The Marauders

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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Sab Dez 19, 2015 9:52 pm

Quando Victoria entrou no quarto e encontrou James Potter parado, seu coração deu um salto e ela deixou escapar o ar ruidosamente com a surpresa. A mão foi levada até o coração e as pálpebras cobriram as íris azuis momentaneamente.

Já estava tarde e a última coisa que esperava era encontrar o marido no quarto do casal naquela noite. A insegurança com a presença de Evans havia provocado imagens em sua cabeça em que James nem mesmo voltaria para casa. Ou então a chamaria para conversar, pedindo para que ficassem algum tempo afastados, até que sua mente estivesse mais organizada.

No melhor dos cenários, Potter já estaria no quarto de visitas dormindo, mas jamais ali, aguardando por ela.

Os lábios rosados se entreabriram em uma nova surpresa quando a lembrança dos encontros no Cabeça de Javali foi jogada no ar, mas logo o sorriso iluminou o rosto bonito da loira.

Ela estava novamente diante do marido que conhecia e o medo de que ele fosse embora foi deixado de lado enquanto se aproximou com alguns passos, sentando na ponta do baú que ficava aos pés da cama. Enquanto retirava os sapatos, Vicky mordeu o lábio inferior, tentando evitar que o sorriso se espalhasse ainda mais.

- Se você se lembra, consegue me explicar? Eu nunca consegui entender...

Livre dos saltos, com os pés delicados marcados os lugares das tiras, ela sentiu a textura do carpete sob seus dedos enquanto andava até o marido, alguns centímetros mais baixa. Quando parou diante dele, deslizou a mão sobre o peito firme até alcançar a gola da camisa.

- Eu sei que sou bonita demais para você. – Ela revirou os olhos, repetindo aquela frase com o sorriso divertido nos lábios. – Mas nunca entendi como você foi se apaixonar por mim.

Uma das mãos de Victoria deslizou mais um pouco até tocar os fios castanhos espetados. Havia poucos dias que os dois estavam afastados pelas lacunas da memória de James, mas parecia uma eternidade ficar sem tocá-lo.

Com um suspiro, Vicky aproveitou a proximidade para admirar o rosto do marido. Apesar de tantos acontecimentos, o rosto de James era o mesmo e imediatamente os olhos azuis adquiriram o familiar brilho que surgia quando olhava para ele.


- Eu sei porque eu me apaixonei por você, Jamie. Você me salvou. E não foi só naquele dia em Hogsmead, quando ninguém mais teve coragem de me socorrer. Você me salvou de ter uma vida infeliz, completamente vazia e fútil. Você me deu tudo que eu jamais quis, e que não sei mais viver sem.

Aproveitando a mão que acariciava os cabelos bagunçados do marido, Victoria tocou a nuca dele e puxou levemente enquanto fechava os olhos, iniciando um beijo cheio de saudade.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Dez 19, 2015 10:21 pm

Os olhos cinzentos se fixaram em Constance, aproveitando-se da deficiência dela para encará-la sem pudor. Foi impossível não perceber a falta de interesses dela no chocolate, o que logo gerou um alarme em sua mente. No final, o doce havia servido apenas para aliviar a ansiedade de Aletha, diminuindo o problema que Sirius tinha em mãos.

Mesmo com os olhos azuis fora de foco, não havia absolutamente nada de diferente no rosto da ex-namorada. Ela ainda estava um pouco abatida, devido os últimos acontecimentos, mas cada traço perfeito, cada contorno de seu rosto continuava impecável. A ruiva continuava tão linda quanto nos tempos de Hogwarts, e tê-la tão próxima de si novamente fazia com que seu estômago desse pequenas cambalhotas deliciosas.

Quando ela terminou de falar, Sirius sacudiu a cabeça em negação e imediatamente se xingou silenciosamente por tamanha tolice. Ainda precisava se acostumar com a falta de visão de Constance para tantos detalhes.

- Não se preocupe. Moony me ajudou a cuidar de tudo e o Alastor me liberou por uns dias.

Black se ergueu do sofá e esticou a mão, tocando no ombro de Constance. Quando os dedos dela se entrelaçaram aos seus, ele a guiou cuidadosamente até o local onde havia colocado uma grande cama de casal.

Onde antes havia uma estante abarrotada de livros e uma confortável poltrona para leitura, Sirius havia adaptado um quarto para Constance. A cama estava coberta com lençóis novos e vermelhos, porque ele sabia que era a cor preferida dela.

Logo ao lado da mesinha de cabeceira, havia uma grande janela que ocupava quase toda a parede, desvendando a vista de uma Londres cinzenta. Apesar do bairro bruxo, era possível ver há uma grande distância um pedaço do Big Bem. Seria um canto privilegiado do Loft, se Constance fosse capaz de ver tudo.

Para separar a cama do restante do espaço, Sirius havia pendurado uma pesada cortina branca, dando um pouco de privacidade para a ruiva.

Quando viu os pais se levantando, Aletha imediatamente se colocou de pé, pronta para ajudar no que fosse preciso. Era nítido no rostinho da menina que ela queria fazer o que estivesse em seu alcance para que a mãe se sentisse melhor.

- Quer ajuda, mamãe?

- A sua mãe só vai descansar um pouco, Alethinha. Por que você não vai organizar sua nova coleção de pedras?

Desde que deixara a mansão dos Black e passara a viver com o pai, Aletha havia deixado para trás toda uma vida, inclusive sua preciosa coleção de pedrinhas. Para distraí-la dos problemas dos adultos, Sirius ajudou a menina a se concentrar em criar uma nova coleção, o que funcionava tão bem quanto lhe dar doses.

- Estão na mesa da cozinha. Pode ir separando por cor e tamanho e depois colocamos na prateleira do seu quarto, o que acha?

As prateleiras de Sirius, que normalmente eram ocupadas com algumas lembranças das viagens ou com fotos dos amigos e agora da filha, haviam sido substituídas pelos pertences de Aletha.

- Tá bem.

Lançando um último olhar para a mãe, Aletha se afastou, permitindo que Sirius guiasse Constance até a cama por trás das cortinas. Ele apenas se soltou dela quando a ruiva já estava sentada, mas se manteve em pé ao seu lado. Uma das mãos se ergueu para acariciar os fios vermelhos no topo de sua cabeça.

- Eu vou preparar algo para jantar. Quando você acordar, me promete que vai comer um pouco?

Sem esperar pela resposta, Sirius se sentou ao lado da ruiva. Os cabelos longos que caíam para frente foram delicadamente levados para trás com dois de seus dedos, expondo o pescoço pálido.

Ele mordeu o lábio inferior com a lembrança das dezenas de vezes que beijara aquela área, e mais uma vez se aproveitando da cegueira de Constance, permitiu que seus olhos a admirassem insistentemente.

- Eu sei que é muito difícil, Consty. Mas eu realmente queria que você se sentisse em casa. Quero que me chame se precisar de qualquer coisa, não precisa ficar envergonhada.

Os dedos que ainda tocavam os cabelos ruivos deslizaram até o rosto dela, desenhando o traço do maxilar até tocar o canto dos lábios rosados.

- Pense que estamos em Hogwarts de novo e você manda em tudo. Você sempre teve as coisas do seu jeito, é só manter esta atitude, sim?

Mesmo que Constance fosse incapaz de ver, era possível notar o sorriso que se formara em seus lábios pelo seu tom de voz relaxado.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Dez 19, 2015 11:05 pm

Se o simples contato com o perfume de Victoria fez com que James recuperasse várias lembranças, já era de se esperar que uma noite ao lado da loira despertasse a memória do auror com ainda mais intensidade.

No começo, Potter tinha a impressão de que estava tocando a esposa pela primeira vez, muito embora a existência de Charlotte dissesse o contrário. Contudo, na medida em que as carícias evoluíam, James recuperava várias cenas como aquelas vividas ao longo dos últimos anos.

Na manhã seguinte, quando as pálpebras do auror se ergueram, sua mente ainda estava um pouco confusa e Potter permanecia com alguma dificuldade em se lembrar de detalhes do passado. Mas, sem sombras de dúvidas, os momentos mais cruciais dos últimos anos agora estavam de volta à cabeça do rapaz.

Um sorriso preguiçoso surgiu nos lábios de James enquanto ele olhava para a esposa profundamente adormecida, que usava seu peito como travesseiro. Os dedos compridos acariciaram os fios loiros sedosos e, conhecendo o sono pesado de Victoria – ainda mais depois de uma noite tão agitada – Potter deslizou para fora do colchão com cuidado para não acordá-la.

Victoria Potter permaneceu sozinha no quarto por menos de meia hora até que o marido retornasse. James trazia Charlotte no colo e uma bandeja com um farto café da manhã – obviamente obra de Fantasma – levitava diante do bruxo.

O sono da loira podia ser pesado como uma rocha, mas seus instintos de mãe eram mais fortes que qualquer outra coisa. Assim que ouviu a vozinha de Charlie ecoando numa risadinha sapeca, Victoria acordou instantaneamente.

A filha estava ao lado dela no colchão, ainda usando seus adoráveis pijaminhas e com os pés descalços. Charlotte havia herdado da mãe a cor dos cabelos claros, mas os fios espetados naquela manhã mostravam que os genes de James também estavam por ali em algum ponto.

- A mamãe é uma preguiçosa. – a voz de Potter ecoou logo atrás da garotinha enquanto ele depositava a bandeja sobre a cama – Repete com o papai, Charlie. Mamãe preguiçosa!

- Papá!

O auror soltou uma gargalhada e estendeu o braço para acariciar a cabeça de Charlotte, bagunçando ainda mais os fios dourados com aquele gesto.

- Não me olhe com esta cara, Vicky. Eu juro que não é minha culpa. – o auror indicou a bandeja – Fantasma fez Bolinhos de Caldeirão. Não sei você, mas eu estou faminto.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Dez 19, 2015 11:32 pm

Um sorriso amargo surgiu nos lábios de Constance quando Sirius sugeriu que eles voltassem à época de Hogwarts. Parecia uma piada de mau gosto comparar a adolescente determinada, habilidosa e cheia de vida com a sombra que Constance havia se tornado agora. A ruiva só não se ofendeu com aquela declaração porque era evidente que Sirius não falara por mal. Ele estava se esforçando muito para tornar aquela situação menos penosa para todos.

O problema é que Constance não conseguia sair com tanta facilidade do abismo no qual aquela cegueira a mergulhara. Por mais que todos dissessem que ela deveria seguir adiante, a ruiva não sabia como viveria o resto de seus dias sem fazer tudo o que era importante para ela.

Não havia mais o emprego no Gringotts agora que ela era incapaz de executar os feitiços mais simplórios de forma segura. Constance também nunca gostou da casa dos Black, mas pelo menos era um lar legítimo. Agora ela se via reduzida a uma hóspede na casa de um ex-namorado que nos últimos meses se cansara de repetir o quanto a desprezava.

E o maior agravante era Aletha. Constance se sentia totalmente incapaz de cuidar da própria filha. Como conseguiria proteger a menina sem enxergar o perigo? Como ela participaria ativamente do crescimento de Alethinha? O maior medo da ruiva era que a filha passasse a ter vergonha dela quando compreendesse a extensão de sua atual limitação.

As mãos de Constance deslizaram demoradamente pelo colchão, sentindo o lençol macio. Mas ela jamais imaginaria que Sirius tivera o cuidado de escolher um tom vermelho para tentar agradá-la.

A ruiva suspirou quando alcançou o travesseiro. Com a outra mão, Constance tocou os dedos que acariciavam o seu rosto e afastou delicadamente a mão de Sirius.

- Eu sou muito grata por tudo o que você está fazendo, Sirius. Isso só mostra que você é mais nobre do que eu jamais serei.

Os dedos de Constance inconscientemente acariciaram a mão do ex-namorado antes de finalmente romper aquele contato.

- Você já está fazendo muito mais do que deveria, então não precisa se esforçar ainda mais. Eu sei que está fazendo tudo isso por piedade, mas não me importo. – o sorriso da ruiva se tornou ainda mais triste – Não faz sentido cultivar o meu orgulho quando eu preciso que as pessoas tenham piedade de mim.

Um suspiro pesado escapou pelos lábios da ruiva e Constance finalizou de maneira mais direta.

- Eu só preciso que você saiba que esta situação não é definitiva. É claro que você ficará com a Aletha, eu não tenho mais condições de cuidar dela. Mas eu deixarei de ser um peso na sua vida assim que estiver minimamente adaptada e puder me virar sozinha.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Dez 20, 2015 12:35 am

As sobrancelhas negras se uniram e Sirius contorceu o rosto em uma careta de desagrado. Constance não podia ver o quão ofendido ele estava com suas palavras, mas ele se levantou abruptamente da cama e o tom de voz deixava claro que não estava satisfeito com o que havia acabado de ouvir.

- Piedade??? Do que você está falando, Constance?

Ele respirou fundo e olhou por cima do ombro, espiando entre as cortinas para se certificar de que a atenção de Aletha não tivesse sido desviada para a conversa dos pais. A ruivinha continuava sentada em frente à mesa da cozinha, os pés sem tocar o chão enquanto ela brincava com as pedras espalhadas ao seu alcance, completamente compenetrada.

Quando Sirius retomou a palavra, teve a cautela de falar mais baixo, mas ainda assim, os sussurros saíam demonstrando sua insatisfação.

- Você nunca foi um peso na minha vida, Constance. Uma mala sem alça em alguns momentos, mas nunca um peso.

Mais uma vez, Sirius olhou rapidamente pelo loft, encontrando Aletha exatamente onde estivera segundos antes. Só então ele voltou a se sentar ao lado da ex-namorada, desta vez evitando de tocá-la.

- Não estou cuidando de você por piedade ou por nobreza. Eu te amei, Constance. Mais do que jamais consegui amar ninguém. É por esse amor que você está aqui hoje.

Por mais trágica que fosse a situação da ruiva, Sirius se sentia aliviado que ela não pudesse ver seu rosto naquele momento. As íris cinzentas passeavam de um olho azul ao outro, a aflição vivida nos últimos dias, desde seu acidente, voltando com a dor e o medo de quase tê-la perdido pelas mãos de Walburga.

Foi preciso que Constance quase pagasse com a própria vida para que Sirius enxergasse que o ódio estava camuflando o amor que ainda sentia por ela. Quando a convidou para ficar sob seus cuidados, Black não tinha segundas intenções. Ele queria apenas se certificar de que a ruiva ficaria bem e garantir pessoalmente a segurança dela.

Porém, estando tão próximo e vendo a fragilidade da ex-namorada, seu coração se espremia. Não havia orgulho no mundo que o impedisse de abrir seu coração, ainda mais motivado com a lembrança de que ela o implorara para que eles voltassem, meses antes.

- Eu nunca fui capaz de amar ninguém antes de você. E nem depois. Nem mesmo todo o mal que você me fez foi capaz de destruir o meu amor, Constance. Então não me venha dizer que faço por piedade.

Com as mãos trêmulas com o efeito de suas próprias palavras, finalmente ditas em voz alta, Sirius tocou suavemente o joelho dela. Estava indo longe demais e aquilo poderia piorar ainda mais a situação. Constance poderia não se sentir mais bem-vinda em sua casa, pela sua ousadia, mas era impossível deixa-la continuar acreditando que sua motivação havia sido pena.

- Aletha precisa de você. Eu preciso de você, então pare de falar besteiras. Se algum dia quiser ir embora, terá total liberdade. Mas jamais repita que é um peso na minha vida, Constance. Eu te amo e não mereço ouvir isso novamente.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Dez 20, 2015 1:02 am

Ser despertada para acordar em um quarto com James e Charlotte era o mesmo que continuar vivendo um sonho. Mesmo com o rosto amarrotado pelo sono, Victoria abriu um imenso sorriso e se acomodou melhor na cama para receber os dois.

Ela trocou um rápido olhar com o marido, se lembrando das intensas carícias trocadas na noite anterior. Não importava se algumas memórias ainda estivessem faltando, aquele era exatamente o James Potter com quem havia se casado.

- Charlie herdou a minha beleza, Jamie, mas parece que ela puxou a mente lenta de você.

Como se a bebê pudesse compreender o significado de suas palavras e realmente se ofender com aquilo, Victoria se inclinou e rapidamente estalou um beijo na bochecha gordinha. A bandeja com o café da manhã foi depositada sobre a cama, mas Vicky não desviou a atenção da filha.

- Não tem problema, já já ela vai aprender a dizer mamãe. Não vai, Charlie? Ma-mãe!

Em resposta, Charlotte se inclinou para frente e enfiou os dedinhos na cobertura do bolinho de caldeirão, melecando a mão inteira. Ao invés de ralhar com aquela atitude, a mãe arregalou os olhos e se entregou em uma gargalhada gostosa.

Não havia absolutamente nada que pudesse estragar seu humor naquele dia. Nem mesmo seus fios loiros despenteados.

- Charlie também está com fome.

- Papá!

A mãozinha suja foi oferecida na mão de James, mas logo foi enfiada na própria boca. A mãe revirou os olhos, mas quando encontrou as íris castanhas por trás dos óculos, o sorriso voltou a iluminar seu rosto.

- Eu te amo, Jamie.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Dez 20, 2015 1:10 am

Apesar de todas as brigas, das rivalidades e da abissal diferença nas personalidades de ambos, Constance sempre teve intimamente a certeza de que Sirius era demais para ela. Bonito demais, nobre demais, honesto demais. Talvez fosse por isso que, inconscientemente, a ruiva tentasse despertar o pior dele com provocações. Quando os defeitos de Sirius se tornavam mais evidentes, Constance não se sentia tão inadequada ao lado de Black.

Portanto, naquele momento, Constance se sentiu extremamente reduzida diante de uma exemplar demonstração da nobreza grifinória. Como Sirius conseguia fazer uma declaração de amor depois de todos os acontecimentos dos últimos meses? Como ele ainda era capaz de amar uma mulher que sabia ser tão ácida e egoísta? E agora, além de tudo, Constance se sentia mortalmente mutilada. A ruiva não tinha dúvida de que qualquer mulher do planeta merecia mais aquele amor do que ela.

Os dedos da moça pousaram sobre a mão que tocava seu joelho, afastando-a delicadamente. O contato com Sirius ainda lhe provocava arrepios como se os dois fossem adolescentes de volta a Hogwarts. Mas havia uma garotinha há poucos passos de distância. Uma criança que já estava confusa e ferida demais para ter que lidar com mais aquela novidade.

No passado, Constance não se importou em viver numa gangorra sentimental com Sirius, protagonizando um namoro apaixonado cheio de idas e vindas. Mas a existência de Aletha mudava tudo. A menina criaria expectativas se visse os pais juntos e sofreria com cada briga, com cada separação.

- Eu perdi a visão, mas a Alethinha enxerga muito bem. Agora as nossas escolhas atingem em cheio a nossa filha, então é bom agirmos com mais cautela.

Era a primeira vez que Constance se referia a Aletha como “nossa”. Desde sempre, ela estava habituada a ver a ruivinha como sua. Sua felicidade, sua responsabilidade, sua razão de viver, seu maior orgulho. Mas era agradável a ideia de pensar que agora Sirius fazia parte daquela equação.

Como não havia mais espaço para orgulho naquela relação, Constance confessou seus sentimentos num sussurro.

- Eu estou confusa. Estou muito assustada e arrasada. – a mão que afastara o toque de Sirius se entrelaçou aos dedos dele – Mas nem assim eu tenho dúvidas de que ainda amo você. Eu só acho que temos que ser cuidadosos agora.

Mesmo sem enxergar, a cabeça de Constance se moveu exatamente na direção em que Aletha brincava, totalmente concentrada em sua coleção de pedrinhas.

- Ela é terrivelmente esperta. E nunca se deixou conter por uma porta, imagine numa casa sem portas!
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Dez 20, 2015 1:36 am

Sirius sentiu o estômago afundar e a decepção invadi-lo quando Constance mais uma vez quebrou o contato físico, lhe dando a certeza de que havia ido longe demais. Ele sabia que a ex-namorada era como um campo minado. Qualquer pegada em falso e tudo poderia explodir pelos ares.

Por mais que suas intenções fossem as melhores possíveis, sabia que poderia estar levando Constance exatamente pelo lado oposto. A ruiva era tão imprevisível que as palavras seguintes o pegaram com uma surpresa ainda maior.

Os olhos cinzentos estavam levemente arregalados e a boca entreaberta, mas Black logo correu para assentir com um movimento da cabeça. Mais uma vez, ele se sentiu um tolo por fazer aquilo, já que Constance não podia enxergar, mas as palavras sinceras o deixou desarmado.

Era impossível saber exatamente o que a ruiva queria dizer. Ele havia entendido perfeitamente que ela acabara de declarar que ainda o amava. Mas o que aquilo significava? Os dois ficariam juntos? Deveriam ficar afastados?

Ele concordava que deveriam ter todo cuidado para não prejudicar ainda mais a complicada história que rodeava Aletha. A última coisa que queria era confundir a cabeça da criança, que já vivia no meio de adultos conturbados.

- Eu vou cuidar de você. De vocês duas. Exatamente como deveria ter sido desde o começo.

Black se inclinou para frente e beijou a testa de Constance suavemente. Quando seus lábios quebraram o contato com a pele dela, ele não se afastou. Era possível sentir o hálito quente batendo contra sua bochecha e o coração imediatamente começou a bater mais rápido.

Sua mente estava alerta com a presença de Aletha, mas o desejo reprimido por tanto tempo permitiu que ele roçasse seu nariz ao dela, indicando o que faria em seguir. Com carinho, Sirius cobriu os lábios de Constance com os seus em um gesto rápido, mas cheio de sentimentos e significados.

Tão logo começou, ele quebrou o contato, receoso de que a filha pudesse perder o interesse nas pedras e se aproximar.

Os dias que se passaram foram corridos demais para Sirius Black, mas era impossível deixar de notar como o auror estava mais feliz. Era trabalhoso cuidar de uma criança e das dificuldades de Constance, mas ele nunca se sentira tão bem em sua vida.

Pela primeira vez, quando o dia de trabalho chegava ao fim, Sirius estava ansioso para voltar para casa, sabendo que não encontraria o lugar vazio. Sua vida não era mais uma sombra miserável de tristezas.

Mesmo com a cautela no relacionamento com a ex-namorada, ele se sentia bem em ter Constance por perto e era inegável o quanto Aletha alegrava seus dias, com suas respostas diretas e inteligentes.

Quando ele entrou no loft naquela noite, carregando o jantar consigo, logo encontrou mãe e filha juntas na sala. Aletha estava sentada no chão, sobre o tapete, debruçada sobre papeis e giz de cera. Colette Marie dormia preguiçosamente em uma das poltronas e só ergueu a cabeça quando o homem se sentou ao lado da mulher.

Logo após receber o abraço apertado de Aletha, que havia passado a fazer parte de sua rotina, Sirius se inclinou para sussurrar no ouvido da ruiva, o sorriso despontando a covinha em sua bochecha.

- Eu tenho uma surpresa.

Ele puxou Constance pela mão até que os dois estivessem na cozinha, fora do alcance dos ouvidos da criança.

- Você se lembra daquela confeitaria que te levei uma vez, de moto? Aquela em Sheppey? – Sirius esperou que a ruiva concordasse, tendo a certeza de que ela jamais esqueceria as deliciosas sobremesas do lugar. – Tem uma casa a venda na mesma rua.

Black fez uma pausa de poucos segundos, esperando o impacto de suas palavras, antes de continuar, a empolgação nítida em sua voz.

- É apenas um andar, então não teríamos problemas com escadas. E tem três quartos. E um quintal enorme para Aletha brincar.

Ele nunca mais voltara a conversar com Constance sobre a possível partida dela, mas em sua cabeça, só existia a possibilidade de que os três continuassem juntos, sob o mesmo teto. E para isso, sabia perfeitamente que precisavam de uma estrutura melhor que o loft poderia oferecer.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Dez 20, 2015 2:04 am

Como já vinha se tornando uma rotina, Constance ergueu as mãos e levou as pontas dos dedos ao rosto de Sirius. A entonação dele certamente ajudava naquele processo, mas a ruiva sentia a necessidade de saber qual era a expressão no rosto do ex-namorado.

Os dedos delicados tocaram os lábios curvados num sorriso contagiante, depois deslizaram suavemente pela conhecida covinha que sempre surgia quando Sirius sorria de forma sincera. Toda a musculatura do rosto do auror estava relaxada, exceto por uma pequena ruguinha formada entre seus olhos. Aquela discreta marca de expressão mostrava apenas que Black estava preocupado e ansioso pela reação de Constance diante da sua proposta.

Depois dos últimos dias, é claro que a ruiva não estava totalmente conformada com a sua situação, mas era evidente que começava a emergir da depressão. Aletha sempre tivera o poder de alegrar os dias da mãe e agora contava com a ajuda de Sirius. Constance se sentia renovada a cada toque do auror, a cada declaração de amor compartilhada aos sussurros para que a ruivinha não escutasse.

- Tem certeza que quer levar Alethinha e eu para a rua daquela confeitaria? Você não ganha tão bem assim, Sirius...

Pela primeira vez em dias, Constance se permitiu brincar e abriu um sorriso mais amplo. Como não sorrir quando Sirius surgia inesperadamente como uma proposta como aquela?

- Qual o valor da casa? De quanto você precisa?

Antes que Sirius pudesse recusar aquela oferta, e Constance sentiu pela mudança do padrão da respiração do auror que ele recusaria, a ruiva completou.

- Eu não gastava nem um décimo do meu salário do Gringotts, está tudo guardado no banco. E se eu não posso gastar o meu dinheiro ajudando na compra da nossa casa, eu não sei em que mais gastaria, Sirius.

As mãos da ruiva deslizaram do rosto para o peito de Sirius e ela ajeitou a gola do casaco do auror neste processo.

Por um breve momento, Constance vacilou ao pensar que talvez a proposta de Sirius não tivesse sido bem entendida por ela. Talvez ele quisesse uma casa para chamar de “sua”, não de “nossa”. Talvez Black estivesse sugerindo uma simples mudança de casa e não uma mudança na situação deles.

- A não ser que você prefira que a casa seja apenas sua. – a ruiva suspirou e deixou de lado os rodeios – Vou precisar que seja mais direto, Sirius. Você realmente está disposto a continuar com isso?

Mesmo correndo o sério risco de ficar decepcionada, a ruiva tomou a iniciativa daquela vez.

- Eu estou.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Dez 20, 2015 2:24 am

- Não.

A voz de Sirius soou curta e pesada. Imediatamente os músculos de seus ombros ficaram tensos e a respiração mais rápida. Ele fez uma longa pausa antes de continuar, olhando cada detalhe do belo rosto de Constance.

- Isso é provisório, Constance. Não podemos continuar assim.

O ar saiu em um longo suspiro quando Sirius tocou os fios vermelhos que emolduravam o rosto branco com as manchinhas vermelhas que ele conhecia tão bem. Black puxou a mão que tocava a gola de sua camisa e a segurou em seus dedos.

- Não posso viver em uma casa escondendo que sou apaixonado por você. Uma hora ou outra a Aletha vai precisar saber e tenho certeza que irá entender que nós dois nos amamos.

A ideia de finalmente morar em Sheppey com as duas ruivas parecia fazer parte de um sonho tão distante que Sirius tinha medo de acordar a qualquer momento. Mesmo assim, ele precisava deixar claro que não poderiam escolher o relacionamento para sempre.

Aproveitando a distância e o balcão que os escondia, Sirius tocou sua mão no quadril de Constance e a puxou de encontro ao seu corpo, mantendo-a quase colada consigo.

- Eu não gostaria que você gastasse o seu dinheiro, mas sei que você sempre consegue fazer tudo como quer, Consty. E afinal, me parece justo que a gente compre nossa casa juntos.

Parecia surreal demais dizer “nossa casa” ou “nossa filha” com a mulher que, por tanto tempo, ele acreditara odiar. Mesmo assim, Sirius sabia que não existia nada mais certo do que construir a vida ao lado de Constance.

Durante anos, Black viveu uma sobrevida, sentindo-se miserável demais, traído pelo destino. Mas agora que finalmente tinha as duas ruivas em sua vida, tudo parecia perfeito, como se estivesse ficado todo aquele tempo apenas aguardando por este momento.

- Eu vou estar ao seu lado sempre, Constance. – As íris cinzentas adquiriram um brilho que só existia quando ele encarava a ruiva a sua frente. – Já enfrentamos tanta coisa juntos e já cometemos o erro de nos amedrontar em admitir nossos sentimentos para os outros. Não vamos repetir esse erro com a Aletha.

Mais uma vez, Black suspirou pesadamente, mas desta vez seus lábios se curvaram em um sorriso e ele tocou o rosto da ruiva com as duas mãos.

- Nós finalmente temos uma chance de fazer tudo certo desta vez, como deveria ter sido desde o começo. Então sim, eu estou disposto a tudo isso.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Dez 20, 2015 2:53 am

Quando os primeiros raios de sol entraram pela janela da cozinha, Constance Black já estava acordada há algum tempo. Toda a cozinha da casa em Sheppey exibia um gostoso cheiro que vinha do bolo assando no forno misturado às panquecas que a ruiva terminava de fazer. Graças a algumas receitas de Molly, Constance descobriu que não era tão difícil direcionar seu dom com magia para feitiços domésticos.

Havia uma razão para o café da manhã especial naquele dia. Os Black completavam seis meses na nova casa. Sirius infelizmente havia passado a noite numa missão, mas encontraria a mesa farta assim que pisasse em casa.

Constance só começara a se arriscar na cozinha quando, depois de alguns meses, a poção diária começou a dar resultados. No começo eram apenas pontos de luz, que depois se transformaram num borrão e que, por fim, evoluiu para uma imagem embaçada.

James Potter foi ao delírio quando a antiga adolescente que adorava chamá-lo de ocludo demente surgiu com enormes óculos de grau. As provocações eram inevitáveis, mas nada atingia a felicidade de Constance. Com as lentes, ela conseguira ver novamente o rostinho da filha e o sorriso de Sirius, mesmo que a nitidez ainda não fosse perfeita. Era um milagre e os curandeiros garantiam que havia uma tendência a melhorar ainda mais com o passar dos meses.

Constance estava tão feliz que tinha medo de acordar e descobrir que ainda estava na casa dos Black, vivendo num casamento forjado e sabendo que Sirius a odiava. Se tudo aquilo era mesmo um sonho, a ruiva suplicava uma prece para que jamais acordasse.

- Nem pense nisso!

O dedo de Constance apontou para Colette Marie que, silenciosamente, havia saltado na direção da mesa para tentar roubar um biscoito. A gata estreitou os olhos para a dona e recuou, mas seu semblante se suavizou quando a ruiva pegou um dos biscoitinhos e deixou no chão, ao alcance dela.

O bolo ainda estava no forno e Constance não havia terminado o trabalho com as panquecas quando um típico “crack” anunciou a chegada de Sirius. A ruiva o esperava com as mãos na cintura e um olhar de poucos amigos quando o auror entrou na cozinha, atraído pelo cheiro.

- Eu deveria arrancar a sua cabeça, Sirius Black! – Constance ajeitou os óculos grossos antes de continuar – Você chegou meia hora antes do previsto! Eu acordei cedo para que tudo estivesse pronto quando você chegasse, sabia?

A ruiva bufou antes de empurrar o pote de mel para as mãos de Sirius.

- Já que frustrou os meus planos novamente, ao menos me ajude a terminar mais rápido. Eu estou faminta!

Constance já esperava por aquilo quando Sirius deixou o potinho de mel sobre a mesa e desarmou a irritação dela com um beijo. Como nos velhos tempos, a ruiva o enlaçou com os braços e com as pernas, retribuindo ao beijo de forma apaixonada.

Só quando Sirius colocou a ruiva sentada sobre a mesa e deu sinais de que queria mais que um beijo naquela manhã, Constance foi obrigada a interromper os ânimos do auror. Ela apoiou as duas mãos no peito dele e lançou um sorrisinho a Sirius enquanto murmurava.

- Acho que não devemos fazer isso aqui, na frente de uma criança...

Mais uma vez, Constance já esperava por aquilo quando Sirius arregalou os olhos e vasculhou a cozinha em busca dos fios ruivos de Aletha. O sorriso dela se alargou e a voz continuou sussurrada.

- Alethinha está dormindo no quarto dela. – uma das mãos de Constance segurou a mão de Sirius e a levou até a sua barriga ainda lisa – Eu me refiro a esta criança, Sirius Black.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Dez 20, 2015 1:41 pm

A vida parecia finalmente ter dado uma trégua a Sirius Black, lhe dando tudo que ele havia perdido ao longo dos anos. Ainda adolescente, ele deixou para trás uma família que não o amava, apenas para encontrar nos amigos o significado daquela união completamente independente do sangue que corria em suas veias.

Por tempo demais ele viveu sozinho, sofrendo pela ausência de Constance, sem conseguir amar mais ninguém como havia amado a arrogante e preconceituosa Sonserina. Ter exatamente a ruiva em casa, para recebe-lo na família que ele sempre sonhou em ter parecia ser irreal.

A casa em Sheppey era espaçosa, com cômodos grandes e decorada com bom gosto, refletindo em cada pequeno detalhe a felicidade dos três que moravam ali. Era como se a rotina que começavam a criar tivesse influencia em todo o restante do mundo. A guerra finalmente se encaminhava para o fim e a visão de Constance, cada dia recuperada, era apenas mais um sinal de que o destino estava lhe dando de volta tudo que merecia.

O cheiro delicioso que invadia a cozinha foi a primeira coisa a receber o auror quando ele sentiu seus pés tocando o piso de madeira. A imagem de Constance na cozinha o pegara de surpresa semanas antes, mas Sirius logo se acostumou com a nova vida.

Os olhos cinzentos estavam fixos na ruiva, admirando cada pequeno detalhe enquanto ele se aproximava. Quando suas mãos finalmente estavam ao alcance, ele a puxou de encontro ao seu corpo, iniciando um beijo apaixonado. Não havia cansaço da missão que pudesse impedi-lo de fazer aquilo.

Ter finalmente Constance em seus braços, vivendo sob o mesmo teto com a filha, sem as constantes brigas, embora vivesse sob ameaças diárias de ter a cabeça arrancada, era ainda melhor do que Sirius imaginava.

Ele apenas se afastou quando imaginou que Aletha pudesse estar por perto, presenciando aquele momento íntimo dos pais. Quando ele se certificou de que a filha não estava em seu campo de visão, voltou seu rosto para Constance, uma ruga de interrogação entre as sobrancelhas.

- Então o que...

Antes que ele terminasse de falar, as palavras dela o atingiram em cheio, emudecendo-o instantaneamente. Os lábios de Sirius estavam entreabertos e o indicador apontava tolamente para a barriga lisa de Constance.

Quando sua mão tocou o ventre dela, Sirius engoliu em seco, os olhos acinzentados arregalados.

Era uma surpresa completamente diferente do que saber que Aletha era sua filha. Ele havia ficado imensamente feliz em saber que a ruivinha era sua, mas havia sido tudo conturbado demais. Ao mesmo tempo que a paternidade o atingia, havia o ódio e a traição do irmão e de Constance para conflitar em seu coração.

Naquele momento, Sirius não conseguia sentir nada além de felicidade. Os lábios ainda abriram e fecharam algumas vezes, incapaz de emitir qualquer som. Os olhos cinzentos brilhavam de uma forma que jamais havia acontecido antes. Seu coração começou a bater mais rápido enquanto ele descia o foco do rosto de Constance para a barriga perfeitamente lisa, sem sinal algum de gravidez.

- Você está...? – Mais uma vez, ele não conseguiu terminar a frase.

Sirius agachou até que seu rosto ficasse em frente a barriga dela, erguendo os olhos para encarar as íris azuis mais uma vez.

- De verdade?

Os dedos tocaram bobamente a pele macia tampada pelas vestes de Constance e ele finalmente abriu um largo sorriso, soltando uma risada de incredulidade.

- Vamos ter um bebê??? Eu vou ser pai de novo, Constance!

Suas mãos seguraram a cintura da ruiva enquanto ele depositava um longo beijo próximo ao umbigo dela. Quando Black se colocou mais uma vez de pé, seu rosto estava iluminado em uma felicidade jamais vista antes.

Ele finalmente teria a oportunidade de ver a barriga de Constance crescer, o filho nascer, dar os primeiros passos, o primeiro dente, os choros da madrugada, o primeiro passo. Estaria presente em cada etapa da vida que estava crescendo diante dos seus olhos.

- Eu te amo, Constance.

Sirius segurou o rosto da ruiva com as duas mãos antes de beijá-la rapidamente nos lábios. Diferente da ansiedade do primeiro beijo, havia apenas o amor e carinho naquele contato. Logo, ele percorreu cada centímetro das bochechas, nariz e testa dela com beijinhos rápidos e estalados.

- Eu te amo.

Ele repetia a cada pausa para um novo beijo antes de capturar os lábios mais uma vez, prolongando o carinho.

- Você me faz o homem mais feliz do mundo, Constance Black.
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