Maraudering - UA

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Ter Dez 01, 2015 3:15 am

Rebecca definitivamente não esperava aquilo. Quando Sirius se levantou, eles estavam tão próximos que ela podia sentir a respiração dele – bem como a firmeza que sua mão aplicava ao redor do pulso dela. A diferença de altura fazia com que ela precisasse olhar para cima, o que não ajudava muito para que ela se sentisse com algum controle da situação.

Enquanto ele vestia a jaqueta – já alguns centímetros afastado -, ela apenas o observou, o cenho franzido, e se perguntando o que, em nome de Merlin, ele queria dizer com “chamar atenção”. Sua expressão de dúvida foi prontamente substituída por uma de espanto, assim que ela ouviu as próprias palavras serem repetidas por ele. Ela deu um passo à frente, disposta a pedir desculpas – aquelas foram possivelmente as palavras mais duras que ela já tinha dito a alguém -, mas, antes que ela pudesse emitir algum som, ele perguntou pela sua amiga, e aquilo fez o sangue dela esquentar.

- A garota cujo coração você partiu duas vezes na mesma noite?! – a voz dela saiu alguns tons mais alta do que o planejado, mas ela não se importava – Vai muito bem, obrigada, Black. – ela deu alguns passos para trás, disposta a ir embora, mas a raiva que borbulhava em sua cabeça era impeditiva.

- Argh!! – Ela marchou para perto dele novamente, ergue as duas mãos até o peito dele e o empurrou.

- Quer saber?! Você está certo! Eu realmente te odiava! Você infernizou cada dia da minha vida nesse castelo. Eu perdi a conta de quantas vezes meus pertences sumiram, meu uniforme pegou fogo ou eu tomei banhos inesperados por sua causa – ela pontuava as frases empurrando-o, e sua voz ia aumentando enquanto falava – Bombas de bosta? Parte da minha rotina diária! Eu peguei detenção por sua causa, e quase fui suspensa porque o filhinho da mamãe não aguentou quando eu revidei. Sem contar – ela riu, de nervosismo – Sem contar que minha melhor amiga passou três meses sem falar comigo porque você resolveu, num impulso, pasme, que podia me beijar. Pode ter certeza de que eu te odiava, Black!

Rebecca girou nos próprios calcanhares, bufando, enquanto resmugou “Você continua o mesmo idiota de sempre, Sirius Black!” em alto e bom som.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Ter Dez 01, 2015 10:02 am

Maeve seguiu o olhar de Remus e encarou a mão direita, o anel de noivado reluzindo à luz do poste.

- Bom...ainda não marquei. – ela suspirou, tinha se divertido tanto durante o jantar que o noivo nem lhe viera à mente - Stephen está nos Estados Unidos, sem previsão de volta. Mas eu gostaria de casar no Outono.

Enquanto andava lado a lado com o colega, Maeve lembrou-se da barra de chocolate que comprara mais cedo e tirando uma delas da bolsa, dividiu um pouco com Remus. Os dois caminharam mais um pouco até finalizar o doce e então seguiram para a passagem secreta da Dedosdemel – o caminho era estreito e Maeve teve que ir na frente.

Assim que saíram pela passagem, ela virou subitamente para trás, fazendo Remus esbarrar nela:

- Eu gostaria de agradecer novamente pelo jantar – ela disse, ignorando o fato de que eles estavam tão próximos que ela podia sentir o cheiro do sabonete dele – Então...obrigada. – sorrindo, ela entregou a outra barra de chocolate na mão dele. - Boa noite, professor Lupin. - e antes que ele pudesse se oferecer para acompanhá-la, ela saiu pelo corredor.

Talvez fosse culpa do hidromel, mas ela sentia um calorzinho gostoso no peito.

***

Maeve bateu à porta da sala de Lupin – estavam em Outubro e precisavam preparar as lições de DCAT daquele mês.  Na verdade, ainda faltavam duas semanas para a Lua Cheia, mas Maeve e Remus decidiram adiantar as lições uma vez que Lupin ficava muito esgotado com o trabalho extra (a decisão fora mais dela do que dele, de fato).

Como não obteve resposta, Maeve entrou na sala e depositando as coisas na mesa o chamou novamente.

Silêncio.

Andando pela sala ela viu que a porta que conectava o pequeno escritório aos aposentos de Lupin estava aberta e se aproximou:

- Olá? – e sem pensar muito ela entrou no quarto. O local era tão organizado quanto o pequeno escritório adjacente e por algum motivo aquilo a agradou bastante. Se apenas o noivo fosse zeloso daquela maneira...

Estava analisando uma foto de Remus com os amigos num porta-retrato ao lado da cama quando um barulho chamou sua atenção, fazendo-a virar a cabeça.

Maeve sentiu o sangue se concentrar nas bochechas ao se deparar com um Remus Lupin seminu.

- E-eu...me desculpe, professor! – ela gaguejou, sem  jeito. – Eu te chamei, mas não... - e depositando o porta-retrato na mesinha de cabeceira ela pigarreou - Vou esperá-lo lá fora.

E ela praticamente correu dali, fechando a porta atrás de si com força.

Por que seu coração estava acelerado daquela maneira? Não é como se ela fosse uma adolescente inexperiente.

(Mas era decididamente assim que se sentia)

- Por Agrippa... - ela respirou fundo. Aquela seria uma noite deveras constrangedora, ela podia apostar.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Ter Dez 01, 2015 10:25 am

Diferentemente das outras vezes, Sirius não foi atrás de Rebecca após a pequena explosão desta.

Estava cansado de sempre ter que se explicar a ela – e de que adiantava? Ela sempre encontrava uma maneira de distorcer as palavras dele, de fazê-lo ser o ruim da história e apesar de uma parte dele saber que ela tinha razão – ele não facilitara mesmo a vida dela – a outra parte dele, a parte orgulhosa, não queria dar o braço a torcer.

E, soltando um suspiro, ele puxou um cigarro do bolso.

“Puxa, eu só queria saber como anda a Price” – ele fez uma careta ao se lembrar da acusação de Montgomery de que tinha partido o coração de Acantha. O que ela queria que ele tivesse feito, afinal? Namorasse a garota apenas por namorar? Era aquele preço que ele pagava por ter sido sincero?

- O que você quer de mim afinal, Montgomery? – ele suspirou frustrado e guardou novamente o cigarro no bolso, decidindo que o melhor a fazer era entrar no castelo pra tirar um belo e merecido cochilo.

***

Outubro chegou e a frustração de Sirius só crescia a cada dia: estava em Hogwarts há exatamente um mês e não obtivera nenhum avanço na investigação sobre os artefatos mágicos envenenados e nem mesmo conseguira encontrar o culpado pela entrada dos Dementadores na escola – já estava mais que certo que alguém de dentro os ajudara.

Mas quem?

A pessoa devia ser muito esperta para planejar tudo aquilo – e poderosa a ponto de burlar as barreiras lançadas por Dumbledore e por ele. Ele duvidava seriamente que um aluno pudesse ter feito aquilo sozinho e...

- É claro! – ele exclamou, dando um soco na própria mão e sobressaltando alguns alunos que passavam por ele – É claro....não é um aluno e sim um grupo de alunos.

Sim. Aquilo fazia mais sentido.

Sentindo-se subitamente inspirado, Sirius girou nos calcanhares pronto para contar a novidade a alguém, mas antes que pudesse se afastar para ir atrás de Shacklebolt, seu corpo chocou-se com o de outra pessoa.

- Me desculpe, me desculpe – ele murmurou, sem prestar atenção em quem era e segurando a pessoa pelos ombros ele a empurrou educadamente para o lado para sair correndo dali.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Ter Dez 01, 2015 11:06 pm

A pele de Frank ainda formigava no ponto em que Sophie lhe beijara, bem como ele ainda sentia o arrepio gostoso de quando os dedos da menina se entrelaçaram sobre sua nuca.

“Eu quero muito... Mas acho que isso me dá mais medo do que voar em dragões.”

Frank sentiu o coração pular uma batida com a sinceridade da menina, um pequeno sorriso se formando em seu rosto. Ele levou a mão à bochecha dela, num leve carinho. Seus olhos passearam novamente pelo rosto da menina e, sem pensar nas consequências, ele moveu-se aos poucos para perto, diminuindo por partes a distância entre eles, até que, em um único movimento, ele encerrou o espaço infinitesimal entre seus lábios.


Agora, fitando sob a penumbra as cadeiras em que Sophie e ele antes estiveram sentados, o rapaz se perguntava se ele realmente havia sentido o contato dos lábios da menina ou se havia sido apenas a antecipação do beijo que ele imaginara. Ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos. Se Argus Filch não tivesse batido à porta naquele exato momento, ele não sabia se seria capaz de responder pelos seus próprios atos.

O som seco de batidas contra a mão foi o suficiente para que Frank e Sophie se afastassem com uma rapidez tal que ambos pareciam ter levado um choque. O rapaz olhou assustado da porta para Sophie, e de volta à porta.

- Professor Longbottom, o senhor está aí? – a voz áspera do zelador do castelo soou, e Frank teve certeza de que seu coração batia tão forte que, do corredor, era possível ouvi-lo – Ora, Longbottom, adiante-se!

Controlando a respiração, ele murmurou “preciso atender” para Sophie, sem exatamente conseguir encará-la, e se dirigiu à porta.


Frank já não se lembrava mais de como as coisas se desenrolaram depois daquilo. Ele não sabia como Sophie deixara a sua sala, ou o que o zelador queria – algo sobre os gêmeos Prewett, ele desconfiava -, porque sua mente estava parada no momento que compartilhara com a garota.

Entre reviver o momento e se sentir exultante pela realização de que sim, Sophie Bennett gostava dele, demorou um pouco para que o peso da real situação deles dois se abatesse sobre o rapaz. Quando isto finalmente aconteceu, Frank estava revirando na cama, já de madrugada, se deixando consumir pela frustração.

Toda a equipe de funcionários e de convidados no castelo tinha sido obrigada a ouvir um sermão sem fim sobre quão impróprio era se engajar em um relacionamento com alunos logo após a expulsão de Diggory, e as palavras severas da atarracada bruxa palestrante ecoavam por sua mente como se fossem adagas entrando mais e mais fundo em uma ferida já aberta.

Sophie era sua aluna. Aquilo era inadequado, antiético e condenável em vários níveis, ele sabia. Mas Sophie era também a pessoa com quem ele sonhara por meses a fio, e com quem ainda sonhava. Ela era linda, determinada, inteligente... E Frank adorava cada pequena coisa nela – o modo como o nariz se contorcia de nojinho quando ela era obrigada a tocar em salamandras, ou arqueadura perfeita em que sua sobrancelha se erguia nos momentos de ceticismo. Isso sem falar em como ela parecia perfeitamente adorável coberta de baba de crupes, ou de como o som da risada dela parecia a melhor melodia do mundo aos seus ouvidos.

Frank suspirou mais uma vez, se virando novamente sobre a cama.

Quão errado poderia ser estar apaixonado por Sophie Bennet?

******

Aparentemente, o tempo passa rápido também quando você não se diverte. Frank passou os dias seguintes ao encontro com Sophie tão dedicado mesmo às menores tarefas relacionadas ao seu trabalho que, por mais que pensasse na menina com uma frequência um tanto quanto assustadora, conseguiu resistir aos anseios de procurá-la. Ele sabia que queria a Sophie, mas sabia também das implicações práticas daquilo, inclusive para a garota.

Ao contrário do que aconteceria frente à mais perigosa e asquerosa das criaturas mágicas, Frank se acovardou.

As aulas eram situações particularmente complicadas. Ele simplesmente não sabia como agir perto dela, e já estava ficando quase impossível ignorar a voz em sua cabeça, que lhe dizia que ele estava agindo como um perfeito crápula.

No fim da aula daquela segunda-feira, como já era de praxe, ele dispensou a turma e caminhou para o fundo do galpão de vidro, checando os materiais de segurança e fazendo pequenas anotações em sua prancheta. O rapaz sentiu seu coração dar um salto quando um voz, às suas costas, o chamou.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Dez 02, 2015 12:27 am

Rebecca piscou algumas vezes, pasma, enquanto Sirius desaparecia no corredor. Eles tinham acabado de se esbarrar e, pelo que parecia ser a primeira vez na vida, ele parecia ter ignorado completamente a sua presença. Uma ruga de estranhamento se formou em sua testa, mas ela logo afastou o auror de sua cabeça, voltando a ler as manchetes do Profeta Diário daquele dia.

Ministério investiga possível contrabando de artefatos mágicos
Funcionário confirma rumo das investigações; principais suspeitas são de que os itens tenham origem belga ou holandesa.

A bruxa teria lido mais sobre o assunto, se sua atenção não tivesse sido desviada por um grupo de alunas sentadas em um banco próximo. Ela fingiu continuar lendo o periódico, mas os ouvidos estavam completamente atentos à conversa das meninas.

- .... é culpa da Collins, depois que aquele auror bonitão foi expulso por ficar com ela, esse daí nunca vai olhar para uma de nós.

- Ai, mas ninguém resiste à você, Carly! Todos os garotos do colégio dariam um braço pra sair com você.

- Você falou bem, todos os garotos. Sirius Black não é um garoto, ele é um homem – pelo canto de olho, Rebecca viu a menina dar de ombros – de toda forma, eu acho que ele é gay. Ele anda para cima e para baixo com aquele professor de DCAT, e ainda tem o outro auror, Shark alguma coisa. Isso explicaria porque ele nunca me deu bola.

Rebecca revirou os olhos – o tempo podia ter passado, mas as meninas populares e bonitas ainda pareciam feitas da mesma forma.

- Eu não acredito que ele seja gay! E o professor de DCAT é bonitinho demais para ser gay, também! Só não é tão bonito quanto aquele Longbottom...

- Eu jurava que o Black e a Montgomery namoravam... – a aluna que estava de costas para Rebecca falou, desavisada, logo sendo silenciada por uma sucessão de “Shhh, ela está perto”.

Resolvendo que não tinha mais idade para aquele tipo de fofoquinha de corredor – ela e Black, imagina só; aquela era realmente uma grande piada -, a professora se afastou. Tinha aula dali a meia hora, e queria garantir que estaria tudo pronto.

Levando do escritório para a sala de aula uma pilha anormalmente grande de livros e pergaminhos, Rebecca chegou à sala antes dos alunos, cantarolando uma melodia grudenta que ouvira no rádio. A morena fechou a porta atrás de si e pousou o material sobre a mesa. Estava distraída colocando ordem em seu material, quando sentiu a estranha sensação de estar sendo observada. Certa de que estava sozinha no cômodo, e que nenhum aluno entrara pela porta, ela sentiu o coração disparar, invadida por uma sensação de medo. Quem estaria ali?

Em um movimento calculado, ela levou calmamente a mão ao bolso interno da sua veste, sacando a varinha, e girou nos calcanhares, pronta para encarar quem quer que fosse.

Primeiro veio o susto: o corpo muito real de um homem estava a apenas alguns passos de distância; depois, o alívio, quando ela reconheceu os traços que ela viu amadurecer durante os sete anos de escola.

- Droga, Black! Quer me matar de susto? – ela guardou novamente a varinha e sua voz, brava, voltou a se acalmar – O que você está fazendo aqui? – Seu olhar foi do rapaz à porta, que continuava fechada – E como você entrou?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qua Dez 02, 2015 1:12 am

Ignorando a pergunta de Rebecca, Sirius se aproximou dela, o semblante sério. Tinha invadido aquela sala (graças ao seu canivete mágico) com o intuito de mandar uma mensagem para Moody, mas ela chegara bem na hora:

- Preciso da sua lareira por uns segundos. Tem pó de flu aí?

E ele começou a fuçar a mesa da professora, procurando pelo pó mágico.

- Pra quem você vai dar aula hoje? – ele perguntou, distraído – Espero que não se importe – ele sabia que ela se importaria sim, mas as investigações eram bem mais importantes do que a inimizade dos dois – Mas eu vou ser seu aluno hoje.

Sirius precisava ficar de olho nos alunos - principalmente nos mais velhos - e se precisasse assistiria até as aulas entediantes de História da Magia.

Passando a mão pelos cabelos, ele ergueu os olho para a morena parada em sua frente:

- Tudo certo, professora Montgomery? - ele deu um sorrisinho.


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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Dez 02, 2015 1:31 am

Rebecca observava Sirius bagunçar sua mesa a procura do Pó de Flu, e nada do que ele falava parecia fazer sentido.

- É claro que não está tudo bem, Black! – ela puxou um peso de papel da mão dele, devolvendo-o para seu lugar na mesa – você invade minha sala, bagunça minhas coisas e espera que fique tudo bem?

Ela olhou para ele incrédula, buscando alguma lógica no comportamento dele.

Mas desde quando Sirius Black fazia sentido?

- Você tem uma lareira no seu quarto, vá usá-la – ela gesticulou em direção à porta, esperando que sua sobrancelha erguida fosse o suficiente para entregar a mensagem.

Quando Sirius não fez menção de se mexer, ela bateu um dos pés no chão e cruzou os braços, tal qual uma criança mimada.

- E que maluquice é essa de você assistir minha aula? Resolveu aprender alguma coisa de transfiguração, finalmente? BLACK! Eu estou falando com você! – ela tirou um saquinho de chocolates da mão dele.

- Isso não é Flu, Black, por Merlin! – seus olhos se estreitaram um pouco em direção a ele.

- Que tipo de droga você está usando, Black?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qua Dez 02, 2015 1:41 am

- Caramba, Montgomery!  - Sirius girou os olhos - Eu sei que existe a porcaria de uma lareira no meu quarto, mas é um assunto meio urgente.

E abrindo uma gaveta ele encontrou o que procurava.

- Depois eu reponho a porcaria do seu pó de flu, tudo bem? - e Sirius caminhou até a lareira, impaciente. Precisava mesmo falar com Moody.

Com um aceno de varinha, ele acendeu um fogo e enchendo a mão com pó de flu o jogou ali, gritando um "ALASTOR MOODY!" em seguida. Enfiando o rosto no fogo, Sirius começou a falar com o mentor, o tom de voz sério e urgente.

-...Eu sei que é uma acusação muito séria e que não temos provas o suficiente - ele falou por fim - Mas já avisei ao Shack para fazer a mesma coisa. Vou mantê-lo informado de tudo.

E levantando-se, ele apagou o fogo. Rebecca estava parada a um canto, parecendo muito confusa.

- Escuta, Rebecca - aqui, ele girou os olhos - Eu preciso da sua ajuda, só dessa vez. Não posso explicar nada além disso. Pra quem você vai dar aula agora?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Dez 02, 2015 2:03 am

Ela não sabia o que era mais estranho: Sirius Black acreditar que um grupo de alunos teria conseguido derrubar as barreiras de segurança do castelo ou ele chama-la de “Rebecca”.

- Uma turma avançada do sexto ano – ela respondeu, por fim, acreditando na urgência da voz dele – sonserinos e corvinais, basicamente.

Rebecca abraçou o próprio corpo, encarando-o.

- Você realmente acha que um aluno foi responsável pelo ataque? – a simples ideia de conviver com alguém capaz de colocar em risco a vida de tantas pessoas era algo que lhe atordoava.

Enquanto Sirius falava, mais sério do que ela jamais o vira, ela entendeu a importância da presença dele no castelo. Sem falar nada, e antes que ele terminasse de falar, ela alcançou um lenço sobre a mesa e começou a esfregar as bochechas dele.

O olhar dele fez com que ela sentisse a necessidade de se explicar.

- Se você vai assistir minha aula, é melhor não estar coberto de fuligem! – ela continuou a limpá-lo, só então percebendo que estavam tão próximos que ela podia sentir sua respiração.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qua Dez 02, 2015 10:15 am

- Bom, aqueles Dementadores não agiram sozinhos. Claramente receberam a ajuda de alguém daqu– antes que pudesse terminar de falar, Rebecca esticou o braço e começou a esfregar um lado de seu rosto com vontade.

Ele arregalou os olhos, surpreso com aquele gesto.

- Se você vai assistir minha aula, é melhor não estar coberto de fuligem! – ela explicou e continuou limpando o rosto dele.

Sirius sorriu, pronto para soltar uma piadinha; a expressão travessa logo morrendo quando ele percebeu o quão próximos um do outro estavam.

Um alarme soou na cabeça de Sirius ao notar aquela proximidade toda – primeiro porque estava no meio do serviço e segundo porque mais um pouco e eles se beijariam e a última vez que sentira vontade de beijá-la ele pelo menos tivera uma desculpa (a bebida). Mas e agora?

Decidindo que ela já o odiava o suficiente e que era melhor deixar aquele tipo de pensamento pra lá, Sirius pigarreou:

- Pode deixar que eu cuido disso, Monty – ele disse, pousando a mão sobre a dela. Os dois, no entanto, não quebraram o contato visual e continuaram no mesmo lugar. Sirius já estava começando a abaixar o rosto na direção do dela, inconscientemente, para contar melhor as sardas espalhadas pelas bochechas dela e...

...naquele momento – graças à Merlin! – a porta da sala se abriu de supetão e os primeiros alunos começaram a entrar, sem se dar conta que interrompiam algo (ou melhor, que o impediam de agir por impulso).

- Hmm...bom dia? – um deles perguntou hesitante, só então notando a proximidade dos dois.

Sirius cochichou para Rebecca "não surte" antes de se virar para a turma:

- Bom dia! Hoje serei colega de vocês...tudo bem?

- Acho...que sim? – os alunos deram de ombros e piscando para Rebecca, Sirius marchou até o fundo da sala.

A aula teve início alguns minutos depois e Sirius ficou sentado, os pés em cima da mesa e as mãos na cabeça, apenas observando os alunos - em especial os Sonserinos. Nenhum deles parecia suspeito, mas Sirius sabia, como o bom auror que era, que as aparências podiam enganar a qualquer um.

Apenas no fim da aula, quando as atividades práticas se iniciaram, é que ele abriu a boca para opinar, ou melhor, para ajudar um aluno que estava tendo dificuldades. Sirius sempre fora um excelente aluno em Transfigurações - algo que deixava McGonnagal muito dividida:

- Você está fazendo o movimento errado - ele explicou - É assim, veja... - e então ele mostrou como é que se fazia - Viu? Agora tente você.

E quando o aluno conseguiu ele sorriu e aplaudiu, se sentindo contente por ter sido útil.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Qua Dez 02, 2015 12:16 pm

Apesar da expressão impassível no rosto, Rebecca sentia o coração bater tão forte que era bem capaz dos alunos na última fileira estarem ouvindo. Com o começo da aula, ela limpou completamente os pensamentos, dando lugar apenas ao conteúdo que precisava transmitir aos alunos, mas, nos minutos que a antecederam, ela precisou de bastante esforço apenas para ordenar os pensamentos.

Ela se encostou na mesa, fitando o quadro-negro, numa tentativa de não precisar olhar para o bruxo sentado na última carteira à direita, dando vazão à todas aquelas dúvidas. Ela ia beijar Sirius Black, isso era uma certeza, mas...como? Eles estavam falando sobre dementadores e... fuligem, aquilo dificilmente seria cenário para um beijo. Ainda assim, quando ele inclinou a cabeça para perto, ela estava espelhando o movimento, disposta a dar vazão àquilo. Ainda bem que os alunos chegaram na hora certa, afinal de contas, aquele era o lugar errado, a hora errada e o cara errado para uns amassos.

”Rebecca Montgomery, você está ficando louca” ela pensou, antes de respirar fundo e começar sua aula.

Um sorriso cruzou o rosto da professora quando, já na parte prática, Sirius ajudou um dos alunos. A lembrança deles dois, exatamente na mesma sala, disputando para ver quem acertava primeiro o feitiço do dia, foi inevitável. Ela mantinha um pequeno pequeno placar no fundo de seu caderno, e absolutamente odiava quando perdia para o rapaz. Às vezes, ela ansiava mais pela disputa que pela disciplina, em si, mesmo aquela sendo sua matéria favorita.

- Sirius – todos os alunos já tinham saído quando ele alcançou a frente da sala. Ela remexia a gaveta que ele bagunçara à procura do pó de flu, e puxou uma folha de papel, esticando para ele – os horários das minhas aulas. Imagino que você vá precisar ficar de olho em todas as turmas avançadas?

Assim que ele pegou o papel, ela abaixou o olhar, fitando um pergaminho aberto sobre a mesa.

- Não precisa se preocupar, eu não comentarei sobre sua investigação com ninguém – ela sorriu para ele, tentando agir naturalmente – Boa sorte.


****

Rebecca estava sentada em uma das poltronas da sala dos professores, uma caneca de café em uma mão, uma caneta tinteiro na outra e a seção de palavras cruzadas do Profeta Diário no colo.

- Seis letras. A cura desce pela garganta... – ela murmurou, pensando em voz alta, tentando encontrar a resposta.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Qui Dez 03, 2015 1:05 am

Desde o jantar em Hogsemad, não havia um único dia que Remus passasse sem pensar em Maeve. Por mais inocente que fosse, por diversas vezes ele havia se flagrado lembrando da professora. Ele tinha poucas amigas, mas não conseguia interpretar aquele sentimento com nada que sentisse por Lily ou Alice. Por mais que admirasse as amigas, não era comum que pensasse nelas, lembrando do sorriso, ou do modo como colocavam o cabelo atrás da orelha e definitivamente não sentia um friozinho no estômago cada vez que se encontravam.

Cada vez que um daqueles pensamentos invadia sua mente, Lupin se obrigava a manter o controle. Por mais que se esforçasse para ser um homem normal, sempre haveriam aspectos em sua vida que jamais conseguiriam se adaptar ao lobisomem que surgia involuntariamente. Era inquestionável como se sentia mais feliz quando Mackenzie surgia em sua mente, mas se continuasse alimentando aqueles pensamentos, sabia que entraria em um caminho sem volta.

Era em uma dessas lutas internas que o professor estava concentrado quando os olhos azuis captam a imagem de Maeve Mackenzie em seu quarto. Por dois longos segundos, Remus chegou a acreditar que era apenas resultado de sua mente cansada, mas o nítido constrangimento da professora de Poções mostrou que aquilo era realidade.

Um calor imediato se apoderou de seu rosto e Remus ficou sem reação. Ele não sabia se deveria correr de volta para o banheiro e se esconder ou se deveria agir naturalmente enquanto vestia uma camisa, a parte de baixo perfeitamente protegida pela toalha branca que o enrolava.

Sirius certamente teria agido naturalmente, o que fez Remus optar por se esconder no banheiro. Mas antes que ele tivesse a chance de abrir a boca, Mackenzie já havia se retirado do quarto.

Quando ele surgiu no escritório, já devidamente vestido e com os cabelos úmidos pingando sobre seus ombros, evitou olhar para a loira. Estava se tornando hábito que Mackenzie o visse sem camisa e Remus não sabia se aquilo era uma boa ideia.

Ele havia sobrevivido uma adolescência ao lado de Sirius Black e sabia perfeitamente que estava longe de ter o corpo perfeito que tantas garotas sonhavam. Os anos viajando por vários lugares haviam contribuído para que Lupin tivesse um corpo definido, mas as cicatrizes ainda desenhavam sua pele clara, lembrando-o a todo instante o monstro que dividia o lugar em sua vida.

Por algum motivo, Remus sentiu uma pontinha de inveja do amigo auror. Se tivesse um terço da beleza de Black, talvez Maeve pudesse olhá-lo de uma forma diferente do que o professor/lobisomem.

Se concentrar no trabalho naquela noite foi uma tarefa difícil. Remus nunca havia encontrado dificuldades para conversar sobre os tópicos de DCAT, mas sua mente insistia em desviar do assunto principal.

Por diversas vezes, Lupin começou comentando sobre seu programa para as aulas seguintes e, sem que percebesse, os olhos azuis se desviavam do pergaminho para fitar o rosto de Maeve, tão próximo ao seu.

Uma pontinha de curiosidade havia se instalado em sua mente sobre o que havia passado na cabeça da professora no breve momento em que se encontraram em seus aposentos. Com aquele pensamento perdido, o olhar vagava admirando os traços perfeitos de Mackenzie, se demorando mais do que deveria sobre os lábios rosados.

Dando-se por vencido, Lupin sentiu o peito apertar. Mackenzie não merecia, mas Remus começava a sentir algo por ela. Algo completamente indevido e que ele jamais se permitiu sentir por mais ninguém.

***

- Frank? – Remus ergueu a sobrancelha ao ver o amigo se sobressaltar. – Desculpe, não queria atrapalhar.

A última frase do professor não foi dirigida a Longbottom, mas à aluna que ele ainda não havia enxergado, juntando suas coisas. A turma inteira havia sido dispensada, mas Sophie Bennett ainda recolhia o material para deixar o galpão.

Sophie arregalou os olhos momentaneamente e jogou a mochila com rapidez por cima de um dos ombros, se apressando para sair. Na pressa, o tinteiro mal fechado de sua mochila escorregou e caiu sobre a mesa, manchando-a completamente de preto.

- Droga! Desculpe!

As mãos da menina tremiam enquanto ela sacava a varinha para limpar a sujeira criada.

- Sinto muito. Desculpe.

Olhando nervosamente para os dois professores, a Corvinal deixou o galpão tropeçando nos próprios pés. Remus ergueu uma sobrancelha ao se aproximar de Longbottom.

- Eu sei que a Srta. Bennett é uma das alunas mais dedicadas, mas se ela não relaxar um pouco, vai ficar como eu.

Um sorriso divertido brincou nos lábios de Lupin quando ele esticou a mão na direção do professor de Criaturas Mágicas. Assim como Sophie, Remus costumava se dedicar além do normal com seus estudos. Ele sabia que precisaria oferecer muito mais que os demais colegas para conseguir um bom emprego. O fruto de seus esforços ele vivia agora.

- Como você está, Frank? – Com o costumeiro sorriso bondoso, o lobisomem o encarou, mas logo denunciou com os olhos que buscavam algo atrás de Frank que não estava ali pela simples social de rever um amigo. – Não quero tomar muito o seu tempo, mas você por acaso não teria um bicho-papão em sua pequena coleção, teria? É o próximo assunto com a turma do quinto ano na semana que vem e eu acho que seria excelente poder apresentar algo na prática.
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Remus Lupin

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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Qui Dez 03, 2015 2:00 am

Desde que quase havia beijado Frank Longbottom, Sophie Bennett não era mais a mesma. Admitir que, pela primeira vez na vida gostava de um rapaz era ao mesmo tempo assustador e excitante.

Ao longo do dia, ela se flagrava várias vezes pensando em Frank e, imediatamente um sorriso bobo tomava conta de seus lábios. Mais uma vez, o rapaz era o motivo de suas distrações nos estudos, mas Sophie não se importava. O friozinho gostoso em seu estômago era bom demais para ser ignorado ou repreendido.

Quando a aula de Trato das Criaturas Mágicas chegou ao fim, a Corvinal demorou o máximo que pode para juntar seu material, disfarçando enquanto os alunos se retiravam em pequenos grupos. Ela queria ser a última a deixar o Galpão, tendo a oportunidade de falar com Longbottom a sós.

No instante em que não havia mais ninguém além dele no galpão, Sophie sentiu o coração acelerar. Ela se sentia ansiosa demais e ainda não tinha certeza do que iria falar, mas o sorriso não deixava seu rosto.

A simples possibilidade de poder tocar a mão de Frank mais uma vez a deixava extasiada, mas toda sua esperança foi por água abaixo quando Remus Lupin apareceu. As bochechas de Sophie esquentaram e ela puxou a mochila rapidamente por cima do ombro. Após o pequeno desastre com o tinteiro, ela deixou o galpão aos tropeços.

No instante em que o ar fresco dos jardins tocou seu rosto, Sophie soltou o ar, que até então não sabia que havia prendido. Ela agia como se Lupin tivesse flagrado algo muito mais comprometedor do que uma aluna deixando a aula.

O pior da presença de Lupin era que ele havia levado junto algo que Bennett estava fazendo questão de ignorar: Frank também era um professor.

Remus, sozinho, já era novo para assumir o cargo que ocupava. Mas Longbottom tinha praticamente a mesma idade que Sophie. Pensar nele como um professor era tão surreal. Ainda mais quando agora que só conseguia ver nele o rapaz que gostava.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Qui Dez 03, 2015 5:42 pm

A cena de Sophie deixando o galpão aos tropeços deixou Frank sem graça. Ele não sabia que ela ainda estava ali, mas a chegada de Remus e o susto da menina foram o suficiente para que ele se sentisse culpado, mesmo que não estivesse fazendo absolutamente nada de errado.

Ele não teve tempo de racionalizar aquilo, mas a culpa de Frank não tinha absolutamente nada a ver com o que ele tinha ou não feito – o que ele remoía era, antes, reflexo de seus sentimentos pela garota.

Forçando-se a prestar atenção em seu colega, eles trocaram um rápido aperto de mão.

- Desculpe, acho que não vou poder te ajudar – Frank deu de ombros, pousando a prancheta na grande mesa que preenchia parte da sala – Mas ouvi algo sobre haver um na sala do Filch. Pode ser só bravata dos gêmeos Prewett, mas eu não duvido nada que aqueles dois tenham realmente aprisionado um bicho papão para pregar uma peça no velhote – ele riu, balançando a cabeça negativamente.

O olhar dele vagou pela sala, até parar no lugar em que Sophie estivera sentada. Frank engoliu em seco, sentindo o estômago afundar em sua barriga, a já conhecida sensação de culpa voltando a assombrá-lo. Ele voltou a encarar o colega, a ideia de desabafar surgindo em sua mente, e o rapaz apertou os olhos quase que imperceptivelmente, medindo suas alternativas.

Remus, apesar de consideravelmente mais velho, sempre tinha sido um bom amigo. E, naquele momento, era possivelmente a única pessoa com quem ele poderia conversar. Escrever para Aaron tinha lhe ocorrido, é claro, mas ele descartara o plano completamente ao perceber que, primeiro, o amigo lhe mandaria esquecer toda sorte de regras num piscar de olhos e, depois, que aquele não era um assunto que ele queria escrito. Se alguém interceptasse uma confissão de que ele quase beijara Sophie – e seria impossível começar o assunto sem chegar naquele ponto -, aquilo seria prova suficiente para que tanto ela quanto ele se vissem em sérios problemas.

Merlin, ele estava pensando em evidências?

Frank suspirou, reunindo a coragem necessária para conversar sobre aquilo.

- Remus... Você tem um minuto? Eu... Queria sua opinião para algo – ele cruzou os braços e sentiu um sobrancelha enrugar, insatisfeito com a sua escolha de palavras.

Ele se recostou na mesa, quase sentando, sem descruzar os braços. Ele precisou abrir a boca algumas vezes antes de encontrar os termos mais adequados para a conversa.

- Você... alguma vez... já se apaixonou por alguém que não devia? - percebendo como aquilo poderia soar estranho, ele tentou emendar sua fala – uma garota... inalcançável.

Ele respirou fundo, enquanto esperava a resposta do outro. “Inalcançável” não era a melhor forma de descrever Sophie, não naquele momento. Ele sabia que ela queria aquilo tanto quanto ele – Agrippa, ela disse isso!

- É... uma situação complicada – ele meneou a cabeça, fitando um ponto qualquer da sala – existe um... um impedimento moral...

A ansiedade de Frank acerca de Sophie era apenas grande demais para que ele conseguisse ficar parado até o fim da conversa, de modo que ele se afastou da mesa e começou a andar de um lado para outro, dando soquinhos nas próprias mãos.

- Eu poderia prejudicá-la bastante se fizesse algo...

Frank tinha revisado o regramento da escola no tocante a relacionamentos entre professores e alunos. Como era de se esperar, a escola proibia terminantemente qualquer tipo de envolvimento romântico, e as punições iam desde suspensão por todo o restante do período letivo para o aluno em questão – o que implicaria que Sophie teria que voltar à escola no ano seguinte para terminar o seu sétimo ano, atrapalhando seus planos para o St. Mungus e impedindo que ela se formasse com os amigos -, até demissão do professor, vedada a readmissão a qualquer tempo.

- Mas, ao mesmo tempo... Não tem nada que eu queira mais do que estar com ela.

Ele finalmente parou de andar e girou nos próprios calcanhares, encarando Remus.

- O que eu faço?

Tanto a voz quanto a expressão de Frank estavam completamente permeadas pela ansiedade e angústia, e ele olhava insistentemente para o bruxo pálido à sua frente.

- Remus? E então, o que eu faço?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Qui Dez 03, 2015 6:58 pm

Como esperado, a reunião daquela noite tinha sido muito constrangedora – mas apenas para Maeve: enquanto ela evitava manter contato visual com o colega, Remus trabalhava na maior naturalidade, fazendo as devidas observações aqui e ali.

Ela sabia que era muito imaturo e nada profissional de sua parte agir daquela forma, mas ela não podia evitar: tinha cometido uma baita gafe! E não sabia como se desculpar – e se deveria se desculpar. Decidindo que o melhor a se fazer era fingir que nada havia acontecido - como Remus estava fazendo, ainda bem - ela finalmente focou sua atenção na tarefa à sua frente: aprender sobre os Grindylows e a lição, então, começou a render.

Em algum momento da noite ela ergueu os olhos e finalmente tomou coragem para encarar o rapaz ao seu lado, aproveitando que este lia algo em voz alta – e que ela deveria, supostamente, estar anotando – e logo a imagem dele seminu lhe veio à mente.

Sim, as alunas de Hogwarts estavam certas. Remus Lupin era muito atraente – e o fato dele não fazer ideia disso só o tornava mais charmoso ainda. Ah, aquela modéstia dele era de fato encantadora, ela pensou, enquanto se lembrava da garçonete do pub dos Montgomery: quando Maeve insinuara que ela estava afim (e estava mesmo) Remus apenas deu de ombros, parecendo até mesmo um pouco incrédulo com o comentário.

Respirando fundo, Maeve sentiu o cheiro agradável do sabonete dele e sorriu:

“Bonito, modesto e cheiro...” - mordendo os lábios, ela tentou reprimir tais pensamentos. Era inapropriado. Deveras inapropriado. Por Salazar, ele era seu colega de trabalho e ela era comprometida!

Quando Remus ergueu os olhos do livro, ela se limitou a corar e pigarreando, fingiu anotar algo no pergaminho.

- Então amanhã...fadas mordentes? - ela perguntou, já no fim da reunião. Assim que obteve a resposta afirmativa dele, terminou de guardar suas coisas e sorriu - Boa noite, Lupin.

***

Assim que alcançou seus aposentos, Maeve correu para a escrivaninha e puxou um pergaminho em branco:

Querido Stephen,
Como estão as coisas por aí? Estou com saudades.
Escreva logo.

Com amor, M.

Sim, ela estava com muitas saudades do noivo. Só aquilo explicava o porque dela estar se sentindo tão...tão daquele jeito
pelo próprio colega de trabalho. Era a carência, só isso.

"Só" - ela tentou se convencer. Na manhã seguinte ela enviaria aquele pequeno bilhete e com alguma sorte Stephen a responderia - ele estava sem mandar notícias há algumas semanas e ela estava começando a ficar preocupada.

Com um suspiro, Maeve se jogou na própria cama, adormecendo em questão de minutos. Na manhã seguinte, após despertar, ela se lembrou do sonho que tivera - Remus Lupin aparecia seminu e dessa vez, ela não fugia - e resmungando, caminhou até o banheiro.

Será que ela teria que lançar mão de uma poção para apagar aquela memória específica?

- Por Morgana, Mackenzie, você é uma mulher adulta! - ela falou para o próprio reflexo no espelho. Depois de se arrumar, ela marchou até o corujal para enviar a carta, cumprimentando os alunos que passavam por ela.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Qui Dez 03, 2015 7:29 pm

- Bezoar – Sirius falou, espiando por cima do encosto da poltrona onde Rebecca estava sentada.

Ele não pôde deixar de soltar uma risadinha quando ela se sobressaltou:

- Sempre te assustando, hein, Monty? – ele perguntou, o tom de voz divertido. – Acho que isso é a marca registrada dos nossos encontros – e aqui ele parou pra pensar – Surpresa e gritos. Hmm, sim. Bem apropriado.

E, sem pedir licença, ele sentou no braço da poltrona ocupada pela ex-colega:

- Escuta...tenho algumas perguntas pra te fazer - mesmo depois de olhar ao redor para verificar se estavam sozinhos ele abaixou o tom de voz - Primeiro: você veio aqui antes do ano letivo começar, certo? Pra ser entrevistada pela Minnie e tudo o mais...não notou nada de diferente? Algum funcionário odioso além do Filch? Ou até mesmo um aluno que você olhe e pense "puxa, esse daí me dá arrepios"?

E depois de respirar bem fundo ele fez a próxima pergunta:

- Você já escutou o boato de que somos um casal?

Aquela ideia - ele e Rebecca Montgomery juntos, por Merlim! - o divertia. Claro que na adolescência ele achara, num breve momento de confusão, que sentia algo por ela (ah! o ledo engano da inexperiência) e no outro dia quase a beijara, mas bem...aquilo não vinha ao caso (sim, ela era uma moça muito bonita e sim, ele se sentia atraído por ela. Mas só). Eles dois nunca dariam certo como um casal - viviam discutindo, eram opostos...enfim. Era uma ideia ridícula. Os estudantes de Hogwarts estavam com muito tempo livre para inventar aquele tipo de boato... (e ele não ia entrar em detalhes no boato sobre ele e Aluado....por Godric!)

- Eu e você! Um casal! - ele perguntou mais uma vez, incrédulo. -De onde os estudantes tiraram isso?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Qui Dez 03, 2015 8:50 pm

Por um momento, Remus Lupin achou que Frank estivesse lendo sua mente. Ele chegou a arregalar os olhos, se sentindo assustado que o amigo soubesse de seu probleminha peludo. Mas bastou encarar o professor de Trato das Criaturas Mágicas para ver que os dois estavam sofrendo pelo mesmo mal.

O rosto delicado de Maeve Mackenzie surgiu em sua mente enquanto Lupin refletia, o peso das palavras de Longbottom lhe doendo nos ombros. Ele gostava da professora. Tinha verdadeiros sentimentos por ela, como nunca havia sentido por ninguém.

Mackenzie era inteligente, doce e incrivelmente linda. Ninguém era capaz de fazer Remus se sentir tão bem como a nova professora de Poções. Quando os dois estavam conversando, rindo ou simplesmente trabalhando, não havia tristeza na vida de Remus. E ele estava muito acostumado com uma vida cheia de tristezas.

Lupin sabia o que era a solidão, mas agora que conhecia o sentimento maravilhoso que era gostar de alguém, ele não sabia mais como fazer para voltar ao que era antes. Era como se estivesse prestes a se afogar em um mar gelado e frio, e Mackenzie fosse a única coisa capaz de salvá-lo.

Ao mesmo tempo, era impossível. Ele não tinha nada a oferecer à Maeve. Tinha sorte simplesmente por ter aquele emprego, a vida já havia lhe dado muito mais do que um lobisomem merecia e seria ingrato ainda exigir mais.

Mesmo que Mackenzie fosse solteira e, por algum milagre, pudesse sentir o mesmo por ele, até onde o amor conseguiria suportar? Ele carregava uma maldição que o acompanharia o resto da vida, não era justo envolver mais alguém em algo que cabia única e exclusivamente a ele. Não era justo e definitivamente não era seguro.

Remus não conseguia compreender como Frank poderia prejudicar a pessoa de quem gostasse, mas sabia perfeitamente como ele poderia arruinar a vida de Maeve caso algum dia perdesse o controle, em uma noite de lua cheia.

Se o professor não estivesse tão preso em seus próprios pensamentos tortuosos, era possível que ele tivesse percebido que o fruto das palavras de Longbottom havia deixado o galpão minutos antes.

Com um sorriso derrotado, Lupin encarou o amigo e apoiou a mão em seu ombro, sentindo a empatia invadir seu peito.

- Eu gostaria de dizer que você deveria ter coragem de enfrentar o que fosse, se é isso que você quer. Somos da casa de Godric, afinal.

Uma animação cresceu dentro de si com as próprias palavras, a parte que lutava desesperadamente para continuar com aquela loucura acreditando que finalmente havia ganhado. Com um suspiro pesado, ele sacudiu a cabeça, dizendo mais para si do que para o amigo.

- Mas se você a ama de verdade, seria incapaz de machucá-la. Mesmo que para protege-la, signifique machucar a si mesmo.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Sex Dez 04, 2015 12:22 am

- Merlin, Black! – O susto fez com que Rebecca desse um pulinho em sua poltrona. Ela piscou os olhos, permitindo que suas pálpebras permanecessem fechadas por um tempo pouco maior que o necessário, tentando acalmar o coração, que batia descompensadamente.  

Demorou muito pouco para que a bruxa percebesse que o punho de sua blusa estava grudado à sua pele, ensopado pelo café, já frio, que ela derrubara. Com um xingamento baixinho, ela se inclinou, deixando caneca e jornal sobre a mesinha de canto, e sacou a própria varinha, para se limpar. Aquela pequena agitação fez com que ela não ouvisse a maior parte do discurso de Sirius sobre sustos-e-gritos, o que tinha sido uma coisa boa na verdade, já que era bem provável que, bem, aquilo terminasse em briga.

Portanto, humores preservados, a bruxa apenas revirou os olhos com a proximidade não solicitada com que Sirius se sentou ao seu lado, se inclinando para fazer as questões relativas à sua investigação. Suas sobrancelhas se uniram em uma expressão de dúvida, enquanto ela fitava vaziamente a lareira, tentando puxar pela memória se alguém se encaixava na descrição que o bruxo lhe passara.

- Bem, boa parte dos alunos da Sonserina não melhorou muito desde que a gente deixou a escola... Mas não acredito que eles sejam algo mais que os encrenqueiros de sempre – ela mordeu o lábio inferior, pensando se alguém em especial lhe soava algum sinal de alerta.

– Claro! – ela se mexeu na cadeira, girando o corpo um pouco na direção de Sirius, batendo em seu joelho -  Tem esse cara, ele é esquisitíssimo! A Min--- ela ia imitá-lo e chamar a vice-diretora pelo apelido, mas se corrigiu rapidamente – a professora McGonagall me apresentou a ele quando eu vim ao castelo... Eu lembro de não ter gostado muito dele, mas eu não tinha motivos... – ela revirou os olhos – ok, ele me deu calafrios – sacudindo a cabeça rapidamente, ela voltou ao ponto:

- Enfim, eu nunca mais o vi, nem mesmo nas refeições ou nas reuniões de professores... Se bem que depois que a Minerva se afastou, Dumbledore basicamente tem deixado os professores se resolverem sozinhos... Enfim, eu nunca mais o vi no castelo, mas tenho certeza de que ele era professor, mas não era ninguém da nossa época. Eu não consigo lembrar o nome dele... Miklos... Nichols... Algo assim. Definitivamente aquele homem era estranho. E ele pareceu se interessar bastante na contratação dos novos professores... bem, é isso, tudo o que eu sei.

Ela deu de ombros e se inclinou novamente para alcançar o jornal, quando a voz dele ecoou. “Você já escutou o boato de que somos um casal?"

- Oi? – ela se levantou, e o encarou. É óbvio que ela já tinha ouvido o boato deles dois serem um casal, e sua impressão era de que a pequena quase-cena que os estudantes do sexto ano presenciaram dias atrás em sua sala de aula só tinha aumentado as proporções daquele rumor.

“Eu e você! Um casal! De onde os estudantes tiraram isso?” O bruxo parecia se divertir com a ideia dos boatos, então Rebecca decidiu manter o clima leve – afinal de contas, ela também achava que a ideia de um relacionamento com Sirius Black era ridícula.

- Provavelmente... – ela contornou a poltrona, parando ao lado dele – do fato de que você não resiste à ideia de se aproximar de mim, Sr. Black – ela riu, deixando suas covinhas aparecerem, e empurrou o jornal contra o peito do rapaz – Talvez você tenha mais sorte que eu com as palavras cruzadas – dando dois tapinhas no ombro dele, ela se afastou, satisfeita consigo mesma por não ter perdido a paciência com o auror.

****

Não que tivesse alguma relação com a provocação dela – não que ela soubesse, pelo menos – mas as semanas que antecederam o recesso de Natal foram as mais “Black-free” que Rebecca tivera desde primeiro de setembro. Ela tomara algumas xícaras de chá com Remus, trocara algumas palavras com Maeve e até mesmo sorrira pacientemente enquanto Frank discursava algo sobre o Puddlemere United (sério, o que as pessoas vêm em Quadribol? É apenas aterrorizante voar a metros de altura, sendo alvo ambulante de dois balaços!), mas nem sinal de Sirius Black.

Quando o gorducho professor de música entrou na sala dos professores cantarolando “Merry Christmas, Merry Christmas/ Ring the Hogwarts bell / Merry Christmas, Merry Christmas / Cast a Christmas spell”, Rebecca finalmente se deu conta de que a primeira parte do período letivo tinha acabado. A maior parte dos estudantes iria para suas casas na manhã seguinte, bem como a maior parte dos professores, e ela finalmente poderia descansar sem se preocupar com lições para corrigir ou aulas para preparar, pelo menos até janeiro. A bruxa pretendia passar as festas com a família, é claro, mas a parte por que mais ansiava era poder ficar em seu apartamento, tomando chocolate quente e vendo as luzes coloridas da vila refletirem na neve branquinha. Tranquilidade completa era a única coisa que ela queria.

(E, possivelmente, aquela que ela não teria).
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por S. Orion Black em Sex Dez 04, 2015 12:59 am

Depois da conversa com Rebecca, Sirius decidiu ir atrás do tal Nichols – mas nem sinal do cara. O tal professor de Astronomia era de fato, um bruxo muito discreto. Nem mesmo os outros funcionários tinham algo a dizer sobre o colega, além de que era uma “pessoa muito reservada”. Ele nem mesmo podia invadir a aula de Astronomia – o inverno era uma péssima época para subir até a Torre e os alunos eram, então, liberados das aulas práticas. Mas Sirius não tinha pressa (e sim, ele confiava no julgamento de Rebecca).

A investigação sobre o professor e sobre um possível grupo de alunos praticantes de arte das trevas manteve Sirius ocupado pelo restinho do ano letivo e ele não teve mais tempo de ficar à toa por Hogwarts.

Mas pelo menos ele se sentia um pouquinho mais útil ali.

***

O assovio de Sirius ecoava pelos corredores vazios de Hogwarts – o castelo sempre ficava menos habitado na época do Natal, o que lhe dava um passe livre para agir daquela maneira sem ser julgado. O auror estava de bom humor naquele dia: Moody tinha lhe dado uma folga, Monty tinha lhe apontado para algumas pistas interessantes (apesar de não ter progredido muito), o feriado seria em breve e ele tinha, portanto, uma desculpa a mais para encher a cara.

Era com esse intuito que ele se dirigia até a sala dos professores: ia convencer Remus a ficar bêbado junto com ele (pra que servem os amigos?). Sentia falta de conversar com Aluado - os dois, apesar de estarem dividindo o mesmo teto mais uma vez, mal conseguiam se ver, visto a rotina que tinham.

(como os alunos acabaram confundindo a amizade dos dois por algo a mais se eles mal interagiam era um mistério para ele)

Sirius entrou sem bater na sala e viu a maioria dos professores reunidos ali, conversando trivialidades e não pôde evitar de parar a um canto para prestar atenção no papo (e resolver de vez o mistério “sobre o que os professores conversam longe dos alunos?”)

- Um aluno simplesmente terminou a redação escrevendo os últimos centímetros do pergaminho com a maior letra que conseguiu – um deles falou.

- Isso não é nada – outro respondeu, girando os olhos – Alguns alunos simplesmente finalizam a redação repetindo o início do parágrafo. Como se nós não fôssemos perceber.

Os demais professores concordaram rindo e Sirius revirou os olhos. Que conversa mais...

- Entedianteeee! – ele cantarolou e quando a atenção de todo o corpo docente voltou-se para ele, deu um sorrisinho como se pedisse desculpa pela honestidade – Boa noite, senhoras e senhores! – e aqui ele deu uma piscadela para a professora loira sentada ao lado de Remus. Mabel? - Que tal deixarmos essa conversinha fiada de professor pra lá e....partirmos pra diversão?

E puxando uma garrafa de hidromel de um dos bolsos da jaqueta ele esperou a aprovação do resto do pessoal. Sua intenção era beber com o amigo, mas aqueles pobres professores também precisavam de um pouco de salvação na forma do bom e velho álcool:

- Ah, qual é, gente. – ele girou os olhos – Dumbledore não está aqui. Minnie não está aqui. A maioria dos alunos não está e o velhote do Filch pode cuidar dos que ficaram...Todos estamos, tecnicamente, de folga. Aluado? – e pousou os olhos cinzentos no amigo.

Minutos depois, Sirius estava sentado à mesa, virando sua segunda dose de hidromel:

- E então – ele limpou a boca com a manga da jaqueta - qual coisa mais cabulosa vocês já pegaram os alunos fazendo?

Ele olhou ao redor. Nenhum sinal de Nichols. Ainda.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Sex Dez 04, 2015 1:57 am

Maeve estava ficando maluca – graças ao bom Merlin era feriado de Natal e ela teria um tempinho para organizar seus pensamentos: desde Outubro ela vinha tendo ideias errôneas sobre Remus Lupin e ela culpava isso inteiramente na ausência inexplicável do noivo e no fato de o colegar ser muito, muito educado e atencioso com ela. Se ela não fosse noiva, teria interpretado toda aquela atenção da maneira errada. Principalmente porque Remus, às vezes, lhe olhava de uma maneira que a fazia se sentir meio fraca nos joelhos...mas toda vez que ela se sentia nervosa perto do professor de DCAT ela encarava o anel de noivado e chegava à conclusão de que era tudo coisa da cabeça dela, somada a saudade de Stephen.

Soltando um suspiro, a professora de Poções depositou suas coisas na mesa a sua frente e se juntou aos demais colegas que se encontravam na sala dos professores. Todos estavam agradecidos pelo feriado prolongado e enquanto alguns professores discutiam sobre trivialidades, Sirius Black apareceu com sua garrafa de hidromel:

- ... Dumbledore não está aqui. Minnie não está aqui. A maioria dos alunos não está e o velhote do Filch pode cuidar dos que ficaram...Todos estamos, tecnicamente, de folga. Aluado? – o moreno argumentou e aquilo foi o suficiente para convencer a todos ali a relaxarem um pouco.

Enquanto ela dava o primeiro gole na bebida, o auror voltou a falar:

- E então...qual coisa mais cabulosa vocês já pegaram os alunos fazendo? – ele questionou, com ares divertidos.

Maeve soltou uma risadinha, após terminar sua segunda rodada de hidromel (seu segundo defeito, depois de ser péssima em feitiços domésticos, era que ela era fraca para bebidas):

- Eu já vi uma aluna guardar o papel de bala deixado por um garoto no bolso. – ela disse, entre as risadas, mas ao se dar conta do que tinha dito parou de rir na hora, arregalando um pouco os olhos – Oh não. Isso soou deveras maldoso. – Os outros professores, graças a Merlin, também dividiram algumas bizarrices dos alunos em seguida e ela se sentiu menos culpada.

Pouco a pouco, os professores mais velhos foram deixando a sala e Maeve já estava prestes a se juntar a eles quando Black sugeriu um jogo:

- “Eu nunca”? Como se joga isso? – ela perguntou, meio confusa.

Sirius a encarou como se ela o tivesse ofendido:

- Qual é, Macky! – ele exclamou – Esse é o jogo de praxe de toda festinha adolescente!

Maeve sentiu o rosto arder. Nunca se ligara naquele tipo de coisa quando era adolescente, preferindo passar seu tempo na companhia de livros e sob o conforto da sala comunal da Sonserina. Ela era, de fato, uma inepta socialmente.

- É o seguinte, Macky – Sirius suspirou, dramaticamente – Nós colocamos a bebida em um copo e depois alguém diz algo do tipo “eu nunca colei o dever do meu amigo inteligente” e quem quer que o tenha feito tem que tomar a dose. Capice?

Maeve concordou, ainda meio incerta:

- Acho que sim... – ela deu de ombros. Sentia-se cada vez mais leve e enquanto uma parte sua não sabia se aquilo seria uma boa ideia, a outra parte, mais teimosa, dizia para ela mandar a cautela às favas.

- Quem começa? - Sirius olhou para os Frank, Rebecca e Remus todo esperançoso.

Maeve ergueu a mão:

- Eu nunca...nunca burlei as regras.

- Fácil demais - Sirius sorriu, virando o copinho num piscar de olhos.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Remus Lupin em Sex Dez 04, 2015 2:10 pm

A época de natal normalmente era como brincar de roleta russa para Remus Lupin. Havia anos que o rapaz se sentia imensamente sortudo por ter a presença dos amigos e de seus pais. Em outros, ele se via sozinho na Casa dos Gritos, sofrendo a transformação tão cruel que não se importava se todo o restante do mundo estava confraternizando. Naquele ano em particular, Lupin tinha todos os motivos do mundo para se sentir agradecido.


A pior época do mês já havia acabado e Remus poderia estar ao lado da família mais uma vez, agradecendo por tudo que havia acontecido com ele naquele ano. Ele tinha um bom emprego, uma família que o amava apesar das dificuldades e amigos em quem poderia confiar. E pela primeira vez, seu coração batia de forma diferente por uma garota. Por mais que não tivesse absolutamente nada a ser feito sobre este último ponto, aquela sensação era o suficiente para alegrar o seu dia.


Seu corpo estava cansado, mas Remus tinha um sorriso no rosto enquanto estava recostado sobre um dos confortáveis sofás da sala dos professores. O fogo da lareira crepitava e o calor tornava o lugar ainda mais aconchegante. Ele apenas se remexeu quando Sirius Black surgiu, exibindo a garrafa de hidromel como se fosse um troféu.


- Eu nunca, Paddy? Sério? Quantos anos você tem? – Apesar das palavras, Lupin ainda exibia o sorriso divertido e mostrava que nem mesmo o comportamento irresponsável do melhor amigo iria interferir no seu bom humor.


Ao contrário do que suas palavras diziam, Remus aceitou de prontidão o copo de hidromel entregue pelo auror. Quando Maeve iniciou o jogo, o lobisomem deu seu primeiro gole. Ele pode sentir os olhos arregalados em sua direção, mas encolheu os ombros com um olhar inocente. Ele era Remus Lupin, um aluno dedicado e monitor-chefe, mas ainda havia crescido ao lado de James e Sirius, o que tornava impossível que jamais tivesse burlado alguma das regras do castelo. Os olhos azuis não puderam deixar de notar o quão adorável Mackenzie ficava em admitir que nunca havia feito nada de errado.


Enquanto o liquido descia quente pela sua garganta, o professor de DCAT começava a se sentir mais e mais confortável, já no clima da brincadeira. Ele encarou o melhor amigo com um olhar desafiante e o sorriso brincando em seus lábios. Sirius havia iniciado aquela guerra e merecia provar um pouco do próprio veneno.


- Eu nunca precisei incendiar as vestes de alguém que gostava, apenas para chamar a atenção.


No instante em que as palavras saíram de sua boca, Remus se arrependeu. Ele podia sentir o olhar de Sirius sob si, mas se esforçou para não encarar Rebecca Montgomerry. Rebecca era sua amiga e não era a intenção do lobisomem expô-la naquela brincadeira, mas a paixonite de Black pela grifinória na época de adolescentes nunca havia sido um segredo para os marotos. Ainda mais envergonhado, ele olhou rapidamente para Maeve. O que a colega pensaria de sua atitude, tão infantil quanto a do próprio amigo?
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Sophie Bennett em Sex Dez 04, 2015 6:57 pm

A proximidade do final do ano trazia consigo o inverno e logo os terrenos de Hogwarts estavam cobertos de neve em camadas tão altas que as atividades externas precisaram ser suspensas. Para não atrasar o conteúdo, as aulas de Trato das Criaturas Mágicas haviam sido transferidas para uma das salas internas e, para completa felicidade de Sophie, toda a parte prática precisou ser deixada de lado, obrigando o professor a se dedicar na teoria dos livros.

Bennett se sentia muito mais confortável quando estava protegida pelas paredes do castelo e sentada nas conhecidas carteiras. A ausência de animais nas aulas era tão agradável que a Corvinal finalmente podia mostrar o quanto era boa em assuntos teóricos, tanto que as aulas de Frank Longbottom não eram mais uma tortura. Quando se deu conta, Sophy já aguardava com alguma ansiedade para aqueles momentos e foi impossível não sentir uma pontinha de tristeza quando o feriado de natal chegou.

Flashback

A última aula de Trato das Criaturas Mágicas de dezembro chegou ao fim, e como havia se tornado um hábito, Sophie demorou a juntar seu material até que não houvesse mais ninguém na sala além de Frank. Normalmente, os dois apenas prolongavam o assunto discutido na aula ou entravam em narrações sobre as aventuras vividas pelo rapaz. A menina nunca mais havia ousado tocar em Longbottom, mas as conversas a faziam se sentir tão confortável que ela sentia como se os dois fossem colegas estudantes novamente.

Naquele dia, Bennett sentia um leve aperto em seu peito por saber que ficaria algumas semanas sem vê-lo novamente, mas manteve o sorriso doce quando se aproximou da mesa, esticando um pergaminho na direção do professor.

- Minha redação sobre dragões.

Frank havia concordado em dar uma nova oportunidade a Sophie para se redimir do primeiro T de seu impecável histórico e a Corvinal havia passado a noite em claro para dar o seu melhor em cada paragrafo. Aquele poderia não ser o assunto de melhor domínio para ela, mas estava se sentindo particularmente confiante com a nota que receberia.

Enquanto os olhos de Longbottom analisavam rapidamente o conteúdo do pergaminho, Sophie se aproximou, mordendo o lábio inferior. A falta que sentiria de Frank já estava se manifestando, e como se pudesse amenizar o tempo que ficariam afastados, ela esticou a mão até tocar os dedos apoiados sobre a mesa. As íris castanhas observaram cada movimento do rosto dele, mas ela foi incapaz de piscar quando os olhares se encontraram. Com o polegar, Sophie intensificou a caricia, mas risadas altas vindo do corredor fizeram com que ela se afastasse em um pulo.

Fim do Flashback


- O que você está fazendo?

A voz de Benji fez Sophie se sobressaltar e quase derrubar o livro que carregava em mãos. A caixinha sobre ele chegou a escorregar, mas rapidamente a menina o pegou, enfiando-o no bolso para evitar acidentes futuros.

- Vou falar com a professora Mackenzie. Preciso tirar uma dúvida sobre o capítulo vinte e três.

Benjamim ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços.

- Capítulo vinte e três de Poções? Mas ainda nem chegamos no vinte, Sophy!

Sophie arregalou os olhos, encarando o amigo quase ofendida.

- E daí? Vou aproveitar as férias para adiantar o assunto! Você deveria fazer o mesmo, Benji. Sua poção da última aula estava verde musgo quando deveria estar cristalina.

Enquanto falava, Sophie se encaminhava para fora do abarrotado Salão Comunal da Corvinal. Os alunos já haviam preparado suas coisas para retornar para casa na manhã seguinte e passavam as últimas horas conversando. Benji chegou a sair no corredor junto com a amiga, mas a puxou pelo braço.

- Sophy, já estamos todos de férias, os professores vão te matar se você aparecer pra tirar dúvidas a essa hora!

Revirando os olhos, Bennett se afastou mais um passo, quebrando o contato com o amigo.

- As férias só começam amanhã, então tecnicamente, eles ainda deveriam estar disponíveis para tirar dúvidas!

Girando sobre os calcanhares, ela seguiu o caminho até as escadas, se dirigindo para a sala dos professores no térreo.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Frank Longbottom em Sex Dez 04, 2015 11:07 pm

As palavras de Remus sedimentaram-se em Frank, virando quase que um mantra para os momentos em que Sophie aparecia em frente ao jovem professor. O herdeiro dos Longbottom continuava sonhando acordado com as possibilidades de ficar com a garota, mas sabia que o colega estava certo: Ele deveria ser incapaz de prejudicá-la.

Conversar com a garota após as aulas tinha se tornado um hábito, uma pequena tradição. Ele não se atrevia a se aproximar demais dela – sabia que provavelmente não resistiria ao toque macio de sua pele, ou ao perfume que seus cabelos emanavam quando ela balançava a cabeça com uma risada. Por vezes, Frank ensaiava mais o que conversariam naqueles encontros extracurriculares – escolhendo a dedo qual história de suas viagens compartilharia com a menina – que o conteúdo das próprias aulas.

Ao mesmo tempo em que aqueles poucos minutos eram o suficiente para que ele se enchesse de alegria e de esperanças, uma boa parte dele – que agora portava a voz de Remus Lupin – lhe dizia que não havia possibilidade de aquilo acabar bem. Agora, a dualidade permanecia fazendo companhia ao rapaz: ele sabia que sentiria falta de Sophie durante todo o recesso, mas também estava aliviado. É bem verdade que ele teria que encarar as conversas pressurosas de sua mãe à ceia de Natal, mas até mesmo enfrentar Augusta Longbottom em um dia de mau humor era uma perspectiva melhor que a tortura de resistir à tentação de beijar Sophie Bennett por mais um dia.

E ele sabia, pelo modo como o seu corpo reagiu ao contato dela após a última aula daquele período letivo, que não conseguiria se segurar durante muito mais tempo.

Quando Sirius sugeriu uma rodada de hidromel, Frank não podia ter pensado num modo melhor de terminar sua última noite no castelo. Se tivesse alguma sorte, o álcool seria o suficiente para tirar um pouco sua mente de toda a frustração dos últimos tempos. Ele foi o primeiro a se sentar ao lado do auror, alcançando a garrafa e se servindo de uma dose.

- Ei, o Black está certo! Natal é tempo de comemorar – Ele brindou sua dose no gargalo da garrafa e, num gesto rápido, virou-a garganta abaixo, voltando a se servir – Montgomery, vai?

A bruxa, que conversava com a professora de Herbologia, apenas balançou a cabeça negativamente.

- Ah, qual é, não seja uma chata? – Frank esperou a colega ser praticamente empurrada em direção à mesa pela baixinha professora com quem antes conversava, e lhe entregou sua dose, sem ligar para que ela estivesse fazendo uma careta.

Quando todos os bruxos mais velhos já tinham deixado o local e Sirius sugeriu jogarem “Eu nunca”, Longbottom, já em seu quarto shot de hidromel, topou imediatamente. Não fazia tanto tempo assim que ele jogara pela última vez – provavelmente na Romênia, ele achava, pouco antes de voltar à Inglaterra – e, pela sua experiência, era sempre divertido.

Maeve começou pegando leve, e Frank virou o seu copo em miniatura – claro que ele já tinha desobedecido uma regra ou outra! Qual a diversão em cumprir todas as regras? Na vez de Remus, Frank não tinha um motivo para beber, mas bebeu mesmo assim, porque o clima na mesa pedia um drink.

- Ok... Minha vez agora? Eu nunca... me vesti de mulher – foi impossível controlar o sorriso. O rapaz se lembrava perfeitamente do seu primeiro ano (quinto ano dos marotos), em que Sirius Black desfilara pela escola com um uniforme feminino um dia inteiro, por conta de uma aposta perdida.
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Rebecca Montgomery em Sab Dez 05, 2015 12:42 am

Rebecca virou a sua terceira dose da noite com o “Eu nunca...” de Maeve – não que tivesse burlado as regras voluntariamente, mas era difícil crescer brigando com Sirius sem que isso te rendesse uma detenção ocasional.

Não era a intenção da bruxa participar do jogo – ela dificilmente achava que aquilo seria apropriado para um ambiente profissional - mas se sentira coagida com o “não seja chata” que ouvira no começo da noite, e, bem, ela estava se divertindo, então não havia motivos para ir embora tão cedo, certo?

A frase de Remus tinha sido um tanto específica, e Rebecca olhou para os participantes do jogo, esperando para ver quem reagiria àquela provocação. O sorriso em seu rosto – cortesia do álcool – morreu quando, depois de passar por Maeve e Frank, suas íris castanhas pousaram em Sirius.

Tudo no corpo do auror parecia indicar que ele tinha se incomodado com aquilo. Ele havia se inclinado para a frente e encarava o amigo com os olhos estreitos e o maxilar travado.

A bruxa nunca tinha demorado tanto para entender algo, mas, enquanto ela olhava de um maroto ao outro, e os dois evitavam encará-la, a ficha começou a cair: Ela era a garota cujas vestes tinham pegado fogo. “Eu não te odiava, Rebecca. Eu só...era minha maneira de chamar atenção.” Sua boca se abriu involuntariamente, e, num movimento coordenado, suas sobrancelhas arquearam, bem como suas bochechas começaram a arder.

O copinho à frente de Sirius começou a tremer. Numa mudança repentina de humor, o rapaz deu de ombros e virou sua dose. Rebecca esperou até que ele pousasse o copo na mesa e espelhou sua ação. Era melhor manter sua boca ocupada, antes que ela começasse a falar tudo o que estava pensando naquele momento.

A frase de Frank foi um verdadeiro alívio cômico. Rebecca quase engasgou com a própria risada, a lembrança de Sirius Black desfilando com a sainha do uniforme se apresentado como se tivesse acontecido ontem. Tinha sido o último ano em que eles apostaram quem tiraria a melhor nota em Transfigurações, e ele perdera – por uma diferença muito pequena, como já era de praxe acontecer entre eles -; Becca jurara que ele não teria coragem de pagar a aposta, mas se surpreendera quando, no último dia deles no castelo, Sirius apareceu para o café da manhã com o uniforme feminino. Ela riu até que suas bochechas e sua barriga doessem.

- Eu fiquei adorável com aquele uniforme, ok?


– Ok, ok... Eu nunca... joguei Strip Snap! – Frank, rindo um pouco mais do que os demais, falou por cima dos outros, já sem se importar com algum tipo de ordem.

As unhas de Rebecca de repente ficaram extremamente interessante. A bruxa analisava suas cutículas – uma desculpa para não encarar os outros - enquanto esperava que alguém dissesse uma nova frase. Definitivamente, a última coisa que queria era dar a Sirius algo que ele pudesse usar contra ela depois. Seu copo começou a tremer à sua frente, assustando-a. Ela não sabia porque aquilo acontecia – tinha visto o copo de Sirius tremer antes, mas só agora se perguntava o porquê. Ela tentou colocar a mão sobre o copo, para deixa-lo estável, mas os tremores iam se intensificando.

- Ei, Black, qual o problema desse copo?!

- Ah, nada demais – o bruxo deu de ombros – eles apenas são enfeitiçados para te obrigar a beber se você tenta mentir no jogo... – Rebecca respirou fundo, disposta a brigar, mas Sirius ainda não tinha terminado de falar – A propósito, quero detalhes sobre isso depois – ele pontuou a frase com uma piscadinha, e a bruxa virou sua dose, furiosa.

- Eu nunca quis beijar alguém que esteja nesta escola agora – Ela retribuiu a piscadinha para Sirius e bebeu do próprio copo, dizendo para si mesma que “dois podem jogar esse jogo, Black!”
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Re: Maraudering - UA

Mensagem por Maeve Mackenzie em Dom Dez 06, 2015 1:37 am

- Eu nunca quis beijar alguém que esteja nesta escola agora – assim que Rebecca terminou de dizer aquela frase, Maeve suspirou, um pouco aliviada por passar mais uma rodada sem beber - quem bebesse menos ganhava o jogo, certo?

O copinho à sua frente, no entanto, começou a estremecer e ela franziu a testa, confusa. Sirius tinha falado a pouco que os copos tinham sido enfeitiçados para estremecerem caso a pessoa tentasse mentir e ela não entendia porque aquilo estava acontecendo com ela...não é como se houvesse alguém além do noivo que ela quisesse...

"Oh não!" - ela pensou, quando a ficha finalmente caiu. A pessoa, óbvio, estava sentada ao seu lado, vestindo um suéter um pouco surrado e lecionava DCAT.

Sentindo o rosto arder, Maeve pegou o copinho e, evitando olhar para os colegas, virou sua dose de hidromel.

Antes que mais alguém pudesse lançar um desafio constrangedor, uma batidinha na porta da sala chamou a atenção de todos:

- Acho que o mais novo da mesa deve ir lá atender! – Sirius falou, animado e Maeve concordou.

Alguns poucos drinks depois, a professora de Poções se levantou e sentindo o mundo girar, apoiou-se no encosto da cadeira:

- Black, adorei o jogo...mas acho que já vou me retirar... – e ela fechou os olhos, soltando uma risadinha - Espero lembrar onde fica o meu quarto.
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Re: Maraudering - UA

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