma tarefa muito fácil em momentos como aquele.

- Você está certa, eu não gosto de você - antes que a menina pudesse sair correndo dali, ele a segurou pelos ombros, quase que a sacudindo.

- Eu te amo, Sophie Bennet. Eu te amo desde a primeira vez em que eu te vi – a cara tão enfiada nos livros que você sequer via o caminho à sua frente – eu te amo desde a primeira vez que te acompanhei até a torre da corvinal depois de sairmos tarde da biblioteca, eu te amo desde a primeira vez em que você me contou que queria ser curandeira. – ele soltou os braços dela aos poucos, a respiração ofegante, e deu um passo para trás. Por um instante, enquanto escondia as mãos novamente nos bolsos do casaco, seu olhar vacilou antes de fitá-la novamente.

- O que eu quero não é o problema aqui. O que você quer, sim.

Girando nos próprios calcanhares, ele começou a atravessar lentamente a ponte em sentido à torre norte, apenas porque aquela era a direção oposta à de Sophie.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Sab Jan 23, 2016 1:40 am

Quando toda a estrutura necessária para que os alunos assistissem ao espetáculo daquela noite estava montada, Remus Lupin se sentiu no direito de se afastar do aglomerado para aproveitar o momento mágico sozinho.

Enquanto os estudantes se acomodavam e o professor Finning assumia a organização, já completamente no controle da situação, Remus deu as costas ao castelo em direção ao campo de quadribol. Por mais que Lupin jamais tivesse sido um exemplo nos esportes, sempre ausente para frequentar aos treinos ou fraco demais para assumir uma posição no time, ele sabia que os alunos estavam proibidos de se afastar do local preparado na beira do lago e o campo lhe daria uma visão privilegiada com o bônus de ficar sozinho.

Ele sequer olhou por cima do ombro enquanto se afastava, com receio de que Sirius pudesse flagrá-lo e privá-lo daquele isolamento. Durante toda sua vida, Black e Potter sempre fizeram questão de ajudar Lupin a ignorar a solidão, mas os últimos anos fora de Hogwarts haviam permitido ao lobisomem aprender que não era o fim do mundo ficar sozinho com os próprios pensamentos.

Exatamente como havia imaginado, o campo de quadribol estava deserto e mergulhado no silêncio da noite. As vozes dos alunos havia ficado tão afastada que era facilmente sobreposta pelo ruído das árvores balançando e de alguns animais noturnos que beiravam a Floresta Proibida. O céu ainda estava limpo, negro e salpicado de estrelas, e apesar do inverno ainda presente, o frio que cortava seu rosto era bem recebido.

Remus inspirou lentamente, enchendo os pulmões com o ar puro e prendeu a respiração por poucos segundos, enquanto um sorriso tolo brotava em seu rosto. Sem motivo algum, ele se sentiu feliz, como se algo maravilhoso estivesse prestes a acontecer. Há séculos ele não se sentia tão bem, com exceção do beijo trocado com Mackenzie na véspera de natal.

O ar finalmente escapou entre seus lábios e as pálpebras cobriram os olhos azuis enquanto o vento da noite fazia com que os cabelos claros balançassem suavemente. Era um enorme alívio poder contemplar o céu para admirar um evento que não provocasse mudanças em seu próprio corpo.

O professor não teve certeza por quanto tempo ficou parado, no meio do campo de quadribol, com aquele sorriso bobo em seus lábios. Mas foi com enorme surpresa que ele sentiu a primeira gota grossa pingar em sua bochecha.

A testa enrugada denunciou a estranheza quando Lupin abriu novamente os olhos, desta vez encontrando o céu tomado de nuvens carregadas. A chuva desabou sobre sua cabeça no instante seguinte, mas ao invés de tentar se proteger, o lobisomem simplesmente alargou o sorriso, deixando escapar uma sonora gargalhada.

Talvez fosse a magia da noite, mas Remus se sentia novamente um adolescente protegido por Dumbledore e sortudo com tudo que a vida havia lhe dado, e um banho de chuva era apenas mais um meio de fazer todos os seus problemas desaparecerem.

Seu casaco já estava pesado e os cabelos alguns tons mais escuros, grudados em sua nuca, quando sentiu algo se chocar contra seu corpo. Com um bom reflexo, ele se virou rapidamente, ainda em tempo de amparar o vulto a sua frente. Foi apenas quando Mackenzie se desculpou, que Remus reconheceu a voz da professora de Poções.

- Maeve? – Ele perguntou, a segurando pelos ombros.

O sorriso havia desaparecido de seus lábios, mas o salto do coração contra seu peito entregava que a felicidade havia apenas aumentado. Por um instante, Remus chegou a acreditar que estava delirando, se não fosse pela forma perfeitamente palpável da mulher em suas mãos.

- Por Merlin, o que está fazendo aqui?

Apenas quando escutou a própria voz, abafada pelo forte barulho de chuva, que Remus percebeu como estava sendo tolo. Ele mesmo havia procurado aquele canto de Hogwarts, deveria ser a última pessoa a julgar Mackenzie por desejar a mesma coisa.

Apesar de não saber os motivos que haviam levado a loira até ali, Lupin apenas se sentia ainda mais sortudo por estar na presença dela mais uma vez. Talvez fosse pela escuridão e pela dificuldade para enxergar um palmo a sua frente, graças a chuva torrencial, mas Remus não se sentiu constrangido pelo beijo trocado semanas antes. Tudo que ele queria era repetir o gesto, sem se importar com as consequências.

- Você vai pegar um resfriado!

O casaco pesado foi rapidamente retirado e ele ergueu sobre a cabeça dos dois, tentando amenizar a pressão sobre a pele provocada pela chuva forte. Sem se preocupar se estava sendo invasivo demais, se aquele gesto pudesse provocar algum desconforto na loira, ele passou um dos braços sobre os ombros dela enquanto a guiava para uma das arquibancadas vazias.

O abrigo foi encontrado por baixo da arquibancada, sob a armação de madeira. O lugar era apertado e com toras que impedia a movimentação livre, mas ao menos estavam protegidos da chuva.

A respiração de Remus estava um pouco pesada pela breve corrida, e ele só percebeu quando estavam próximos, quando precisou apoiar a mão em uma das toras, ao lado da cabeça de Mackenzie.

A professora estava encostada no fundo da estrutura da arquibancada e Remus posicionado a sua frente, precisando inclinar levemente a cabeça para não bater na superfície, que durante os jogos era ocupada pela torcida.

A presença de Mackenzie aquecia todo o seu corpo, mesmo com o vento gelado do inverno e a chuva fria. Só então Lupin percebeu como estava necessitado da presença dela, de admirar o brilho dos olhos claros e da perfeição de suas bochechas, do formato delicado do nariz e no desejo do contato dos lábios dela mais uma vez.

Sem pensar, a mão livre foi erguida até tocar a bochecha gelada e molhada dela, acariciando com o polegar. Como se aquilo fosse apenas parte de um sonho onde ele não precisaria lidar com as consequências, Remus terminou com a distância até capturar os lábios úmidos de Maeve em um beijo.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Jan 24, 2016 2:58 am

Por longos segundos, Sophie permaneceu congelada em seu lugar, sentindo o corpo tremer pelo frio e pelo baque provocado pelas palavras de Frank. Os olhos castanhos estavam arregalados, encarando o caminho pelo qual o professor seguia até que ele desaparecesse por completo na escuridão.

O barulho da chuva havia se intensificado, mas tudo que ecoava na cabeça de Bennett eram as palavras de Longbottom, mantendo-a em estado de choque, incapaz de mexer um único dedo enquanto sua mente processava ferozmente o que havia acabado de acontecer.

Em parte, a menina estava surpresa com a declaração que havia acabado de escutar. Saber que Frank a amava havia feito com que o chão desaparecesse sob seus pés. Mas era a familiaridade daquelas palavras que fazia o cérebro da corvinal trabalhar tão furiosamente. Com um “click”, ela soltou um “oh” ao saber exatamente de onde conhecia aquelas palavras.

Como se todo o seu corpo tivesse acabado de se livrar de um Petrificus Totalus, a morena girou sob os calcanhares e correu de volta ao castelo, na direção oposta que Frank havia desaparecido. Mesmo com a chuva e com a lama que espirrava sob seus pés, ela alcançou rapidamente a entrada do castelo, e quando alcançou o sétimo andar, na torre da Corvinal, estava com a respiração agitada e ruidosa.

Alguns alunos ainda estavam no Salão Comunal, agitados demais com os acontecimentos da noite para dormir. Benji havia retirado o casaco molhado e ainda exibia os cabelos úmidos quando encarou Sophie com alívio.

- Por Rowena, onde você se meteu??? Achei que tivesse se afogado no lago!

- AGORA NÃO, BENJI!

Sophie não lançou um segundo olhar para o amigo, de modo que não foi capaz de ver sua reação espantada quando ela cortou o caminho até o corredor dos quartos. Algumas meninas já dormiam no dormitório feminino do sétimo ano, mas Sophie não fez cerimonias quando puxou a varinha e se ajoelhou diante do próprio malão.

- Lumus!

Com a luz que surgiu na ponta da varinha, ela vasculhou o interior do malão, pela primeira vez sem se importar se estava bagunçando sua coleção de livros sempre perfeitamente organizada por título, assunto e tamanho. Alguns pertences foram jogados para cima da cama ou espalhados pelo chão até que ela encontrasse o que procurava. O livro de Feitiços ainda era do quinto ano, e já inútil para alguém que enfrentaria os NIEMs, mas ele foi retirado do malão como se sua vida dependesse daquilo.

O livro foi rapidamente foleado até que um pergaminho se destacasse. Com os dedos ainda úmidos e trêmulos, Sophie jogou o livro para o lado e analisou o pergaminho.

”Talvez você não tenha percebido. Provavelmente nunca vai perceber. Com a cara tão enfiada nos livros que você sequer vê o caminho à sua frente. Mas eu acho que é isso que eu amo em você, Sophie Bennett. Amo desde a primeira vez em que você contou que queria ser curandeira. Sua dedicação mudou a minha vida e você provavelmente nunca vai saber”

A carta que ela havia recebido sem uma única assinatura estava guardada há anos. Era consideravelmente longa, basicamente listando as características de Sophie e naquele amor secreto que ela jamais tivera a sorte de saber o autor. Mas aquele paragrafo era um dos seus preferidos, e ela havia acabado de escutar da boca de Frank Longbottom.

Com o coração acelerado, Sophie voltou ao malão, puxando um dos seus livros atuais. De dentro dele, ela puxou o trabalho sobre dragões que havia feito para recuperar a nota em Criaturas Mágicas.

A iluminação da varinha era fraca, mas foi suficiente para que Sophie comparasse as letras, lado a lado. A carta do admirador secreto era em uma caligrafia única, e o seu trabalho sobre Dragões estava em sua própria letra delicada, com exceção dos comentários feitos durante a revisão de Frank. E os comentários dele eram feitos com os mesmos “Ts” e “Rs” e cada curva e virgula da carta anônima.

Sentindo o estômago afundar, Sophie finalmente descobriu o autor daquela carta que ela guardava por tantos anos.

***

Quando o dia seguinte amanheceu, o céu ainda estava cinzento e impedindo que o sol iluminasse os terrenos de Hogwarts, mas a chuva havia finalmente cessado, deixando o gramado ensopado e com diversas poças de lama.

Pela primeira vez em sete anos em Hogwarts, Sophie Bennett faltou uma aula. Era impraticável assistir uma aula com Frank Longbottom como seu professor, depois dos acontecimentos da noite anterior. Seria impossível olhar para ele novamente, sabendo que ele havia sido apaixonado por ela há tanto tempo e mantido aquilo em segredo.

Com a mente ainda girando para absorver aquela novidade, Sophie achou fácil faltar a primeira aula de sua vida, mesmo que dependesse de Criaturas Mágicas nos NIEMs.

As aulas seguintes, embora ela estivesse fisicamente presente, foram completamente ignoradas pela mente distraída, incapaz de absorver qualquer assunto relacionado as matérias do dia. Por mais de uma vez, Sophie se pegou encarando a janela, o olhar distante e sem ao menos saber qual era o tópico sendo dito pelo professor.

Quando o dia chegou ao fim, a corvinal se sentia aliviada por não precisar mais socializar e ignorou o olhar preocupado de Benji quando pulou o jantar, alegando estar sem fome, para se recolher mais cedo na torre da Corvinal.

Ainda estava cedo quando Bennett se enfiou na cama, mas foi incapaz de conseguir pegar no sono. Aos poucos, o dormitório foi enchendo e logo todas as camas estavam ocupadas com as colegas dormindo. A madrugada chegou sem que Sophie deixasse de se revirar sobre os lençóis, agitada demais.

Frustrada, Sophie fez mais uma coisa pela primeira vez em seus anos em Hogwarts: ela deixou a torre da Corvinal e encarou os corredores após o horário permitido.

O roupão azul cobria seus pijamas e guardava em um dos bolsos a carta de Frank, mas mesmo com os chinelos, ela sentia o frio do chão de pedra subir. Mesmo assim, caminhou decidida com a varinha em punhos, os olhos atentos para qualquer sinal de Filtch, até alcançar a entrada do quarto de Longbottom.

Indecisa, Sophie ainda encarou a porta de madeira a sua frente por um longo tempo antes de finalmente erguer o pulso e bater com os nós dos dedos, aguardando com ansiedade qualquer ruído em seu interior.

O tempo que levou para que Frank finalmente aparecesse do outro lado pode ter sido breve, mas pareceu uma eternidade para a morena quando ela finalmente o encarou. Sem se preocupar em explicar o que estava fazendo ali, sem dar boa noite, ou voltar a conversa da noite anterior, ela simplesmente enfiou a mão no bolso do roupão e ergueu a carta, esticando-a na direção do professor.

- Foi você, não foi? Esse tempo todo, você escondeu isso de mim?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Jan 24, 2016 7:34 pm

Os alunos de Trato das Criaturas Mágicas nunca tinham visto o professor Longbottom com um humor tão ruim. Embora tentasse manter sua conduta da forma mais profissional possível, parecia impossível para Frank falar de modo entusiasmado sobre o que quer que fosse naquela segunda-feira. Depois de passar a maior parte da noite na torre norte – se odiando por ter explodido com Sophie – e mais uma boa porção de tempo rolando na cama – se questionando se tinha mesmo o direito de ter se declarado a uma aluna – ele apenas não tinha dormido tempo suficiente.

Embora não tenha exatamente celebrado o fato, foi com uma certa dose de conforto que Frank notou a ausência da garota na sua primeira turma. Depois de tudo o que acontecera entre eles, a ideia de encará-la era um tanto aterrorizante, e ele não saberia o que fazer: não poderia encerrar a conversa da noite anterior, e tampouco conseguiria ignorá-la. Melhor, ele se convenceu, ter um tempo para digerir a situação.

Naquela noite, apesar do cansaço, os ponteiros do relógio davam voltas e mais voltas sem que ele conseguisse fechar os olhos. Chás, leituras, trabalho – nada parecia tirar sua cabeça da única coisa em que ele não queria pensar.

“Não acho que tenhamos muito assunto, já que oficialmente as aulas ainda não voltaram. De agora em diante, é só isso que iremos conversar. Está claro?”

Com um suspiro de frustração, ele jogou o travesseiro sob sua cabeça do outro lado do quarto, acidentalmente derrubando alguns pergaminhos antes empilhados em sua escrivaninha. O tilintar de vidro quebrando indicou que seu tinteiro também caíra, e ele apenas soltou um xingamento baixinho, adicionando mais aquele pequeno desastre às coisas que tinham dado errado no seu dia.

Quando ouviu as batidas em sua porta, ele tentava prestar atenção em um livro que contava as aventuras de um bruxo que viajava no tempo, mas perdia copiosamente a batalha para a memória de Sophie dançando tropegamente na casa de Aaron. Com um suspiro, ele se levantou para atender à porta, largando o livro em uma superfície qualquer. Era melhor que o Pirraça não tivesse aprontado nada, ou que não fosse algum outro ataque de dementadores, porque definitivamente ele não estava com paciência para as esquisitices de Hogwarts.

Sem se dar ao trabalho de colocar o roupão sobre o pijama, ou de perguntar quem batia, ele abriu a porta – os cabelos bagunçados pelas mãos que correram por eles a noite inteira o rosto abatido pelo cansaço – e se deparou com Sophie.

Antes mesmo de conseguir processar a presença da menina, ela lhe esticou um pergaminho e o questionou.
Embora não visse aquele papel há dois anos, Frank não teve dificuldades para reconhecer a própria caligrafia. Aquela era a carta que ele tinha escrito, e que tinha sido enviada pelo amigo antes mesmo que ele pudesse assiná-la. Respirando fundo, ele levantou as íris verdes do pergaminho, até encontrar com os olhos dela.

- É melhor você entrar. Seria difícil explicar para o Filch o motivo de você estar na minha porta no meio da madrugada.

Era difícil para ele identificar o que estava sentindo naquele momento: se, por um lado, a frustração da noite anterior ainda era palpável, por outro, o peito de Frank parecia ter se aquecido com a presença dela, enquanto sua garganta parecia ter ficado completamente seca com a menção àquela carta.

Fechando a porta logo após a passagem de Sophie, ele se apoiou contra a superfície fria da madeira, cruzando os braços sobre o peito.

- Eu achava que você namorava o Benji. Nunca te falei nada porque não achava correto atrapalhar o seu relacionamento.

Frank fechou os olhos, sendo invadido por um momento pela mesma exasperação que sentia anos antes, quando primeiro se apaixonara por ela.

- E depois, eu... – ele ergueu as pálpebras, fitando-a novamente – eu sou seu professor, Sophie. Eu não podia chegar no primeiro dia de aula e te perguntar se você queria tomar um café comigo em Hogsmead. Ou comentar que eu tinha sido apaixonado por você durante um ano inteiro.

Ele respirou fundo mais uma vez, inconscientemente estralando alguns dedos.

- Talvez eu tivesse te contado, se tivesse tido tempo. Mas agora não acredito que haja pertinência para tratar disso. Como você deixou muito claro ontem, não faz parte do seu currículo.

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Dom Jan 24, 2016 11:41 pm

Sirius Black estava deitado em sua cama, refletindo sobre a festa de Slughorn. Um sorriso surgiu em seus lábios quando ele se lembrou da reação de Skeeter diante do "namoro" dele e Montgomery. Ele mal acreditar que aquela farsa improvisada tinha dado tão certo. Ou melhor: ele mal podia acreditar que Monty tinha topado fazer parte daquela loucura - e que ainda por cima, o beijara!

(lembrete: perguntar a ela sobre a tal briga das duas no banheiro feminino)

Soltando um suspiro, ele levou as mãos os lábios, lembrando-se do outro beijo trocado entre os dois - um beijo mais privado compartilhado durante a despedida dela: Sirius a acompanhara até o hall de entrada da casa de Slughorn e a ajudara a colocar o casaco. Estava prestes a contar uma piadinha para quebrar o silêncio incômodo que se instalara entre os dois quando ela se virou e a voz morreu em sua garganta. Ali, na pouca luz, ela parecia bem vulnerável e a vozinha de sua consciência gritava para que ele a beijasse. E assim ele o fez.

- Azevinho. - ele disse, baixinho, quando os dois se afastaram.

Passando a mão pela bochecha dela, Sirius completou:

- Feliz Natal, Becca. - ele a beijou no rosto dessa vez.

Os dois ficaram se encarando e antes que algo mais pudesse ser dito, um convidado entrou tropeçando no hall, distraindo a todos. Sirius riu e foi ajudá-lo e quando se virou para se despedir da "namorada", ela já tinha aparatado.

- Ah, bem... - e então ele voltou a beber com Stephen.


~*~*~*~*~*~*~


Sirius estacionou a motocicleta do lado de fora do Hipogrifo Dourado e desceu o veículo com certa pressa. Pelas calças de Dumbledore (copyright dos Marotos), ele estava doido por uma bebida quente – apesar da neve já ter dado uma trégua, os dias continuavam frios e suas orelhas congeladas agredeceriam o drink.

O auror caminhou até o balcão e antes que pudesse fazer seu pedido, uma voz conhecida o sobressaltou e quando deu por si estava encarando uma foto da festa de Slughorn (ele e Rebecca aos beijos. Puxa, para uma terceira pessoa realmente parecia que estavam apaixonados). Ele teve vontade de rir quando passou o olho pelo “Rebecca Montgomery (33)”, mas a voz da bruxa em questão o chamou de volta para a realidade:  

"Minha vez de pedir sua ajuda" - antes que ele pudesse responder (claro que ele não negaria a ajuda), Rebecca estava apresentando-o como seu namorado para o pai.

- Sr. Montgomery -  Sirius o cumprimentou no seu melhor tom de voz "eu-sou-Auror-e-sei-o-que-estou-fazendo".

O Sr. Montgomery pareceu ligeiramente surpreso diante daquela revelação e Sirius, sempre tão confiante, não pôde deixar de se sentir um pouco intimidado com o silêncio do dono do estabelecimento. Mesmo o namoro sendo de mentirinha, ele nunca chegara aquele estágio num namoro antes e caramba, bem que James tinha razão: conhecer os sogros deixava os nervos em frangalhos.

Ele suspirou aliviado quando o rosto do “sogro” se abriu num sorriso e depois de conversar algumas casualidades, Rebecca o levou para conhecer sua mãe.

Os anos de traquinagem de Sirius Black o prepararam para aquelas situações de improviso - ele sabia muito bem como persuadir alguém quando queria e com o resto dos Montgomery não foi diferente: a mãe de Rebecca ficou lisonjeada ao ser presenteada com um buquê de flores conjurado por ele e uma das tias dela corou quando ele falou que ela aparentava ser a irmã de Rebecca.

Depois de feita as introduções, Sirius se serviu de bebida (finalmente!) e se aproximou da "namorada", que conversava com a irmã mais velha a um canto:

- Sirius Black não era o rapaz que te deixava louca na época da escola? - Ayala questionou, sem fazer muita questão de abaixar a voz - Bom, devo confessar que ele é muito bonito. - Sirius sorriu por cima de seu copo e teve que segurar o riso pela segunda vez aquele dia ao ver a expressão exasperada de Rebecca. Pigarreando, ele se fez ser notado e entregou um dos copos que levara à Montgomery:

- Senhoritas. - ele sorriu e Ayala se afastou, para "não atrapalhar o casal" (segundo ela). Sirius deu um longo gole em seu hidromel e olhou para a bruxa ao seu lado - Sua família é bem legal, Becca.


Última edição por S. Orion Black em Sex Jan 29, 2016 8:58 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Seg Jan 25, 2016 1:13 am

Apesar do alívio momentâneo, assim que Sirius cumprimentou o seu pai (o que indicava que ele estava à bordo daquela loucura), o nervosismo logo voltou a acompanhar Rebecca.

Se alguém lhe dissesse que ela se passaria por namorada de Sirius Black uma segunda vez, a bruxa com certeza cairia no riso. Merlin, ela não acreditaria sequer que aquilo tinha acontecido uma primeira vez! Ainda assim, ali estava ela, de mãos dadas com ele, tentando sorrir enquanto apresentava o namorado falso para a família.

Merlin, ela estava mentindo para a própria família!

O fato de Ayala tê-lo reconhecido não a ajudava muito. Era óbvio que, mesmo anos mais velha e pertencente a outra casa, a irmã se lembraria das brigas que tanto tiravam a caçula do sério. Becca sentia as mãos suarem enquanto tentava pensar em uma forma de tornar aquele “romance” algo plausível.

Quando Ayala se afastou, ela suspirou, agradecida, e bebeu do seu hidromel a grandes goladas.

- Acho que eles gostaram de você, também – ela segurou o copo com as duas mãos e olhou fixamente para a bebida amarelada, de repente muito envergonhada com toda aquela situação.

- Desculpe por isso... – ela levantou o olhar até encontrar as íris acinzentadas, as próprias sobrancelhas arqueadas em um pedido não verbal de perdão – eles viram aquela foto e... – ela fez uma pausa um tanto quanto longa, incerta sobre se deveria ou não dividir mais que o necessário com o auror.

Se, por um lado, ele estava se mostrando um bom amigo, topando aquele faz-de-conta sem sequer hesitar, por outro, ela ainda não sabia o quanto podia confiar nele; e a ideia de Sirius Black zombando dela por precisar mentir sobre um relacionamento lhe causava arrepios.

- Eu vou consertar tudo, prometo – a bruxa levou os lábios até o copo, mas, antes que eles tocassem a bebida sua mãe se aproximou.

- Becky, eu preciso que você pegue as sobremesas, sim? – trocando um olhar meio apreensivo com Sirius, ela acenou afirmativamente para a mãe antes de ir em direção à cozinha, morrendo de medo de que Black falasse alguma besteira.
Se ela tivesse ficado por perto, no entanto, teria sabido que era com a mãe que precisava se preocupar.

- Você quer comer alguma coisa? Nós acabamos de almoçar, mas ainda tem bastante comida... você parece precisar de uma fatia de torta de abóbora. – Catherine Montgomery sorriu amavelmente. Enquanto cortava uma fatia da tal torta, na mesa logo atrás deles, a mãe de Rebecca não se conteve.

- Sabe, a Becca realmente gosta de você – Ora, não faça essa cara! E é melhor você comer dessa torta, ou vou me ofender pessoalmente – De toda forma, eu encontrei um diário antigo dela há alguns dias. Você precisava ver quantas páginas eram dedicadas às tentativas para parar de gostar de você - a senhora riu, balançando a cabeça negativamente – mesmo com treze anos, ela já era uma mini ranzinza! De toda forma, fico feliz que vocês tenham se acertado. É o meu tipo favorito de romance, esse...


*****

A noite caiu rapidamente, e, antes que Rebecca percebesse, já era hora de voltar ao castelo. O restante da tarde correra melhor que os sonhos da bruxa – à exceção de Charlie (o garçom que trabalhava no pub há alguns anos e que protagonizou o que pareceu ser uma cena de ciúmes), todos se apaixonaram perdidamente por Sirius. O sr. e a sra. Mongomery fizeram-no prometer que apareceria sempre que pudesse, Ayala e o marido convidaram-no para ficar com eles caso alguma vez fosse à França, e tia Berta fizera questão de preparar marmita com as comidas da festa, a pretexto de que “Você é muito magrinho, querido, precisa se alimentar melhor!”.

Era quase engraçado, ver a família sufocando-o daquele jeito. Em alguns pontos da tarde, Becca poderia facilmente ter esquecido que aquele namoro era uma mentira – Black parecia ter se adaptado rapidamente às rotinas de piadas e às conversas calorosas da família, e era sempre ele quem proporcionava os pequenos toques e contatos que atestavam para todos os outros que havia alguma intimidade entre o casal.

É claro que toda vez que ele passava os braços pelos ombros dela ou afastava seu cabelo do rosto, uma pequena corrente elétrica percorria o corpo da bruxa; mas foi quando ele tirou um cílio de sua bochecha que o coração de Rebecca pulou uma batida e o estômago deu aquela volta que sempre dava quando Sirius Black estava por perto durante seu terceiro ano.

- Tia Becca! – Lila atravessou o bar correndo na hora das despedidas, e abraçou a tia com força. No que a menina achou ser um sussurro (mas que era alto o suficiente para que todos ouvissem), ela exclamou: “Quando crescer, eu quero um namorado que nem o tio Sirius!”
Foi naquela frase que Rebecca pensava, o coração apertado por ter que mentir para a sobrinha, enquanto andava distraidamente pela calçada, até perceber que Black não estava ao seu lado. Olhando ao seu redor, ela o avistou, alguns metros atrás, montado em sua indefectível moto.

- O que você está fazendo nessa coisa? A gente vai perder a última carruagem para o castelo e a chuva de Meteoros, se você não se apressar.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Seg Jan 25, 2016 1:54 am

Apesar do frio da noite, Sophie sentia o rosto quente e estava agitada demais, incapaz de ficar parada em um só lugar. Mesmo quando foi convidada para entrar no quarto de Frank, ela passou a andar de um lado para o outro, e só parou para encará-lo quando ele começou a falar.

As mãos estavam apoiadas em sua cintura e seu olhar ansioso o encarava sem piscar, ligeiramente arregalados, como se tivesse medo de perder um único segundo daquele momento.

Mesmo que tivesse certeza de que a carta anônima havia sido enviada por Frank, ouvir da boca dele que aquilo era realmente verdade fez o chão de Sophie desaparecer pela segunda vez em vinte e quatro horas. O lábio inferior dela tremeu e uma das mãos, que estava apoiada contra o peito nos braços cruzados, foi erguida até a própria boca, como se estivesse tentando conter a própria surpresa.

Os olhos castanhos imediatamente assumiram um brilho de lágrimas que ela não permitiria derramar, mas giraram pelo quarto, procurando qualquer canto que pudesse encarar, que não fosse o professor de Criaturas Mágicas.

- Benji?

Bennett se xingou mentalmente ao escutar a própria voz fraca e trêmula. Ela finalmente criou coragem para encará-lo, voltando a cruzar os braços em uma posição defensiva. Estava se sentindo furiosa, como nunca havia se sentido durante toda a vida.

Frank havia escondido aquele sentimento por tanto tempo que era impossível não culpa-lo pela posição que os dois estavam agora. Se ele tivesse tomado a iniciativa antes, a vida dos dois poderia ter tomado um rumo completamente diferente.

Os olhos castanhos ardiam e, sem que Sophie percebesse, uma lágrima acabou escapando, escorrendo pela sua bochecha. Com um movimento ágil dos dedos, ela secou o rosto e virou de costas para Longbottom, se mantendo do lado oposto do quarto.

De frente para a janela, Sophie encarou o céu escuro e ainda carregado de nuvens, desejando ter o mínimo de autocontrole. Tudo que Frank dizia tinha uma lógica perfeita, e a corvinal era a maior fã de lógica daquele castelo. Mas por mais que as palavras fizessem sentido e se encaixassem com perfeição, era impossível não desejar que as coisas tivessem sido diferentes.

Quando a morena se virou novamente para Frank, já sem lágrimas manchando seu rosto, ela se sentia mais confiante e tinha certeza que a voz não entregaria sua fraqueza novamente.

- Benji sempre foi meu amigo, Frank. meu amigo. Ele sempre foi a única pessoa que conseguia me suportar.

Sophie deu alguns passos, diminuindo a distância entre ela e Longbottom, e só parou quando estava diante dele, separados por poucos centímetros.

- Parece que eu não era a única que não enxergava o que estava bem na minha frente.

Ela ergueu uma mão até tocá-lo no braço, acariciando a pele exposta pela camisa do pijama com o polegar. Mesmo com a escuridão do quarto, ela enxergava com perfeição os traços do rosto de Longbottom, sentindo o estômago dar cambalhotas deliciosas, como já havia se tornado rotina sempre que estavam juntos.

- Se eu fui contra os meus ideais para ficar com um professor, só porque era você, o que te faz pensar que eu não teria me apaixonado quando você era só um aluno que me acompanhava quando eu perdia a hora na biblioteca?

Sophie ergueu a outra mão até tocar o rosto de Frank em uma carícia delicada, deslizando o polegar pela bochecha dele.

- Eu achei que os grifinórios fossem mais corajosos que isso.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Seg Jan 25, 2016 2:38 am

O carinho com que Sophie tocou o seu braço fez com que Frank imediatamente suavizasse sua expressão. O calor que emanava das mãos da garota imediatamente se espalhou por todo o seu corpo, daquele modo que somente a presença dela era capaz de proporcionar. Um sorriso fraco ensaiou nascer em seu rosto, e as pálpebras cobriram os olhos verdes por um momento, enquanto ele apenas ouvia o timbre suave de Bennett e se permitia aproveitar a carícia em seu rosto.

Cinco minutos antes, ele tinha certeza de que ela jamais o tocaria com afeto novamente.

Ele riu sob a respiração da anedota sobre a casa dos leões, e abriu novamente os olhos, para encará-la.

- Eu não tinha como saber nada sobre isso, Soph. – ele respirou fundo, mantendo o silêncio enquanto erguia uma das mãos e afastava uma mechinha de cabelo do rosto da corvinal – se eu imaginasse que tinha a menor chance, ou que Benji era apenas seu amigo, teria feito algo muito antes.

O olhar de Frank passeou um pouco pelo rosto da garota, enquanto ele acariciava suavemente a orelha dela. Por um momento, as íris esverdeadas pousaram sobre os lábios cheios e bem desenhados, e a vontade de beijá-la cresceu como uma sede insaciável dentro dele. Enquanto seus dedos deslizavam para o queixo dela, suas pálpebras instintivamente se cerravam, e ele inclinou a cabeça para a frente.

Ao contrário das outras vezes, no entanto, a vozinha de censura que regularmente se calava na presença de Sophie se fez ouvir, e ele parou no meio do caminho, engolindo em seco.

- Eu entendo se você não quiser nada disso, Soph. – ele ainda trazia os olhos fechados, e suas sobrancelhas se uniram em um franzir – mas se for esta a sua decisão, eu preciso da sua ajuda para manter distância.

Não havia dúvidas de que Frank queria aquele beijo – cada pedaço de pele, cada fio de cabelo o impulsionavam para aquele contato, mas a vozinha, aquela maldita vozinha em sua cabeça se perguntava de que valia aquele beijo se no momento seguinte ela desapareceria pela porta, tão furiosa quanto na noite anterior, e ele teria que voltar à estaca zero para se acostumar à ausência dela.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Sex Jan 29, 2016 9:39 pm

- A Rebecca gosta muito de você! - Sirius fez uma careta. Rebecca Montgomery apenas o tolerava - isso nos dias bons. Agora gostar...? Ele duvidava muito!

O auror pegou o prato de torta oferecido e para sua surpresa, a Sra. Montgomery continuou a se explicar: ela falou algo sobre um diário, sobre tentativas fervorosas para parar de gostar dele. Sirius arregalou os olhos diante daquela confissão inesperada. Bom...quem diria que ele tinha sido correspondido?

- De toda forma, fico feliz que vocês tenham se acertado. É o meu tipo favorito de romance, esse... – Catherine suspirou sonhadoramente.

Sirius passou a mão pelo cabelo sem saber o que dizer.

- É...antes tarde do que nunca. - ele falou e o rosto da "sogra" se iluminou num sorriso.

- Não é, querido? O amor sempre dá um jeito.

Naquele momento – para seu total alívio – Rebecca se aproximou com as sobremesas e Sirius correu para ajudá-la.

***

Os Montgomery, pelo que parecia, acabaram gostando bastante de Sirius Black: o auror realmente sabia ser carismático quando queria. O rapaz prometeu voltar ao Hipogrifo Dourado sempre que tivesse por Hogsmeade e agradeceu o convite de Ayala e a marmita preparada por tia Berta. Ele realmente gostara daquela família - apesar de se sentir mal pelo namoro de mentirinha - e passar a tarde ali o fez perceber, com uma pontada de inveja, o quanto Rebecca era amada.

(o único que não parecia ter gostado dele ali era o garçom...em algum momento da noite ele fizera as vestes de Sirius pegarem fogo. Ah, bem....aquilo era fichinha para um auror)

Depois de dar um abraço apertado em Lila, Sirius deixou o pub e foi até sua moto.

- O que você está fazendo nessa coisa? A gente vai perder a última carruagem para o castelo e a chuva de Meteoros, se você não se apressar – Rebecca o questionou e ele deu um sorrisinho.

- Ora...não sei se você percebeu mas não há carruagens por aqui. – ele jogou o único capacete que tinha na direção dela – E então? Carona?

Ele sorriu diante da hesitação dela:

- Confia em mim?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Sex Jan 29, 2016 10:58 pm

As íris castanhas de Rebecca passaram do capacete em suas mãos para o rosto de Sirius, onde um daqueles sorrisos irritantes já tomava seu lugar de costume.

- Isso não parece muito seguro... – apesar de hesitar, a bruxa caminhava a passinhos incrivelmente lentos na direção da moto. Sirius estava certo: eles haviam se distraído com os Montgomery e perderam a hora para voltar Hogwarts, de modo que não havia mais uma única carruagem pela vila. As opções da bruxa eram aceitar a carona ou enfrentar a longa caminhada até o castelo.

- É melhor eu não me arrepender de confiar em você, Sirius.

Apesar de se referir à carona, aquela era a frase que ela mais repetia mentalmente, toda vez em que se pegava pensando no auror. Se aproximar de Black tinha exigido um certo esforço para enxergá-lo como um homem diferente do menino que a atazanava nos primeiros anos da escola, e depois do que acontecera – o faz de conta com Skeeter e com a sua família – aquele parecia ser um caminho sem volta.

Encaixando o capacete em sua cabeça, Rebecca assumiu o lugar logo atrás de Sirius. Ela nunca havia andado de moto antes, mas os filmes assistidos durante a adolescência na casa de Acantha lhe davam uma vaga ideia do que esperar: algo parecido com um voo de vassoura, mas com a segurança de que o seu equipamento não deixaria o solo.

Tão logo o veículo entrou em movimento, Rebecca sentiu o estômago despencar, como sempre acontecia quando ela se arriscava a voar. Tentando ver pelo visor do capacete – por Agrippa, como aquela coisa era desengonçada – ela olhou por sobre o ombro, e imediatamente se arrependeu de ter consumido qualquer coisa naquela tarde.

Alguns (que pareciam muitos, infinitos!) metros abaixo deles, os telhados de Hogsmead pareciam estar girando. Fechando os olhos instintivamente, e sentindo todo o ar se esvair de seus pulmões, ela abraçou o peito do auror, encolhendo-se, como se ele fosse a única possibilidade de impedi-la de cair no que parecia ser o abismo de distância entre ela e o chão.

Depois do que pareceu uma eternidade, um pequeno baque denunciava que as rodas da motocicleta haviam tocado o chão, mas, ainda assim, os braços de Rebecca permaneceram fortemente agarrados a Sirius, todo o corpo tremendo levemente. Somente quando a voz dele anunciou que ela poderia descer da moto que suas pálpebras se ergueram e, em câmera lenta, ela desfez o abraço e desceu da moto. Sentindo a pernas falharem, ela sentou no primeiro degrau das escadarias do castelo, arrancando o capacete de qualquer jeito, enquanto tentava desesperadamente procurar por ar.

- Nunca... mais... me peça... pra... confiar em você.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Sex Jan 29, 2016 11:42 pm

Sirius segurou o riso e sentou ao lado de Rebecca na escadaria:

- Ora, foi tão ruim assim? – ele ergueu as mãos em sinal de defesa diante do olhar ofendido que ela lhe lançou. – Certo. Entendi. – e depois de enfiar a mão num dos bolsos da gaveta ele ofereceu a ela um vidrinho contendo uma poção de cor clara. – Pois você vai ter que confiar em mim de novo...poção anti enjoo.

Ele percebeu a hesitação da bruxa – ela fazia muito aquilo quando o assunto era ele. Não que ele não desse razão a ela...
Chacoalhando o vidrinho na frente do rosto dela, Sirius voltou a falar:

- Você vai melhorar, prometo. Ou a Poppy – era assim que ele se referia a Madame Pomfrey – vai fazer você tomar aquela sopa ruim da enfermaria...

Ele sorriu satisfeito quando ela bebeu o líquido, melhorando instantaneamente.

- Não falei? - ele se sentou mais próximo dela e com um movimento rápido soltou os cabelos dela - o capacete havia bagunçado o coque sempre tão perfeito dela. - Hmmm...melhor. Bem melhor. - ele disse, abaixando o tom de voz.

Antes que mais alguma coisa pudesse ser dita entre eles, a chuva de meteoros começou e Sirius encarou o céu, impressionado com a beleza do espetáculo.

- Fantástico. - ele murmurou, sem se dar conta que tinha entrelaçado a mão na de Montgomery. - Não é?

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Sab Jan 30, 2016 12:04 am

Só quando estava protegida da chuva é que Maeve reconheceu que a pessoa que a salvara de um possível afogamento era ninguém menos que Remus Lupin. O coração dela acelerou diante da visão dele ali, tão próximo e ela teve que agradecer ao Universo por ter de fato, atendido seu pedido.

Nenhuma palavra foi trocada entre eles – não havia necessidade – e Maeve, apesar de estar encharcada, se sentiu extremamente aquecida quando Remus tocou seu rosto. Pousou a mão no peito do rapaz e quando deu por si, os dois estavam se beijando fervorosamente. Aquele beijo provava que o sentimento dos dois era mútuo e de repente, quaisquer dúvidas que ela tinha sobre o que fazer se esvaíram de sua mente.

Tudo o que ela queria estava ali, na sua frente. Era aquela a resposta que ela precisava.

Os dois se afastaram e ficaram abraçados.

- Bem que falaram que essa noite seria especial... – ela sorriu, suspirando.

Os dois aproveitaram aquela proximidade para conversar. Maeve decidiu contar a verdade sobre ela e Stephen: que os dois não eram mais noivos (não oficialmente...ainda teriam que informar suas respectivas famílias) e que ela, agora, apesar de ser uma mulher livre, teria que ir com calma antes de entrar em qualquer outro relacionamento - não queria ser vítima da fofoca de ninguém.

- Você...você entende, né? - ela o encarou. - Vamos ter que nos manter em segredo por um tempo. Isso se você quiser...ter alguma coisa comigo.

Ela aguardou ansiosa pela resposta dele.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Sab Jan 30, 2016 1:49 pm

- Não precisa falar comigo como se eu fosse criança – Rebecca grunhiu, enquanto alcançava o frasquinho que ele lhe oferecia. Se não havia tido problemas da primeira vez em que tomou uma poção oferecida por ele, não era da segunda que teria (e ela bem que precisava de alguma ajuda para conter o mal-estar pós voo).

A proximidade inesperada do auror – esticando a mão e desfazendo o seu coque – fez com que a bruxa sentisse suas bochechas esquentarem. Por sorte, os mesmos cabelos que ele soltara disfarçaram o rubor, e os flashes que cortavam o céu com cada um dos meteoros desviaram a atenção de Black.

Sentindo o coração disparar, ela o encarou. Como era possível que ela estivesse suspirando e sentindo arrepios por Sirius Black? Era ridículo para uma mulher adulta estar ficando corada com a simples companhia de um representante do sexo oposto, e ainda assim, ali estava ela, se sentindo uma adolescente boba. Como se não fosse o bastante, ele conduzia aqueles momentos da mesma forma garoto popular dos anos de escola teria feito – roubando beijos sob ramos de azevinho e sorrindo encantadoramente, bacana demais para se importar com o que com certeza era apenas um passatempo.  

Seus olhos fitaram as mãos, entrelaçadas, e, dentro do peito, o seu coração deu mais um pulo. Antes que pudesse racionalizar sobre aquele toque – ao mesmo tempo tão correto e tão esquisito -, as gotas pesadas da chuva se fizeram sentir em seu rosto, e uma trovoada ecoou em algum ponto da margem oposta do Lago Negro.

Na pressa para se proteger, os dois correram para dentro do castelo, quebrando o contato. Protegidos pelo teto de pedra, eles conseguiam ver, à distância, o local que havia sido organizado para que os alunos pudessem assistir à chuva de meteoros.

- Parece que você perdeu a sua chance de falar com o Miklos Finning... – ela apontou com o queixo para a direção em que vultos corriam em direção à entrada principal do castelo.  Um bocejo pontuou a frase, e ela ergueu a mão até cobrir a boca

– Acho que a poção já está fazendo efeito... Melhor eu me adiantar – ela sorriu, sem jeito, tentando afastar algumas gotas de água que escorriam pelo seu rosto – Boa noite, Sirius.

Abraçando o próprio corpo, Rebecca foi em direção ao seu quarto, a mão ainda formigando pelo toque dele.

****

Com a volta às aulas, Montgomery teve muito pouco tempo para se distrair com Sirius – a professora McGonagall continuava afastada de modo que Rebecca era a única responsável por todas as turmas de transfiguração. Com a chegada do segundo semestre, as pressões sobre as turmas de quinto e sétimo ano aumentava, por conta dos N.O.M.s e dos N.I.E.M.s, de modo que era comum que a professora estivesse sempre ocupada com aulas de reforço e atividades práticas, além dos seus afazeres habituais (era, afinal de contas, a primeira vez que uma turma seria avaliada, e ela não queria correr o risco de todos os seus alunos receberem um T).

Apesar de esbarrar com ele entre os corredores e de às vezes partilharem a mesa dos professores durante algumas refeições, eram raros os momentos em que eles conversavam sobre alguma coisa – aparentemente o auror também estava bastante ocupado, nos últimos tempos. Sem que ela percebesse, era cada vez mais comum usar os cabelos soltos (um dia, a desculpa foi ter acordado atrasada, no outro, o cabelo estava apenas bonito demais para ser preso. A vozinha que dizia “Melhor. Bem melhor” em sua mente era ignorada sistematicamente).

Não fosse pelas curtas visitas aos pais nos fins de semana - e algumas fofocas nos corredores da escola -, Rebecca provavelmente teria se esquecido dos episódios em que fingira ser “aspirante à Sra. Black” (como dissera Acantha, em sua última carta). Toda vez que a mãe lhe perguntava sobre o auror, ela se sentia compelida a desmentir a história – ou pelo menos inventar um término doloroso sobre o qual ela não gostaria de falar -, mas as palavras sempre lhe fugiam. Antes que ela percebesse, o mês de janeiro terminou entre sorrisos forçados e afirmações de que “ele está bem, mãe...”


“Ok”, Rebecca respirou fundo, antes de bater à porta pesada que levava ao quarto do auror no castelo “eu posso fazer isso”. Tentando se convencer, ela olhou novamente para o pergaminho perfeitamente retangular em sua mão, em que letras douradas – dessas, de penas automáticas – anunciavam a proximidade de um casamento. Junto com ele havia um pequeno bilhete, na caligrafia de sua mãe.


“Sua madrinha fez questão de incluir o Sirius na lista de convidados. Você não tem mais desculpas para não ir. Te amo.
(P.s.: mande um abraço para ele!)”.

Encarando a porta à sua frente, ela bateu mais uma vez, e esperou pelo que pareceu ser uma eternidade antes que o auror aparecesse.

- Eu... preciso de você – antes que percebesse, ela estava prendendo a respiração e mordendo o lábio inferior, o receio expresso em suas sobrancelhas franzidas.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Sab Jan 30, 2016 9:45 pm

Sophie podia sentir a respiração fraca de Frank bater contra sua bochecha e os lábios formigavam com a vontade de beijá-lo. A proximidade fazia com que a temperatura do seu corpo se elevasse, e mesmo com a noite fria, ela sentia o rosto pegar fogo.

A mão que acariciava a bochecha dele deslizou até tocar a nuca, sentindo as pontas dos cabelos castanhos e aproveitando as pontas das unhas para arranhá-lo suavemente. Já podia sentir seu nariz tocando o de Longbottom, e apesar da mísera distância que ainda existia entre os lábios, Sophie sentia que estavam separados dolorosamente.

- Durante anos eu lia a sua carta e me perguntava como alguém havia conseguido gostar de mim.

A voz não saía mais que um sussurro, e as pálpebras de Bennett foram fechando até cobrir as íris castanhas por completo.

- Agora que eu sei que é você...

Ela foi incapaz de concluir a frase. A voz morreu em um suspiro, e pela primeira vez, Sophie se inclinou nas pontas dos pés e iniciou o beijo, puxando Frank pela nuca. Todo o seu corpo pareceu relaxar diante daquele contato, aliviado pelo fim da tortura.

Apenas quando seus pulmões reclamaram pela falta de oxigênio, os lábios úmidos se separaram, mas Bennett se manteve pendurada no pescoço de Longbottom, sentindo cada centímetro do seu corpo colado ao dele.

Ela esperou que as batidas de seu coração se acalmassem para erguer as pálpebras e encará-lo com um discreto sorriso.

- Eu vou me formar em poucos meses, Frank. E não vai ter mais nada que impeça a gente de ficar juntos. Mas eu também não estou disposta a ficar longe de você até lá.

Com um sorriso nos lábios, Sophie acariciou o rosto do rapaz, afastando o rosto o suficiente para encará-lo melhor.

- Eu também amo você, Frank Longbottom. E eu quero ficar com você, independente de qualquer coisa.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Jan 31, 2016 12:25 am

Bastou ouvir a declaração de Sophie para que as sobrancelhas de Frank se erguessem em surpresa, os lábios se curvando em um sorriso amplo. Ele deixou que seus olhos corressem pelo rosto dela antes de puxá-la novamente para perto pela cintura, a mão livre alcançando sua nuca e, com a vontade contida há tempos, cobriu novamente os lábios da menina.

Nem em suas previsões mais otimistas Longbottom imaginara que ouviria dos lábios de Sophie uma declaração como aquela. Tinha imaginado, talvez, mas nunca acreditara que a possibilidade era real. Agora, com a confirmação de que era correspondido, a única coisa que ele queria era aproveitar o momento.

- Prometo que você não vai se arrepender – a voz de Frank era rouca e sussurrada, e sua frase foi logo pontuada por uma pequena trilha de beijos pelas bochechas e queixo de Sophie, até o pescoço dela. A mão que envolvia sua cintura encontrou um caminho entre o fino tecido do pijama e o roupão azul da corvinal, desatando o nó da cordinha que mantinha a veste fechada.

Sem soltá-la, o bruxo deu alguns passos para trás, de modo a apoiar suas costas na porta fechada.

- Só não sei se vou conseguir me concentrar com você por perto – ele abriu um sorrisinho travesso e a beijou novamente.

Acariciando as costas dela, ele distribuiu mais alguns beijos, antes de parar de supetão, e afastá-la um pouquinho.

- Espera, eu preciso fazer isso do jeito certo – ele se empertigou e afastou uma mecha do cabelo dela, os olhos fitando as íris castanhas, e os lábios se curvando para segurar um sorriso insistente – Sophie Bennet, você quer namorar comigo? – sem pensar duas vezes, e a poiando as mãos na cintura dela, ele se entregou ao riso, dispensando alguns selinhos antes mesmo de ouvir a resposta dela.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Ter Fev 09, 2016 10:06 pm

As investigações sobre os ataques em Hogwarts e seus arredores acabaram ocupando todo o tempo livre de Sirius – mesmo que Moody não pegasse no pé dele, Black sabia muito bem que estava mais do que atrasado com seu trabalho e por isso se empenhou um pouco mais naquele último mês - e quando o auror deu por si, Fevereiro já dava as caras, o inverno ainda obrigando os moradores de Hogwarts a usarem vestes aquecidas.

Aquela tarde de Terça-feira tinha sido extremamente estressante: Sirius encontrara Diggory no Ministério e o colega, é claro, não perdera a oportunidade para debochar dele ("adivinha quantos casos fechei no último mês, Black? 4", o Cara-Quadrada jogou em sua cara com um sorrisinho superior. Sirius teve vontade de azarar ele ali mesmo, no meio dos outros colegas, mas conseguiu se controlar. Já tinha sido punido por causa daquele idiota, então não valia a pena se estressar)

- Maldito Diggory... – Sirius resmungou ao sair do banho – Pelo menos eu não fui pego me amassando com uma menor de idade. – enquanto secava os cabelos, uma batida na porta chamou sua atenção e ele foi atender, esquecendo-se completamente do fato de que estava seminu. Deu de cara com Rebecca e vê-la ali, parada em sua porta, o fez sentir-se extremamente satisfeito, por alguma razão. – Monty! – ele sorriu.

- Eu... preciso de você – a bruxa murmurou, receosa e Black franziu a testa, o sentimento de preocupação preenchendo seu peito.

- Aconteceu alguma coisa? – notando o modo como o rosto dela estava vermelho, Sirius finalmente notou que estava enrolado em uma toalha e pigarreou – Entre...eu vou só...hm... já volto.


Alguns minutos depois o auror voltou para o quarto devidamente vestido.


- Então... que tal me contar o que aconteceu?


Becca apenas lhe estendeu um pergaminho que ele logo descobriu se tratar de um convite de casamento. Após ler o bilhete da mãe de Rebecca, Sirius finalmente entendeu o porquê dela estar ali.


- É como aquele ditado... "onde tem bebida de graça, lá eu estarei" - ele deu um sorrisinho - Pode contar comigo, Monty.


E lendo novamente o nome dos noivos, ele perguntou, curioso:


- Quem são os pombinhos...?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Fev 10, 2016 7:45 pm

Os olhos de Rebecca vagaram do rosto preocupado até o peito liso e bem definido de Sirius, deslizando até o ponto em que a toalha começava a envolvê-lo. O já típico rubor avançou sobre suas bochechas, e ela se apressou a voltar a olhar para o rosto do auror, tentando parecer inocente.

Enquanto ele ia se trocar, Becca afastou algumas pastas com o selo do Ministério da cama, abrindo espaço para sentar-se ao pé desta – a escrivaninha estava coberta de mais um amontoado de papéis, bem como a poltrona, e a cadeira trazia uma pilha de roupas emboladas e penduradas (mais ou menos como ela imaginava que seria o seu próprio quarto, caso não se obrigasse a arrumar tudo toda noite). A bruxa fitou perdidamente os papéis à sua frente, a mente trabalhando intensamente, pensando no que faria quando Sirius recusasse aquele favor.

Não tardou para que ele voltasse ao quarto – devidamente vestido, graças à Morgana! – e liberasse um lugar na cama, sentando ao lado de Rebecca, o corpo voltado para ela. Havia um quê genuíno de preocupação nele, e ela se sentiu estranhamente grata por aquilo.

- Eu sei que você não me deve mais nada, mas... – ela começou a murmurar, enquanto ele lia o convite e o bilhete de sua mãe.

“Pode contar comigo, Monty.” Aquelas quatro palavras foram o suficiente para retirar todo o peso dos ombros da bruxa, e ela respirou aliviada.

Se tudo desse certo, eles iriam juntos àquele casamento, as pessoas acreditariam que eles eram um casal, e, quem sabe, ela até conseguisse se divertir de verdade.

“Quem são os pombinhos...?”, ele perguntou. Rebecca abriu a boca para responder, mas som algum deixou seus lábios.

Claro que não ia ficar tudo bem. No que ela estava pensando? Ir àquela festa era quase uma missão suicida.

Becca considerou mentir, mesmo detestando não contar a verdade. Ela odiava mentir. A culpa sempre a consumia de uma forma que, em pouco tempo, ela deixava a verdade escapar. Aquele namoro de mentirinha era provavelmente a mentira que ela sustentara por mais tempo, mas ela tinha certeza de que não conseguiria aguentar muito mais, principalmente se acrescentasse mais inverdades à pilha. Além disso, Sirius aceitara ajuda-la prontamente, seria desonesto demais mentir para ele.

- O Noivo é... Filho de uns amigos da família – ela começou a falar, mas as palavras pareciam fugir. Ela respirou fundo e passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os um pouco – ele... – droga, o que Sirius pensaria dela?

- Ele é meu ex.

A expressão de Sirius – misto de deboche e espanto – fez com que ela sentisse vontade de se explicar.

- Não é uma questão de provocar ciúmes, nem nada... – ela franziu o cenho, ofendida com a ideia – é só que... Foi um relacionamento longo – as íris castanhas se fixaram nas cinzentas, e aquela era provavelmente a primeira vez que Rebecca não criava barreiras para falar sobre seu relacionamento com Luke Teale.

- Nossos pais se conhecem desde sempre. A mãe dele é minha madrinha. Quando a gente começou a namorar, as famílias se investiram muito. Foi pior ainda quando terminamos. – ela deixou os olhos correrem pelo quarto, antes de olhá-lo novamente.

- Não, não é o caso de “oh, meu deus, ela ainda está apaixonada por ele!” – ela levou a mão à testa, em um gesto dramático e fingiu um suspiro, rindo um pouco depois – Não é nada disso. É só que... Eu conheço a maior parte das pessoas que vai a essa festa, e eu sei como eles conseguem ser sufocantes. Eu só... Não quero passar a noite toda dizendo que “Sim, eu estou bem” e “Eu desejo apenas que eles sejam muito felizes juntos”, entende?

Ela mordeu o lábio inferior, sem perceber, concentrada em tentar ler a reação dele.

- Sirius, eu... Eu entendo se, sabendo desse drama todo, você não quiser ir... Mas seria bom ter um amigo por perto.


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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Qua Fev 10, 2016 9:51 pm

O barulho das gotas grossas se chocando contra a arquibancada obrigava Remus a se inclinar para frente, para não perder uma única palavra dita por Mackenzie. Embora tivesse certeza que ouvira claramente toda a confissão da professora, Lupin ainda não acreditava que o que acontecia era mesmo realidade.

Os olhos do professor estavam ligeiramente arregalados e seu coração acelerado batia forte contra o peito enquanto todo o seu corpo absorvia a felicidade pela primeira vez experimentada.

Mackenzie estava solteira. E queria ficar com ele. Ela sabia da sua condição, sabia que ele era um lobisomem, e mesmo assim estava ali, nos seus braços, dizendo com todas as letras que também gostava dele.

Talvez, movido pela sensação de que aquilo se tratava de um sonho, Remus ignorou a vozinha em sua cabeça que dizia que aquilo era loucura e abriu um largo sorriso, iluminando seu rosto molhado.

- Você tem certeza? Quero dizer, eu não tenho muito que oferecer, Maev...

Como se tivesse medo de que Mackenzie mudasse de ideia, Lupin ergueu as mãos e segurou o rosto de Maeve, afastando alguns fios grudados do rosto bonito.

- Eu estou disposto a enfrentar qualquer coisa se isso significa ter você do meu lado. Mas você também precisa ter certeza disso, Maev...

Lupin capturou os lábios de Mackenzie mais uma vez, desta vez em um gesto mais suave e apaixonado, mantendo o corpo dela grudado ao seu.

- Mas eu prometo que não vou medir esforços para que você não se arrependa desta decisão. Vamos manter em segredo por quanto tempo for necessário, eu não me importo. Como poderia me importar?

O sorriso incrédulo ainda brincava em seus lábios, provocando um brilho especial nos olhos azuis.

Mesmo depois que a chuva cessou, Remus e Maeve demoraram para retornar ao castelo, entretidos com beijos e abraços, aproveitando que estavam protegidos dos olhares curiosos e das línguas afiadas dos fofoqueiros.

Pela primeira vez em sua vida, Remus havia desistido de lutar contra a própria felicidade e abraçou aquela oportunidade como se sua vida dependesse daquilo. Não havia nada no mundo que o fizesse mais feliz do que Mackenzie e ele estava cansado de se fazer infeliz, mantendo-a afastada.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Qua Fev 10, 2016 10:29 pm

Sophie Bennett nunca pensou que fosse quebrar uma regra da escola. Com notas excelentes e um currículo exemplar, ela estava pronta para fechar o sétimo ano sem uma única mancha, se Frank Longbottom não tivesse aparecido em seu caminho.

Além de namorar escondido um professor, Sophie também aprendera a escapar do Salão Comunal da Corvinal após o toque de recolher apenas para se enfiar no quarto de Frank. Na maioria das vezes, os dois perdiam horas e horas apenas deitados na cama, conversando e soltando risadas.

Em algumas vezes, Frank acabava caindo no sono, deixando Bennett acordada com um pesado livro no colo, estudando para os NIEMs apenas com a iluminação da ponta da varinha, tomando cuidado para não acordá-lo.

Antes que o sol começasse a iluminar os céus, ela deixava o dormitório do professor e voltava para a Corvinal sem que as colegas percebessem sua ausência.

Além da expectativa de conseguir excelentes notas nos exames finais, Sophie também aguardava com ansiedade o fim do ano letivo, para que não fosse mais necessário esconder o relacionamento com Longbottom.

Naquela noite, enquanto muitos já se acumulavam no salão principal para o jantar, Sophie estava mais uma vez enfiada no dormitório de Frank. O pesado casaco da Corvinal estava esticado em uma cadeira e os sapatos colocados alinhados em um canto.

O frio do inverno ainda a obrigava a manter as meias grossas, assim como o suéter com o emblema da Corvinal. Sophie estava sentada no meio da cama de Frank, com as pernas cruzadas e um grande livro apoiado sobre as coxas. Os cabelos castanhos caíam nas laterais do seu rosto e tocavam as páginas enquanto ela estava concentrada na leitura.

Os olhos escuros apenas foram erguidos no meio de um capítulo quando Frank entrou no quarto, carregando um pequeno banquete trazido das cozinhas do castelo.

Sophie chegou para o lado enquanto a bandeja era depositada ao seu lado e ela sorriu em agradecimento enquanto pegava um pequeno sanduiche de frango.

- Obrigada, eu estava morrendo de fome. Eu não consigo terminar este capítulo sobre benefícios do bezoar em pó e tenho certeza que vai cair nos NIEMs.

Ela deu uma generosa mordida no sanduiche antes de puxar um copo de suco de abóbora. Enquanto mastigava, a menina pensava na proximidade dos exames. Em menos de um mês precisaria enfrentar as temerosas provas e logo seu destino estaria definido.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Sex Fev 12, 2016 4:57 am

Os ruídos de Hogwarts soavam mais distantes que o habitual naquela quinta-feira. A hora do jantar era quando os corredores ficavam mais desertos, e Frank se aproveitava daquilo para transportar um pequeno banquete até seu quarto.

Se aproveitar da rotina do castelo era algo a que Frank já havia se acostumado. Desde que se entendera com Sophie, meses atrás, eles passaram a utilizar tudo o que pudessem ao seu favor. Eles sabiam, por exemplo, que Filch sempre passava no corredor que levava ao quarto dele às 23h, e que uma das colegas de quarto de Sophie acordava religiosamente às 5h para praticar Ioga – de modo que Benett conseguia desviar de todos os obstáculos no caminho para o quarto de Frank e de volta para o seu dormitório.

Era frustrante, claro, ter que passar todo o tempo escondido em seu quarto – tudo o que ele queria era poder levar Sophie a um encontro de verdade. Um café, jantar, teatro... qualquer coisa que, ironicamente, não envolvesse a sua cama. Parecia injusto que, depois de esperar tanto tempo para ficarem juntos, todos os seus encontros fossem confinados àquelas quatro paredes. Mas era o certo a se fazer. Havia muito em risco – a graduação e o futuro dela, o emprego e a reputação dele...

Faltava pouco, agora – em pouco menos de um mês eles poderiam ficar juntos sem ressalvas, sem disfarces, sem desculpas – e Frank comemorava cada dia que passava. Sophie ainda não sabia, mas ele tinha planejado uma infinidade de atividades para aquele verão. Ele queria levá-la ao seu restaurante favorito, apresentá-la aos amigos, passar tardes preguiçosas tomando sorvete. Possivelmente levá-la para um fim de semana na Romênia, onde ele poderia apresenta-la dragões de verdade (a simples ideia da garota a alguns metros de um dragão lhe despertava um sorriso). Por Godric, ele ansiava até mesmo pelo momento em que poderia apresentá-la aos pais, bem como ser apresentado ao sr. Bennett.

É claro que a ideia de vir a público ainda o assustava um pouco: ele sabia que jamais estariam completamente blindados dos rumores, e que ele provavelmente teria que lidar com a própria mãe se intrometendo no relacionamento – mas isso seria apenas o comportamento padrão de Augusta, então ele não tinha porque se preocupar.

E mesmo se tivesse, toda vez que ele entrava em seu quarto, como naquela noite, e encontrava Sophie – lendo, enrolando distraidamente uma mecha do cabelo ou tão concentrada no que escrevia que nem percebia que mordia a tampa da caneta – não havia dúvidas de que ele enfrentaria qualquer coisa para ficar com ela.

- Você precisa relaxar um pouco – ele ajoelhou ao lado dela na cama e depositou um beijo em seu pescoço. Ele afastou uma mecha castanha do rosto dela, e encerrou o movimento com uma carícia em seu rosto – Eu tenho certeza de que você vai passar em todos os exames, Soph...
Frank passou um braço pelo ombro de Sophie, massageando-o levemente.

- A escola vai estar vazia esse fim de semana. Já que não podemos ir a Hogsmead, o que você me diz de aproveitarmos agora, e eu te ajudo com o Bezoar no sábado? - ele olhou ao redor, encarando as paredes – Nós podemos fazer algo fora desse quarto, para variar... Ninguém vai estranhar se eu estiver te ajudando a estudar na biblioteca ou nos jardins.

Seus lábios percorreram uma nova trilha de beijinhos no pescoço dela, a ponta gelada do nariz causando pequenos arrepios.

- Nós tomamos cuidado esse tempo todo Sophie... Ninguém tem porque desconfiar.

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Dom Fev 21, 2016 2:02 am

Era normal que todo final de ano letivo, os corredores de Hogwarts ficassem mais animados, com alunos aproveitando os últimos dias para se despedir dos amigos e prometerem que escreveriam durante todo o verão.

Apesar do clima de nostalgia que caía sobre todos que partiriam para ficar meses longe do castelo, era evidente que para os setimanistas, era ainda mais difícil saber que não voltariam mais ali, ao menos não como estudantes.

Enquanto tantos se lamentavam com aquele afastamento ou comemoravam o fim das aulas, ainda havia uma outra tensão pairando sobre os alunos do último ano, que aguardavam ansiosos as cartas com os resultados dos NIEMs.

Pela primeira vez, a Corvinal correu entre os colegas, esbarrando em um ou outro pelo caminho sem olhar para trás. O uniforme estava desalinhado e os cabelos castanhos esvoaçavam para trás, com a força do vento.

Quando ela finalmente parou de correr, diante da tão conhecida porta do quarto de Frank Longbottom, estava com o coração acelerado e esbaforida, mas mesmo assim, entrou abruptamente exibindo um largo sorriso nos lábios.

O professor, que já havia guardado quase todos os seus pertences em um grande malão aos pés da cama, estava terminando e dobrar as últimas camisas quando Sophie surgiu diante dele, exibindo a carta em suas mãos.

- Eu consegui! Consegui todos os Ótimos que precisava! – O pergaminho era sacudido diante dos olhos de Frank, o que impossibilitava ele de ver qualquer coisa, mas a felicidade de Bennett não deixava dúvidas que ela falava a verdade. – Inclusive em Criaturas Mágicas! Tudo o que eu preciso agora é a chance de estagiar no St. Mungus!

Sophie saltou até pular nos braços de Frank, o rodeando com empolgação.

Enquanto tantos alunos estavam tristes por deixar Hogwarts para trás, Sophie só conseguia ver o futuro a sua frente. O passo mais difícil que a separava de seu sonho em ser curandeira havia sido dado e agora ela estava mais perto do que nunca de conquista-lo. E deixar Hogwarts também significava finalmente poder assumir um relacionamento ao lado de Frank, sem que nenhum dos dois fossem penalizados por isso.

***

O verão era uma das estações preferidas de Sophie, e sem a sombra dos NIEMs para lhe atrapalhar, ela finalmente poderia aproveitar o descanso sem peso na consciência.

Nas primeiras semanas, seu tempo era dividido entre dar atenção ao pai, sair com Benji ou se encontrar com Frank. Aquela tarde seria a primeira vez que ela e o namorado finalmente sairiam juntos aos olhos do mundo.

O Beco Diagonal estava cheio, e Sophie observava o movimento na calçada da sorveteria enquanto se deliciava com a sensação de ter Frank ao seu lado, a luz do dia, sem medo de ruídos ou batidas à porta.

- Enviei minha carta de inscrição ao estágio do St. Mungus hoje. – Ela contou, enquanto raspava o sorvete derretido no fundo do pote. – É bastante difícil, mas se eu conseguir uma entrevista, acho que tenho chances!

Sem a pressão das provas, Sophie parecia mais relaxada, com um brilho no olhar. Os cabelos castanhos estavam presos em um rabo de cavalo e ela sorria bobamente apenas com a possibilidade de poder se inclinar e beijar Frank a hora que desejasse.

- Vou conta ao Benji sobre nós dois esta noite. Ele vai...

Antes que ela tivesse a chance de terminar a frase, uma explosão ecoou por todo o beco, seguido de gritos. O ouvido de Sophie fez um zunido e apesar do caos que se instalou em seguida, ela quase não conseguia ouvir o que acontecia ao seu redor.

Foi questão de segundos até que as pessoas começassem a correr sem direção, esbarrando umas nas outras. Uma nuvem de fumaça vinha de uma das lojas próximas e várias mesas da sorveteria haviam sido derrubadas na correria.

Com a visão prejudicada pela fumaça que aumentava cada vez mais, Sophie demorou a identificar os diversos flashs de luzes, provenientes de feitiços trocados há poucos metros.

- Frank? – Ela chamou tentando alcançar a mão do namorado. – Frank, o que está acontecendo?

Os gritos continuavam a ecoar cada vez mais enquanto sua audição voltava a se adaptar. Aos tropeços, ela e Frank conseguiram se abrigar no interior da sorveteria, e a porta estava sendo fechada atrás de si quando alguém gritou do meio na rua.

- É a Marca Negra!
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Dom Fev 21, 2016 6:49 pm

- A vaga já é sua, Soph – Frank sorriu e limpou uma gotinha de sorvete que escorria pelo canto da boca perfeitamente rosada dela.

As íris esverdeadas do rapaz correram pelo rosto da namorada, enquanto um sorriso bobo crescia em seus lábios. À luz daquela tarde, ela parecia ainda mais bonita. As bochechas coradas ressaltavam os olhos castanhos, e os poucos fios que se soltavam do rabo de cavalo emolduravam seu rosto. Podia ser apenas a alegria de não precisar esconder o que sentia, ou, quem sabe, efeito do dia quente, mas Frank simplesmente não conseguia conter a vontade de beijá-la.

Se inclinando por sobre a mesa ele a surpreendeu, o gosto do sorvete de chocolate dela se misturando ao de limão dele em um beijo suave e delicado.

Frank tinha planos para os dois. Quando Sophie passasse no estágio do Mungus – porque ele tinha certeza de que ela passaria – ele a levaria para jantar em seu restaurante favorito, com vista para o Tâmisa. Ele queria apresentá-la para os amigos, e mesmo a ideia de um jantar com a sua mãe parecia agradável quando o objetivo era tornar o namoro oficial. Soph comentara sobre o show de uma banda trouxa, no fim de semana seguinte, e ele já estava com os ingressos guardados, esperando para surpreendê-la; e a casa de praia dos Longbottom, ao sul de Scarborough, já estava reservada para um fim de semana no próximo mês. Ele queria aproveitar ao máximo o verão ao lado dela, pois sabia que ficaria um pouco mais difícil quando tivesse que retornar ao castelo.

Voltar a ser professor, inclusive, era uma coisa que Frank vinha questionando. Ele adorava lecionar, mas a docência não era exatamente um sonho, e não fazia muito sentido continuar em Hogwarts quando ele poderia ter um emprego em Londres e encontrar com Sophie no final do expediente. A ideia de um emprego no Ministério o seduzia cada vez mais, e ele sondara alguns amigos por vagas abertas.

O som do riso dela chegou aos seus ouvidos antes que ele voltasse completamente à sua posição anterior.

“Vou conta ao Benji sobre nós dois esta noite. Ele vai...”

Quando o caos das explosões e flashes de feitiços começaram a cortar o ar, o primeiro instinto de Frank foi tentar proteger a namorada. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas, pelo modo como seu ouvido zunia, ele sabia que o epicentro da confusão não estava muito longe deles. Aos tropeços, os dois procuraram abrigo na sorveteria, e o medo dele se confirmou quando um estranho gritou “A Marca Negra!” do lado de fora.

- Vai ficar tudo bem.

Longbottom apertou Sophie contra o peito, enquanto escaneava a pequena loja em busca de um modo de tirá-la dali. Entre as pancadas aceleradas do seu coração e o burburinho ao seu redor, ele conseguiu clarear os pensamentos. A porta dos fundos os levaria a um pequeno beco, onde provavelmente seria seguro aparatar e, apesar do risco de toparem com outros comensais da morte, ainda era a melhor opção.

- Não me solta - A prioridade dele era tirá-la dali. Frank tinha o nome da família como escudo, mas Sophie, nascida trouxa, seria alvo fácil para qualquer um daqueles fanáticos.

Agarrado a ela, Frank começou a abrir caminho entre os demais bruxos e bruxas que também se esconderam ali, alcançando o fundo do estabelecimento com um pouco de esforço. A porta, emperrada, se recusava a abrir e, enquanto tentava forçá-la, ele dava instruções corridas a Sophie.

- Você precisa aparatar para um lugar seguro assim que chegar lá fora.

Com um solavanco, a porta se abriu, no mesmo instante que outra explosão chegou aos seus ouvidos. A entrada da sorveteria tinha sido arrombada, e uma onda de bruxos correu em direção à saída posterior à medida em que Comensais adentravam o estabelecimento. Uma garotinha rompeu o contato de Frank e Sophie, e esta foi empurrada para fora enquanto as pessoas corriam para o beco.

- Meu apartamento! Eu te encontro lá – Frank gritou para ela, por cima das cabeças – VAI LOGO!

Girando nos calcanhares e puxando sua varinha, Frank deu de cara com três figuras encapuzadas, que disparavam feitiços aleatoriamente. Ele chegou a lançar alguns feitiços protetivos e desarmou um dos comensais durante o duelo, mas, antes que terminasse de falar o primeiro feitiço ofensivo que usaria, um raio esverdeado o atingiu no peito e, rapidamente, ele sentiu sua visão turvar.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Ter Fev 23, 2016 6:33 am

Sirius passou a mão pelo cabelo - uma mania herdada de James Potter – e soltou um suspiro. As coisas eram mais complicadas do que ele imaginara....será que ele estava afim de se meter num dramalhão daqueles? Claro que não. O que ele ganharia com aquilo? Nada, absolutamente nada. E além do mais, ele estava atolado de trabalho, tinha que parar de se distrair daquela maneira....

...mas o olhar suplicante de Rebecca e a maneira como ela gesticulava tentando convencê-lo o impedia de sair fora daquela cilada (e ele já tinha dado sua palavra, então tarde demais para cair fora. Além do mais, era o papel dele como amigo apoiá-la...certo?)

- Eu sei bem como é ter drama com ex – ele estremeceu, lembrando-se da época da escola quando ele tinha mais tempo para se dedicar às garotas – Você tem que me prometer que não vai parar a cerimônia na hora do “se tiver alguém contra esse casamento...”.

Ele sorriu ao ver os ombros dela relaxarem.

- E que não vai ficar bêbada e dar vexame....... sem mim, é claro.

Erguendo o dedo mindinho, Sirius esperou que ela fizesse o mesmo.

- Promete?

Rebecca ergueu a mão, entrelaçando o dedo mindinho ao dele e assim, os dois selaram suas promessas.

- E então, devo usar meu terno roxo ou o azul?

A risada-que-mais-parecia-um-latido soou por todo o quarto do auror diante do olhar indignado da bruxa.
____

Sirius terminou a dança com a sra. Montgomery e depois de pedir licença à “sogra”, se aproximou de Rebecca – a professora de Transfiguração terminava sua dança com o pai - e sem dizer nada, a puxou para que dançassem a próxima música. Ele já tinha bebido alguns firewhiskys (casamentos o deixavam nervoso) e estava levemente animado.

- Sem escândalos até agora...você está levando nossa promessa à sério. – Sirius fez a moça girar de uma maneira extravagante demais para música lenta que tocava e enquanto sorria, percebeu que uma pessoa observava os dois. Luke Teale. - Não olhe agora...mas o seu ex-namorado está de olho na gente - Sirius passou o braço com mais firmeza ao redor da cintura de Rebecca, a pele da palma de sua mão tocando a pele das costas dela (graças ao decote das vestes que ela usava), os corpos dos dois mais próximos do que nunca e ele sentiu, naquele momento, um calor subir sob seu pescoço que nada tinha a ver com a bebida. – Acho que alguns parentes abelhudos dele também estão de olho...

Sirius parou de dançar e segurou o rosto dela com as duas mãos.

- Não vamos decepcioná-los, eh?

E então ele a beijou.

(só para tornar tudo mais fidedigno, é claro)
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