The Marauders

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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Out 24, 2015 2:43 am

Sirius parecia não perceber os olhares que atraía enquanto andava pelo salão. Marlene, ao seu lado, notava pelos dois. Ela havia grudado no rapaz, e a atenção que ele chamava parecia deixa-la satisfeita, orgulhosa de ser a acompanhante da noite.

A grifinória escolhera um vestido negro, justo no corpo, mas comportado. Ele ia até quase os joelhos e não exibia decote. Os cabelos, também escuros, estavam soltos e bem escovados, tão compridos que quase tocavam suas costelas.

Uma música suave tocava baixinho, sem atrapalhar as conversas dos convidados. Black avistou Potter e Evans do outro lado e acenou, mas eles não pareceram notar.

- Hey Lene, vamos ali falar com o Prongs? – Sirius puxou a menina pela mão, se inclinando para falar próximo ao ouvido dela.

- Pode ser depois, Sirius? Precisamos falar com o professor Horace primeiro.

- Precisamos? – uma das sobrancelhas negras dele se ergueu e a menina soltou um suspiro cansado.

- Está bem. Fique aqui, eu não vou demorar, certo?

A menina se afastou entre os convidados e imediatamente os olhos cinzentos varreram o salão, na busca do real motivo de estar ali naquela noite. Apesar dos muitos convidados e dos pequenos elfos que passavam com as bandejas em suas cabeças, não foi difícil encontrar o seu alvo, quando ele estava ao lado de uma cabeleira vermelha.

Regulus, entretanto, foi deixado de lado em seus pensamentos, assim como seu plano de recuperar o Mapa do Maroto, quando seus olhos pousaram em Constance McMillan.

Parecia impossível que a menina diante dele fosse a mesma cobrinha de língua afiada que estava lhe tirando o sono. Qualquer um que olhasse, poderia jurar que se tratava de uma mocinha inocente, delicada, de bons modos. E por alguns segundos Black se deixou enganar também.

Constance era bonita, ele já havia admitido para si mesmo. Mas nunca havia visto McMillan tão linda como naquela noite. O vestido branco, a franjinha ruiva, até o sorriso que ela direcionava a Regulus, todo o conjunto formavam uma imagem perfeita.

Os convidados em volta estavam ocupados demais com as suas conversas para repararem que Sirius Black estava parado no meio do salão, as mãos nos bolsos, o olhar fixo na sonserina. Seus lábios haviam ficado entreabertos e nada mais ao seu redor parecia existir. Ele fechou a boca, engolindo em seco ao perceber o que estava acontecendo.

Ver Constance tão linda, tão delicada, dificultava sua vontade de odiá-la pelo monstrinho que se transformava quando abria a boca. Naquele momento, Sirius só pensava em como poderia puxá-la para fora daquela festa e beijá-la mais uma vez, tocar sua pele, sentir o perfume dos fios ruivos. Seus dedos chegaram a formigar com o pensamento de tocar a franjinha vermelha.

O olhar de McMillan se encontrou com o dele no momento em que Marlene retornara, tocando em seu braço. Seu corpo inteiro pareceu esfriar quando ele baixou o rosto para encarar sua acompanhante.

- Quer falar com o James agora? – McKinnon perguntou, sem desconfiar por onde passavam os pensamentos de Black.

Sirius olhou em volta, como se fosse encontrar magicamente uma forma de voltar a respirar normalmente. Sem responder a pergunta de Marlene, ele pegou um copo de firewhisky quando um elfo passou ao lado deles, fazendo a bandeja da criaturinha se desequilibrar momentaneamente.

Em um só gole, Black virou a bebida, sentindo o líquido quente escorrer pela sua garganta. Ele olhou por cima da cabeça de Marlene, voltando a atenção para o mesmo ponto de antes. Desta vez, obrigou as íris cinzentas a procurarem pelo real motivo.

Regulus Black ainda estava ao lado de Constance. Tudo que Sirius precisava fazer era se aproximar do irmão e conseguir um fio de cabelo. O problema deste plano era que o caçula sempre estava acompanhado de McMillan.

O olhar de Marlene acompanhou o de Sirius, curiosa com a repentina mudez do rapaz. Seu rosto imediatamente se fechou, emburrada.

- Não acredito que a McMillan está aqui. Ela nunca é convidada! O professor morre de vergonha de ter uma aluna da sua casa com tantas detenções.

- Provavelmente está com o namorado. – Sirius finalmente respondeu, sempre mantendo seu olhar pousado sobre o casal.

Agora que conseguia raciocinar e processar que existiam outras pessoas naquela festa além de Constance, Sirius via perfeitamente o contexto. McMillan enchia a boca para falar sobre seu relacionamento com o Black caçula e a intimidade dos dois não o permitia mais duvidar.

Toda a sua admiração pela beleza de Constance estavam se transformando em algo que ele não sabia descrever. Seu estômago se contorcia com a imagem do casal, e por mais que os demais achassem que eles combinassem perfeitamente, uma vozinha em sua cabeça berrava que não. Não havia a menor chance dos dois combinarem. Não depois do que ele havia vivido com ela na sala de poções e no armário de vassouras.

Os olhos de McMillan podiam não brilhar, ou as mãos não buscavam o contato com Regulus, desesperadas, como faziam com ele. Mas a delicadeza com que se tocavam ou o carinho que usavam para falar um com o outro, tão atípico de Sonserinos com os demais, era evidente. E de repente Sirius se viu desejando aquela versão de Constance também. Ele invejava o irmão por conhecer aquele lado da ruiva.

- Provavelmente. – Marlene confirmou, torcendo o nariz, deduzindo que o desconforto de Sirius fosse a presença do irmão caçula.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Out 24, 2015 9:45 pm

Normalmente, Lily Evans ignorava ofensas relacionadas às suas origens trouxas. Seus amigos costumavam se ofender muito mais que a ruiva quando alguém mencionava a expressão “sangue-ruim” diante dela. Lily não via motivos para comprar aquela guerra simplesmente porque não julgava que aquilo era uma ofensa. A grifinória tinha plena segurança de sua inteligência e da sua magia e jamais se sentiria inferiorizada por causa de palavras vazias.

Naquela noite, contudo, algo na entonação de Victoria McMillan fez com que aquela ofensa não descesse tão facilmente pela garganta da ruiva. James fingiu belamente que não havia escutado a provocação, mas Lily não pretendia levar aquele desaforo para o Salão Comunal da Grifinória.

O copo de bebida da ruiva foi deixado sobre a bancada de bebidas e Lily apoiou as mãos na cintura enquanto se virava para a loira.

- O que você disse, McMillan?

Se não fosse pela tensão do momento, as idênticas reações de James e Diggory seriam até engraçadas. Os dois rapazes se adiantaram apressados, metendo-se entre as duas meninas como se aquilo pudesse evitar a progressão da discussão.

- Ela não estava falando de você, Evans! – Amos colocou nos lábios seu sorriso mais gentil – Foi um mal entendido, desculpe, sim?

- Viiiiu? – James também abriu um sorriso bobo – Não estavam falando de você, Lily. Foi um mal entendido! Vamos pegar as bebidas e ir falar com o Pad???

É claro que Potter sabia que Victoria havia dirigido aquela ofensa contra a sua namorada, mas evidentemente aquela era uma briga que James não estava disposto a comprar. McMillan era da Sonserina, e só isso já fazia dela uma pessoa nada confiável. A última coisa que Potter queria era que as duas moças começassem a discutir e Victoria resolvesse usar o “segredo” das estufas como uma arma para vencer o bate-boca.

O apanhador não sabia se a namorada perdoaria aquela pequena traição, mas tinha certeza de que não seria perdoado por não ter confessado logo aquele tropeço.

Apesar dos esforços dos dois rapazes, Lily não compartilhou daquele sentimento de paz. Victoria iniciara uma batalha da qual a ruiva não pretendia fugir.

- É claro que ela estava falando de mim, vocês dois parem de me tratar como se eu fosse idiota o bastante para acreditar no contrário! E mesmo se a ofensa tivesse sido dirigida a outra pessoa, é preciso que alguém coloque essa cobra asquerosa em seu devido lugar!

Pronto. O palco da guerra estava montado e James não conseguia enxergar nenhuma maneira de sair ileso daquele combate.

Como o namorado continuava na frente dela, Lily teve que se colocar na ponta dos pés para encarar Victoria por cima dos ombros de Potter.

- Você realmente acha que é melhor do que eu em alguma coisa, McMillan? O seu “valioso” sangue-puro não faz de você uma bruxa melhor, basta comparar suas notas com as minhas. Deve ser humilhante para você, não é? Pensar que uma garota que nasceu trouxa tem uma magia muito mais forte que a sua...

- Lily, já cheg...

- CALA A BOCA, JAMES! – a ruiva interrompeu o namorado – AGORA EU VOU FALAR TUDO O QUE EU PENSO DE PESSOAS COMO ELA!

O salão da festa era grande, mas as pessoas que estavam mais próximas à mesa de bebidas começavam a notar a confusão dos dois casais. Uma pequena aglomeração se formou enquanto Evans bradava, gesticulando.

- Você acha que pessoas como você são melhores que pessoas como eu? Eu pude perceber como os seus “amigos” são fieis quando você foi abandonada quase morta numa calçada de Hogsmeade! É esse o tipo de pessoa que você admira? Eu tenho CERTEZA que NENHUM dos meus amigos me abandonaria nesse cenário!

Evans não costumava comprar aquele tipo de briga, mas agora que iniciara a batalha pretendia colocar para fora tudo o que sentia com relação ao preconceito que sofria no mundo da magia.

- Você disse que o professor Slughorn, como diretor da Sonserina, não deveria ter convidado sangue-ruins... Mas então eu te pergunto, McMillan. Você recebeu um convite? Eu não precisei me esforçar para comparecer à festa como acompanhante porque eu recebi um convite nominal. Acho que o professor Slug tem uma visão bem diferente sobre quem merece participar de seu seleto grupo.

A discussão já tomava um rumo perigoso, mas Lily ainda não havia acabado. Potter quase gemeu de desespero quando a ruiva resolveu pisar naquele terreno perigoso e levou a briga em uma direção mais pessoal.

- Eu realmente não entendo o que deu em você para convidar esta garota, Diggory. Você é um cara legal, não achei que se encantaria por uma sujeitinha tão superficial, que já passou nas mãos de toda a Sonserina. Imagino que esteja só se divertindo com uma vadia fácil, não é? – Lily olhou do corvinal para Victoria – Porque garotas como você servem só para diversão. Ninguém nunca te levará a sério e isso é muito triste. Vai acabar se casando num acordo financeiro entre as famílias bruxas tradicionais e se unirá a um homem que não te respeita, que não te ama, que coleciona amantes fora da sua bela mansão!
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Out 24, 2015 10:17 pm

O relacionamento entre Constance e Regulus sempre fora muito próximo. Dada a amizade entre os Black e os McMillan, as duas crianças tinham crescido juntas. Suas personalidades eram totalmente opostas, mas talvez fosse esta a razão de tamanha sintonia. Constance era a energia que faltava em Regulus e ele era a racionalidade que a ruiva não possuía.

O que sempre fora uma amizade fraterna começou a se tornar suspeita quando os dois cresceram. Embora não houvesse manifestações explícitas de intimidade, todos em Hogwarts pensavam que aquilo já era um namoro. Até mesmo as famílias já desconfiavam dos jovens. A própria Victoria não acreditava cegamente nas palavras de Constance quando a irmã jurava que era somente amizade.

A ruiva nunca se importou muito com aquelas especulações, tampouco Regulus. Os dois sabiam bem o que sentiam um pelo outro e isso parecia bastar.

Contudo, nos últimos dias, Constance começou a se questionar se não poderia usar aquela fofoca mentirosa a seu favor. Depois da última discussão com Sirius, tudo o que ela queria era que o Black mais velho perdesse aquela pose de galanteador irresistível. E não parecia haver humilhação maior para o grifinório do que ser trocado pelo próprio irmão.

Naquela noite, o olhar de Sirius foi tão insistente que McMillan logo experimentou aquela típica sensação de estar sendo encarada. Os olhos felinos deslizaram discretamente pelo salão até encontrar as íris acinzentadas que a fitavam com tanta insistência. A chegada de Marlene McKinnon atraiu a atenção de Sirius e despertou os ciúmes de Constance. Mas a ruiva tinha uma poderosa arma bem a sua frente.

Regulus franziu as sobrancelhas quando, inesperadamente, Constance passou os braços pelo seu tronco.

- O que está fazendo...? – o rapaz cochichou, desconfiado.

- Te abraçando. – Constance respondeu na mesma entonação discreta.

- Aham. Mas por que?

- Oras... – Constance tentou se fazer de ofendida – Porque gosto de você, Regs.

- Tancy...

- Ok... – os olhos azuis giraram e a menina deslizou as mãos para os bolsos internos do paletó do amigo – Vou guardar uns doces aqui. Este maldito vestido não tem onde esconder bombons!

- Vou ficar o resto da festa carregando seus doces furtados???

- Vai. – a ruiva respondeu com simplicidade e finalizou a provocação dando um beijinho na bochecha do Black caçula – Eu deixo você ficar com um se parar de reclamar como um velho babão!
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Out 25, 2015 1:28 am

Quando Constance abraçou Regulus, Sirius sentiu seu estômago afundar enquanto o ciúme se espalhava pelo seu corpo. Ele não queria admitir, mas o desejo de estar no lugar do seu irmão caçula crescia de forma assustadora cada vez que olhava para a Sonserina.

“Pare de besteira, Black” – uma voz soou na sua cabeça, quase como um berro.

Constance não era a única menina bonita daquele castelo, mas definitivamente era uma das mais insuportáveis, merecendo este titulo facilmente até mesmo dentro da própria casa. Seu preconceito, toda sua acidez, o veneno, ela era a versão mirim de Walburga. Tudo que Sirius mais desprezava em alguém, parecia ter sido consolidado na menina.

Então por que era tão difícil parar de olhar para ela, naquele vestido delicado, no rosto angelical que em nada combinava com sua personalidade? Por que ele queria tão desesperadamente que o toque dela não estivesse sobre seu irmão, mas em si em sua própria pele?

- Quero doces. – Marlene falou repentinamente.

Sirius ergueu as sobrancelhas, se virando para a menina e novamente para a mesa de doces.

- Que vontade repentina é essa, Lene? – ele perguntou, desconfiado das verdadeiras intenções da menina.

Seria ótimo ter uma desculpa para se aproximar de Regulus e concluir seu único objetivo naquela festa, mas Black ainda não se sentia muito confiável em se aproximar de Constance. Principalmente quando não estava conseguindo controlar os próprios desejos.

Marlene encolheu os ombros, o rosto sem esconder que havia outro interesse além dos bolinhos de caldeirão.

- Não me venha com problemas agora, está bem? – Sirius a rodeou pela cintura com um de seus braços, puxando-a para o lado oposto do salão.

- Desde quando Sirius Black foge de problemas? – Marlene tinha um sorriso maroto nos lábios, fazendo com que o rapaz girasse os olhos.

- Você já conseguiu me trazer até aqui me desafiando, Lene. Mas não vai muito mais longe que isso. – Sirius a encarou sério, colocando o fim naquela conversa.

Os dois pararam para conversar com Frank Longbotton, acompanhado de Alice. Sirius precisava fazer um esforço fora do normal para não virar seu pescoço repetidas vezes, procurando por Constance. Com um pouco de atenção, conseguiu manter sua mente na conversa com os colegas de casa.

Vez ou outra, Sirius ainda se permitia olhar ao redor. Ele tentava convencer a si mesmo que era apenas para manter Regulus sob seu campo de visão, com medo que o irmão fosse embora da festa sem que ele tivesse a chance de lhe furtar um fiozinho de cabelo de suas vestes. Mas o que as íris cinzentas sempre buscavam, era um lampejo de cabelos vermelhos.

Seu coração deu um salto quando, após muitas procuras frustradas, finalmente Constance se materializou a sua frente. Ele soltou um suspiro, tentando aliviar a estranha sensação em seu peito, que começara a aparecer desde que vira a menina pela primeira vez naquela noite.

Inconscientemente, Sirius tocou os próprios lábios com as pontas dos dedos, lembrando dos beijos da Sonserina. Logo em seguida, ele levou as mãos até os fios negros, passando os dedos pelos cabelos, desalinhando-os levemente.

Marlene, ao seu lado, tocou o seu braço, também parecendo ter consciência da presença de McMillan. Automaticamente, Sirius voltou a rodeá-la em um abraço, que a menina logo se acolheu. O contato, porém, não levou mais que alguns segundos, quando a menina se afastou.

- Ah, rum de groselha!

Sirius seguiu seu olhar até um dos elfos que se aproximava com a bandeja se equilibrando na cabeça. A menina ainda tinha um copo pela metade em mãos, mas se aproximou do pequeno elfo. Assim como acontecera com Sirius, a criaturinha pareceu perder o equilíbrio da bandeja momentaneamente.

- Ops, desculpe! Deixe-me ajudar... – Marlene sorriu para o elfo doméstico, erguendo a bandeja de suas mãos.

O rapaz não tinha certeza, mas a criaturinha pareceu corar com a atitude da bruxa. Marlene, no entanto, deu alguns passos para trás, a bandeja ainda em mãos.

- Não se preocupe, Dipsy... não derrubou nada. – Marlene se inclinou para frente, a bandeja em mãos, pronta para devolvê-la a criatura.

Antes que o elfo pudesse receber de volta suas bebidas, McKinnon se virou, como se algo às suas costas tivesse lhe chamado a atenção, e em uma atuação perfeita que Sirius quase acreditou, a bandeja se virou exatamente na pessoa que estava atrás dela.

Black arregalou os olhos quando viu o vestido branco de Constance adquirindo cores diferentes. O Firewhisky deixou todo o busto da menina vermelho, molhando-a direto no decote e na parte de cima do vestido. O suco de groselha deixou a cintura da menina completamente laranja, e algo que Sirius não identificou deixou a barra do vestido azul.

A bandeja caída ainda estava rodopiando no chão, seu barulho ecoando no silêncio que se instalara quando os convidados em volta pararam para prestar atenção. Marlene cobriu a boca com as mãos, continuando na sua atuação de que aquilo realmente havia sido um acidente.
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Dom Out 25, 2015 1:55 am

Victoria sentia seu sangue ferver. Ela passara toda a sua vida em Hogwarts provocando os colegas grifinórios, mas nunca havia levado uma briga para aquele nível. Suas discussões normalmente não passavam de meia dúzia de palavras e logo todos seguiam com as suas vidas.

Com Evans, entretanto, McMillan queria ir muito além. A cada palavra da ruiva, Victoria queria explodir. Não importava se seus cabelos fossem sair desalinhados, ou as unhas acabassem se quebrando no processo. Passara toda a semana odiando Lily secretamente e agora finalmente tinha um motivo para extravasar.

Como não escolhera saltos para aquela noite, a sonserina estava muitos centímetros mais baixo que Diggory, de modo que precisava tentar se esticar pelas costas dele para encarar a ruiva.

- Epa, Evans... Você está passando dos limites. – Diggory se manteve na frente de Vicky, mas a menina não sabia se ele estava tentando protege-la ou simplesmente evitar o seu ataque. – Já falamos que foi um mal entendido, não há motivos para prolongar essas ofensas. Potter, por favor, controle a sua namorada!

A ultima frase de Amos fez o sangue da loira correr mais rápido em suas veias. A palavra “namorada” soou como uma ofensa no mesmo nível de tudo que a ruiva havia dito até então.

- MAL ENTENDIDO O CARAMBA, AMOS! – Vicky berrou, seu copo de bebida ainda em mão já havia sido quase todo derramado enquanto ela tentava se esticar atrás do Corvinal. – Você só esqueceu, Evans, que se eu estava naquela calçada sangrando, em primeiro lugar, foi culpa do seu amiguinho esquisito, com o sangue tão sujo quanto o seu!

Victoria finalmente desistiu de segurar o copo e o largou sobre a bancada, deixando-o virar sem dar atenção. Ela rodeou até ficar ao lado de Amos, mas o rapaz ainda a mantinha afastada com um braço esticado.

- Eu não tenho culpa se metade do castelo me acha atraente! Diferente de você, que só conseguiu despertar o interesse do babaca do Snape e do míope do Potter. E a culpa também não é minha se você é uma frígida que precisou de seis anos para finalmente aceitar a sair com esse aí, que é o máximo que você vai conseguir!

- Vicky! – A voz de Amos soou. Ele se virou de frente para ela, o braço ainda a mantendo longe de Evans. – Chega, está bem?

A loira bufou, puxando seu vestido para tentar recuperar a pose.

- Desculpe, Amos. Você definitivamente não merece passar por isso. Ao menos em uma coisa a Evans acertou, você é realmente um cara legal. – Um sorriso apareceu em seus lábios, contrariando o coração que ainda batia rápido com a adrenalina provocada pela discussão. – Não precisamos continuar dando atenção para a baixaria desta sujeitinha de sangue ruim.

Com um nariz empinado, ainda desejando poder pular Amos e socar aquele rosto irritante de Lily Evans, Victoria encarou a ruiva com frieza.

- Você pode se esforçar muito para ter as notas que tem, Evans. Mas não muda o fato de que, lá fora, o seu sangue sujo vai pesar muito mais. E por favor, não tente adivinhar como vai ser o meu futuro, chega a ser patético. Se eu me importasse com você, ao menos por um segundo, era do seu futuro que teria pena. O que você espera? Uma casinha suja, em um casamento sem o mínimo de paixão ao lado do Potter, com uma penca de filhos enquanto você engorda, lembrando dos tempos que era a estrelinha de um professor gordo e ridículo?
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Out 25, 2015 2:13 am

O silêncio só era quebrado pela bandeja de prata, que rodopiou algumas vezes pelo salão antes de finalmente terminar de cair. Todas as pessoas ao redor arregalaram os olhos, encarando as duas envolvidas naquele “acidente”. Qualquer garota ficaria furiosa naquela situação, mas o fato de ser Constance McMillan agravava consideravelmente a tensão do momento. E o “detalhe” de haver uma grifinória do outro lado da batalha era o tempero final da confusão.

- Oh, por Godric! – Marlene continuou fingindo que tudo aquilo fora um terrível acidente – Eu lamento muito, McMillan...

Os olhos de felina foram se estreitando de forma perigosa. Constance não parecia mais uma gatinha, mas uma fera pronta para usar suas garras afiadas. Mesmo se aquilo tivesse sido um acidente a ruiva estaria furiosa. Seu ódio se agravava porque, para ela, era óbvio que McKinnon fizera de propósito.

Bastaria um feitiço bem aplicado e o tecido rendado do vestido da sonserina voltaria a ser divinamente branco. Mas este era um detalhe que McMillan não levava mais em consideração. Marlene pagaria caro por aquela audácia, independente de quão fácil seria contornar o “erro” da morena.

- Não, McKinnon... – a voz delicada de Constance não combinava com a sua expressão homicida – Sou EU que sinto muito. Por você.

Nos minutos seguintes, tudo aconteceu tão rápido que a maior parte dos expectadores não conseguiu acompanhar com exatidão a sequência das cenas.

Contrariando todas as expectativas, o primeiro a se movimentar foi Regulus Black. Conhecendo tão bem a melhor amiga, o apanhador da Sonserina se esforçou para ser rápido o bastante ao menos para evitar uma tragédia maior. No exato instante em que Constance saltava na direção de Marlene, Regulus conseguiu arrancar a varinha guardada no bolsinho do vestido manchado da ruiva.

Contudo, no fim das contas, o esforço de Regulus não foi tão importante. A caçula dos McMillan mostrou a todos que não precisava de uma varinha para se defender. Ela sequer fez menção de apalpar o bolso em busca de uma “arma”. O arsenal usado contra Marlene estava embutido nas pontas dos dedos de Constance.

Tudo foi tão rápido que Marlene só percebeu que fora jogada no chão depois de levar umas cinco ou seis bofetadas na cara. As unhas compridas da sonserina deixavam marcas avermelhadas na pele pálida da colega e Constance parecia ser uma lutadora profissional quando caiu por cima de McKinnon, imobilizando os braços dela com seus joelhos e deixando o rosto dela com livre acesso para receber mais tapas e unhadas.

- FAÇAM ALGUMA COISA!!!

Frank berrou enlouquecido para Sirius e Regulus, que assistiam a cena com idênticas expressões de assombro. Os dois irmãos Black se encararam por alguns poucos segundos, como se avaliassem o quão arriscado era se meter entre Constance e sua vítima. Por fim, Regulus deu de ombros e chegou à conclusão mais simples possível.

- É a sua namorada que está apanhando... Boa sorte.

De fato, a briga havia chegado a um equilíbrio nada igualitário: Constance batia sem aparentar cansaço enquanto Marlene apanhava, esboçando pequenas reações. A grifinória soltou um grito agudo de dor quando McMillan a segurou pelos cabelos e afastou as mãos arrastando consigo tufos de cabelos escuros.

A fúria de Constance fora despertada pelo vestido manchado, mas era óbvio que a sonserina não era movida somente por isso. O fato de ser Marlene McKinnon só fazia a sonserina socar sua adversária com ainda mais gosto. O ciúme gerado pela acompanhante de Sirius Black era um tempero a mais que alimentava a cólera da ruiva.

- Pense... duas... mil... vezes... antes... de mexer... comigo!!! – cada palavra de Constance era pontuada por mais bofetadas no rosto da morena.

Os convidados ao redor começaram a formar uma rodinha em volta das meninas. Alguns berravam palavras de incentivo e riram, mas a grande maioria queria que alguém colocasse um fim naquela selvageria.

A briga não durou mais que quinze segundos, mas aquilo foi o bastante para que Constance causasse um estrago considerável. Quando braços fortes agarraram a ruiva pela cintura e a tiraram de cima de Marlene, a grifinória já se encontrava num estado lastimável.

McKinnon encolheu-se no chão, completamente descabelada, com algumas falhas visíveis nos locais de onde a ruiva arrancara tufos dos seus cabelos. Seu rosto e seu pescoço exibiam profundos arranhões, o rosto estava inchado pelos tapas e um dos olhos não se abria mais por causa de um hematoma. Constance saíra da briga apenas com alguns arranhões nos braços e com o vestido manchado e amassado.

Ainda nos braços da pessoa que a puxara para longe de Marlene, Constance se debateu como uma fera enjaulada, erguendo as pernas para tentar acertar chutes na morena.

- EU AINDA NÃO ACABEI! ME SOLTA!!!
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Out 25, 2015 2:39 am

Lily estava irreconhecível naquela discussão. A ruiva, que normalmente ignorava por completo aquele tipo de ofensa, encarava Victoria McMillan com os olhos brilhando de fúria. Era como se um sexto sentido a alertasse sobre a rivalidade que existia entre as duas.

- Metade do castelo te acha atraente? – Evans repetiu com uma entonação de deboche – Por favor, McMillan. Você realmente se valoriza demais, não é? Não seja patética, a maioria dos garotos que olha para você só quer se divertir com uma menina fácil. Aliás, eu não me lembro de ter visto você com um namorado de verdade.

Aquela discussão já estava ultrapassando todos os limites do aceitável. Por isso, Potter decidiu agir. Um dos braços dele enlaçou a namorada pela cintura e James começou a puxá-la para longe de Victoria, mas os pés de Lily estancados no chão dificultavam a movimentação.

- Está com inveja porque um garoto se esforçou durante ANOS para ficar comigo? Talvez você teria esta sorte se não saísse por aí se dando ao desfrute com qualquer um que olhe para você pela primeira vez!!!

O apanhador da Grifinória conseguiu arrastar a namorada alguns centímetros, mas não foi o bastante para fazer Evans se calar.

- Mesmo esta vida que você descreve para mim me parece melhor que a sua, McMillan! Quando você descobrir que dinheiro não compra felicidade e sangue-puro não garante o seu espaço na guerra lá de fora, você se verá sozinha!

- Lily! – Potter estava totalmente sério quando se colocou diante da namorada, bloqueando Victoria da visão da ruiva – Já chega! O que deu em você??? Esta cena é totalmente desnecessária! Você está agindo como uma selvagem!!!

As últimas palavras de James foram abafadas pelos gritos vindos do outro lado do salão. Potter e Evans viraram a cabeça na direção daquela outra confusão, mas a aglomeração de pessoas impediu que os grifinórios avistassem as protagonistas da outra briga.

- Mas que tumulto é este???

Tudo o que James conseguiu ver foi a cabeça de Sirius, mais alto que todos os colegas ao seu redor.

Como não era a primeira e nem a segunda vez que Black se metia em problemas, o melhor amigo teve certeza de que Sirius tinha alguma parcela de culpa em seja lá o que fosse que estivesse havendo lá do outro lado.

- Que merda, Padfoot! – Potter rosnou consigo mesmo – Que bela hora para se meter em confusão!
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Out 25, 2015 2:46 am

A única coisa que dificultava Sirius Black de puxar Constance McMillan, era o esforço que a menina fazia para tentar continuar agredindo Marlene. A Sonserina se debatia inteira, mas ainda assim, era uma menina magra e ele o batedor de um time de Quadribol.

Seus braços fortes a seguravam pela cintura e quando finalmente colocou a menina de pé, em uma distância segura de Marlene, que era acudida por Frank e Alice, Sirius ergueu as mãos, mantendo-a firme pelos ombros.

- ACABOU SIM! – sua voz soara mais alta do que esperava, movido pela agitação dos acontecimentos.

Sirius olhou por cima do ombro, tentando ver se Marlene havia sobrevivido, mas a morena ainda estava sentada no chão, os cabelos para o alto e as mãos trêmulas, quase caindo no choro. Em um movimento, Constance tentou se desvencilhar de suas mãos, mas Black imediatamente voltou sua atenção, mantendo-a presa.

Seus olhos ainda estavam arregalados de surpresa. Sabia que McKinnon estava brincando com fogo no momento que viu a bandeja virar e as bebidas serem derramadas sobre a Sonserina. Mas jamais imaginou que o resultado pudesse ser aquele. Constance o surpreendia a cada dia com a sua personalidade forte e perigosa.

- No que você estava pensando, McMillan? – Sirius levou uma de suas mãos até o queixo da menina, forçando-a a encará-lo. – Enlouqueceu de vez? Mordeu a língua e engoliu um pouco do próprio veneno, agora está tendo alguma crise? Você poderia ter matado a Marlene!

O rapaz olhou mais uma vez sobre o ombro, encontrando Regulus parado como se fosse apenas mais um espectador daquele circo. O Black primogênito se sentiu furioso com o caçula. Ele poderia não se preocupar em nada com Marlene McKinnon, mas como pudera deixar a própria namorada agredir outra pessoa no meio de uma festa, sem fazer nada?

Torcendo para que Constance não voltasse a atacar Marlene no segundo seguinte, Sirius a soltou, se virando para o irmão. Ele levou o dedo indicador direto ao peito do mais novo, o cutucando com força, fazendo com que Regulus recuasse alguns centímetros.

- Você enlouqueceu também, Regulus? Ficou aí sem fazer nada? Sempre soube que você era um covarde, mas achei que ao menos se importasse com o monstro da sua namorada!

As sobrancelhas negras de Regulus se ergueram levemente, mas logo a expressão fria voltou a ocupar seus traços. Com um movimento rápido da mão, ele empurrou o dedo de Sirius, quebrando o contato contra seu peito.

- O que foi, Sirius? Quer fazer uma ceninha também? Vai querer rolar no chão?

Sirius e Regulus haviam se afastado quando o mais velho deixou a família para trás, mas era a primeira vez que ele desejava socar o caçula em toda a sua vida. Que direito Regulus tinha de namorar Constance, se quando a Sonserina agia uma de louca, ele se portava como se não tivesse nada a ver com o que acontecia bem de baixo do seu nariz?

- Você é patético como homem, Regulus. – O mais velho voltou a tocá-lo, desta vez com as duas mãos, em um pequeno empurrão nos ombros largos do apanhador da Sonserina.

Regulus revirou os olhos, mas Sirius não insistiu em uma briga. Ele se voltou para Constance, os olhos estreitos.

- Sempre soube que você era um monstrinho, McMillan. Você só acabou de provar para a escola inteira que não passa de um bicho selvagem que deveria viver enjaulado!

Sirius não soube dizer de onde veio, mas no segundo seguinte, um punho atingiu seu maxilar em um soco, o fazendo cambalear. Demorou alguns instantes até que ele voltasse a enxergar ao seu redor, e ele teria ficado de queixo caído se seu rosto não estivesse doendo tanto, quando identificou que Regulus era seu agressor.

- Você deveria controlar primeiro a sua namorada, Black. O cérebro que falta nela pode até ser um atrativo para você, mas o restante da população não deveria ser obrigado a conviver com uma ameba como a McKinnon!
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Out 25, 2015 2:09 am

Constance ainda bufava como um animal selvagem, mas a discussão entre os irmãos Black impediu que ela terminasse o serviço com Marlene. Apesar do ódio que ainda circulava em suas veias, a ruiva não daria as costas para uma briga de Sirius e Regulus. Por mais que o primogênito confundisse os seus sentimentos, Constance não tinha dúvidas de que se colocaria ao lado do caçula caso as coisas se agravassem.

Quando ela pensou que a briga terminaria naquela discussão tola, Regulus surpreendeu a ela e a todos acertando o rosto do irmão mais velho com um soco potente. Aquele golpe fez o queixo de Constance cair. Definitivamente, Regulus não era um garoto agressivo. Era totalmente inesperado vê-lo agredindo o próprio irmão.

Como Sirius parecia abismado demais para reagir, o caçula completou com os olhos faiscando.

- Você pode me ofender o quanto quiser, eu já estou acostumado visto que cresci ouvindo as suas bobagens. Mas não se atreva a falar da Constance.

Regulus finalmente soltou as palavras que estavam presas em sua garganta desde que Sirius saíra da casa dos Black.

- Você diz que eu sou covarde, mas quem fugiu dos problemas foi você, quem enche o peito para ofender uma menina é você! Eu sou patético como homem? Gostaria de saber com qual palavra você se define. Se te faltar uma boa palavra, use a minha. Você é vergonhoso, Sirius. Eu tenho vergonha de pensar que temos o mesmo sangue!

- Basta!

Todos os olhos se voltaram para Horace Slughorn quando finalmente o dono da festa conseguiu chegar ao foco da confusão. É claro que o diretor da Sonserina geralmente tomava o partido dos alunos de sua casa, mas não havia como ignorar o estado em que Marlene McKinnon se encontrava por culpa de Constance.

- Senhor Longbottom, leve a Srta. McKinnon para a enfermaria imediatamente! – o professor de poção esperou que Frank ajudasse Marlene a se levantar para se dirigir aos demais – Srta. McMillan e Sr. Sirius Black, os senhores estão formalmente convidados a se retirarem da minha festa imediatamente!

Os olhos azuis escuros da ruiva giraram com um nítido descaso, Constance deu uma última ajeitada no vestido e saiu marchando sem olhar para trás.

Mesmo com o burburinho que se espalhava pelo salão, Slughorn pensou ter escutado a ruiva resmungando algo sobre os doces estarem péssimos.
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Dom Out 25, 2015 2:28 am

Ao contrário de Potter e Evans, Victoria estava tão cega de raiva que ainda não havia notado a confusão que se instalara do outro lado do salão. Ela estava disposta a colocar um fim naquela discussão com a Grifinória, mas as ofensas que continuavam sendo cuspidas em sua direção já havia ultrapassado o limite de qualquer garota, especialmente uma sonserina.

Quando Amos Diggory se distraiu também com o burburinho que acontecia na outra ponta da festa, Victoria se aproveitou para puxar a varinha que estava nas vestes do menino e com um feitiço não verbal, um fio de luz saiu, cortando o salão. Talvez tivesse sido culpa de alguma inabilidade da menina, talvez com maior influência da varinha não ser sua e não lhe obedecer como desejasse, mas o feitiço apenas atingiu Evans de raspão na orelha, indo direto até uma das pesadas cortinas que escondiam a parede de pedra, usada para enfeitar a festa.

- Vicky!!! – Amos virou-se para a menina, apalpando as próprias vestes a procura da varinha, quando a reconheceu nas mãos da menina.

- Não tenho inveja da sua vida medíocre, Evans! Não sei de qual dos dois tenho mais pena: você por fazer o Potter esperar todos esses anos, ou esse idiota por ficar insistindo! Eu não sou nenhuma vadia, mas certamente sei ver quando um rapaz perdeu o interesse em mim, e qualquer um consegue enxergar que o Potter já se cansou de você, caso contrário não ficaria correndo atrás de outras meninas pelo castelo!

Vicky mordeu a própria língua para não continuar. Seria um trunfo perfeito jogar na cara de Evans que James Potter havia beijado logo a vadia que ela tanto ofendia, mas aquele momento ainda era muito íntimo para a Sonserina, de modo que ela queria guardar apenas para si. Além disso, jamais admitiria em público que fora beijada pelo amante de trouxas.

A cortina que havia sido atingida pelo feitiço começou a deslizar, até finalmente rasgar por completo e cair sobre alguns alunos que estavam mais próximos, cobrindo-os com o tecido pesado. Horace Slughorn apareceu, a barriga o anunciando primeiro.

O professor piscou os olhos levemente desfocados pelo hidromel que estava bebendo. Ele parecia não acreditar na cena que estava vendo, com Amos Diggory ainda segurando uma furiosa Victoria, não satisfeita pelo feitiço que lançara, tentando avançar na ruiva.

- Por Salazar, o que deu em vocês hoje, McMillan? – o professor tinha uma ruga entre as sobrancelhas, encarando os dois casais bastante incrédulo. – Precisam de vacina contra raiva ou algo do tipo? Já não basta sua irmã?

Foi a primeira vez que o foco de Victoria saiu de Lily Evans. Ela rapidamente olhou em volta pelo salão, procurando Constance, mas não a encontrou. Como se só agora estivesse processando a confusão anunciada por Potter, Vicky tentou ligar as duas coisas.

- O que houve com a Constance? Onde ela está?

- Indo de volta para a Sonserina, onde a senhorita também vai neste minuto.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Out 25, 2015 2:55 am

No fundo, James sabia que aquela bomba acabaria explodindo nas mãos dele, mais cedo ou mais tarde. Ele estava profundamente aliviado por Victoria não ter mencionado o beijo nas estufas, mas a insinuação da loira sobre ele correr atrás de outras meninas já foi o bastante para que a namorada o encarasse com um semblante sério.

A chegada de Slughorn impediu que Evans fizesse uma cena, mas Potter não tinha a ilusão de que aquela história cairia no esquecimento.

Os dois grifinórios não haviam sido expulsos da festa, mas não viam mais sentido em ficarem ali depois de toda aquela confusão. Lily lançou um último olhar fuzilante na direção da McMillan mais velha, como se dissesse que a guerra não terminaria ali, e depois saiu do salão pisando duro.

Sem grandes escolhas, James seguiu os passos da namorada. Ele sabia que o questionamento viria, mas Lily não esperou nem que eles chegassem à torre da Grifinória.

- Que história é esta de ficar correndo atrás de outras meninas pelo castelo? – a ruiva cutucou o peito do namorado – De onde aquela vadia tirou isso?

- Espere aí... – os olhos de James se estreitaram – Depois de toda essa cena absurda você vai mesmo tentar virar o jogo e me colocar como culpado? O que você acabou de fazer é inaceitável, Lily! Você sempre nos repreendeu por este tipo de conflito, sempre pediu que não comprássemos este tipo de briga! O que mudou?

- Ela! Aquela garota! Eu a odeio! E quero entender por que aquela idiota está insinuando coisas sobre você!

- Eu não faço ideia! – Potter se sentiu péssimo por mentir, mas não havia pior momento que aquele para contar a verdade à namorada.

Os dois chegaram diante do quadro da Mulher-Gorda, que pediu a senha ao casal e foi profundamente ignorada. Lily continuava irritada e Victoria havia conseguido despertar a desconfiança da ruiva com aquele comentário.

- Não faz ideia... Sei! James Potter, se eu descobrir alguma coisa...

- Descobrir o que? – o rapaz a interrompeu, igualmente irritado depois de toda aquela tensão – Se não confia em mim, não faz sentido continuarmos nisso. Eu já me arrastei demais por você, Lily, agora chega!

- Pela quinta vez... – a Mulher Gorda resmungou – A senha!

- Vai se ferrar...

Não ficou claro se James estava dirigindo o xingamento ao quadro ou à namorada. Talvez fosse para as duas. Lily estreitou os olhos, mas não tentou deter o namorado quando Potter girou sobre os calcanhares e desceu a escadaria, seguindo no rumo oposto à torre até sumir num dos tantos corredores.

O apanhador da Grifinória não estava raciocinando, mas seus pés pareciam saber exatamente para onde levá-lo. James só interrompeu a caminhada quando alcançou o piso de pedra das masmorras.

Escondido atrás de uma das paredes, Potter não precisou esperar demais. Por sorte, a filha mais velha dos McMillan apareceu sozinha, já sem a indigesta companhia de Diggory.

Quando Victoria passou ao lado da parede atrás da qual o grifinório se escondia, um dos braços dele a puxou. O semblante de James estava fechado quando ele segurou os dois braços da loira e a pressionou contra a parede. Sua voz soou baixa, mas bastante áspera e carregada.

- O que deu em você? Ficou louca?
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Out 25, 2015 2:57 am

Sirius arregalou os olhos diante da reação do professor e apontou para o próprio peito quando gritou as palavras seguintes.

- EEEEU? Eu fui agredido e sou expulso?! – Ele jogou as mãos para o ar, mas Slughorn não pareceu comovido. – Impressionante, professor!

Demonstrando o máximo de indignação que conseguia, Sirius girou sobre os calcanhares depois que Frank e Alice sumiram do salão com Marlene. Ele levou uma das mãos até o maxilar, mexendo-o e comprovando que ainda estava dolorido. Sem que o professor percebesse, ele surrupiou um copo de bebida com gelo de um dos elfos antes de deixar a festa.

- Outch. – Sirius fez uma careta de dor, levando o copo gelado até o local que levara o soco.

Ele olhou de um lado ao outro no corredor vazio, e ao invés de seguir pela esquerda, onde conseguiria pegar a escada que levaria até o Salão Comunal da Grifinória, o rapaz virou para o lado oposto, onde ele sabia que Constance McMillan teria ido para retornar aos aposentos da Sonserina.

Não precisou andar muito para encontra-la, dois corredores à frente.

Sirius não tinha certeza porque seus pés o haviam levado até ali. Perfeitamente escondido em seu bolso, estava o fio de cabelo que furtara de Regulus quando o empurrou, de modo que seu objetivo naquela festa já havia sido concluído.

Se havia algum lugar que ele deveria estar, além da torre da Grifinória, seria no caminho até a Enfermaria, para se certificar de que McKinnon ficaria bem. Ele duvidava que, após aquela noite, a menina voltasse a sair com ele. Era a segunda vez que os dois estavam juntos e que a menina acabava sendo agredida por McMillan.

O problema era que, independente de tudo que acontecera aquela noite, Sirius precisava ver o rosto de Constance mais uma vez. Mesmo que fosse para comprovar que toda aquela aparência angelical não passava de uma enganação e se convencer de uma vez por todas que McMillan não merecia nem mesmo que ele sentisse uma atração física.

Quando seus olhos encontraram a cabeleira ruiva no final do corredor, Sirius parou de andar e hesitou por um segundo antes de chama-la.

- McMillan. – Sua voz ecoou pelo corredor vazio e alguns quadros que estavam dormindo nas paredes, se remexeram.

Sirius esperou que ela se virasse para continuar o caminho até se aproximar dela. As manchas ainda estavam sendo exibidas no vestido branco, os fios ruivos levemente desalinhados, mas tão linda quanto no começo da festa.

“Não comece, Black” – a familiar vozinha ecoou em sua cabeça. A menina havia acabado de dar uma surra na sua acompanhante. Havia algo de muito errado com ele para pensar, mesmo por um segundo, que ela era linda após o que presenciara.

Em um gesto repentino, Sirius ergueu a mão do bolso, o que não estava com o fio de cabelo de Regulus, e mostrou um bolinho de caldeirão em seus dedos. Ele ergueu na direção da menina.

- Acho que você precisa de um pouco de açúcar para se acalmar. Talvez se tivesse comido antes, não teria tentado assassinar a Lene.

Quando a menina ergueu a mão para pegar o doce, Sirius ergueu a mão livre e a segurou pelo pulso, puxando-a para mais perto do seu corpo.

Foi inevitável que seu coração começasse a bater mais rápido, apenas com a proximidade da Sonserina. Mas Sirius manteve a expressão séria quando a encarou, os belos olhos cinzentos fixos nos azuis dela, sem piscar.

- Eu sei que você tem um péssimo temperamento, Constance... - ele não percebeu quando a chamou pelo primeiro nome. - Mas o que diabos aconteceu esta noite? Você causou um estrago enorme na Marlene, e pelo quê? Por causa de um vestido?

A voz do grifinório estava calma, mas havia um tom de repreensão em suas palavras, quase como se o rapaz estivesse decepcionado com a atitude dela.
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Dom Out 25, 2015 3:44 am

Victoria caminhou em silêncio, apenas seus passos e os de Amos ecoando pelo castelo. A festa de Slughorn havia sido no terceiro andar, de modo que o rapaz só precisasse subir mais dois andares para chegar no Salão Comunal da Corvinal.

Entretanto, ele insistira em acompanha-la ao menos até a escadaria principal, onde ela seguiria sozinha para as masmorras.

Enquanto eles seguiam sem dizer uma palavra, a mente de McMillan estava agitada, os gritos de Evans ecoando em loop dentro da sua cabeça. Aquele sentimento de insegurança e inferioridade eram novos para Victoria e ela não estava gostando nenhum pouco da nova experiência.

Jamais poderia pensar que se sentiria menos bonita, menos inteligente, menos interessante do que uma sangue-ruim. O fato desta sangue-ruim ser Evans apenas piorava a angustia que estava incomodando seu peito.

Quando o casal finalmente alcançou o topo da escada principal, Amos parou diante dela para se despedir. Mesmo após a briga, Victoria ainda tinha os cabelos perfeitamente cacheados com o feitiço que aplicara. A maquiagem não estava tão fresca, mas nada havia sido borrado. Ela imediatamente tirou o casaco que o rapaz lhe emprestara durante o caminho, devolvendo ao seu devido dono.

- Sinto muito, Amos. Você pode não acreditar, mas este não era o desfecho que tinha imaginado para a noite de hoje. – Havia sinceridade na voz de Vicky.

Tudo que a Sonserina queria era se divertir ao lado da boa companhia que Amos Diggory parecia ser, tentar ignorar a insistente lembrança do beijo com Potter e ter uma noite agradável. Quando vira o grifinório e a namorada, Victoria esqueceu completamente a boa intenção. Mesmo que aquela discussão afetasse sua popularidade, ela não poderia deixar Evans passar ilesa.

- Você realmente acha que a Lily é uma sangue-ruim? – O Corvinal perguntou em um tom muito sério, a encarando sem piscar.

Victoria não precisou pensar para responder. Ela imediatamente balançou a cabeça negativamente. Era Constance que costumava ofender os nascidos trouxas. Para Vicky, apenas a rivalidade entre as casas era algo a se alimentar.

- Ela apenas me tira do sério. Se acha a rainha de Hogwarts.

A expressão de Amos pareceu suavizar após a resposta da menina. Ele ergueu uma mão para acariciar o rosto da loira e a voz de Evans novamente ecoou em sua mente. Vicky ergueu os olhos para o rapaz, segurando a mão dele que ainda estava em seu rosto.

- Você não me acha uma vadia, acha? Que os garotos só ficam comigo por diversão?

- Bom Vicky, posso lhe garantir que a noite de hoje foi diferente, mas não sei se foi exatamente divertida. – Havia uma leve brincadeira na voz de Diggory, mas ao perceber a expressão pesada de McMillan, ele continuou. – Não, eu não acho. Você tem os seus defeitos, mas sei que não é tudo aquilo que a Lily disse.

O rapaz se inclinou, depositando um beijo na testa da Sonserina. Para enfatizar o que acabara de dizer, Amos não insistiria em um beijo de despedida, como a maioria dos rapazes faria questão. Ele havia enfrentado toda aquela confusão e agora iria embora sem exigir nada em troca.

- Boa noite. – ele se despediu com uma última carícia em sua bochecha.

Victoria desceu as escadas, e assim que o rapaz sumiu, seus pensamentos se voltaram ao ocorrido da noite. A imagem de Potter ao lado de Evans lhe doía o estômago. Ela se perguntou se o rapaz compartilhava da mesma opinião que a namorada, se James também achava que ela era uma menina fácil, que acabaria em um casamento frustrado e arranjado, porque ninguém seria capaz de leva-la a sério.

Um gritinho escapou da garganta da menina quando ela sentiu alguém puxá-la. Seu primeiro pensamento foi em Severus Snape e em uma possível vingança do sonserino, mas ela logo reconheceu o rosto de James Potter próximo ao seu.

Ela ainda tentou se debater quando o rapaz a segurou pelos dois braços, mas logo desistiu. Ela retribuiu o olhar, respondendo no mesmo tom de voz baixo e carregado.

- Eu? Você andou bebendo, Potter? Sua namorada estava completamente enlouquecida, me ofendeu de inúmeras coisas. Ela estava fora de si e você vem Perguntar se EU estou louca? – Vicky ergueu o queixo para aproximar o rosto de James, fazendo os cachos loiros deslizarem pelos seus ombros. – Aliás, o que você está fazendo aqui? Não deveria estar amparando a coitadinha e inocente da Evans, a pobre mocinha indefesa?

McMillan soltou uma risadinha anasalada, se esforçando para ignorar os olhos marejados.

- O que foi? Só os xingamentos dela não são suficientes? Você veio até aqui só para me ofender também?
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Out 25, 2015 6:53 pm

Depois de dias tentando fugir da loira, Potter não conseguiria explicar por que fora procurar por ela naquela noite. A atitude mais sensata era riscar Victoria de sua vida definitivamente, mas James não conseguiu evitar aquele encontro. Seu peito explodiria se o grifinório não falasse diretamente com a McMillan mais velha depois de toda aquela cena no salão de festas.

- Vocês duas enlouqueceram e ultrapassaram todos os limites da racionalidade! Mas foi você quem começou, McMillan!

Quanto a isso, era uma verdade inquestionável. A discussão jamais teria acontecido se Victoria não tivesse dirigido a expressão “sangue-ruim” contra Evans. Isso não justificava a exaltação de Lily, mas ao menos a ruiva tinha o argumento de que a briga fora iniciada pela sonserina.

No fundo, James não saberia dizer o que estava fazendo ali. Havia o desejo de repreender Victoria por ter causado a briga, mas Potter também queria ter certeza de que ela estava bem depois de engolir as duras palavras de Lily. E é claro que existia também uma profunda gratidão por Victoria não ter exposto a traição dele diante de Evans e de todos os convidados de Slughorn.

No fim das contas, quando os olhos da loira começaram a ficar marejados, James abandonou todos os outros sentimentos e passou a sentir apenas compaixão. McMillan tinha seus inegáveis defeitos, mas não merecia ouvir as ofensas pronunciadas por Lily naquela noite.

- Foi uma briga totalmente desnecessária porque nenhum dos xingamentos trocados tem o menor fundamento. Lily não tem menos valor por causa de suas origens trouxas, tampouco você merece as ofensas pessoais que ela te dirigiu.

Como era óbvio que Victoria estava se esforçando muito para não cair no choro diante de um grifinório, James a consolou com uma carícia delicada. Uma de suas mãos subiu vagarosamente pelo braço da loira até alcançar seu rosto. O polegar circulou gentilmente uma das bochechas rosadas enquanto os outros dedos se apoiaram na nuca de McMillan, sob os cabelos claros e macios.

- Você sabe que não é verdade. Não fique assim, hm?

Por mais que tentasse fugir daquela tentação, James não era capaz de resistir à presença de Victoria. O perfume dela, seus traços bonitos, o vestido que ela selecionara para aquela noite, os cabelos tão macios e sedosos...

Apesar de ter prometido a si mesmo que nunca mais mancharia a fidelidade e a honestidade que se espera de um aluno da Grifinória, James viu-se inclinando novamente na direção de Victoria.

Os dois já estavam muito próximos, de forma que a distância que os separava se desfez com facilidade. Potter não estava mais raciocinando quando enlaçou a cintura fina de Victoria com um dos braços, colou o corpo ao dela e iniciou mais um beijo proibido.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Out 25, 2015 7:15 pm

Duas coisas evitaram que Constance McMillan terminasse de extravasar a sua raiva em Sirius Black. Em primeiro lugar, Regulus ainda estava em posse de sua varinha e a ruiva não tinha a ilusão de que conseguiria derrubar um batedor de quadribol com os punhos. Em segundo lugar, Sirius tinha um bolinho de caldeirão.

O grifinório falava tantas bobagens que dariam uma enciclopédia! Mas, especificamente daquela vez, Sirius tinha razão em uma coisa. Um pouco de açúcar ajudaria muito no humor da McMillan caçula.

O braço da garota chegou a se estender na direção do doce, mas Black foi mais rápido e se aproveitou daquela breve distração de Constance para puxá-la para mais perto. A ruiva se chocou contra o peito firme de Sirius, lançou um olhar de poucos amigos para o rapaz e colocou-se na ponta dos pés para arrancar o bolinho dos dedos dele.

Constance não tentou fugir dos braços do grifinório. Enquanto Sirius falava, ela deu uma generosa mordida no bolinho. A resposta só veio depois de uma segunda mordida.

- Não seja imbecil. – os olhos azuis giraram e McMillan levou um dedo à boca para não desperdiçar um pouco da calda de chocolate que escorria por ali – É claro que não foi por causa do vestido. Tenho dinheiro para comprar um vestido deste para cada aluna deste castelo maldito.

Como se o bolinho fosse mais importante, Constance pausou o discurso para dar mais uma mordida no doce e só continuou a falar depois de engolir.

- Foi uma questão de honra. Ela fez de propósito e eu jamais deixaria isso barato! Não venha dizer que foi um acidente porque você sabe que não foi!

As palavras de Constance eram sinceras. É claro que seu ódio fora alimentado por uma generosa porção de ciúmes, mas a principal motivação para agredir Marlene McKinnon realmente fora a audácia da grifinória em aprontar contra ela.

- E não me olhe com esse olhar reprovador, Black. – Constance cutucou o peito do rapaz, sujando seu casaco com o dedinho melado de chocolate – Até parece que você engole desaforos para evitar brigas... Seu temperamento é tão “doce” quanto o meu. Ou quase isso.

O último pedaço do doce foi empurrado para os lábios de Constance e ela novamente lambeu os dedos para aproveitar até a última gota da calda de chocolate.

Só depois de comer o bolinho, Constance pareceu recuperar a capacidade de raciocínio. Uma de suas sobrancelhas finas se arqueou e ela dirigiu uma expressão fria ao rapaz que a mantinha presa junto ao seu peito.

- O que está fazendo aqui? Não deveria estar na enfermaria consolando a sua namoradinha e ajudando a enfermeira a consertar a cara dela? Aliás, me perdoe, mas aquele narigão da McKinnon não parece ter conserto. Eu deveria tê-lo quebrado, talvez parecesse menor com algumas cartilagens a menos...
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Dom Out 25, 2015 7:27 pm

O coração de Victoria deu uma cambalhota quando ela se deu conta do que estava prestes a acontecer. Ela inclinou o rosto para facilitar o toque dos lábios de James nos seus e assim que suas mãos ficaram livres, ela rodeou o corpo do rapaz em um abraço.

Parecia que todo o seu corpo estava se derretendo, agradecido por finalmente estar lhe dando algo que vinha pedindo há dias. Só então McMillan percebeu o quanto havia desejado beijar novamente o rapaz e que o principal motivo que a levara a ofender Evans naquela noite, havia sido o ciúme de vê-la nos braços de Potter.

A lembrança da ruiva serviu como gatilho para que McMillan se lembrasse do primeiro beijo trocado com o apanhador da grifinória, nas estufas. Apenas a memória da forma com que James interrompera o contato, a pedindo para esquecer o que havia acontecido, fez com que Victoria sentisse seu peito se apertar de novo.

Ela não saberia lidar com outra rejeição vinda do grifinório. Ainda mais quando ele estava se tornando seu principal interesse ao longo dos dias. Aquele beijo estava perfeito e era tudo que ela precisava, mas era questão de tempo até que James voltasse a realidade e voltasse correndo para Lily. A última coisa que Victoria queria era voltar a se sentir desprezada e inferior, e por mais que quisesse continuar toda a noite nos braços do rapaz, teve força suficiente para deslizar os braços até o peito dele.

Suas mãos pousaram contra o peito do rapaz, o afastando delicadamente. Quando o beijo cessou, Victoria ergueu os olhos azuis brilhantes para encará-lo. Seu corpo resmungou com a distancia que surgiu entre eles, mas era melhor que ela fosse a primeira a afastá-lo.

- Não... – Vicky sussurrou, pigarreando em seguida para buscar a coragem, lutando contra o próprio impulso de beijar James mais uma vez.

Seus dedos brincaram com a gola da camisa dele, contrariando a tentativa de interromper aquele momento.

- James, o que você está fazendo? – Ela não percebeu que o chamara pelo primeiro nome, os dedos que brincavam com a camisa subiram mais alguns centímetros até tocá-lo no rosto. – Sua namorada acabou de me chamar de nomes horríveis, você veio aqui reforçar as ofensas dela?

Victoria respirou fundo e finalmente conseguiu tirar as mãos do rapaz. Ela continuou encostada contra a parede, mas seu corpo não tocava mais o de Potter. Algo dentro dela estava queimando, implorando que não fizesse aquilo. A distância era tão pequena e não tocá-lo chegava a ser doloroso.

- Você e a Evans podem pensar o que quiser, eu não sou uma vadia. Eu acabei de sair de um encontro com o Amos, não vou me agarrar com você só porque o seu namoro é completamente sem graça.

Ela olhou por cima de James, encarando a parede oposta para conseguir dizer as palavras seguintes sem que ele visse em seu rosto que era uma grande mentira.

- Além do mais, vou ser eternamente grata pelo que você fez em Hogsmead, mas eu jamais ficaria com você, Potter. O que aconteceu nas estufas foi um erro, como você mesmo disse. Agora eu preciso concordar.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Out 25, 2015 9:41 pm

Apenas Constance McMillan conseguia ser adorável enquanto proferia palavras ácidas e se deliciava com um bolinho ao mesmo tempo. Foi impossível segurar seus lábios de se curvarem em um sorriso divertido diante da cena da Sonserina. A relação dela com doces era algo a ser estudado, definitivamente.

Mas Sirius havia acertado na ideia de lhe presentear com um bolinho. Apesar das palavras provocativas, ela parecia muito mais calma que minutos antes. Ele encolheu os ombros diante da pergunta dela, pensando por um segundo.

O problema era que Black não sabia o que estava fazendo ali. A única certeza que tinha era que sim, ele deveria estar na enfermaria para saber se Marlene estava bem. Mas já havia visto casos muito mais graves que Madame Pomfrey lidara, como a licantropia de Lupin ou o recente caso da irmã de Constance, então não havia dúvidas de que antes que aquela noite terminasse, McKinnon já estaria bem e conforável em sua própria cama.

A tranquilidade em relação a colega Grifinoria, entretanto, não justificava porque seus pés o haviam levado de encontro a ruiva a sua frente. Até que a encontrara naquele corredor, Sirius ainda não sabia se a sua intenção era continuar a discussão iniciada na festa de Horace Slughorn ou simplesmente aproveitar a oportunidade de ficar a sós com ela mais uma vez.

- Lene vai ficar bem, apesar da sua tentativa de homicídio. – Sirius girou os olhos diante do comentário sobre o nariz da colega, mas manteve a expressão divertida, uma covinha se formando em uma de suas bochechas. – Hey, o nariz dela não é tão grande assim... O seu punho que estava desesperadamente tentando acertar alguma coisa.

Sirius fitou o rosto de Constance por alguns segundos, se perdendo nos traços delicados. Os olhos azuis eram impressionantes de tão lindos, os lábios rosados e as pequenas manchinhas que cobrinham seu nariz lhe chamou a atenção. Até mesmo com o vestido todo manchado, ela ainda estava encantadora.

Ele discordava de McMillan, o nariz de Marlene não era exagerado. Mas também não era tão bonito quanto o da sonserina.

- Só achei que seria uma boa ideia lhe dar um docinho para acalmar os nervos antes que você acabasse matando alguém no caminho até as masmorras. Aí, ao invés da detenção que certamente nos espera amanhã, você iria direto para Azkaban.

A distancia entre os dois desapareceu quando Black deu um passo na direção da Sonserina. Seus braços roçaram no dela e por ser mais alto, ele a encarava de cima.

- E eu acho que você é inteligente o suficiente para saber que não há doces em Azkaban.

A voz de Sirius não passava de um sussurro rouco. Ele ergueu a mão que antes segurava o molinho até tocar o canto dos lábios de Constance, limpando com o polegar um vestígio de calda de chocolate que ficara ali.

- Está desperdiçando, McMillan...

Mesmo quando o chocolate já havia desaparecido, sua mão continuou pousada no rosto pálido da menina. Vagarosamente, os dedos se deslocaram até a testa da Sonserina, tirando alguns fios ruivos da franja que tocavam os olhos azuis.

- Por Merlin, beije logo a menina ou saiam daqui, eu quero dormir!

Siriuis se sobressaltou e por um instante pensou que fosse Regulus. Sua mão foi recolhida como se tivesse acabado de queimá-la com fogo. Ele olhou torto na direção do Quadro da parede que havia feito a reclamação, mas sabia que apesar da frustração que sentia, precisava ser grato pela interrupção. Se não tivesse sido trago de volta a realidade, certamente teria se entregado mais uma vez ao beijo de Constance.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Out 25, 2015 11:14 pm

Quando McMillan interrompeu por completo o contato com ele, James sentiu todo o corpo esfriar. A sensação de perda foi muito semelhante ao desamparo de cair de um penhasco.

A primeira vontade de Potter foi dar um passo adiante e retomar um beijo desesperado, mas as palavras da loira o contiveram e obrigaram o apanhador da Grifinória a pousar seus pés novamente no campo da racionalidade.

Por mais que seus instintos implorassem por Victoria, James sabia que a garota estava certa. Os dois estavam cometendo um grande erro. Ele tinha uma namorada e McMillan havia acabado de sair de um encontro com Amos Diggory. Embora os dois rapazes não fossem amigos próximos, Potter admirava o colega e jamais se sentiria confortável com a sensação de trair a confiança dele.

As últimas palavras da loira poderiam soar ofensivas, mas James não se sentiu agredido. Quando Victoria mencionou que jamais ficaria com ele, Potter entendeu perfeitamente que existia um abismo entre os dois. Um abismo que Victoria nunca teria coragem de atravessar, tampouco ele pretendia mudar sua maneira de pensar por ela.

Ambos tinham o sangue puro e pertenciam a famílias tradicionais no mundo da magia. Os Potter eram tão ricos e influentes quanto os McMillan, mas simbolizavam aquilo que a família de Victoria mais desprezava. James aprendera desde cedo a ser tolerante com as diferenças, a respeitar e a encarar mestiços e nascidos trouxas como semelhantes. Eram os típicos “traidores do sangue” que os McMillan jamais aceitariam em seu ciclo de amizades.

- Eu sei.

Potter chegou a estender um dos braços para fazer uma última carícia no rosto da loira, mas conseguiu resistir à tentação. Quando recolheu a mão, seus dedos formigaram, como se estivessem reclamando do toque que não se concretizara.

- Eu lamento por isso, não quis te desrespeitar. Simplesmente não resisti.

Por mais difíceis que fossem aquelas palavras, James se obrigou a articular tais sílabas. A dorzinha do ciúme incomodou seu peito, mas aquele era um ônus da nobreza grifinória. Mesmo que aquilo lhe doesse, Potter queria que Victoria McMillan fosse feliz.

- Eu espero que as coisas deem certo com o Diggory, de verdade. Ele é um cara excepcional.

Já era suficientemente difícil tomar aquela atitude nobre, e aquilo foi o limite de Potter. Sem esperar por uma resposta, ele deu meia volta e saiu das masmorras com passos firmes.

Enquanto caminhava pelos corredores escuros e vazios, James teve tempo para pensar na própria situação. Sua vida amorosa tinha entrado num rumo totalmente inesperado e não havia sequer um culpado a ser apontado. Lily não tinha culpa por não ter despertado a paixão dele, tampouco Victoria merecia levar os créditos pelo fracasso do namoro dos grifinórios. A verdade é que Potter já não se sentia entusiasmado com o namoro mesmo antes da sonserina virar seu coração ao avesso. James não conseguia culpar sequer a si mesmo porque sabia melhor do que ninguém o quanto se esforçara para encontrar em Lily a felicidade que sempre perseguira.

Em meio a tantas reviravoltas e dúvidas, somente uma certeza imperava na mente de James. Não era justo continuar empurrando a sua vida naquela direção tão condenada ao fracasso. Era injusto com Lily, Potter estava sendo desonesto com a namorada e consigo mesmo.

Quando adentrou o Salão Comunal naquela madrugada, o apanhador da Grifinória se sentiu aliviado em ver que Lily ainda não havia subido para o dormitório feminino. Agora que havia tomado uma decisão definitiva, Potter não queria prolongar aquela situação nem por mais um minuto.

Não foi uma conversa fácil. James obviamente não mencionou que estava apaixonado por outra garota e focou sua argumentação no inegável fato de não se sentir tão envolvido quanto deveria. O rapaz garantiu que sua admiração por Lily continuava inabalável, mas que não era justo que continuassem um relacionamento naquelas circunstâncias.

Lily chorou, disparou uma coleção de acusações e saiu do salão antes mesmo que Potter terminasse o seu discurso.

Quando subiu para o quarto que dividia com os amigos, James se sentia mal pelo sofrimento que causara à ruiva, mas aquele sentimento dividia espaço com uma enorme sensação de alívio por ter tomado a atitude mais nobre.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Seg Out 26, 2015 12:19 am

Todo o corpo de Constance implorava por mais um beijo. A ruiva chegou a semicerrar os olhos, esperando pelo contato, mas a voz áspera do quadro mal humorado arremessou a caçula dos McMillan de volta à realidade sem nenhuma sutileza.

Contrariando todas as expectativas, as bochechas de Constance adquiriram um tom mais rosado, o que parecia realçar ainda mais as suas sardas. Por mais que sua personalidade fosse marcante, ela ainda era uma garota que não se sentia à vontade tendo espectadores numa cena mais íntima. Mesmo se tratando somente de um quadro idiota.

- Vá ver a sua namoradinha de nariz avantajado e me deixe em paz, Black.

A ruiva deu um passo para trás, aumentando ainda mais a distância que os separava. É claro que seu corpo não queria se afastar de Sirius, mas Constance se obrigou a pensar com a cabeça. O primogênito dos Black era um amante de trouxas deserdado, era uma vergonha para a própria família. Nada de bom poderia vir de um relacionamento com ele, então o mais sensato era colocar um ponto final naquela história antes mesmo que ela começasse.

Com medo de fraquejar naquela decisão, Constance retomou a sua caminhada na direção das masmorras com passos rápidos e sem olhar para trás.

A sua esperança era se manter afastada de Sirius Black nos próximos meses, mas esta decisão foi frustrada logo na manhã seguinte, quando os dois jovens foram chamados na sala da diretoria. Slughorn havia relatado a briga para Dumbledore, mas apontara somente Constance, Marlene e Sirius como culpados. A ruiva se sentiu meio injustiçada por Regulus não ter sido incluído, mas é óbvio que não entregaria a culpa do melhor amigo.

Marlene estava fisicamente bem, mas segundo Madame Pomfrey a morena ainda precisaria de alguns dias para se recuperar psicologicamente daquele abalo. Por causa disso e pelo fato de McKinnon já ter recebido um bom castigo, Dumbledore decidiu poupá-la da detenção.

Para desespero de Constance, somente Sirius Black lhe faria companhia naquele castigo. E Dumbledore pareceu sentir um prazer mórbido em unir os dois jovens na mesma detenção. Foi com um sorriso sereno que o velho comunicou aos dois estudantes que eles só teriam as tardes livres novamente quando o corujal estivesse impecavelmente limpo.

- QUE??? – Constance ergueu a voz e estreitou os olhos – O senhor tem noção do que acabou de dizer? Um corujal NUNCA ficará totalmente limpo. – a ruiva completou, sem frear a língua – Corujas são máquinas de bosta!

- Pensei que fossem aves. – Albus respondeu com a entonação amena de sempre – Mas a sua teoria explica muita coisa, Srta. McMillan.

- Está falando sério???

- Embora eu goste de uma boa piada, eu jamais brincaria ao aplicar uma detenção. Se a senhorita e o Sr. Black trabalharem em equipe, estou certo de que alcançarão o sucesso.

- Ótimo. – Constance deu uma leve cotovelada nas costelas de Sirius, concluindo com a voz carregada de deboche - Vamos dividir as funções, Black. Você limpa o corujal enquanto eu enfio rolhas nos rabos de todas as corujas.
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Seg Out 26, 2015 12:33 am

Quando os passos de Potter pararam de ecoar no corredor, Vicky deixou o ar escapar de seus pulmões, a respiração presa até então. Havia uma disputa interna sobre como deveria se sentir com o que acabara de fazer. Ela queria correr atrás de Potter, puxá-lo pelo braço e dizer que havia sido uma idiota, que o dia seguinte não importava, desde que ele pudesse beijá-la mais uma vez. Por outro lado, seu orgulho lhe parabenizava pela atitude. Ao menos daquela forma, ele não teria a oportunidade de rejeitá-la mais uma vez e ela não sairia magoada.

Era irônico que a atitude que tomara para não se magoar, acabara lhe machucando da mesma forma.

Dando-se por vencida, Victoria finalmente retomou seu caminho de volta ao Salão Comunal.

***

Quando o dia seguinte chegou, antes que a hora do almoço interrompesse as aulas, o burburinho sobre o rompimento do namoro de James Potter e Lily Evans já rodava por todo o castelo.

Algumas pessoas não se mostravam surpresas, mas a maioria dos moradores de Hogwarts pareciam não acreditar que, após anos tentando que Evans lhe desse atenção, Potter havia terminado tudo.

Victoria dizia a si mesma, repetida vezes, que o ocorrido não tinha nenhuma ligação com ela, com os beijos trocados com o rapaz e a cena que acontecera na festa do professor de Poções. Mas algo dentro dela comemorava silenciosamente. Nem mesmo a visão de uma Lily com rosto inchado foi capaz de comovê-la. Depois de tudo que a ruiva havia lhe dito na noite anterior, McMillan não sentia o mínimo de empatia pela grifinória.

Durante todo o dia, ela foi capaz de evitar Amos e James. Mas quando a última aula do dia chegou, dividida com a casa dos Leões, ela sabia que não conseguiria mais se esconder.

O baixinho professor Flitwick estava equilibrado em uma pilha de livros, sorridente como sempre, o que causou uma pontinha de irritação em Victoria. Havia motivos para tanta felicidade?

A menina passou os olhos brevemente pela sala, e logo notou que Lily Evans não estava presente. A ruiva era uma das melhores alunas em Feitiços e não era comum que faltasse aulas, mas McMillan deduziu facilmente o motivo para aquela exceção.

Ela se apressou a sentar em um dos lugares mais a frente, de modo que não passaria todo o tempo fitando a nuca de James Potter. Victoria se remexeu durante toda a aula, em um controle enorme para não se virar para trás, procurando um par de olhos castanhos. Quando a aula finalmente chegou ao fim, ela juntou seu material e levantou do seu lugar.

Os alunos também juntavam seus pertences, apressados para se prepararem para o jantar. Vicky, entretanto, parecia se arrastar. Quando a sala já estava com um número mais reduzido de pessoas, ela se aproximou de James, segurando os livros contra o próprio peito.

- Posso falar com você? – A menina sussurrou, procurando não chamar atenção.

A única pessoa além de James que pareceu notar sua presença, foi Sirius Black, sentado ao lado do melhor amigo. O rapaz ergueu uma sobrancelha negra, mas não fez menção de ir embora.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Seg Out 26, 2015 12:59 am

Mais difícil que terminar o namoro com Lily Evans foi lidar com os três melhores amigos na manhã seguinte. Sirius, Remus e Peter foram os primeiros a saber sobre o término do relacionamento e simplesmente se recusaram a acreditar. Depois de tantos anos se humilhando pela atenção da ruiva, Potter terminara o namoro em tempo recorde! E sem uma razão forte o bastante!

Por mais bizarro que pudesse ser, o apanhador da Grifinória discutiu o relacionamento com os amigos como se estivesse terminando o namoro pela segunda vez. Pettigrew parecia arrasado, Lupin estava totalmente confuso e Sirius ficou meio irritado com os argumentos fracos do amigo.

Como James já imaginava, não demorou para que a notícia de espalhasse como fumaça pelo castelo. Somente os colegas mais próximos se atreveram a fazer perguntas diretamente a Potter, mas o apanhador passou o dia ouvindo burburinhos por onde passava.

O fato de Lily parecer arrasada e ofendida não ajudava em nada. Potter tivera uma atitude nobre, mas acabou ganhando o papel de vilão da história.

Foi um alívio entrar na sala de Feitiços sabendo que aquela seria a última aula do dia. Em breve, James estaria livre para passar o resto da noite no dormitório, onde o maldito burburinho não o acompanharia. O fato daquela aula ser em conjunto com a Sonserina só fez o tempo passar ainda mais devagar, mas Potter se manteve focado na noite tranquila que pretendia ter longe de toda aquela fofoca.

Depois da conversa definitiva com Victoria na noite anterior, a última coisa que James esperava era ser procurado pela loira. Sirius também pareceu surpreso e meio desconfiado com a aproximação da sonserina. Era a segunda vez que os dois amigos estavam juntos e a McMillan mais velha aparecia solicitando a atenção de Potter.

A desconfiança de Black provavelmente aumentou quando James não dispensou a loira. O apanhador enfiou seus livros de volta na mochila, a pendurou em um dos ombros e despediu-se do melhor amigo com um breve aceno antes de se encaminhar para fora da sala. Com um gesto discreto, Potter convidou Victoria a segui-lo.

A sala de Feitiços ficava no segundo andar de Hogwarts. Por sorte, era um piso com poucas salas funcionantes e, consequentemente, pouco movimento. Também era neste andar que ficava um dos pontos menos frequentados de todo o castelo. E foi exatamente por saber que ninguém costumava passar por ali que Potter guiou Victoria até o banheiro interditado do fim do corredor, mais conhecido por ser assombrado pela Murta-Que-Geme.

Por sorte, nem mesmo a dramática fantasma parecia estar por ali quando os dois jovens entraram.

Potter apoiou a mochila pesada em uma das pias abandonadas antes de se voltar para Victoria, bastante sério.

- Achei que depois de ontem não tivéssemos mais nada a dizer um ao outro, McMillan.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Seg Out 26, 2015 1:00 am

Sirius começava a ver a acidez de Constance com outros olhos. Mesmo a audácia com que ela respondia ao diretor era capaz de lhe arrancar risadas. Era muita sorte da Sonserina que Dumbledore tivesse tanto bom humor, pois qualquer outro professor não toleraria o palavreado da menina.

Ele precisava concordar com a ruiva que aquela detenção era um tanto quanto suicida. Black já havia levado diversas detenções em seus anos em Hogwarts, mas era a primeira vez que ele se sentia injustiçado. Tudo que fizera fora separar a briga das duas meninas e ainda levara um soco do próprio irmão. Levando em consideração que ninguém havia descoberto sua travessura no escritório do diretor, ele fez de conta que estava sendo punido pela travessura que realmente era de sua origem.

Após a pequena reunião com McMillan e Dumbledore, Sirius foi até a mesa da grifinória, no Salão Principal, e a notícia que recebeu varreu qualquer assunto de Corujal da sua mente. A novidade do rompimento de James e Lily parecia ser a maior piada do ano e Black não acreditaria enquanto não escutasse da boca do melhor amigo.

Potter havia lhe enchido a cabeça durante anos sobre como Lily era a mulher da sua vida e em todos os planos mirabolantes que tentava arrumar para convencê-la a sair com ele. Nem mesmo Black e Lupin acreditavam mais que um dia a ruiva fosse ceder, e quando aquilo finalmente aconteceu, seu melhor amigo parecia ser o rapaz mais realizado do castleo.

Um rompimento repentino simplesmente não fazia sentido para Black, que não ouvira nenhuma queixa de James sobre o relacionamento até então.

Durante a aula de feitiços, o lugar normalmente ocupado por Evans havia sido substituído por Sirius, exercendo seu papel de melhor amigo. Quando McMillan se aproximou dos dois, o rapaz chegou a pensar que pudesse ser algum recado de Constance sobre a detenção, mas a loira se dirigiu explicitamente ao apanhador da Grifinória, fazendo sua sobrancelha se erguer.

- Que houve, McMillan? Perdeu a tarraxa do brinco e precisa de ajuda para procurar?

***

Sirius não insistiu no assunto Victoria McMillan ou Lily Evans com o melhor amigo. Por ele, teria esperado durante todo o jantar até James aparecer e começado um interrogatório. Mas se não comesse correndo, se atrasaria para a detenção.

Quando Black finalmente chegou ao Corujal, o cheiro ruim logo anunciou todo o trabalho que teria pela frente. Ainda não havia sinal de McMillan e por um segundo Sirius se perguntou se a menina teria coragem de escapar do castigo.

Conforme os dias passavam e Dezembro se aproximava, o frio se tornava mais predominante. Apesar disso, no Corujal fechado e abafado, não havia necessidades de casacos. Sirius tirou seu sobretudo preto com o emblema da Grifinória e o depositou em um canto, cuidadosamente dobrado. A gravata foi afrouxada e logo teve o mesmo destino que a primeira peça. Apenas com a camisa branca e a calça preta, Sirius puxou as mangas até que estivessem na altura dos cotovelos.

- Bom... – Ele olhou ao redor, onde as diversas prateleiras onde as corujas normalmente dormiam, estavam vazias. – Definitivamente é uma caquinha de detenção.

O horário noturno definitivamente era o melhor para aquele trabalho. As aves normalmente saíam para caçar algum alimento, diminuindo o risco de sujarem algo que havia acabado de limpar.

Em um canto, já providenciado por Filch, estavam dois baldes com esfregões e esponjas. Sem se importar com luvas, o rapaz pegou um dos kits de limpeza e começou o trabalho, sem esperar por Constance.
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Re: The Marauders

Mensagem por Michaela Moccia em Seg Out 26, 2015 1:12 am

Era impressionante como Potter tinha a capacidade de fazer sua confiança ir por água abaixo com um simples olhar. Victoria era rica, bonita e popular, a maioria dos rapazes fariam de tudo para agradá-la, e ela sabia perfeitamente como se aproveitar disso. Mas quando ficava a sós com o Grifinório, ela parecia se transformar em uma menininha insegura.

Mesmo após a pergunta dele, Vicky caminhou em silêncio por alguns segundos, deixando sua bolsa verde encostada no chão, apoiada em uma das cabines. Enquanto Potter estava próximo das pias, ela procurou manter uma pequena distância, se colocando no início do corredor de portas que acessavam as casinhas privativas.

Ela dobrou os braços, tentando escolher as palavras com calma.

- Eu só queria saber... Eu ouvi o que aconteceu. – De repente, um fio solto de seu suéter pareceu imensamente interessante. Seus dedos nervosos cutucavam a roupa discretamente. – Queria ter certeza que não foi pelo que eu disse ontem.

Os olhos azuis finalmente se ergueram para encarar o rapaz.

- Eu já entendi que tive minha parcela de culpa na confusão de ontem, Potter. Mas não era minha intenção fazer você e a Evans terminarem.

O rapaz só não precisava saber que ela estava feliz com aquela notícia.

Victoria não ligava que Lily não estivesse lidando bem com o fim do namoro, mas era a primeira vez que ela pensava em como Potter estaria. Ela podia não ter tido muitos relacionamentos sérios, mas deduzia que não estava sendo divertido para ele também.

- Não tive a intenção de magoar você também. – A última frase foi dita em um sussurro, encarando-o sem piscar.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Seg Out 26, 2015 1:49 am

Diante do comportamento pacífico de Victoria, James também decidiu abandonar a postura defensiva. Era óbvio que a sonserina não tinha más intenções quando sugeriu aquela conversa.

Embora duvidasse que McMillan lamentasse pelo sofrimento de Evans, James acreditou na sinceridade da loira sobre não querer magoá-lo.

- Tudo o que aconteceu ontem só me deu coragem para tomar uma atitude que venho adiando há meses. Lily e eu já não estávamos bem muito antes de você aparecer, McMillan.

A voz grave de James ecoava meio etérea pelo banheiro vazio. Apesar do teor sério da conversa, ele encarava McMillan com um semblante menos carregado.

O apanhador da Grifinória estava sendo sincero em suas explicações. Ele não havia terminado o namoro com Evans pensando em ter uma chance com Victoria. Pelo contrário, ele tinha plena certeza de que, apesar de toda a química, os dois tinham um futuro incompatível.

O sentimento que ele agora nutria pela loira somente reforçou o quanto era errado continuar ao lado de Lily. A ruiva merecia mais que um namorado desmotivado, que se sentia muito mais atraído por outra menina.

- É claro que não estou feliz. A Lily ficou magoada e ela não merecia isso. Mas eu me sinto aliviado. Estou convicto de que tomei a atitude mais certa. Não era justo com ela, nem comigo mesmo. Eu não estava feliz e jamais a faria feliz deste jeito.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Seg Out 26, 2015 11:04 pm

Como de costume, Constance estava atrasada. Mas isso não significava muita coisa, visto que a ruiva tinha o costume de se atrasar para praticamente todos os seus compromissos. Era raro que a caçula dos McMillan chegasse às aulas antes do professor, e isso já lhe rendera inúmeras detenções aplicadas por Minerva McGonnagal. Constance era sempre uma das últimas a chegar ao Salão Principal para as refeições e, mesmo sendo a melhor amiga de Regulus, nunca chegara a tempo de ver o início de uma partida de quadribol.

Ao contrário de Victoria, não era por vaidade que a McMillan caçula se atrasava. Constance tinha o péssimo hábito de não dar importância ao tempo e, aliado a isso, tinha o costume de fazer tudo de última hora.

Naquela noite não fora diferente. A ruiva se distraiu folheando um livro e quando olhou o relógio, os ponteiros mostravam que ela já deveria estar no corujal há dez minutos. E o agravante era que Constance sequer havia jantado.

Enquanto resmungava uma sequência infindável de xingamentos contra a própria procrastinação, Constance trocou seu uniforme por roupas mais velhas e confortáveis, que ela não lamentaria jogar fora por causa de excrementos de corujas. A calça preta era justa, mas modelava bem suas pernas. A blusa branca simples não a protegeria do frio no caminho até o corujal, razão pela qual McMillan completou o visual com um velho pulôver vermelho e botas pretas de cano alto. Por fim, os cabelos ruivos foram amarrados num rabo de cavalo alto.

Não havia tempo para jantar, mas Constance se recusou a cumprir a detenção com fome. Ela passou literalmente correndo pela mesa da Sonserina no Salão Principal, enfiou uma tortinha de abóbora inteira na boca e continuou sua corrida na direção do corujal levando um pãozinho em cada mão.

A ruiva terminava de engolir o último pedacinho de pão quando terminou de subir a escadaria que levava ao corujal. Como fora uma longa corrida até ali, o rosto de Constance estava vermelho pelo esforço, o que realçava bastante as sardas discretas que cobriam suas bochechas e o nariz.

Um suspiro pesado escapou de seus lábios quando os olhos azuis avistaram Sirius, já trabalhando duro. Bastou dar uma olhada ao redor para que Constance bufasse, irritada com a imundície ao seu redor. Seria uma noite longa e nojenta.

Foi com uma expressão de desprezo que a sonserina olhou os baldes, luvas e esfregões. Vinda de uma família rica e tradicional, Constance estava acostumada a ver elfos domésticos fazendo aquele tipo de trabalho. Ela nunca tivera que limpar o próprio quarto, era ultrajante sujar suas mãos com bosta de coruja.

- Este velho está caducando... – Constance resmungou consigo mesma, obviamente se referindo a Dumbledore – Não sei como o Ministério da Magia permite que ele continue no cargo.

Ao contrário de Sirius, McMillan não dispensou as luvas. Mas, contrariando o que seria de se esperar de uma garota, não houve chiliques, ameaças de vômitos, caretas enojadas. Constance tinha somente um semblante irritado quando pegou uma das esponjas para começar a limpar um dos tantos poleiros completamente sujos.

- Tem comida aí, Black? – a ruiva resmungou, de costas para Sirius – Eu deveria ter pegado mais tortinhas. Onde estão as corujas...?

A menina espiou ao seu redor e girou os olhos ao notar a expressão meio assustada que Sirius lhe lançava.

- É só uma dúvida! Eu não quero comer as corujas, seu doente! Pelo menos, não agora. A minha fome pode piorar depois de um trabalho tão duro, nunca se sabe...
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