The Marauders

Página 6 de 22 Anterior  1 ... 5, 6, 7 ... 14 ... 22  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 2:11 am

Ao invés de se sentir melhor, James estava um pouco mais abatido quando os primeiros raios de sol iluminaram a enfermaria, iniciando uma manhã bem diferente do chuvoso dia anterior.

O apanhador da Grifinória continuava bastante dolorido, mas não era isso que preocupava Madame Pomfrey. Depois de examinar o aluno, a enfermeira se mostrou preocupada com o pequeno progresso dele.

Mesmo depois de um dia inteiro de tratamento, Potter ainda estava muito fraco. Ele conseguia movimentar as duas pernas debilmente, mas já era esperado que estivesse forte o bastante para andar depois de tantas doses da poção curativa. E foi esta a preocupação que a enfermeira relatou ao diretor quando Dumbledore apareceu para visitar o rapaz logo nas primeiras horas da manhã.

Embora ainda estivesse bastante sonolento, James ouviu quando Madame Pomfrey repetiu a sugestão de que o garoto precisava ser avaliado por um curandeiro no St. Mungus. Albus concordou, mas pediu que esperassem até que ele entrasse em contato com os pais de James. Os Potter precisavam saber que o filho seria transferido para o hospital.

Enquanto todos os detalhes eram arranjados para aquela transferência, as visitas foram liberadas. A enfermeira simplesmente não conseguiria conter toda a multidão de grifinórios raivosos que desejavam ver o apanhador do time. Potter não havia pegado o pomo, mas isso não desmerecia o valor que os colegas lhe davam.

Todos os visitantes riam e conversavam animadamente com James, mas saíam da enfermaria carregando semblantes de preocupação nos rostos. Pomfrey garantia que estava tudo sob controle, mas era notável que alguma coisa não ia bem na evolução do rapaz.

A única que não pareceu se importar muito com isso foi Lily Evans. Ela se sentia um pouco culpada, mas não conseguia deixar de lado a sensação de que era uma sorte o ex-namorado estar tão sonolento e confuso. Com a consciência vacilando daquela maneira, seria muito mais fácil convencer Potter de que os dois tinham que retomar o namoro.

E foi exatamente isso que Lily fez naquela tarde. Os olhos de James estavam abertos e a fitavam, mas ele tinha aquela expressão distante, de alguém que estava dormindo com as pálpebras erguidas. Foi por isso que Potter não disse uma só palavra enquanto a ruiva insinuava que os dois precisavam se unir novamente.

Assim como ele não respondeu às insinuações da ruiva, o apanhador também não retribuiu ao beijo. Seus lábios frios se mantiveram imóveis enquanto Lily os beijava.

A voz de Victoria fez com que James piscasse, mas esta foi a única reação que seu corpo chocado conseguiu exercer. Enquanto as duas garotas discutiam, Potter sentiu que sua consciência novamente mergulhava fundo na escuridão. Ele não estava mais presente na enfermaria quando Madame Pomfrey, atraída pelos gritos femininos, se aproximou da cena e percebeu imediatamente que havia algo muito errado com o seu paciente.

Ao invés de repreender as garotas pela discussão, a enfermeira passou correndo por elas e se inclinou na direção de Potter. Seus dedos ágeis demoraram apenas alguns poucos segundos para encontrar os pulsos fracos nos braços e no pescoço do grifinório. Toda a cena já indicava que havia algum problema, mas a gravidade da situação ficou ainda mais evidente quando um dos aparelhos ligados ao corpo de James começou a apitar.

Como se tivesse sido enviado por uma entidade superior, Minerva McGonagall surgiu exatamente naquele instante para avisar que a transferência do rapaz para o hospital fora autorizada pelo casal Potter. A diretora da Grifinória arregalou os olhos diante da cena formada na enfermaria e correu para ajudar Pomfrey.

- O que aconteceu??? - Minerva segurou o braço de James enquanto a enfermeira enfiava uma agulha numa das veias dele para injetar uma poção amarelada

- Eu disse que não podíamos esperar! Eu avisei que ele estava piorando! O coração dele vai parar, Minerva!!!

O desabafo da enfermeira escapou sem que ela se lembrasse da presença das duas alunas na enfermaria. Minerva arregalou os olhos e perdeu todas as cores, mas respirou fundo para reassumir a sua postura de autoridade naquele castelo.

- Senhoritas Evans e McMillan, saiam daqui agora!!! – Minerva se virou para um dos quadros da enfermaria – Vincent, eu preciso do Professor Dumbledore aqui, imediatamente!!!

A imagem de um velho curandeiro estampada no quadro concordou com um breve movimento de cabeça antes de sumir na moldura.
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 2:35 am

Victoria estava tão cega de raiva diante da presença de Evans que não reparou no estado alienado de Potter. Apenas quando a enfermeira se mostrou apavorada com o estado do apanhador, que a menina entendeu a gravidade da situação.

Evans levantou da cama enquanto Madame Pomfrey rodeava seu paciente com seus cuidados. A ruiva cambaleou até parar ao lado de McMillan, as duas congeladas, incrédulas com a cena que acontecia a sua frente.

Quando a enfermeira disse que o coração de Potter ia parar, Lily soltou um gritinho e tampou a própria boca, os olhos verdes se enchendo de lágrimas. O chocolate que estava nas mãos de Vicky fez um barulho quando escapou de seus dedos e foi de encontro ao chão. Todo o sangue pareceu escapar do rosto da Sonserina e nem mesmo a maquiagem foi capaz de disfarçar a palidez que surgiu.

Mesmo diante dos gritos da diretora da grifinória, McMillan não se mexeu. Parecia que havia sido petrificada por um feitiço, sendo incapaz de qualquer movimento. Seus olhos azuis estavam fixos em um Potter desacordado. O pânico que se espalhou pelo seu corpo era muito maior do que quando o balaço o atingira.

A mão de Evans a puxou pelo braço, trazendo a loira de volta a realidade. Lágrimas manchavam o rosto da grifinória, que ao contrário de McMillan, demonstrava todo o medo que as duas estavam sentindo.

- Anda, McMillan! – Lily chamou, parecendo desesperada que a presença das duas pudesse piorar o estado do apanhador. – Vamos logo!

A cabeleira loira de Vicky balançou de um lado para o outro em negação. Seu queixo tremeu, mas foi o máximo que seu rosto conseguiu expressar do turbilhão de sentimentos que a invadia. Ela não sairia dali. E se o coração dele realmente parasse? E se aquela fosse a última vez que pudesse ver o rosto de James Potter com vida?

Victoria não conseguia dizer quanto tempo havia passado, mas os passos de Albus Dumbledore logo ecoaram pela enfermaria enquanto o homem se juntava a enfermeira e a professora. Ele olhou brevemente para as duas alunas, e com um tom de voz extremamente sério que não lhe era comum, ordenou que as meninas se retirassem.

A mão de Evans puxou Victoria mais uma vez, e a Sosnerina se deixou levar até a saída da enfermaria. Quando a porta de madeira se fechou, o pânico pareceu se multiplicar. Não ver o rosto de James era ainda pior do que vê-lo naquele estado tão delicado.

Ela lançou um olhar de pânico para a ruiva a sua frente, mas Lily chorava copiosamente. Remus Lupin surgiu, provavelmente a caminho de mais uma visita ao melhor amigo, quando arregalou os olhos para a colega de casa.

- Lily? O que houve? O que aconteceu? – ele tocou a grifinória no ombro e olhou para a porta fechada da enfermaria.

O olhar do rapaz também começou a ser possuído pelo pânico, já assumindo o pior. Ele olhou para McMillan na esperança que a sonserina conseguisse lhe explicar o que Evans não era capaz, mas a loira só teve forças para girar sobre os calcanhares e correr para longe da enfermaria.
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 2:54 am

O convite de Sirius Black chegou às mãos da ruiva pontualmente. Se Constance estivesse confusa quanto ao que deveria fazer, a insinuação final do grifinório exterminava qualquer dúvida. Sirius e chocolate era uma mistura irresistível demais para ser recusada.

Mesmo correndo o risco de ser pega em flagrante ao lado de um traidor do próprio sangue, a caçula dos McMillan seguiu na direção da velha cabana do guarda-caça de Hogwarts. O coração dela deu um pulo gostoso dentro do peito quando seus olhos avistaram Black.

Um meio sorriso surgiu nos lábios da ruiva enquanto ela caminhava na direção de Sirius. Pouco se importando com o solo ainda molhado pela tempestade do dia anterior, Constance abandonou suas coisas num canto qualquer antes de se jogar nos braços do rapaz. Não houve receios ou constrangimentos. McMillan simplesmente decidiu realizar o desejo que a consumira durante todo aquele dia longe do grifinório.

Os lábios se uniram num beijo de tirar o fôlego. Sirius a abraçou com tanta firmeza que retirou os pés de Constance do chão, obrigando-a a se pendurar no pescoço dele para manter o equilíbrio.

A ruiva não estava raciocinando quando permitiu que Black apoiasse as costas dela contra a parede da cabana e colasse os corpos. Instintivamente, Constance passou as coxas pela cintura do rapaz, intensificando ainda mais aquele abraço.

Em meio a um beijo sufocante, McMillan murmurou o nome do batedor da Grifinória. Os dois certamente teriam ultrapassado vários limites naquela tarde se não tivessem sido subitamente interrompidos pela voz totalmente constrangida de Remus Lupin. O lobisomem havia localizado o amigo através do Mapa do Maroto e, mesmo sabendo que Sirius estava com Constance McMillan, teve que seguir o rastro dele.

- Padfoot...?

Constance soltou um gritinho, arregalou os olhos daquele seu jeitinho adorável e afastou Sirius empurrando o peito firme do rapaz. Lupin se encolheu um pouco quando o casal lhe lançou um olhar zangado, mas respirou fundo. Ele estava ali porque algo estava havendo. Algo muito mais importante que Sirius e suas conquistas.

- Há algo errado com o Prongs. Dumbledore mandou destravar as lareiras e trouxe uma equipe do Mungus. Vão levá-lo para o hospital agora.

Nos segundos seguintes, tudo aconteceu muito rápido. Constance recolheu suas coisas jogadas no chão e correu de volta ao castelo. Os dois rapazes, mais fortes e com pernas mais compridas, conseguiram alguns metros de dianteira. Mas a porta da enfermaria ainda estava fechada quando a caçula dos McMillan chegou ao local.

Uma pequena multidão se aglomerava ali. Lily Evans chorava copiosamente, como se o ex-namorado já estivesse morto. Alice tentava consolar a amiga, mas também derramava uma cortina de lágrimas enquanto explicava aos recém chegados o que havia acontecido.

A confusão teve fim quando Dumbledore abriu subitamente as portas duplas da enfermaria. O diretor não precisou dizer nada, bastou um olhar mais sério para que os alunos presentes abrissem espaço.

Madame Pomfrey foi a primeira a sair e sua visão só serviu para angustiar mais os jovens. A enfermeira, sempre tão forte, estava com os olhos vermelhos. Em todos aqueles anos de profissão, ela já havia socorrido todo o tipo de acidentes e nunca tinha perdido nenhum aluno. A chance de James Potter não retornar ao castelo a deixava arrasada.

Logo atrás da mulher, surgiu um curandeiro usando um uniforme com as iniciais do Hospital St. Mungus. Graças a um feitiço executado pelo homem, a maca na qual James estava deitado levitava ao lado dele.

A imagem do rapaz era, no mínimo, chocante. Potter continuava desacordado, e agora exibia uma pele pálida como a de um fantasma. Sua boca e seu nariz estavam cobertos por uma máscara ligada a um balão de gás, que parecia ter vida própria e controlava o ritmo da respiração do rapaz.

Nem mesmo os mais curiosos conseguiram reparar em mais detalhes, visto que a maca deslizou rapidamente por entre os presentes, seguindo na direção da sala de Albus Dumbledore, onde uma chave de portal já estava pronta e esperava para levar Potter e o curandeiro até o St. Mungus.
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 3:33 am

Desde o momento que havia recebido a notícia através de Lupin e durante todo o caminho de volta ao castelo, Sirius não havia compreendido a gravidade das palavras do amigo. Parecia irreal demais que Potter tivesse piorado tanto da noite para o dia.

Apenas quando o corpo de James passou flutuando diante de seus olhos, Black finalmente compreendeu o que estava acontecendo. Tudo parecia acontecer em câmera lenta e ele não foi capaz de ouvir as vozes dos colegas ao seu redor, nem mesmo o choro de Lily Evans.

Inconscientemente, Sirius deu um passo na direção da maca que levava o melhor amigo, como se ele pudesse fazer alguma coisa para que James levantasse dali completamente recuperado. Entretanto, ao perceber o movimento, Remus Lupin ergueu um braço, impedindo que o animago fosse em frente.

As íris cinzentas do rapaz acompanharam todo o movimento e, mais uma vez, ele tentou avançar na direção de Potter. Desta vez, Remus ficou de frente do batedor, as mãos espalmadas contra o peito dele, bloqueando seu caminho.

- Padfoot... Não. A melhor chance que o Prongs tem é ser atendido no St. Mungus. Não vamos atrasar a transferência dele.

Sirius não parecia compreender as palavras que saíam da boca do lobisomem, encarando sem piscar o pontinho onde Dumbledore havia sumido com James e o responsável do hospital. Assim que o menino desapareceu, Alice puxou Lily para acompanha-la de volta a torre da grifinória. Os curiosos começaram a se afastar, mas Black continuou imobilizado.

- Me da o mapa.

Remus piscou algumas vezes diante do pedido inusitado e recuou alguns passos.

- Me da o mapa, Moony! Sei que está com você! – Assim como sempre acontecia quando Sirius começava a perder o controle de seu temperamento, ele cerrou os punhos, a voz começando a ficar mais alta. – Me da o mapa! Eu preciso saber onde aquele desgraçado está!

Não precisava ser um gênio para saber que Sirius falava de Macnair. Ele estava completamente absorto a presença de Constance enquanto berrava com o amigo.

- Paddy, não! – Apesar de não gritar de volta, Remus tinha uma expressão séria e falava com firmeza. – Isso não vai fazer com que o Prongs melhore!

- Mas com certeza vai fazer com que aquele covarde se sinta MUITO pior. – Sirius avançou no lobisomem, o segurando pela gola do uniforme. – Me da o mapa, Moony!

A chegada da professora McGonnagal não poderia ter sido em melhor hora. A diretora da grifinória deixou a enfermaria, fechando a porta atrás dela, e pareceu surpresa ao ver dois de seus alunos quase iniciando uma briga.

- Sr. Black! Sr. Lupin! O que está acontecendo?

Sirius ainda encarou o amigo por alguns segundos antes de soltá-lo. Remus esticou as próprias vestes amarrotadas quando se viu livre de levar um soco.

- Apenas estamos preocupados com o James, professora. – Remus explicou, sem desviar o olhar de Sirius.

Pisando duro, ele passou por Lupin, seguindo o caminho feito por Lily e Alice. Ele não culpava o lobisomem pelo que estava acontecendo, mas a fúria que sentia por Macnair estava transbordando e qualquer um que o impedisse de conseguir sua vingança acabaria atingido por respingos da ira Black.

O rapaz não olhou novamente para ver se Constance McMillan ainda estava assistindo a cena.

***

Quando o dia seguinte chegou, Sirius ainda tinha a sede de vingança pelo sangue do sonserino culpado por enviar seu melhor amigo ao hospital, mas ao menos havia conseguido controlar sua explosão.

Não foi preciso um dialogo muito demorado para que Lupin perdoasse o comportamento do dia anterior. Por ser sempre o mais centrado do grupo, o lobisomem estava acostumado com as atitudes movidas pelo impulso dos amigos e sabia que aquela era apenas uma maneira de Black demonstrar a preocupação com a internação de Potter.

Logo pelo café da manhã, os alunos foram recebidos pela notícia de que as últimas semanas de aula até o natal seriam liberadas, antecipando as férias de final de ano. Enquanto arrumava as suas coisas no malão para embarcar no trem no dia seguinte, Sirius pensou no quanto seria desconfortável ir para a casa dos Potter sem o melhor amigo.

Ele provavelmente passaria a maior parte do tempo no St. Mungos junto com Fleamont e Euphemia Potter, mas mesmo assim se deu o trabalho de juntar também os pertences do apanhador. Quando voltasse para casa, James provavelmente precisaria de algumas coisas deixadas no dormitório.

Sirius sentou sobre a cama do amigo, deixando ao seu lado uma pilha de livros que estava separando para guardar. Antes de terminar de arrumar as malas, ele puxou um pedaço de pergaminho e mais uma vez se viu escrevendo para Constance McMillan.

“Estou te devendo um chocolate. Desculpe não me despedir. Vou sentir sua falta – Black”.

Junto com o bilhete, Sirius entregou uma barrinha de chocolate e a prendeu na pata da coruja. As palavras poucas para tudo que ele realmente queria dizer. Com toda a tristeza que lhe abatera pela preocupação e a falta de notícia de James, ele só conseguia imaginar como a presença da ruiva o faria se sentir melhor. Saber que no dia seguinte estariam no trem e ficariam dias sem se ver o deixava ainda mais deprimido.

avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 3:40 am

James Potter não sabia quanto tempo tinha dormido quando abriu os olhos e se viu em um ambiente estranho. O local se parecia com a enfermaria de Hogwarts, mas as paredes eram mais claras, o cômodo era mais amplo e estava consideravelmente mais frio.

Seu corpo ainda estava dolorido, mas não tanto quanto o rapaz se lembrava. Ele mexeu as pernas, os braços e tentou falar, só neste instante notando que havia um bizarro tubo transparente enfiado em sua garganta. Os olhos de James se arregalaram e ele levou uma das mãos ao tubo, mas logo alguém segurou seu punho com firmeza e impediu que o rapaz arrancasse o objeto que o ajudava a respirar.

- Não, não, não! Fique calmo, querido! – o rosto da Sra. Potter, muito abatido depois de quase cinco dias ao lado do único filho, surgiu no campo de visão embaçado do rapaz – Eu vou chamar o doutor, ele vai tirar o tubo.

Enquanto a mulher corria para chamar um dos curandeiros, o Sr. Potter se aproximou do filho. James nunca vira o pai chorar, mas os olhos do homem estavam inchados, indicando que ele havia derramado muitas lágrimas nos últimos dias.

Com a mão trêmula, ele acariciou o rosto de James e tentou dar um jeito nos cabelos espetados, mas logo desistiu daquela missão impossível.

- Que bom que você acordou... os curandeiros disseram que estava melhorando, mas depois de tantos sustos eu só acreditaria quando você realmente voltasse para nós, filho.

O apanhador da Grifinória não se lembrava muito bem de todo o ocorrido. James sabia que fora atingido por um balaço de Macnair e lembrava-se de ter parado na enfermaria de Hogwarts. Os amigos tinham aparecido para visitá-lo, Victoria McMillan também. Potter se recordava de ter se sentido muito sonolento e dolorido, mas depois disso as suas lembranças mergulhavam num profundo buraco negro.

- Você chegou na hora certa! – o Sr. Potter, ainda emocionado, voltou-se para Sirius Black, que acabara de entrar no quarto do hospital – Ele acabou de acordar.

O melhor amigo, contudo, não teve muito tempo para reagir àquela novidade pois logo a Sra. Potter retornava ao quarto acompanhada pelo curandeiro responsável pelo caso de James.

O homem calçou um par de luvas enquanto se aproximava da cama. Ele examinou o paciente antes de se voltar para James, usando uma entonação paciente.

- Sou o Dr. Moore. Está me entendendo, James?

Como o tubo impedia que o rapaz respondesse verbalmente, Potter concordou com um movimento de cabeça.

- Você está no St. Mungus. Agora que acordou não precisa mais deste tubo. Eu vou tirá-lo, está bem?

James ergueu o polegar, repetindo o movimento afirmativo com a cabeça. A sensação foi profundamente incômoda, mas Potter se sentiu aliviado quando o tubo foi retirado por completo. O rapaz tossiu algumas vezes, sentiu um pouco de falta de ar, mas logo se recuperou quando o curandeiro enfiou algumas ervas em sua boca e pediu que James as engolisse.

- Como se sente? – a pergunta partiu da Sra. Potter, que não conseguia nem piscar diante do filho novamente desperto.

A voz de Potter soou fraca e rouca depois de cinco dias naquelas condições, mas já era ótimo que o grifinório estivesse acordado e conversando.

- Já estive pior. Que dia é hoje?

- Sexta-feira. – a mãe de James acariciou os cabelos espetados dele – Você está aqui no hospital há cinco dias, querido. Mas não se preocupe, o diretor antecipou as férias, você e Sirius não estão perdendo nada importante.

- Droga. – o rapaz fez uma pausa antes de completar a brincadeira – Eu perdi cinco dias de férias??? Mas que merda, Padfoot! Por que não arrancou este tubo maldito de mim antes?
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 3:58 am

Os dias que se arrastaram com James no hospital haviam sido uns dos piores da vida de Black. E isso vindo de alguém que crescera sob o mesmo teto que Walburga. Assim como havia previsto, ele passava pouco tempo na casa dos pais do amigo, apenas o suficiente para tomar banho, trocar de roupa e levar algo que Fleamont e Euphemia precisassem.

Os curandeiros estavam otimistas com o progresso do apanhador, mas tudo que Sirius enxergava era o amigo desacordado, sem saber quando finalmente estaria com os olhos abertos e bem outra vez. Ele se esforçava ao máximo para não transparecer o quão deprimido estava, para que o Sr. e a Sra. Potter não ficassem ainda pior diante do cenário do filho.

Nas poucas horas que passava longe do hospital, ele criara o hábito de enviar cartas a Constance McMillan, sempre com o cuidado de assinar apenas seu sobrenome. Caso outra pessoa interceptasse a correspondência, acreditaria que era apenas o inofensivo Regulus.

Quando Sirius entrou no quarto de James naquela tarde e viu as lágrimas nos olhos de Fleamont, sentiu os pelos da nuca se arrepiarem, esperando pelo pior. As palavras do bruxo, entretanto, lhe trouxeram um alívio que ele já não tinha mais esperança de ter.

Com um passo mais largo, o rapaz cruzou o quarto até encarar um James Potter completamente descabelado, mas acordado. Apesar de claramente fraco pelos vários dias deitado em uma cama e a voz rouca quando finalmente ficou livre do tubo em sua garganta, James parecia estar bem.

Sirius piscou algumas vezes antes que o sorriso contagiasse seu rosto. Ele se aproximou do melhor amigo, ainda tentando acreditar que o apanhador estava realmente acordado.

- Está brincando? E se eu te acordo e o velho Dumbledore muda de ideia e manda todo mundo voltar? – ele entrou no mesmo tom divertido que o amigo, esticando a mão para tocá-lo no ombro.

James estava realmente vivo e falando demências como sempre. Se aquilo não era um sinal de que estava recuperado, Sirius não sabia o que mais esperar.

- Precisava garantir que a gente ia ganhar mesmo dez dias a mais de férias. – o rapaz encolheu os ombros, se justificando. – Cinco para você, mas alguém precisava se sacrificar, não é?
avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 4:10 am

Exceto pelos alunos da Grifinória, que lamentavam muito a tragédia de James Potter, todos os demais ficaram intimamente felizes com o prolongamento das férias do fim do ano. Entretanto, no trem que levou os estudantes de volta à Londres, era notável que as duas meninas McMillan não pareciam compartilhar a euforia dos demais sonserinos. Victoria estava arrasada por James e Constance lamentava as férias forçadas que a afastariam de Sirius Black.

No colo da ruiva, sua bolsa aberta exibia o último recado enviado pelo grifinório. É claro que Constance já tinha devorado o chocolate, então só restou à garota a opção de guardar o pergaminho como lembrança.

Pela primeira vez na vida, Constance se sentiu diferente quando pisou na mansão dos McMillan. Como tudo continuava igual na casa dos pais, coube à ruiva concluir que a diferença estava nela.

Quando saíra de casa em agosto, Constance sentia um profundo desprezo por todos aqueles que não se encaixavam em sua visão de mundo perfeito. Agora, ela retornava no começo de dezembro, no papel de melhor amiga de um garoto que amava uma sangue-ruim e sentindo-se completamente apaixonada por um traidor do próprio sangue.

Era como se, pela primeira vez, Constance McMillan parasse para pensar um pouco em tudo o que os pais diziam. A caçula sempre aceitara aqueles dogmas como verdades absolutas, mas talvez os seus pais não estivessem certos em tudo.

Não parecia nada certo dar mais valor a alguém como Macnair do que a um rapaz como James, que salvara Victoria em Hogsmeade. Ou a Sirius, que apesar de todos os defeitos, era um amigo fiel.

O ambiente da mansão dos McMillan estava deixando Constance meio sufocada. A ruiva só conseguia respirar de verdade quando se trancava em seu quarto e puxava uma folha de pergaminho para responder às cartas que vinha recebendo de Sirius Black.

Geralmente os dois falavam mais sobre James. Era óbvio que Sirius precisava desabafar sobre a situação delicada do melhor amigo e encontrava na ruiva uma boa ouvinte. Embora não tivesse nenhuma amizade com Potter, Constance era sincera quando respondia que estava torcendo pela recuperação dele. A ruiva não tinha motivos para desejar mal a James, até porque isso era algo que deixaria Sirius arrasado.

Na carta daquele dia, contudo, Constance acrescentou uma mensagem diferente. Depois de perguntar as novidades sobre Potter e se ela podia ajudar em alguma coisa, a ruiva finalizou com um convite.

“Pretendo ir ao Beco Diagonal amanhã à tarde, preciso passar na Madame Malkin. Seria muito bom se nos encontrássemos lá ‘por acaso’.”
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 4:28 am

Normalmente, Victoria McMillan teria vibrado com a possibilidade de prolongar as suas férias. Longe de Hogwarts, a menina podia usufruir de seu imenso e variado guarda-roupa e usaria o tédio da mansão como desculpa para fugir para diversas lojas e fazer mais compras.

Naquele ano, entretanto, Vicky só queria estar em Hogwarts ou em qualquer lugar que pudesse ter notícias de James Potter. A menina, que não tinha o habito de ler o jornal, passara a roubar o Profeta Diário do pai todas as manhãs, antes mesmo que ele tivesse a chance de ler a manchete.

Se alguma coisa mais grave acontecesse com um aluno de Hogwarts devido a uma partida de Quadribol, o Profeta Diário não deixaria de reportar, mesmo que em uma nota mínima de rodapé. Mesmo assim, todas as manhãs os olhos azuis vasculhavam as dezenas de matérias e jogava as folhas para o lado, frustrada.

O natal logo chegaria e Victoria não sabia se Potter havia melhorado ou piorado e aquela nebulosidade lhe tirava o sono. A menina não comia mais do que algumas colheres durante as refeições e não se importava se repetia a roupa na mesma semana.

A primogênita dos McMillan parecia um fantasma se esgueirando pela casa enquanto se torturava por não ter um único amigo em comum com o apanhador para que pudesse arrancar uma informação.

Quando Constance a chamara para ir ao Beco Diagonal naquela manhã, a menina ergueu as sobrancelhas claras. O natural era que Victoria precisasse implorar pela companhia da irmã durante suas tardes de compras e era a primeira vez que via a caçula tomar a iniciativa.

Apesar do desanimo que lhe pesava os ombros, Victoria escolheu roupas novas e bonitas para tentar compensar as olheiras sob os olhos azuis. A menina vestia uma calça cor de vinho com botas negras e um sobretudo branco que ia até a altura dos seus joelhos, com diversos botões redondos e prateados. Para disfarçar o penteado simples, ela cobriu o topo da cabeça com um gorrinho da mesma cor que a sua calça e protegeu as mãos com luvas.

Mesmo sem maquiagem e com o semblante um pouco abatido, sem exibir o costumeiro sorriso animado de quem iria fazer compras, Victoria caminhou ao lado da irmã, as mãos enfiadas nos bolsos para uma proteção a mais contra o frio de dezembro.

O beco diagonal estava coberto de neve e lotado de pessoas que se preparavam com os presentes de natal, mas a Madame Malkin ainda estava surpreendentemente vazia quando as irmãs entraram, o sininho na porta anunciando sua chegada.
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 4:35 am

A resposta de Sirius fez com que o melhor amigo erguesse um dedo na direção dele, e desta vez não foi o polegar. A Sra. Potter acertou um tapinha na mão do filho, repreendendo-o por aquele gesto, mas no fundo estava muito feliz em ver que o velho James estava de volta.

O apanhador da Grifinória insistiu muito em receber alta naquele mesmo dia, mas os curandeiros não atenderam ao pedido. James ainda estava um pouco dolorido e era cedo demais para se ter certeza de que o rapaz permaneceria estável nas próximas horas. Potter só parou de reclamar quando o Dr. Moore prometeu a ele que lhe daria alta nas primeiras horas da manhã seguinte caso tudo estivesse bem.

Agora que se sentia recuperado, tudo o que James queria era aproveitar ao máximo os dias de folga fora do castelo. É claro que o rapaz pretendia passar o natal com os pais, mas também queria se divertir com os amigos sem se preocupar com as regras que tinham que obedecer dentro de Hogwarts.

E sempre que pensava no que faria assim que estivesse “livre” do hospital, a imagem de Victoria McMillan surgia na mente de Potter.

O grifinório ainda não sabia o que fazer. Ele sequer tinha certeza de que Victoria também desejaria um encontro. Contudo, depois do doce momento naquela madrugada na enfermaria, Potter sabia que precisava pelo menos tentar.

O apanhador ainda não sabia como enviaria um recado à loira, mas as suas dúvidas sumiram no instante em que uma coruja apareceu em seu quarto. James não fez por mal, ele realmente concluiu que o animal trazia uma carta de algum de seus amigos e abriu sem ler o nome no envelope.

Somente quando chegou ao meio do recado, Potter entendeu que a carta fora endereçada a Sirius. O rapaz pensou até em dobrar o pergaminho, mas a curiosidade foi maior e os olhos castanhos buscaram pela assinatura. O coração do apanhador ameaçou parar novamente pelo susto ao ver a assinatura de “C. McMillan” no cantinho da página.

Embora Sirius fosse um conquistador incorrigível, sonserinas não costumavam fazer parte de seu cardápio. Muito menos garotas como Constance, que Sirius costumava chamar de “mini-Walburgas”. Mas a sugestão de encontro ao final da carta não deixava dúvidas de que havia algo a mais entre os dois. E Potter sabia que, numa visita à Madame Malkin, eram grandes as chances de encontrar na loja a primogênita dos McMillan.

Quando Sirius retornou ao quarto trazendo o suco de abóbora que o melhor amigo havia pedido, James entregou a carta aberta a ele. O apanhador deu de ombros e tomou um gole do suco antes de se explicar.

- Achei que fosse do Moony e abri, desculpe. E desculpe também por ler tudo, mas a curiosidade foi maior.

Potter esperou que Sirius lesse toda a mensagem de Constance antes de retomar a palavra.

- Eu vou com você amanhã, Pad. – o apanhador explicou diante do olhar confuso do melhor amigo – Preciso falar com Victoria McMillan.
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 5:01 am

O cuidado que a Sra. Potter tinha com o filho era sempre algo que arrancava a admiração de Sirius Black. Nem mesmo com Regulus, Walburga sabia ser tão dedicada e carinhosa, de modo que vez ou outra ele ainda se via assustado com o excesso de mimos da mulher desde que James havia retornado do hospital.

Ele não podia culpa-la e a ajudava sempre que possível, como em obrigar o melhor amigo a comer os diversos lanches que ela preparava ao longo do dia. Euphemia havia lhe entregado a missão de levar um sanduiche com as beiras do pão cuidadosamente cortadas e um suco de abóbora para James e Sirius assim o fez, a bandeja flutuando a sua frente, que só parou quando entrou no quarto do apanhador.

O lugar era espaçoso o suficiente para que Sirius pudesse dormir ali, mas os Potter tinham insistido que ele ficasse no terceiro quarto da casa, alegando que assim ele se sentiria acolhido no novo lar.

A bandeja foi depositada sobre a cômoda e Sirius arqueou as sobrancelhas quando James lhe passou uma carta. Ele passou os olhos e imediatamente reconheceu a caligrafia de McMillan. Sua garganta ficou seca e se deixou cair sentado na cama de James.

Com toda a confusão de hospital, Black ainda não tivera a oportunidade de confidenciar ao melhor amigo sobre os últimos acontecimentos com Constance e em como a menina vinha ganhando espaço em sua vida. Ele não tinha mais a intenção de escolher aquele relacionamento, pelo menos não do rapaz a sua frente, e abriu a boca disposto a contar tudo quando as palavras de James o fizeram calar.

- Victoria? – Sirius consultou novamente a carta, mas a assinatura era de Constance, e não da irmã mais velha.

Ele se lembrou das vezes em que a loira sonserina aparecera exigindo falar a sós com o apanhador, mas havia varrido aquilo da sua mente. O que Potter e a irmã de Constance tinham em comum, afinal?

- Eu sei o que EU preciso falar com a Constance, mas o que VOCÊ precisa falar com a irmã dela? Precisa de algum produto de beleza para baixar essa sua crina?

Sirius soltou um suspiro cansado. Não adiantaria enrolar e tentar virar o jogo contra o melhor amigo. Se ele queria respostas, precisava dá-las primeiro.

- Constance e eu... bem... – sua mente correu em busca das palavras que pudessem definir “Constance e eu”, mas parecia não existir nada adequado em seu vocabulário. – Ela é diferente, sabe? Ou pelo menos ela está diferente ultimamente.

O rapaz deu um gole no próprio suco de abóbora e encarou o envelope em seus dedos, desejando que tivesse firewhisky em sua bebida para despertar a tão famosa coragem grifinória que havia escapado de seu sangue naquele momento.

- Eu estou gostando dela, Prongs. – Sirius prendeu a respiração e encarou o amigo enquanto esperava a explosão de gritos.

***

Quando a sineta tocou anunciando a entrada dos dois rapazes na Madame Malkin, uma vendedora se aproximou deles, o sorriso estampado no rosto, pronta para ganhar a sua comissão.

- Olá, queridos! Roupas novas para o natal, imagino?

- Não, para a páscoa. – Sirius resmungou baixinho, revirando os olhos, mas duvidava que a vendedora tivesse escutado.

Ele passou os olhos pelo interior da loja, mas não havia sinal de cabelos vermelhos ou loiros.

- Posso olhar as luvas? – Sirius perguntou distraidamente, e a vendedora imediatamente se prontificou a leva-lo a uma parede coberta de diferentes pares.

As íris cinzentas passaram pelas opções e, já que estava ali, não seria uma péssima ideia levar luvas de couro. As que usava quando andava em sua moto já estavam gastas e certamente se desmanchariam em breve.

Enquanto experimentava uma das peças, analisando cada detalhe, um reflexo ruivo chamou sua atenção. A vendedora havia se afastado para procurar outros tamanhos das luvas que talvez agradassem ao rapaz, de modo que não havia ninguém para impedi-lo de seguir por aquele corredor.

A plaquinha pendurada no teto indicava que o acesso era apenas para mulheres. Haviam várias araras seguidas com dezenas de vestidos pendurados, mas ele tinha certeza que vira Constance McMillan naquela direção.
avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 1:46 pm

Ao contrário do que Sirius Black esperava, a reação inicial do melhor amigo foi bastante silenciosa. O queixo de James caiu e os olhos castanhos encararam Black com insistência, como se esperassem que a qualquer momento Sirius soltasse uma de suas gargalhadas e implicasse com Potter por ter acreditado em tamanha bobagem.

A gargalhada não veio e James finalmente acreditou que o amigo estava falando sério sobre gostar de Constance McMillan. E, definitivamente, aquilo era a coisa mais bizarra que Potter já ouvira em toda a sua vida.

A grande verdade é que James nunca imaginou que um dia escutaria Sirius confessando sentimentos por nenhuma menina. Ele estava habituado com o comportamento sedutor de Black. Sirius tratava bem as garotas com quem saía, mas se cansava delas antes que pudesse se apegar emocionalmente às jovens. Era chocante que logo uma menina da Sonserina tivesse descoberto o acesso para o interior do coração de Sirius Black.

E não era qualquer garota da Sonserina. Era Constance McMillan! A irmã caçula de Victoria simbolizava tudo aquilo que Sirius mais desprezava. A ruiva era preconceituosa, acreditava no poder da pureza do sangue, julgava que mestiços e nascidos trouxas tinham menos valor na sociedade dos bruxos. O próprio Sirius costumava se referir a ela como “mini-Walburga”, principalmente porque eram grandes as chances de Constance se tornar a nova Sra. Black no futuro.

Quando se lembrou deste detalhe, o queixo de Potter caiu ainda mais. Sirius estava se envolvendo com a namoradinha de Regulus??? Aquilo superava todas as expectativas negativas que James pudesse imaginar. Assim como o restante do castelo, o apanhador da Grifinória não tinha dúvidas de que os inseparáveis Constance e Regulus estavam juntos.

Era muita informação para a cabeça de Potter, por isso o rapaz precisou de quase dois minutos inteiros para conseguir recuperar a voz. Ele queria berrar e sacudir o melhor amigo pelas vestes até que o cérebro de Sirius voltasse para o seu devido lugar e Black enxergasse com clareza toda aquela loucura. Mas, por fim, decidiu que abordaria aquele assunto com mais cuidado. Se a mini-Walburga era mesmo a primeira garota a entrar no coração de Sirius, James lidaria com a situação com mais cuidado para que o amigo não sofresse com a incômoda verdade: aquilo NUNCA daria certo.

Além disso, James precisava que aquele improvável casal se encontrasse no Beco Diagonal à tarde. Era uma excelente chance de rever Victoria McMillan.

- Olha, Padfoot... não há nenhuma maneira delicada de dizer o quanto eu acho isso absurdo. Eu sempre torci para que você se acertasse com uma garota. Mas nunca imaginei que seria uma garota como... ela.

Em respeito aos sentimentos do melhor amigo, Potter preferiu não reproduzir todas as críticas que a sua mente listava sobre Constance McMillan.

- Eu não vou me meter na sua vida, nas suas escolhas. Mas, como seu amigo, tenho o dever de te aconselhar. Só peço que pare um pouco para pensar no que está havendo e nas remotas chances de tudo isso terminar bem. Acho que ainda dá tempo de voltar atrás e evitar um sofrimento maior no futuro.

Aproveitando aquele momento de confidências, James respirou fundo antes de mencionar a outra McMillan. Ele também não tinha intenção de esconder nada de Sirius. Somente não falara nada antes porque o próprio Potter não entendia os seus sentimentos para com Victoria.

- Desde aquele “acidente” em Hogsmeade, Victoria McMillan e eu nos aproximamos. No começo, eu realmente não sabia o que estava havendo. Imaginei que só estivesse atraído pela beleza dela, ou confuso porque as coisas com a Lily não eram como eu imaginei que seriam...

O apanhador da Grifinória deu de ombros e fez uma pequena pausa antes de completar a sua confissão.

- Mas eu descobri que gosto da companhia dela. E acho que este sentimento é correspondido.

Antes que Sirius pudesse argumentar que os dois casos eram idênticos, James sacudiu a cabeça em negativa e completou.

- Não diga que as duas são iguais, você sabe que não são. A única pessoa que Victoria McMillan já ofendeu por causa das origens trouxas foi a Lily, o que me faz pensar que é mais um problema pessoal do que propriamente um preconceito. – as palavras escaparam dos lábios de James sem que ele pensasse nelas antes de falar – Já a Constance é igualzinha a sua mãe. Você já parou para pensar nisso, Padfoot? Você está se apaixonando pela miniatura ruiva da Sra. Black!

-----

Era surpreendente, mas James Potter nunca havia entrado na loja de Madame Malkin antes. Embora viesse de uma família rica, James não dava muita importância para as marcas das roupas que vestia. E ele também era o único filho dos Potter. Não era raro que Euphemia mimasse o rapaz, comprando suas roupas e privando-o da chatice que era fazer compras.

Um sorriso surgiu nos lábios do grifinório quando ele pensou naquela diferença gritante entre ele e Victoria McMillan. A loira era o tipo de garota que definiria um dia de compras como um dia feliz, ao passo que James não tinha paciência nem para escolher um par de meias.

Enquanto Sirius era levado até o setor das luvas, James se pôs a andar sem rumo pela refinada loja. Já que estava ali, talvez devesse comprar um presente de natal para os pais. Aquela pareceu uma boa ideia até que Potter conferiu o preço na etiqueta de uma das gravatas.

- Que isso!? São fios de ouro???

Uma das vendedoras que passava por perto lançou um olhar de desprezo ao rapaz, provavelmente imaginando que se tratava de um pobretão que não teria dinheiro nem para comprar um par de meias daquela loja. Ao invés de se ofender, James retribuiu ao olhar e zombou.

- Quando eu conseguir vender a minha casa passo aqui de novo para comprar um casaco da promoção.

Antes que fosse expulso da loja, Potter avistou o seu único motivo para estar ali. Victoria McMillan parecia distante quando passou atrás da vendedora, seguindo na direção da seção de acessórios femininos. O coração de James se acelerou com a simples visão da menina e suas pernas seguiram os passos da loira silenciosamente.

A filha mais velha dos McMillan parou em frente à vitrine de cachecóis e parecia dividida entre um amarelo e outro vermelho.

Um sorrisinho maroto surgiu nos lábios de Potter e sua voz soou atrás dos ombros de Victoria.

- Se eu fosse você, levaria os dois. É uma bela homenagem à Grifinória.

Quando se virasse, Victoria encontraria o rapaz que povoara os seus pensamentos nos últimos dias. James ainda estava um pouco abatido, e suas roupas estavam ligeiramente mais largas, denunciando que o apanhador tinha perdido alguns quilos no hospital. Mas Potter estava de pé e falava as bobagens de sempre. Ele estava de volta.
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 2:13 pm

Embora não tivesse muita paciência para uma tarde de compras, Constance concluiu que não havia desculpa melhor para camuflar o seu encontro proibido com Sirius Black. Os pais não permitiriam que a caçula saísse de casa sozinha. Uma visita à loja de Madame Malkin era a saída perfeita porque garantia a companhia de Victoria. E a primogênita geralmente ficava tão entretida com as compras que nem notaria se a caçula “sumisse” por alguns minutos.

Já era quase natal e o Beco Diagonal estava coberto de neve. Mas nem o frio congelante de dezembro foi capaz de manter as pessoas em casa. As ruas estavam abarrotadas de gente que andava de um lado para o outro, empilhando sacolas e embrulhos.

Foi um alívio entrar na loja de roupas e perceber que o local não estava tão lotado. Os olhos azuis de Constance vasculharam rapidamente o ambiente e seu coração deu um salto ao reconhecer o rapaz de costas para a porta, escolhendo um par de luvas.

Constance esperou que a irmã comentasse que iria primeiro ao setor de acessórios para dizer que queria um vestido novo. As duas seguiram em direções opostas da loja e a caçula fez questão de passar por um caminho que faria com que Sirius notasse a sua presença.

Não era nada difícil reconhecer os incomuns fios vermelhos. McMillan tinha optado por deixar os cabelos soltos naquela tarde, enfeitando-os apenas com uma discreta tiara preta que separava a sua franjinha do restante do cabelo. A ruiva estava bem protegida do frio, usando um vestido de mangas compridas xadrez, em preto e branco. A saia atingia o meio de suas coxas, mas as pernas estavam bem protegidas por um grosso meião preto e por botas da mesma cor, sem saltos. Constance não usava maquiagem. A coloração rosada das maçãs de seu rosto era consequência do vento frio que a menina enfrentara até chegar à loja.

Mesmo sem olhar para trás, Constance sentia que estava sendo seguida. Seu coração saltitava dentro do peito e uma gostosa ansiedade lhe dava um agradável frio na barriga. Sirius tinha aquele poder de fazer a ruiva experimentar sensações nunca antes imaginadas.

Enquanto passava pelas araras abarrotadas de vestidos, Constance fingia interesse em uma ou outra peça. Mas o seu real interesse era chegar ao fundo da loja, onde ninguém a veria ao lado de Sirius Black.

Ainda faltavam alguns metros para que a ruiva chegasse ao seu destino quando, como um predador, Black a alcançou. Constance arfou quando os braços firmes enlaçaram sua cintura, agarrando-a por trás. Seu corpo inteiro se arrepiou, reagindo muito bem à proximidade de Sirius. A voz dela soou baixinha enquanto Black a virava para si.

- Aqui não!

O protesto da ruiva foi lindamente ignorado pelos lábios de Sirius que se colaram aos dela num beijo sufocante. Constance só precisou de um segundo para abandonar os receios, amolecer nos braços do rapaz e retribuir ao beijo de maneira faminta. Sem dúvidas, Sirius Black era melhor que chocolate.
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 2:28 pm

Se fosse qualquer outro dia, a vendedora estaria correndo atrás de Victoria enquanto ela empilhava os braços da mulher com dezenas de cabides de vestidos, muitos que ela levaria sem ao menos experimentar e possivelmente algum que ficaria perdido em seu guarda-roupa sem nunca mais ver a luz do dia.

Porém, a primogênita dos McMillan estava ali naquela tarde apenas para acompanhar a irmã e nenhuma das belas peças da Madame Malkin lhe atraía os olhares. Percebendo que não conseguiria nada com a loira naquele dia, a vendedora havia finalmente desistido e a deixado em paz.

Enquanto Constance havia se perdido no corredor de vestidos, Vicky tentou se distrair com os acessórios, deslizando seus dedos na maciez de alguns cachecóis. Quando ouviu a voz masculina lhe dirigir a palavra, ela ergueu o olhar da peça que tinha em mãos e encarou o reflexo do vidro a sua frente, vendo seu próprio rosto refletido. Logo atrás de seu ombro, o rosto de James Potter apareceu como um fantasma.

No segundo que levou para se virar de frente ao rapaz, a sonserina achou que havia finalmente enlouquecido. Talvez as refeições fracas que vinha tendo, o sono que não durava toda a noite e o fato de ficar enfiada na mansão dos McMillan tivessem finalmente prejudicado sua sanidade.

Ao ver o rosto de Potter a sua frente, tão real quanto tudo a sua volta, os olhos azuis da menina se arregalaram.

- Potter. – ela constatou em um sussurro.

Como se estivesse sendo atraída por um ima, Victoria deu alguns passos a frente, sem piscar, até que seus braços rodeassem o pescoço do rapaz em um abraço. Seu coração dava cambalhotas enquanto seu cérebro gritava que era realmente ele.

Enquanto a realidade a atingia, seus lábios começavam a se curvar em um sorriso incrédulo. James Potter estava bem. Estava vivo e bem na sua frente, onde ela podia tocá-lo e ver os cabelos espetados que enchiam o seu peito de alivio.

- Você está aqui! – Vicky vibrou, afastando o suficiente para encará-lo, as mãos apoiadas nos ombros do apanhador. – Você está vivo, você está aqui!

O imenso sorriso de felicidade foi murchando aos poucos enquanto seu cérebro processava o que estava acontecendo. Era um imenso alívio saber que James estava bem, mas se ele estava ali, significava que já havia tido alta do St. Mungus e estava recuperado o suficiente para passear pelo Beco Diagonal.

Se Vicky não tivesse aceitado o convite de Constance, ela estaria trancada em casa, minguando sem notícias do rapaz, enquanto ele estaria espalhando aquele sorriso demente pelo Beco Diagonal.

Ignorando a expressão ainda abatida do rapaz, a menina deu um passo para trás, quebrando o contato apenas para lhe acertar a lateral do braço com um soco.

- Você está aqui! – Victoria repetiu, já sem a entonação mesclada de surpresa e felicidade. – Você está bem e está aqui! Urrrh, você está bem aqui, no Beco Diagonal e VIVO!

A última palavra soou quase como uma acusação. McMillan estava furiosa. Mais um soquinho foi depositado no braço dele. Potter havia saído do hospital e arrumado tempo para passear, mas não havia enviado nem mesmo um bilhete curto e grosso para dizer “heey, não morri! Estou indo me divertir!”.

- Você é um imbecil, James Potter! – A loira empurrou os cachecóis contra o peito dele e pisou duro até a bancada ao lado, abarrotada de maquiagem.

Ela pegou um dos estojinhos e foi até o balcão, onde jogou algumas moedas. Quando voltou para perto do rapaz, deslizava o pincel da recém adquirida maquiagem pelas bochechas. Ver Potter vivo havia lhe lembrado com um click a importância de uma boa aparência.

- Eu achei que você estivesse agonizando no St. Mungus! – o pincel foi abaixado momentaneamente, apenas para acertar James com mais um soquinho. – Mas nãããão, você está perfeitamente bem passeando pelo Beco Diagonal. Quem é a Victoria McMillan mesmo?!

A loira gesticulava bobamente com o pincel entre os dedos, encarando o teto com voz de falsete.

- Quem se importa com a Vicky, não é? O que importa é que estou beeeem, estou ótimo o suficiente para ir fazer compras, mas não para enviar a droga de um bilhete dizendo que está vivo!

Quando terminou de falar, ela o encarou novamente e a mão livre o acertou mais uma vez.

- Imbecil!
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 2:55 pm

Quando Victoria McMillan o abraçou, James finalmente sentiu que estava vivo novamente. Ele ainda estava fraco e debilitado depois daquela internação, mas bastava um simples toque da sonserina para que o corpo de Potter reagisse muito bem.

O entusiasmo de Victoria o contagiou. Um largo sorriso surgiu nos lábios do rapaz e ele concordava com frenéticos movimentos de cabeça enquanto a loira repetia que ele estava vivo, que estava bem, que estava bem ali...

O apanhador da Grifinória chegou ao ponto de curvar os lábios e semicerrar os olhos, esperando por um beijo que não aconteceu. Ao invés de beijá-lo, Victoria mudou drasticamente a sua entonação de surpresa e alegria e transformou suas mesmas frases em acusações.

- Aiêêê!

A mão de James alisou o próprio braço que acabara de receber um dos soquinhos de Victoria. Podia ser pelo fato de Potter ainda estar meio fraco, mas ele teve a ligeira impressão de que McMillan usava mais força daquela vez.

Era difícil para James acompanhar o conturbado raciocínio feminino. Portanto, ele ficou parado onde estava, completamente perdido naquela cena maluca, segurando dois cachecóis femininos, enquanto Victoria McMillan começava a se maquiar, ainda dirigindo xingamentos contra ele.

- Você enlouqueceu, garota?

Os olhos castanhos piscaram algumas vezes enquanto a cabeça de James tentava assimilar todas as acusações lançadas pela loira. Quando o grifinório finalmente entendeu porque Victoria estava tão ofendida, um sorrisinho maroto surgiu em seus lábios. E é claro que o sorriso dele despertou a fúria da menina e teve como consequência mais um soquinho em seu braço.

- Aiêêê! Pare com isso, sua doida! Desta vez está doendo, sabia???

Antes que Victoria continuasse com as agressões e acusações, James deu um passo para trás, fugindo do alcance das mãos dela. Ele novamente abriu aquele sorrisinho maroto enquanto explicava.

- Para a sua informação, eu só tive alta do hospital esta manhã. Eu pensei em te mandar um recado, mas quando soube que você estaria aqui preferi vir pessoalmente...

O semblante de Victoria deixou bem claro que ela não estava nada inclinada a acreditar naquela explicação. Como Potter poderia saber que ela estaria no Beco Diagonal naquela tarde se Constance lhe fizera o convite há poucas horas?

Antes que a loira o estrangulasse por aquela provável mentira, James ergueu os braços num gesto defensivo e se apressou em explicar.

- Eu sabia, juro! Eu descobri sobre o encontro da sua irmã com o Sirius e foi fácil concluir que você viria como acompanhante dela. O que mais eu estaria fazendo nesta loja cheia de frescuras, garota?

Só depois de ouvir as próprias palavras e de notar pela expressão chocada de Victoria que ela não sabia sobre o envolvimento de Constance e Sirius, Potter percebeu que havia falado um “pouco” demais.

- Ops... eu tenho a “ligeira” impressão de que isso era um segredo. – o grifinório abriu um sorrisinho sem graça e deslizou a mão pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais – Posso te pedir para esquecer tudo isso? Vamos começar do começo. Oi Vicky, que coincidência te encontrar por aqui. Eu estava passando no Beco Diagonal por acaso, sabe...?
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 2:58 pm

Bastou começar a seguir o caminho onde jurava ter visto o reflexo de fios vermelhos passando, para que Sirius logo reconhecesse Constance McMillan. Sentindo todo o seu corpo vibrar de ansiedade pelo simples fato de estar novamente no mesmo lugar que a menina, ele deixou seus pés o guiarem pelo corredor de vestidos.

Era impossível não notar a forma como o quadril dela se mexia enquanto andava, ou o lindo perfil de seu rosto quando parava para olhar algum vestido, e a perfeição com que os cabelos ruivos balançavam, brilhando sedosamente, implorando por uma carícia. Seus dedos chegavam a formigar na vontade de tocá-la.

Ainda faltavam alguns metros para que o corredor chegasse ao fim, mas Sirius já havia ficado tempo demais sem McMillan. Seu corpo ardia como se, um minuto a mais distante dela, e ele desfalecer.

Ele olhou rapidamente por cima do ombro, se certificando que não havia mais ninguém no corredor, e com um passo mais largo, acabou com a distância que o separava de Constance. Seus braços a rodearam desesperados por um abraço e o perfume que atingiu suas narinas imediatamente fez com que seu cérebro esquecesse o restante do mundo.

Antes de virá-la para si, ainda mantendo-a colada em seu corpo com um dos braços, Sirius afastou os fios ruivos da nuca dela com dedos ágeis e depositou um beijo na pele branca recém exposta.

Mesmo sob o protesto dela, Sirius procurou os lábios vermelhos de McMillan para um beijo desesperado. Apenas quando sentiu o doce gosto daquele contato, seu corpo pareceu relaxar, o desejo finalmente sendo atendido.

Os dias sem poder vê-la, sem tocá-la, haviam passado como um pesadelo, mas finalmente havia chegado ao fim. Era quase impossível de acreditar o quanto era doloroso ficar longe de Constance.

As palavras ditas no dia anterior pelo seu melhor amigo haviam sido varridas para o interior da sua mente, em algum lugar que não atrapalhasse a felicidade daquele momento. Se parasse para pensar, ele saberia que tinha tantas chances de dar certo com McMillan quanto seu irmão tinha de assumir um relacionamento com uma nascida trouxa, então Sirius evitava ao máximo que seus pensamentos seguissem por esse rumo.

Apesar da necessidade que seu corpo tinha de estar junto a Constance, Sirius logo interrompeu o beijo, olhando mais uma vez pelo corredor, ainda vazio. Ele se voltou para a menina, mantendo-a colada em si, o sorriso iluminando seu rosto com a covinha em sua bochecha.

Sem dizer nada, ele olhou por cima do ombro dela apenas para ver que a distância até o fim da loja ainda era grande. Ao menos para a necessidade urgente de tê-la junto a si. As íris cinzentas giraram em volta e, sem dizer nada, Sirius a puxou pelo pulso até o interior de uma das cabines destinadas para as moças trocarem os vestidos.

Mesmo que do lado de fora parecesse um lugar apertado, era evidente que havia sido enfeitiçado para que o interior fosse ampliado, dando espaço suficiente para que as clientes pudessem experimentar diversos vestidos com conforto.

Toda a cabine era revertida de um tecido vermelho e veludoso e havia uma poltroninha encostada em um canto. Quando a mão veloz de Sirius passou pelo trinco da porta, sem soltar Constance nem por um único segundo, ele voltou a encará-la com um sorriso.

Seus pés tropeçaram enquanto o rapaz a empurrou contra a parede aveludada, as mãos percorrendo pelo corpo da menina. Já era esperado que Constance estivesse linda, mas Sirius ainda se surpreendia toda vez que se encontravam.

Os lábios buscaram os de McMillan em um beijo urgente. Seus braços a rodearam pela cintura mais uma vez, a abraçando com tanto desejo que ele a ergueu alguns centímetros do chão.

- Que tal aqui? – Sirius conseguiu murmurar quando as bocas se afastaram para buscar o ar.

Ao invés de recuar, ele manteve o rosto colado ao de McMillan, os beijos fazendo um caminho pelas bochechas coradas até o pescoço exposto.
avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 3:24 pm

Se parasse para pensar por um segundo, Constance chegaria à conclusão de que era uma grande loucura se trancar numa das cabines com Sirius Black. O problema era que a ruiva perdia completamente a sua capacidade de pensar com clareza quando estava nos braços do grifinório.

Quando planejou aquele encontro, McMillan imaginou que encontraria o rapaz carente e chateado com a situação do melhor amigo. Constance pensou que o consolaria, que teria que lhe dizer palavras de incentivo... Mas ali estava Sirius, com um largo sorriso nos lábios, agindo como se a saúde de James Potter não fosse mais um grande problema.

A ruiva até pensou em questioná-lo sobre isso, mas logo seus lábios foram ocupados por mais um beijo urgente. Os dedos de Constance se afundaram nos cabelos de Black e, mais uma vez, ela sentiu seus pés perdendo o contato com o chão quando Sirius a abraçou com firmeza.

As costas dela estavam apoiadas na parede aveludada e Constance não teve muita escolha senão passar os braços pelo pescoço de Sirius para se equilibrar. Como seus pés já não tocavam mais o chão, ela passou as pernas pelo corpo de Black, apoiando as coxas na cintura dele.

- É loucura... – a voz delicada soou num sussurro meio aflito, mas a ruiva não conseguia fugir dos braços dele – Se alguém nos vir aqui...

Aquele receio simplesmente evaporou da mente de Constance quando ela sentiu os lábios de Sirius abrindo caminho pela pele exposta de seu pescoço. O arrepio que se espalhou pelo corpo de McMillan ficou visível em sua pele clara.

Instintivamente, a ruiva tombou a cabeça para o lado oposto, dando livre acesso aos lábios do grifinório. As mãos da menina deslizaram pelos ombros fortes do batedor até pararem sobre o peito dele.

Há algumas semanas, se alguém dissesse a Constance que em breve ela estaria trancada numa cabine da Madame Malkin, aos beijos e amassos com Sirius Black, receberia como resposta uma gargalhada da ruiva. Agora, contudo, nada parecia melhor do que estar protagonizando aquela cena.

- Você é um crápula, Black... – apesar das ofensas, Constance se mantinha totalmente mansa nos braços do rapaz – Um cafajeste, canalha, ordinário!

O grifinório obrigou Constance a fazer uma pausa nas acusações para suspirar, deliciada com as carícias dele.

- Me deixou preocupada com todas aquelas cartas dramáticas! Eu pensei que estivesse arrasado pelo seu amiguinho, imaginei que precisasse de apoio... Mas você nem parece se lembrar da lamentável existência daquele ocludo demente!
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 5:15 pm

James não havia usado o sobrenome Black para falar sobre o encontro de Constance, de forma que por mais que se esforçasse, era impossível ligar as palavras do grifinório a um possível compromisso que a caçula tivesse com Regulus.

Demorou apenas alguns segundos para que Victoria compreendesse o significado daquelas palavras, mas não significava que ela acreditasse. O que Potter estava insinuando era que a sua irmã, sua querida mas ainda assim preconceituosa irmã, tão bem doutrinada pelos McMillan, tivesse algum assunto em comum com “um traidor do próprio sangue”.

E para acreditar em um absurdo desses, a loira teria o seu mundo fora de eixo. Apenas em um universo paralelo e completamente bizarro seria possível imaginar Constance e Sirius tendo qualquer tipo de relacionamento que implicasse um encontro no Beco Diagonal.

Além do mais, Constance nunca havia mencionado nada a ela, nem mesmo um mínimo deslize para que ela pudesse aceitar aquele absurdo proferido pelo grifinório. Ela semicerrou os olhos encarando os cabelos espetados do rapaz quando se lembrou da insistência da ruiva para irem as compras naquele dia.

Apesar de se vestir bem, a caçula nunca havia tomado a iniciativa para uma tarde de compras antes. Victoria devia estar mesmo muito abalada com a falta de informação sobre a saúde de James para não ter percebido aquilo antes.

Ignorando a tola tentativa de Potter de apagar o que havia acabado de falar, Vicky empurrou o pincel contra o peito dele, somando aos cachecóis que o rapaz já segurava. Com um olhar mortal, sem dizer uma única palavra, ela pisou duro até o corredor onde Constance havia se enfiado.

Com Potter em seus calcanhares, a loira empurrou porta a porta de cada uma das cabines, até encontrar uma que estivesse trancada.

- Consty! – os nós de seus dedos bateram na porta. – Consty, abre logo!

A cada segundo que passava para ter uma resposta da ruiva, Victoria sentia seu sangue se agitar. A possibilidade de ter um fundo de verdade no que James deixara escapar se tornava cada vez mais real em sua mente.

- Constance!!!! – Ela chamou urgentemente, desta vez esmurrando a porta, sem se preocupar se aquilo chamaria a atenção da vendedora.

Ao ver que não teria uma resposta, a menina puxou a varinha de suas vestes e com um feitiço não verbal, destrancou a cabine, empurrando-a furiosamente. Logo de imediato, algo pareceu bloquear a passagem e o rosto vermelho da sua irmã apareceu em uma fresta.

- O que você está fazendo aí, hein?

A loira forçou mais a porta, ignorando a opção de que talvez a ruiva estivesse simplesmente fazendo o mais óbvio: experimentando um vestido novo. Quando a cabine finalmente foi escancarada, Vicky não precisou dar nenhum passo para o interior para encontrar Sirius Black sentado na poltrona no canto.

O rapaz estava largado, as pernas abertas e o cotovelo apoiado no braço da poltrona, o rosto repousado sobre a mão com uma expressão de uma criança que havia sido pega no flagra, mas que não tentaria negar o que estava evidente para todos.

Victoria fez um sonzinho engraçado quando puxou o ar de forma exagerada e cobriu a boca com as próprias mãos. Constance e Sirius Black?!

- Constance!!! – a loira tinha os olhos arregalados que iam do rapaz para a irmã repetidas vezes. – Pelas barbas de Melin, Consty!!! E o Regs?!
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 5:31 pm

- Merda... merda... merda...

James Potter resmungava consigo mesmo enquanto seguia os passos de uma Victoria McMillan furiosa, que marchava pela refinada loja de Madame Malkin, tentando encontrar os rastros da irmã caçula. Ele nem parecia se dar conta de que ainda carregava dois cachecóis femininos e um pincel de maquiagem.

- Me espera, Vicky! Não faz isso, vamos conversar!!!

Mais uma vez, o grifinório falara demais. Era difícil acreditar, mas James não fazia aquilo por mal. Ele jamais faria nada intencionalmente para prejudicar o melhor amigo, mas Sirius precisava entender que Potter tinha o péssimo hábito de tagarelar sem pensar.

Como ele poderia imaginar que Constance não confidenciara aquele segredo à única irmã? A monstrinha ruiva era mesmo um demônio, uma mini-Walburga!

O escândalo que Victoria ameaçava fazer deixou o rapaz ainda mais desesperado. Quando a loira começou a socar a porta da cabine onde a irmã estava escondida, James pensou seriamente na hipótese de se jogar no chão, babar e simular uma convulsão, numa tentativa totalmente desesperada de atrair a atenção da McMillan mais velha.

Mas Victoria foi mais rápida e conseguiu escancarar a porta antes que Potter tentasse salvar o melhor amigo daquele flagra. O queixo de James caiu quando a porta foi aberta e os dois jovens foram pegos em flagrante naquela situação. Potter conhecia bem o comportamento libertino do melhor amigo, mas nunca imaginou que um dia veria Sirius se trancando numa cabine de roupas com uma garota da Sonserina. E, a julgar pelas respirações ofegantes, o amasso estava BEM animado antes da interrupção de Victoria.

Antes mesmo que Sirius pensasse em fazer qualquer tipo de acusação, James ergueu os braços num gesto defensivo.

- Você não pediu segredo!!! Eu deixei escapar e ela ficou louca. A culpa não é minha se a McMillan é meio descontrolada!!!

Constance lançou um de seus olhares felinos para James Potter, só agora entendendo porque Sirius não parecia nada preocupado com o melhor amigo naquela tarde.

- Era tão mais fácil morrer, Potter! Mas você acabou resistindo, não é...? – a ruiva usava uma entonação debochada, como se lamentasse a sobrevivência do rapaz – É notável que o que te falta de visão, te sobra de língua! Aliás... – Constance dirigiu seu olhar mortal para Sirius – Se você tivesse a capacidade de manter a língua bem guardada dentro da boca, esse ocludo fofoqueiro não teria o que dizer para a Victoria!

Ainda ofegante, corada e com as roupas amassadas, Constance cruzou os braços e encarou a irmã. Sua entonação soou irritada e totalmente impaciente.

- Quantas mil vezes mais eu terei que te dizer que Regulus e eu somos só amigos??? Eu estou cansada disso, Vicky. Terei que desenhar para que você entenda? A-MI-GOS!
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 5:45 pm

Mesmo com os xingamentos de Constance, os lábios de Sirius estavam curvados em um sorriso. Uma mão dele estava pousada na cintura da menina enquanto a outra brincava com a raiz dos fios vermelhos próximos a nuca.

- Prongs já está bem. – ele sussurrou voltando a colar os lábios aos dela, as palavras soando abafadas. – Esquece o ocludo demente.

Sirius havia passado os últimos dias vivendo um pesadelo e era através das cartas que enviava a Constance que ele não enlouquecera. Para completar a sua solidão, a semana de lua cheia havia feito Remus Lupin se afastar e era apenas na correspondência da ruiva que o rapaz encontrava algum conforto.

Não havia tido tempo de avisar a ela que James já estava se recuperando e quando finalmente teve a oportunidade de tocá-la, não queria perder tempo falando sobre o melhor amigo, já fora de perigo. Agora que não tinha mais a tristeza para lhe assombrar os dias, Black parecia ter mergulhado na saudade acumulada pela McMillan.

Seus dedos ágeis haviam começado a deslizar pelo zíper nas costas do vestido de Constance, imediatamente procurando o contato direto com a pele quente, quando as batidas na porta e a voz de Victoria o trouxe de volta a realidade como um banho de água fria.

O contato entre os dois foi imediatamente quebrado e as íris azuis arregaladas fitaram os olhos azuis igualmente assustados da menina. Ela fez um sinal com o indicador para que ele ficasse quieto, mas as batidas insistentes da irmã mais velha fazia seu coração bater tão rápido que provavelmente era possível escutar do outro lado da porta.

A cabine era grande o suficiente e Sirius tentou se esquivar para trás da porta. Se Constance conseguisse abrir apenas uma fresta e enxotar a irmã, ela dificilmente o veria jogado na poltrona que ficava no lado oposto.

Apesar disso, a McMillan mais velha escancarou a entrada da cabine, o expondo. Sirius tinha um pequeno histórico de ser flagrado em suas brincadeiras pelo zelador do castelo, então sabia que não adiantaria negar ou inventar histórias macabras.

Ao invés disso, o grifinório recepcionou a recém chegada com um sorriso, os lábios cobrindo os dentes e a covinha aparecendo em sua bochecha. Seus cabelos estavam bagunçados, as roupas amassadas e o peito ofegante, mas aquilo só parecia contribuir para que o rapaz ficasse ainda mais atraente.

Sirius revirou os olhos quando o amigo tentou justificar seu deslize e inclinou a cabeça para o lado, encarando Constance.

- Viu só? O ocludo tá mais demente do que nunca.

Ele se colocou de pé e parou atrás de Constance, ainda no interior da cabine, enfiando uma das mãos no bolso. Black era muito mais alto que a ruiva e se manteve por perto para o caso da menina resolver atacar a loira.

- E você e o Black?! – a voz de Victoria soou esganiçada. – E eu me refiro a ESSE Black, não o NOSSO Black. Amigos também?

Sirius olhou de uma irmã para outra. Constance tinha a personalidade forte, mas Victoria parecia ter escondido muito bem a personalidade louca em toda a maquiagem que usava.

- Tinha que dar com a língua nos dentes, hein Prongs? – o rapaz sacudiu a cabeça em repreensão. – Vou enfiar aquele tubo pela sua garganta de novo, pelo menos não falava tanta besteira!

Se voltando para a irmã de Constance, Sirius voltou a sorrir, tentando acalmar as duas meninas.

- Eu não sabia que vocês tinham um Black! Vendem em promoção agora? – apesar do tom debochado, Sirius abaixou a cabeça alguns centímetros até alcançar a orelha de Constance. Apesar de sussurradas, não era difícil para James e Victoria escutarem. – Sorte sua que também tem um Black só pra você, hein?
avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 6:01 pm

- Ridículo...

Os olhos de Constance se estreitaram até se transformarem em dois riscos no seu rosto pálido. Apesar de responder com um xingamento, o sussurro de Sirius havia provocado um arrepio na ruiva e feito as bochechas dela corarem.

Seria óbvio para qualquer um que os dois jovens outrora trancafiados dentro da cabine não eram apenas amigos. E a caçula dos McMillan sabia que, por mais descontrolada que Victoria estivesse, a loira não seria burra o bastante para acreditar em qualquer desculpa idiota. Ainda mais quando a verdade estava tão escancarada aos olhos dela.

- Eu jamais seria amiga de um idiota deste nível, Victoria. Digamos que a companhia DESTE Black só é agradável quando ele está com a boca ocupada demais para falar suas costumeiras bobagens.

Só depois daquela confissão, Constance se atentou para um pequeno detalhe. James Potter e Victoria não pareciam ter NADA em comum. Por que raios os dois estavam conversando em tal grau de intimidade a ponto do grifinório revelar quais eram os planos de seu melhor amigo naquela tarde?

A boca da ruiva se abriu formando um “O” quando a compreensão atingiu sua consciência. Seus olhos se arregalaram e as bochechas novamente coraram. Constance olhou da irmã para Potter, só agora notando que o rapaz ainda segurava vários itens femininos da loja. Os olhos felinos demoraram dois segundos em James antes de retornarem para Victoria, agora num semblante de acusação.

- Sério, Victoria? James Potter? O ocludo demente e arrogante? Amante de sangue-ruins? A única qualidade dele era ser um bom apanhador, mas o Regs deu um jeito de acabar com essa fama. Então, ao meu ver, não restou nada...

Antes que Victoria pudesse argumentar falando sobre Sirius Black, a ruiva completou com seu típico jeitinho atrevido.

- Pelo menos o Black é bonito. E enxerga bem. Ele até parece uma pessoa normal quando está calado!
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 6:23 pm

- Eeeeeeeeew!!!!

A expressão da loira se contorceu em nojo quando a irmã explicou de forma simples o envolvimento dela com Sirius. Sua imaginação trabalhou, sem sua permissão, reproduzindo imagens do que estaria acontecendo no interior daquela cabine segundos antes.

- Ew! Ew! Ew! Que noooojo, Consty! – A sonserina cobriu os próprios olhos e recuou um passo ao pensar que havia tocado com a própria mão na porta que escondia as atitudes indecentes de sua irmã e Black.

Sirius era um rapaz lindo, provavelmente o mais bonito de toda a grifinória e um dos mais atraentes de Hogwarts. A própria Victoria já havia se flagrado, anos antes, admirando a beleza do rapaz. Mas imaginar sua irmã envolvida com um rapaz, aos beijos, parecia grotesco demais para seu estômago aceitar, independente de quem quer que fosse.

Ao menos quando acreditava que ela e Regulus tinham um relacionamento, sempre imaginara algo puro e delicado. O que parecia ser o oposto do que acontecia com o grifinório.

As palavras ácidas da caçula trouxeram Victoria a realidade. Ela colocou as mãos na cintura e assumiu a sua pose superior, arrebitando o nariz.

- Sirius não deve enxergar tão bem assim, não viu o seu veneno escorrendo aí, ó... – e apontou para o queixo da irmã.

Ela recuou alguns passos e se colocou ao lado de Potter, o segurando pelo braço, quase fazendo com que o rapaz derrubasse os cachecóis e o pincel.

- Pelo menos não corro o risco de pegar alguma doença com esse rodado aí! Além do mais, o Potter é muito mais bonito, com esse cabelinho espetado.

Vicky acariciou os cabelos bagunçados do grifinório e parecia uma louca por comparar a beleza dos dois rapazes. James era sim um rapaz bonito, mas era por Sirius que metade do castelo suspirava.

- Além do mais, Consty... não adianta vir comparar a demência. Nenhum desses dois vale muita coisa quando abre a boca.
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 6:34 pm

Definitivamente, Sirius Black precisava de um curandeiro. A única explicação que James encontrava para aquela situação era o melhor amigo ter contraído alguma doença MUITO séria. Como Sirius podia dizer que gostava daquele monstrinho ruivo??? Constance McMillan era mais que uma mini-Walburga, ela era uma versão piorada da Sra. Black!

- Ocludo demente e arrogante? Oi? Eu tenho mesmo que aceitar críticas deste projetinho mal acabado da sua mãe, Padfoot?

Antes que Sirius pudesse responder, Victoria se colocou ao lado do apanhador. James deixou que um dos cachecóis caísse quando a loira puxou seu braço.

Até mesmo Potter lançou um olhar descrente à menina ao seu lado quando McMillan ousou dizer que ele era mais bonito do que Black. James era um rapaz confiante e conhecia muito bem as próprias qualidades. Por mais que soubesse que não era feio, Potter sabia que não podia ser comparado com o melhor amigo. Sirius era um galã em Hogwarts, era raro que uma menina passasse por ele sem alongar um olhar.

- Não exagere, Victoria. – o apanhador fez uma careta enquanto a loira atrapalhava ainda mais os seus cabelos espetados – E eu devo ser mesmo muito demente para continuar parado aqui enquanto vocês duas lideram a competição de quem me ofende mais!

James até forçou uma expressão magoada, mas acabou concluindo que estava perdendo um valioso tempo naquela discussão. Sirius e Constance já tinham aproveitado bem aquele encontro, mas o apanhador, até o momento, só ganhara um abraço e uma sucessão de soquinhos.

Antes que as meninas pudessem retomar a discussão, Potter se aproveitou da proximidade para se inclinar e sussurrar ao ouvido de Victoria.

- Por que vocês duas não terminam esta discussão na mansão McMillan, hm? Estamos perdendo um precioso tempo. Há várias cabines ainda vazias, caso você não tenha percebido, Vicky...
avatar
James Potter
Admin

Mensagens : 122
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 6:50 pm

Sirius torceu o nariz em uma expressão ofendida quando o melhor amigo comparou Constance com sua mãe. Ele próprio já havia feito aquela observação dezenas de vezes antes, mas agora que via a ruiva completamente diferente, não gostava de lembrar as semelhanças entre ela e Walburga.

Era inquestionável que a McMillan mais nova tinha uma personalidade forte e explosiva, sempre elaborava frases ácidas e tocava na ferida. Mas pensar que um dia a menina pudesse se tornar uma velha louca como a Sra. Black era extremamente desagradável.

Sem se ofender com as palavras que a ruiva usara para lhe descrever, Sirius revirou os olhos e passou por ela para sair da cabine. Antes de atravessar o portal para o corredor, esticou a mão para trás, tocando os dedos dela.

- Já chega dessa lavação de roupa suja. Victoria, sua irmã virou uma mulher linda e atraente e eu tomo bastante cuidado para não engolir o veneno enquanto estamos nos beijando, sim?

A loira respondeu com mais um “eeeew!” prolongado e uma careta de nojo que arrancou um sorriso satisfeito do grifinório.

- Enquanto você supera isso... – Sirius puxou Constance pela mão, fazendo com que a menina também saísse do interior da cabine. – Acho que Constance e eu merecemos um chocolate quente depois de todo esse drama.

O rapaz olhou por cima do ombro, sabendo que havia usado a palavra chave. Quando ela passou a sua frente, Sirius sentiu o rosto esquentar ao ver que o zíper do vestido ainda estava aberto. Com habilidade, ele rapidamente subiu seus dedos, ocultando a pele exposta da menina. Um risinho nervoso escapou, os lábios cobrindo os dentes e a covinha aparecendo, ele se virou para James e Victoria, sabendo que os dois também haviam visto aquele movimento.

Quando o casal deixou o corredor de vestidos e antes que Constance tivesse a oportunidade de protestar sobre o risco que seria deixar aquela loja juntos, Black indicou com um movimento da cabeça a sua jaqueta pendurada ao lado da entrada. Na mesinha exatamente ao lado, dois capacetes estavam pousados.

- Minha moto está estacionada bem em frente. Se você colocar o capacete, ninguém vai reparar que é uma McMillan saindo com o traidor dos Black. – ele piscou um olho enquanto pegava um dos capacetes e oferecia o outro, que havia sido usado por Potter, na direção de Constance.
avatar
Damien Scott

Mensagens : 300
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 7:09 pm

A caçula dos McMillan só se lembrou que Sirius havia abaixado alguns centímetros do zíper do seu vestido quando o rapaz o puxou novamente para cima. Notar que Potter e Victoria também tinham percebido aquele “detalhe” fez com que as bochechas da ruiva ficassem quase tão coradas quanto os seus cabelos.

Certamente a conversa com Victoria seria muito longa quando as duas ficassem sozinhas. Por isso, Constance não via problema algum em adiar ao máximo aquela inevitável discussão. E a proposta de tomar um chocolate quente parecia uma fuga perfeita. Ela estaria longe do olhar reprovador da irmã, ao lado de Sirius, tomando chocolate. O que mais poderia desejar?

- A gente se fala mais tarde, Vicky... – a ruiva lançou um olhar de desprezo para Potter – Tenha cuidado para não ser contagiada por tamanha demência!

Constance começou a ficar tensa com a ideia de sair pelo Beco Diagonal ao lado de Sirius Black. As ruas estavam lotadas, eram enormes as chances de topar com um rosto conhecido que certamente estranharia a companhia nada adequada de uma McMillan. Mas o filho mais velho dos Black parecia ter uma saída perfeita para aquele empecilho.

Mesmo não sendo muito próxima de Sirius, Constance já tinha ouvido falar sobre a famosa motocicleta. Inicialmente, ela fizera uma careta de nojo ao saber que Black estava usando um transporte trouxa, mas nem mesmo a sonserina deixou de admirar o rapaz quando soube que Sirius tinha conseguido enfeitiçar a moto para que a mesma voasse. Não havia nenhuma garota em Hogwarts que recusaria um passeio na famosa motocicleta de Black.

- O Caldeirão Furado está insuportavelmente lotado... – a ruiva comentou enquanto pegava o segundo capacete – E eu detesto a casa de chás do Beco Diagonal, é muito mal frequentada...

Na verdade, Constance não costumava frequentar a casa de chás porque a dona do estabelecimento era uma nascida trouxa. Se alguém visse uma McMillan entrando ali, certamente a notícia chegaria até os ouvidos dos pais da ruiva.

- Para onde pretende me levar?

Antes de colocar o capacete, Constance não teve o menor pudor de fungar dentro do objeto, apenas para ter certeza de que Potter não deixara o seu cheiro de amante de trouxas impregnado ali. A ruiva terminava de ajeitar os cabelos sob o capacete quando os dois chegaram diante da famosa motocicleta de Sirius.

- Tem certeza de que esta coisa é segura? Black, se eu me machucar nesse maldito artefato trouxa eu arrancarei a sua cabeça!
avatar
Constance McMillan
Admin

Mensagens : 137
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 7:13 pm

Victoria soltou uma exclamação horrorizada quando viu Sirius se afastar com Constance. Ela sabia que o único motivo para sua reação exagerada era o fato de que jamais poderia imaginar que a irmã se envolveria com o mais velho dos Black.

Ela não tinha nada contra o amigo de James, mas tudo havia acontecido rápido demais para que ela conseguisse processar. Quando se viu novamente sozinha com o apanhador, os olhos azuis passaram pelo ultimo cachecol e o pincel que ele ainda segurava.

Seu foco finalmente havia voltado para o rapaz que ocupara sua mente nos últimos dias e ela então acreditou que ele havia acabado de sair do St. Mungus e estava ali apenas para vê-la. Com esse pensamento, ela controlou o impulso de soca-lo mais uma vez diante do comentário.

- Eu não vou me enfiar com você em uma cabine, Potter. – a loira revirou os olhos e sentiu as bochechas corarem.

Teria ido de bom grado para qualquer uma das desertas cabines se Constance não tivesse tido a ideia originalmente. Imitar a irmã apenas faria com que ela pensasse nos toques nojentos do outro casal.

Victoria sacudiu a cabeça para espantar aqueles pensamentos que certamente lhe causariam pesadelos. Com um suspiro, ela se aproximou do grifinório e segurou os acessórios que estavam nos braços dele, o encarando com mais delicadeza.

- Você está bem mesmo? – seus olhos azuis mostravam a real preocupação quando McMillan se lembrou da última visão que tivera do rapaz, desacordado, sendo transferido para o hospital. – Eu não tive notícias suas por dias, não sabia o que estava acontecendo.

Ela fungou, fazendo uma pausa enquanto seus dedos deslizaram pelo cachecol até tocar o braço de James.

- Não sabia se você tinha morrido ou simplesmente tinha resolvido voltar com a Evans. – a lembrança da Grifinória tentando reatar o namoro voltou a sua mente, assim como a assombrara na última semana. – Ela estava muito disposta a reatar com você, a última vez que vi.

Os lábios de Victoria se curvaram em um biquinho quando ela se lembrou das tantas vezes que imaginara Lily entrando livremente no St. Mungus para saber sobre o rapaz, enquanto ela definhava na mansão McMillan sem notícias.
avatar
Lucinda Clearwater

Mensagens : 583
Data de inscrição : 17/10/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Marauders

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 6 de 22 Anterior  1 ... 5, 6, 7 ... 14 ... 22  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum