The Marauders

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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Out 31, 2015 7:45 pm

O primeiro instinto de Sirius Black quando viu o melhor amigo desmaiar no gramado enlameado, foi inclinar a vassoura e voar em sua direção. Ele chegou pouco antes que Dumbledore viesse em socorro do aluno atingido.

O grifinório tinha os olhos arregalados, agachado ao lado de Potter, que ainda estava sendo amparado por Regulus Black. O corpo do apanhador foi logo transportado pela maca enfeitiçada, mas Sirius não fez menção de ir atrás.

Ele recuperou o bastão que havia soltado sem perceber e se virou na direção de Macnair, que também já estava com os pés em terra firme. Ao perceber a intenção do irmão mais velho, Regulus se colocou diante dele, as mãos apoiadas contra o peito do batedor, o impedindo de dar mais um passo.

- Sirius, não! – Regulus também tinha o olhar arregalado, mas Sirius não o enxergava mais.

Ele olhava por cima do ombro do sonserino, encarando Macnair com as íris cinzentas em fúria. O artilheiro ainda exibia um sorriso no rosto, fazendo o sangue do batedor ferver ainda mais. Black já estava cansado da desonestidade dos jogadores do time adversário. Havia sofrido diversas injustiças durante todo o jogo e o caso de Emmeline era apenas mais uma prova. O golpe baixo com Potter havia sido a última gota.

- Macnair, seu covarde! – Sirius gritou, tentando se desvencilhar das mãos de Regulus.

O apanhador era mais magro, principalmente quando comparado ao porte do apanhador, mas fazia um grande esforço para manter o grifinório longe.

- Venha me enfrentar como um home, seu merda!

- Sr. Black! – a voz de McGonnagal soou, fazendo Sirius recuar um pouco.

Regulus pareceu ficar aliviado ao não precisar mais fazer tanto esforço em conter o irmão, mas a expressão do mais velho não suavizou.

- Sr. Black, por favor! – Minerva chamou mais uma vez, o coque firme em seu cabelo começando a desmanchar com a chuva. – Não piore a situação. Sr. Macnair... – a diretora da grifinória se virou para o sonserino. – Acompanhe o professor Slughorn.

Horace chegava um pouco atrasado, o rosto atônito com a cena que acabara de presenciar. Sirius encarou a nuca do artilheiro enquanto ele se afastava ao lado do professor. Apenas quando não conseguia mais enxergar a sombra deles, ele se abaixou e pegou o bastão e a vassoura.

- Sr. Black. – a voz da professora o chamou mais uma vez, mas os dois irmãos se viraram para encará-la.

Ao perceber que não era com ele, Regulus lançou um último olhar ao irmão e seguiu o caminho para o vestiário, junto com o restante do time Sonserino.

- Por favor, junte o restante dos seus colegas. Eu mesma irei avisar quando o Sr. Potter puder receber visitas, está bem? – a diretora também tinha uma expressão preocupada no olhar.

Independente do que McGonnagal havia prometido, o time da Grifinória aguardou na porta em frente a enfermaria durante as horas seguintes, aguardando notícias do apanhador.

Sirius ainda tinha os cabelos molhados, mas os fios não estavam mais grudados em seu rosto como antes. O uniforme estava sujo, assim como todos os outros colegas. Além dos jogadores, haviam se juntado ao pequeno grupo Remus Lupin, Peter Pettigrew, Lily Evans e Alice, namorada de Frank.

Nenhum deles saiu para almoçar e só retornaram aos aposentos da Grifinória quando a enfermeira finalmente liberou que vissem Potter aos poucos, para que a grande quantidade de pessoas também não prejudicasse sua recuperação.

O dia inteiro se passou e os colegas entravam e saíam para saber do estado de saúde do apanhador. Sirius e Remus eram os únicos que permaneciam em seus lugares durante todo o tempo. O lobisomem apenas abandonou a enfermaria quando a hora do jantar chegou. Ele passou rapidamente no Salão Principal e retornou com um sanduíche para Sirius, que nem mesmo sob os protestos de Madame Pomfrey deixou a cabeceira do amigo.

Apenas quando o horário permitido para que alunos estivessem pelos corredores chegou ao fim, a enfermeira conseguiu expulsar o batedor da ala hospitalar.

Enquanto seus pés o levavam para o saguão principal, onde alcançaria a escada que o levaria até o sétimo andar, Sirius relembrava os acontecimentos do dia. A amarga derrota para a casa dos serpentes havia sido completamente abafada diante do acidente de Potter. A simples lembrança de Macnair fazia com que seus punhos cerrassem, a covardia do Sonserino havia ido longe demais.

Ele chegou a subir a escadaria principal, mas parou no ultimo patamar. Pensar que a casa adversária estava naquele momento comemorando aquela vitória suja fazia todo o seu corpo tremer de raiva. Estava farto de ouvir que ele era um traidor do próprio sangue, mas era na casa das serpentes que os covardes, mesquinhos, ordinários e sujos viviam.

O estrago que Macnair podia ter causado em James, por um simples jogo, era apenas a prova da frieza e do quão suja seria a guerra lá fora. Se um sonserino tinha a coragem de ir tão longe dentro da escola, diante de todos os professores, não haveria limites quando se enfrentassem na vida real.

Sentindo-se frustrado, cansado e mais irritado do que nunca, Black finalmente deixou a raiva consumir seu corpo. Seus punhos cerraram e ele atingiu a primeira coisa que alcançou com um forte soco, derrubando uma armadura no chão, o barulho preenchendo todo o corredor.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Out 31, 2015 7:56 pm

A consciência vacilante de Potter só guardara poucos flashes de memórias do período entre a vitória da Sonserina até o instante em que seu corpo foi repassado para uma das camas da enfermaria de Hogwarts.

O apanhador da Grifinória se recordava de ter sentido uma dor aguda na parte de trás da cabeça. Logo em seguida, estrelas cintilantes surgiram em seu campo de visão antes que as pálpebras caíssem e mergulhassem sua consciência na mais completa escuridão.

Em seguida, James se lembrava de ter escutado vozes distantes, embora não pudesse ter certeza se aquelas palavras vinham do mundo real ou dos sonhos confusos e agitados nos quais sua cabeça machucada mergulhara.

“Eu nunca vi nada parecido!”

“Ele não está respirando!”

“Talvez tenhamos que transferir o garoto para o St. Mungus!”

“E se ficar alguma sequela?”

Na enfermaria, as vozes cessaram e James mergulhou num sono ainda mais profundo enquanto Madame Pomfrey lutava para consertar o dano causado pelo balaço.

Os pais de James foram avisados sobre o “acidente”, mas nem mesmo eles receberam permissão para ficar ao lado do rapaz durante a noite. Depois de uma visita breve, a enfermeira pediu que eles se retirassem. James precisava de repouso para se recuperar e para garantir que a lesão na coluna não culminaria em nenhum dano.

Como permaneceu adormecido durante todo o dia, Potter não sabia que todos os amigos tinham passado na enfermaria. Ele provavelmente só notaria como era querido quando acordasse e visse os presentes e cartões deixados ao lado de sua cama.

A noite chegou, intensificando ainda mais o silêncio da enfermaria. O único ruído vinha de fora, da forte chuva que ainda desabava sobre os terrenos de Hogwarts.

Mas, ao contrário do ambiente tranquilo ao seu redor, a mente de James Potter trabalhava freneticamente, produzindo sonhos agitados. A adrenalina do jogo ainda circulava no sangue do rapaz, transformando seus pensamentos em imagens bizarras. Vozes estranhas ecoavam no meio daquela sucessão de pesadelos. Contudo, o tormento de James teve um fim quando uma voz mais doce resgatou sua consciência de volta à realidade tranquila da enfermaria.

“Bom, pelo menos está vivo.”

Os olhos castanhos se abriram lentamente. Potter ainda sentia uma dorzinha incômoda na nuca e seu pescoço estava rígido como se o rapaz estivesse enfrentando um poderoso torcicolo.

Depois de tantas horas adormecido, os olhos de James estranharam a claridade do ambiente. Sua visão demorou a entrar em foco. Na verdade, era um foco completamente distorcido porque a enfermeira havia retirado seus óculos durante o resgate. Potter era realmente muito míope. Míope o bastante para não reconhecer a pessoa que estava de pé diante da cama, há menos de dois metros do rosto dele.

Tudo o que James enxergou foi um borrão loiro. Por uma razão óbvia, o apanhador da Grifinória não pensou que aquela fosse Victoria McMillan. A sonserina jamais sairia do dormitório com os cabelos molhados e desgrenhados, nem com as roupas sujas e amassadas.

- Oi...? – James ainda estava fraco e sonolento, mas olhava diretamente na direção da pessoa parada a sua frente – Quem está aí?

A pergunta parecia completamente sem sentido. Se ele estava olhando diretamente para Victoria, então por que estava em dúvida? Se McMillan não ligasse aquela confusão à miopia do rapaz, certamente chegaria à equivocada conclusão de que a pancada na parte de trás da cabeça deixara o rapaz cego.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Sab Out 31, 2015 8:13 pm

Victoria já estava decidida a retornar para a Sonserina, convencida de que não fazia sentido estar ali, quando a voz de Potter quebrou o silêncio da enfermaria. A menina voltou a encará-lo, observando o quanto ele estava pálido, os cabelos apontando em todas as direções possíveis.

Diante da pergunta dele, McMillan prendeu a respiração, deixando seu corpo cair novamente na cadeira. As mãos cobriram sua boca quando ela balançou a cabeça de um lado para o outro, não conseguindo acreditar no que estava vendo.

- Coitadinho, perdeu a memória! – A loira fungou e esticou uma mão até tocar os dedos frios de James. – Logo no ano do NIEMs.

A Sonserina sentiu seu peito se apertar. Potter não se lembrava quem ela era, certamente também havia esquecido dos beijos trocados entre os dois. Era trágico que um rapaz tão novo pudesse ter a vida apagada assim, provavelmente teria que viver de caridade, pois não conseguiria arrumar um bom emprego se não concluísse o último ano em Hogwarts.

Ao perceber que Potter espremia os olhos, Victoria soltou a mão dele, finalmente entendendo o que estava acontecendo. Ela bufou com a própria estupidez e se o rapaz já não estivesse deitado em uma cama na enfermaria, teria depositado em seu braço um de seus soquinhos.

Victoria pegou os óculos perdido entre os presentes e cartões, derrubando intencionalmente o de Evans. Ela se inclinou sobre o rapaz e precisou sentar na pontinha da cama para encaixar as lentes sobre os olhos castanhos.

- Diga que você só é cego e não está mais demente que o normal, Potter.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Out 31, 2015 9:26 pm

Quando saiu do Salão Comunal da Sonserina disposta a procurar a irmã mais velha pelo castelo, Constance amaldiçoou Sirius Black. Se ela ainda estivesse com o Mapa do Maroto, poderia tentar usar o artefato para avaliar o caminho mais seguro e também para saber exatamente onde Victoria havia se enfiado.

Sem aquele trunfo, coube a Constance redobrar o cuidado. Ela já tinha recebido muitas detenções naquele ano, ainda estava cumprindo um castigo por ter matado a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas da última semana. A última coisa que a ruiva precisava era dar de cara com Filch e sua gata desprezível num dos corredores.

Embora não soubesse ao certo onde a filha mais velha dos McMillan estava, Constance tinha algumas linhas de raciocínio. Ela conhecia a irmã o bastante para saber que Victoria deveria estar irritada com a própria aparência depois de enfrentar a tempestade daquele dia. Era fácil concluir que a loira escapara sutilmente da comemoração para tentar arrumar os cabelos em um dos tantos banheiros femininos de Hogwarts, onde ninguém precisaria vê-la tão desarrumada.

Esgueirando-se silenciosamente pelos corredores escuros, Constance conseguiu chegar ao sétimo andar. Ali ficava o banheiro feminino mais distante das masmorras. Seria uma escolha inteligente para alguém que não quer ser vista por nenhuma das colegas da Sonserina.

Para a imensa frustração de Constance, o banheiro estava totalmente vazio. Não havia nem mesmo pegadas de lama que denunciassem a presença de Victoria. A ruiva estava planejando continuar sua busca em outro andar quando um estrondo no fim do corredor a fez estremecer de susto.

Com o coração saltitando no peito, Constance se arrastou silenciosamente até a porta. A cabeça ruiva surgiu através de uma fresta e espiou o corredor, tentando descobrir a origem do barulho e analisar se era seguro sair do seu “esconderijo”.

A primeira coisa que McMillan viu foi as partes de uma pesada armadura espalhadas pelo corredor, alguns pedaços ainda rolando pelo carpete. Só então, seus olhos capturaram a imagem de Sirius Black.

O rapaz ainda usava o uniforme do jogo e parecia extremamente irritado, o que justificava a atitude violenta. Mas, maior que a irritação, era a frustração e o cansaço que os olhos cinzentos refletiam. Constance tentou imaginar-se no lugar dele e sentiu um aperto no peito só de pensar que Regulus poderia ter sido a vítima do balaço perdido de Macnair.

Com passos silenciosos, Constance saiu do banheiro e caminhou até o grifinório. Como Sirius ainda estava distraído demais com os próprios problemas, a ruiva pigarreou para anunciar a sua presença.

Quando Black se virou, encontrou Constance McMillan parada a sua frente. A menina ainda usava as mesmas roupas com as quais assistira à partida. A trança embutida estava mais frouxa e alguns fios vermelhos escapavam do penteado, mas nem isso estragava a aparência delicada da sonserina. As sardas do rosto de Constance estavam camufladas por uma pintura. Sobre as bochechas, a garota havia feito dois riscos, um com tinta verde e o outro com prata. Era óbvio que ela acabara de sair da festinha das masmorras.

Contudo, Sirius se enganaria se pensasse que Constance estava ali para provocá-lo ou para se vangloriar da vitória ou do desempenho de Regulus. A ruiva estava séria e uma sincera ruguinha de preocupação surgiu entre os seus olhos enquanto a voz delicada murmurava.

- O Potter vai ficar bem, não vai?
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Out 31, 2015 9:45 pm

Mesmo depois que Victoria falou com ele, James continuou sem reconhecê-la. Sua cabeça estava meio aérea pela pancada. Ele sabia que aquela era uma voz conhecida, mas não conseguia ligá-la à dona. Aliás, ele não se lembrava de conhecer uma garota loira tão descabelada como aquela a sua frente.

- Hein? Do que está falando? JÁ É O DIA DOS NIEMS? POR QUANTO TEMPO EU DORMI???

Tomado pelo susto, Potter tentou se levantar da cama. Mas McMillan nem precisou se dar ao trabalho de conter o rapaz, já que uma dor aguda na parte de trás da cabeça fez James soltar um gemido e desabar de volta nos travesseiros.

As coisas só ficaram mais claras, literalmente, quando a garota enfiou os óculos no rosto de Potter. Foi como limpar uma vidraça embaçada. James piscou algumas vezes, esperou que a visão entrasse em foco e só então encarou novamente a garota ao seu lado.

Mesmo enxergando Victoria com nitidez agora, Potter não a reconheceu de imediato. Ele nunca tinha visto a sonserina naquele estado, nem mesmo quando era ela quem ocupava a cama da enfermaria. Os cabelos, sempre impecáveis, estavam úmidos e arrepiados, com vários fios fora do lugar, as pontas cheias de nós. A maquiagem estava um pouco borrada. As roupas ficaram completamente amassadas depois daquele dia atípico e, ainda úmidas, estavam coladas no corpo da menina em alguns pontos.

Foi somente com a última frase de Victoria que James finalmente a reconheceu. As sobrancelhas dele se arquearam acima dos aros dos óculos, numa expressão de absoluta surpresa. O grifinório bem que tentou se segurar, mas o instinto foi mais forte e uma risada gostosa escapou de sua garganta.

- Pelas barbas de Merlim, McMillan! Você foi atropelada por um hipogrifo???

Aquela brincadeira estava distante de ser uma crítica. James estava surpreso em ver a sempre impecável Victoria tão desarrumada, mas nem de longe diria que a loira estava feia. Por isso, antes que a sonserina se ofendesse, Potter deslizou uma das mãos sobre o colchão até reencontrar os dedos dela.

Os dedos do apanhador estavam frios, mas o toque na mão de Victoria foi carinhoso. Ele respirou fundo antes de resmungar.

- Que bom que veio. Eu precisava mesmo falar com a responsável pelo meu retorno ao time... Foi uma péssima ideia, McMillan!
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Out 31, 2015 9:49 pm

Quando Sirius escutou o pigarro que ecoou no corredor silencioso, tão mais discreto do que o barulho que ele mesmo havia acabado de provocar, não conseguiu se mexer. Certamente não era Filch, o zelador não anunciaria a própria chegada de forma tão discreta, mas ainda existia a possibilidade de McGonnagal lhe descontar alguns pontos por estar fora da cama. Por mais que também estivesse triste com o acontecido do jogo, a diretora da Grifinória não deixaria passar aquilo em branco.

O rapaz manteve os punhos cerrados e virou apenas o rosto para o lado, encarando a última pessoa que imaginara encontrar naquele andar. Começavam a aparecer pequenas gotinhas de sangue nos nós dos seus dedos e se olhasse com atenção, Constance poderia ver que o corpo dele tremia.

As íris cinzentas pousaram nas cores pintadas nas bochechas pálidas de McMillan. A visão dos sonserinos rindo e se divertindo no salão comunal voltou ainda mais forte em sua imaginação e Sirius trincou os dentes, fechando os olhos por alguns segundos.

Era uma péssima ironia do destino encontrar Constance naquele momento. A última coisa que Black precisava era ter um Sonserino debochado cruzando seu caminho. A menina já tinha a capacidade de irritá-lo quando se encontrava em seu melhor humor e ele temia pelo que poderia acontecer se a ruiva começasse com as típicas provocações.

Estava pronto para mandar a menina ir embora quando as palavras dela o desarmaram. As pálpebras se ergueram revelando os surpresos olhos cinzentos. Seus dedos relaxaram, fazendo com que o sangue voltasse a correr seu fluxo normal e retomasse a cor das áreas esbranquiçadas. Sirius deixou com que seu corpo se virasse, ficando de frente para a Sonserina, e apesar da distância entre eles, ele conseguia enxerga-la com perfeição.

A menina a sua frente lembrava muito mais a amiga de Regulus que ele conhecera durante o efeito da Poção Polissuco do que a monstrinha que lhe tirava do sério. Sua expressão se suavizou lentamente, todo o seu corpo começando a relaxar. A fúria foi desaparecendo aos poucos e quando Sirius abriu a boca para responder, já parecia ter assumido o controle de suas emoções.

- Vai precisar ficar alguns dias na enfermaria, mas a Madame Pomfrey conseguiu evitar que ele fosse transferido ao St. Mungus. Só vamos ter mais respostas amanhã.

Sirius fitou as peças espalhadas da armadura por alguns segundos, se lembrando da imagem do melhor amigo na enfermaria e da preocupação evidente de Madame Pomfrey.

- Quanto ao seu amiguinho, não posso garantir nada. – O olhar duro voltou a assumir seu rosto quando ele encarou Constance. – Se o Macnair atravessar meu caminho outra vez, ele terá sorte se tiver alguma chance do St. Mungus.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Out 31, 2015 10:15 pm

- O Macnair não é meu amigo.

Constance respondeu com simplicidade, numa entonação que deixava claro que, milagrosamente, ela não estava disposta a discutir naquela noite. É claro que a garota estava feliz pela vitória da Sonserina, mas jamais provocaria alguém que acabara de deixar o melhor amigo na enfermaria de Hogwarts.

Como era muito arriscado que dois alunos continuassem conversando no meio do corredor após o horário permitido, McMillan respirou fundo e puxou a capa do uniforme de Sirius.

É óbvio que ela não conseguiria arrastar um rapaz com o peso dele, então apenas guiou os passos de Sirius até o banheiro feminino do qual havia acabado de sair.

- Shhhhiu!

A ruiva lançou um olhar zangado a Black quando o rapaz abriu a boca para questionar e o empurrou delicadamente até que o batedor se encostasse numa das pias.

Para a imensa surpresa de Sirius, Constance dobrou algumas toalhas de papel, umedeceu sua superfície e se posicionou diante dele. A ruiva puxou o braço direito do rapaz e começou a limpar os pingos de sangue dos dedos dele.

- Tem que ser MUITO burro para dar um soco em uma armadura de ferro. Mas o que mais eu poderia esperar de um grifinório, não é?

McMillan estava sinceramente concentrada no seu trabalho. Sirius tinha machucado a pele, as articulações dos dedos estavam discretamente inchadas. Mas, pelo menos, aquela tolice não parecia ter rendido nenhuma lesão mais grave ao rapaz.

- Da próxima vez que tiver um ataque de chilique, recomendo socar travesseiros ou chutar a bunda macia de um primeiranista lufano gordo. E não faça esta cara...

Os olhos azuis ainda estavam zangados quando se ergueram para encarar o rosto de Black.

- Não vale a pena perder a mão pelo seu amigo. Logo aquele ocludo estará de volta ao normal, atingindo níveis recordes de retardamento.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Sab Out 31, 2015 10:17 pm

Victoria agradeceu mentalmente que a única iluminação da enfermaria vinha de uma tímida vela, de forma que Potter não pôde vê-la corar diante do comentário sobre sua aparência. Ela não se lembrava quando havia sido a última vez que um rapaz havia feito suas bochechas ficarem vermelhas, mas sabia perfeitamente que nunca havia andando pelo castelo naquele estado lastimável.

Enquanto estava travando uma luta interna se teria coragem ou não de ir atrás de notícias sobre o apanhador, pela primeira vez em sua vida, McMillan havia esquecido completamente de se olhar no espelho. Ela havia passado todo o dia com as roupas sujas e os cabelos desgrenhados, mas nem por um minuto isto havia passado pela sua cabeça.

Após o comentário, a loira fungou e empinou o nariz, tentando ao máximo fazer pouco caso com o fato de estar inadequada diante do grifinório. Ela ameaçou levantar da cama e provavelmente teria deixado ele falando sozinho na enfermaria quando sentiu o toque gelado em sua pele.

Seus olhos azuis baixaram até pousar nas mãos unidas, mas ela logo soltou um risinho debochado.

- Não venha reclamar agora, Potter. Eu avisei que ganharíamos, com ou sem você em campo. – A menina sabia que não era exatamente sobre o placar do jogo que ele estava falando.

Ela permitiu que seus dedos brincassem com os dele, tentando aquecê-lo do frio, amenizando a temperatura de sua pele. Seu estômago logo se manifestou com a familiar sensação de borboletas voando e Victoria precisou admitir para si mesma que havia sentido falta das reações que seu corpo tinha quando estava perto do grifinório.

Apesar do gesto carinhoso no toque das mãos, a Sonserina manteve o sorriso torto no rosto. A mão livre se ergueu e ela esticou o tronco levemente, o suficiente para tocá-lo nos fios castanhos espetados.

- Você não tem a menor moral para falar da minha aparência, Potter. Já nasceu com essa cara de lesma que só piora com a sua personalidade retardada. Mas hoje conseguiu passar todas as barreiras, você está péssimo.

Victoria deu de ombro, encarando o rapaz sem piscar.

- Além do mais, mesmo no meu pior dia, sou mil vezes mais linda que você.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Out 31, 2015 10:33 pm

- Esta é uma verdade inquestionável.

James retribuiu ao olhar da loira, pronunciando aquele elogio num sussurro. Embora não tivesse o perfil galanteador de Sirius, Potter não achava difícil elogiar a beleza de Victoria McMillan.

Só agora, que estavam novamente frente a frente, James tinha dimensão da falta que sentira da sonserina. É claro que ele se sentia atraído pela beleza e pela popularidade de Victoria, mas naquela noite, Potter se deu conta de que não era somente isso. Ele gostava da companhia dela, de suas provocações, dos comentários ácidos...

Ele gostava de Victoria. Os beijos não tinham sido meros frutos da frustração pelo namoro sem graça com Lily Evans.

As carícias em sua mão foram finalizadas quando James entrelaçou os dedos frios aos dela. Os dois formavam um contraste interessante. Os dedos delicados de Victoria pareciam minúsculos quando comparados aos dedos compridos do apanhador da Grifinória.

- Você é assombrosamente linda, McMillan. E não imagina como é difícil confessar isso para uma asquerosa serpentezinha de Slytherin.

Potter até tentou tomar uma iniciativa, mas seu atual estado não permitiu que ele fosse muito longe. Quando o apanhador tentou erguer o tronco para alcançar os lábios de Victoria, a dor aguda no pescoço o lembrou de que era necessário fazer repouso.

Com outra careta, James novamente desabou nos travesseiros e seus lábios se curvaram num biquinho de insatisfação.

- Mas que droga é esta?! – com a mão livre, Potter massageou a nuca dolorida – Que tal você me contar o que me acertou, McMillan?
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Out 31, 2015 10:37 pm


Sirius se deixou guiar por Constance com uma ruga de interrogação entre as sobrancelhas. Por um segundo, se perguntou se o zelador ou algum professor estaria se aproximando ou se a menina simplesmente havia resolvido que aquela era a hora perfeita para um dos “momentos de lazer”.

O que a menina fez a seguir contrariou qualquer teoria, até das mais bizarras. Quando McMillan puxou seus dedos machucados, Black até pensou que a menina tivesse a intenção de machuca-lo mais, mas jamais esperou o que aconteceu em seguida.

Ele a observava com uma expressão de pura incredulidade, sem conseguir dizer uma única palavra, enquanto a sonserina limpava as gotinhas de sangue que haviam surgido com seus dedos pelo seu rompante.

A iluminação do banheiro era melhor que a do corredor e Sirius pode observar as manchinhas que escapavam das listras coloridas em suas bochechas. O formato perfeito do nariz era sempre algo que lhe chamava a atenção, e mesmo com os fios ruivos que escapavam do penteado, Constance estava linda.

Sem perceber, um suave sorriso surgiu nos lábios de Sirius, despontando a conhecida covinha. Ele não tinha noção da expressão carinhosa que estava explícita em sua face enquanto admirava os traços de McMillan, mas tinha consciência do calor que começava a crescer em seu peito.

Diferente da euforia que costumava sentir quando se aproximava da ruiva, naquela noite, Constance fez com que uma calmaria se espalhasse pelo seu corpo. O efeito que ela lhe provocava era infinitamente melhor que o soco em uma armadura.

Ele ergueu a mão esquerda até tocar alguns fios vermelhos bagunçados e os colocou atrás da delicada orelha da menina, mantendo seus dedos pousados na curva do maxilar. Seu polegar acariciou a bochecha, sentindo a textura da tinta que lhe riscava o rosto.

- Eu daria mais do que a minha mão pelos meus amigos, Constance. – ele sussurrou, a encarando sem piscar. – E acho que você entende disso.

Sua mão escorregou até segurá-la na ponta do queixo, erguendo-o com delicadeza até que pudesse encarar os olhos azuis.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Out 31, 2015 10:51 pm

Os toques carinhosos de Sirius provocavam arrepios na pele de Constance. Por mais que a ruiva tentasse fugir, a realidade era nítida demais aos seus olhos. Sirius Black era um maldito traidor do próprio sangue, mas também era o único rapaz do universo capaz de estremecer as pernas dela com um simples sorriso.

McMillan não se esquivou das carícias, mas estava séria quando os seus olhos se encontraram com as íris cinzentas. Era a primeira vez que ficava frente a frente com Sirius após o enganoso encontro gerado pela poção Polissuco. O roubo do Mapa do Maroto ainda era algo que a irritava, mas aquele detalhe deixara de ser o maior problema.

Quando Sirius mencionou a sua fidelidade aos amigos, Constance encontrou a desculpa perfeita para iniciar o delicado assunto pendente entre os dois.

- Não use aquela informação contra ele.

Constance não precisava entrar em detalhes. Sua entonação séria deixava bem claro que ela estava se referindo ao maior segredo de Regulus Black.

- Mesmo que você não acredite, ele é uma boa pessoa. Não é justo que você use esta informação para prejudicá-lo. Eu fui mesmo muito burra por ter permitido que você descobrisse um segredo tão importante.

Os olhos felinos de Constance faiscaram e ela ergueu uma mão, apontando o pequeno indicador na ponta do nariz do grifinório.

- Serei mais clara, Black. Se você fizer qualquer coisa contra ele, eu vou revirar o mundo até te encontrar e farei com que nem mesmo um cão sarnento desejasse estar na sua pele. – a ruiva ergueu uma das sobrancelhas – Digamos que tenho praticado vários feitiços que poderiam ser usados para arrancar a sua cabeça!

Constance deu soquinhos na testa de Sirius, como se estivesse batendo numa superfície de uma porta de madeira.

- Não deve ser tão difícil arrancá-la. É oca, leve como uma brisa.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Sab Out 31, 2015 10:53 pm

Os olhos azuis fitavam as mãos entrelaçadas, admirando o encaixe perfeito de seus dedos. Com a mão livre, ela levou alguns disso fios embaraçados atrás da orelha, expondo um dos lados de seu rosto para a luz fraca da vela.

Quando Potter a elogiou, Victoria o encarou, já sem sombra do sorriso debochado em seus lábios. Ela deixou a sensação gostosa provocada pelas palavras de Potter se espalhar pelo seu corpo e tentou ao máximo absorver aquele sentimento e guarda-lo em sua memória.

McMillan se lembrou de tantas vezes que se sentira insegura diante do apanhador da grifinória, de como havia se arrumado para a festa de Slughorn na esperança de lhe arrancar um olhar, e era justo quando estava completamente descabelada que o rapaz a elogiava.

Ela fechou os olhos e se inclinou para frente, pronta para receber mais um beijo de James, quando o barulho da cabeça dele se chocando contra o travesseiro a despertou. As pálpebras se abriram rapidamente e Victoria se esticou, quebrando o contato das mãos.

Sentindo-se imensamente frustrada pelo beijo que não havia acontecido, a loira se ergueu da cama e colocou as mãos na cintura.

- Macnair. – Ela resumiu, mas diante da expressão dele, bufou. – Depois do jogo, o Macnair te acertou com um balaço.

McMillan começou a andar de um lado para o outro enquanto tagarelava.

- Aquele babaca, imbecil, idiota, não estava satisfeito só em ganhar o jogo. Como ele não agregou em NADA para a vitória da Sonserina, estava ofendidinho porque o Black quase acertou ele com um balaço. – Ela parou para encarar Potter por um segundo, explicando. – O seu Black. O meu Black nunca acertaria alguém do próprio time com um balaço.

Ela girou os olhos após a explicação tola, mas voltou a caminhar pela enfermaria, ao redor da cama de Potter.

- Então quando o jogo acabou, aquele retardado tentou acertar o seu Black, mas é tão ruim, tão imprestável, que nem isso conseguiu, e acertou você.

Desde o que acontecera em Hogsmead, Victoria passara a evitar a presença de Macnair. O acontecido no jogo daquele dia apenas despertara sua ira.

Ela mais uma vez parou, voltando para a posição original ao lado dele, se mantendo em pé.

- Escutei o professor Horace falando que talvez fosse precisar te levar ao St. Mungus. Não sabiam se ia ficar alguma sequela. – havia uma ruguinha de preocupação na testa de McMillan, mas ela logo revirou os olhos, espantando o medo que a consumira durante todo o dia. – Eu falei com a Consty que não ficariam sequelas além das que você já tem desde o nascimento. Quer dizer, não tem como você ficar MAIS burro, não é?
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Sab Out 31, 2015 11:32 pm

Como ainda estava bastante fragilizado depois daquela pancada, James Potter ficou meio tonto enquanto Victoria andava de um lado para o outro sem parar de falar. Como ela conseguia falar tanto e tão rápido era um mistério para o rapaz. Mas James não teve muita escolha senão esperar que a loira parasse de tagarelar.

Macnair. Aquilo explicava tudo. De todos os sonserinos, o capitão do time de quadribol talvez fosse o mais desonesto. Os olhos de James se estreitaram quando ele entendeu que a intenção original do sonserino era acertar Sirius. Ou como Victoria dizia, o “seu” Black.

Podia parecer uma bobagem, mas Potter ficou mais ofendido com a intenção do rapaz em acertar Sirius do que com a própria situação. Se fosse Sirius deitado naquela cama, gemendo de dor ao menor movimento, James certamente estaria muito mais irritado do que se sentia no atual momento.

Apesar de tudo, era gostoso ver como Victoria se referia a Macnair. Era visível o desprezo que ela sentia pelo colega e aquilo deu uma certa satisfação a Potter. Depois de já ter visto os dois juntos tantas vezes, estava claro que Macnair tinha interesse na loira. Era bom saber que Victoria estava imune às investidas do sonserino.

- Você sempre fala tanto assim?

O apanhador da Grifinória provocou Victoria quando ela finalmente acabou o seu discurso. Incapaz de se levantar da cama, tudo o que James conseguiu fazer foi estender a mão para tocar carinhosamente no braço da garota parada ao seu lado.

- Parece uma louca, toda descabelada, falando sem parar enquanto anda de um lado para o outro...

Apesar das críticas, o sorriso de James denunciava que o grifinório estava apenas brincando. A mão que tocava o braço de Victoria a puxou gentilmente e as sobrancelhas de James se ergueram enquanto o rapaz murmurava, indo direto ao ponto.

- Quando você vai parar de tagarelar? Eu tomaria a iniciativa de te calar com um beijo, mas estou meio inválido aqui... Acho que vou precisar da sua ajuda.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Sab Out 31, 2015 11:37 pm

Apesar das palavras ácidas de Constance, o sorriso suave de Sirius Black se alargou. Ele estava perfeitamente acostumado com o temperamento da ruiva. Aproveitando que ela não dava mais atenção para as feridinhas em seus dedos, ele a rodeou com os dois braços pela cintura, acomodando-a entre suas pernas enquanto sentia a pedra gelada da pia em suas costas.

O Grifinório estava tão confortável com a Sonserina em seus braços que, quem olhasse a cena de fora, pensaria que era apenas um casal de namorados conversando.

- Quando entrei no Salão Comunal de vocês naquele dia, minha intenção era apenas recuperar o meu pergaminho. Nunca passou pela minha cabeça tentar descobrir os segredos do meu irmão. – ele inclinou levemente a cabeça para o lado, como se estivesse ponderando o que havia acabado de dizer. – Até porque, nunca imaginei que Regulus tivesse um segredo desses.

Seu olhar se voltou para Constance com uma expressão carinhosa, a covinha em sua bochecha aparecendo no menor movimento de um sorriso.

- Eu nunca usaria uma informação dessas contra ele, Constance. Tenho pena por Regulus, ele não tem coragem para escapar das garras da louca da Walburga e eu temo pelo futuro que este relacionamento pode ter.

As palavras do batedor da grifinória eram sinceras. Desde que descobrira da paixão de Regulus por uma nascida trouxa, ele se pegara várias vezes pensando no rumo que aquela história poderia tomar e não gostava de pensar nas possibilidades. Dificilmente seu irmão conseguiria seguir adiante e assumir aquele romance, o que causaria feridas nele e em Smith.

Apesar disso, começara a ver o caçula com outros olhos. O mais novo poderia estar preso na armadilha criada pela mãe, mas Sirius ficava imensamente feliz em saber que ele não dizia amém para todos os preconceitos que haviam sido doutrinados desde o berço.

- Fico feliz que, independente do que Regulus vá fazer com a própria vida, ele possa contar com uma amiga de verdade. Mesmo uma amiga com um instinto assassino. – o sorriso divertido surgiu mais uma vez em seu rosto. – Eu faria o mesmo pelos meus amigos, McMillan. Acho que finalmente encontramos algo em comum.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Sab Out 31, 2015 11:56 pm

Victoria estreitou os olhos diante do comentário de James. O rapaz às vezes parecia que se esforçava para abalar sua confiança. Enquanto qualquer um daquele castelo se esforçasse nos mimos e elogios para duelar por um olhar ou um sorriso de McMillan, ele tinha a capacidade de despertar sua atenção com os comentários negativos.

O costumeiro bico se formou em seus lábios junto com a expressão emburrada, mas o braço se arrepiou sob o toque do apanhador. Ainda demonstrando estar insatisfeita com as palavras de James, Vicky voltou a se sentar na beirada da cama, desta vez mais próxima ao corpo dele.

- Você não merece um beijo. – ela fungou, apoiando a palma da mão sobre o peito dele. – Me ofendeu.

Seus dedos brincaram com alguns botões do pijama que ele usava e os olhos azuis pousaram sobre o sorriso nos lábios do grifinório. Era ao mesmo tempo irritante e extremamente agradável. Todo o seu corpo já estava mais relaxado, sabendo que James estava vivo, bem e aparentemente sem sequelas.

- Se você falar mais uma vez que estou descabelada... – Victoria começou a ameaçar, se inclinando na direção dele.

Ela parou apenas quando a ponta de seu nariz tocou o dele. Havia prometido a si mesma que não se entregaria a mais um beijo do rapaz, depois que ele a rejeitada nas estufas. Mas já havia engolido o próprio orgulho para ir até ali naquela noite, ao menos poderia dar ao seu corpo o que tanto implorava.

Suas pálpebras cobriram os olhos azuis e Victoria acabou com a distância quando seus lábios finalmente encontraram os de James. Ela o beijou com calma e carinho, como se tivesse medo de que qualquer movimento pudesse prejudicar os ferimentos dele.

Vicky se ajeitou na pontinha da cama, apoiando um dos braços ao lado da cabeça de James para sustentar o peso do próprio corpo. A outra mão pousou no rosto dele, acariciando-o com as pontas dos dedos. Após algum tempo, ela se afastou apenas o suficiente para puxar o ar, sem abrir os olhos.

- Você não vai pedir para esquecer o que aconteceu aqui de novo, vai? – o pedido não saiu mais do que um sussurro e só foi possível que ele escutasse devido a proximidade dos dois.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Sab Out 31, 2015 11:57 pm

Se Constance já iniciara aquela conversa disposta a não discutir com Sirius, a covinha na bochecha do rapaz terminou de desarmá-la. Inconscientemente, a ruiva levou o polegar até aquela marquinha e a acariciou com a ponta do dedo.

Tal como Black, a ruiva se sentia totalmente à vontade nos braços dele. Constance sempre fora muito arredia com rapazes, não gostava de muitos toques ou de um contato muito prolongado. Mas, definitivamente, os braços firmes de Sirius enlaçando sua cintura não a importunavam.

As palavras finais do grifinório fizeram com que uma sombra apagasse um pouco do brilho dos olhos de McMillan. No fundo, a ruiva sabia que Sirius tinha razão.

Aquela paixão de Regulus não terminaria bem. O caçula dos Black jamais teria coragem de causar tamanha decepção aos pais, ainda mais depois que Sirius fora embora e deixara nos ombros dele toda a responsabilidade pelo sobrenome da família. E Samantha Smith não parecia ser o tipo de moça que concordaria com a posição de amante.

No fim das contas, Regulus se veria obrigado a abrir mão daquele amor ou abandonar a família. E as duas alternativas fariam o rapaz sofrer. Constance precisaria apoiá-lo seja qual fosse a sua escolha.

Mas foi neste momento que McMillan percebeu que o seu problema não era tão diferente assim. Naquele exato instante, ela estava nos braços de um rapaz que seus pais nunca aceitariam. Sirius fazia o seu coração saltitar, mas não havia a menor possibilidade dos dois terem um futuro em comum.

Esta conclusão a deixava sinceramente triste. Constance sabia que o mais sensato era se afastar antes que seu coração se abrisse por completo para o grifinório, mas era difícil fugir depois de já estar nos braços dele. Seria um grande desperdício perder a oportunidade de aproveitar novamente aquela felicidade proibida.

- Sirius...?

A ruiva o chamou pelo nome pela primeira vez desde que o primogênito dos Black se tornara um problema para os sangue-puro. Os dois se encararam e McMillan fez uma pausa antes de completar.

- Você é irritante.

Contrariando a própria crítica, Constance deslizou as mãos pelos ombros do rapaz até atingir sua nuca. Para amenizar a diferença nas alturas, a ruiva se colocou na pontinha dos pés e roçou os lábios nos dele, como se convidasse Sirius a intensificar aquele contato.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 12:09 am

O coração de Potter se acelerou enquanto seus olhos acompanhavam os movimentos de Victoria.

Quando ela se inclinou na direção dele, deixando claro que atenderia o seu pedido, o rapaz sentiu um arrepio gostoso se espalhar por todo o seu corpo. Aquele arrepio se intensificou quando os lábios se encaixaram e James cerrou os olhos, entregando-se por completo ao momento.

O beijo foi retribuído com calma. Enquanto os lábios se moviam em harmonia, Potter levou uma das mãos aos cabelos da sonserina e a acariciou na nuca, por baixo dos fios claros.

Embora ainda estivesse fragilizado e dolorido, James não se importaria se a carícia fosse intensificada. Apesar disso, o grifinório respeitou o ritmo suave ditado por Victoria. Ela tinha suas razões para temer machucá-lo depois da cena chocante que assistira no campo de quadribol.

Mesmo depois que Victoria interrompeu o beijo, Potter manteve os olhos fechados. As palavras dela fizeram com que um sentimento de culpa crescesse no peito dele.

James tinha a equivocada impressão de que Victoria McMillan era forte e segura de si, que nenhum tipo de atitude poderia abalar sua confiança. Mas ali estava a prova de que as palavras dele nas estufas tinham magoado a loira.

As pálpebras se ergueram lentamente, revelando o par de íris castanhas por detrás das lentes. Potter suspirou e acariciou o rosto da McMillan mais velha com as pontas dos dedos antes de responder, usando a mesma entonação sussurrada da garota.

- Não vou...

O apanhador da Grifinória fez uma pequena pausa antes de completar.

- Não sou tão burro como você pensa. Não pretendo insistir numa ideia que já falhou na primeira tentativa.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 12:15 am

Sirius percebeu pelo tom de voz de Constance que aquela crítica era diferente de todas as outras que a menina já havia lhe direcionado. Seus lábios estavam curvados em um sorriso torto quando sentiu o toque da menina e imediatamente a recebeu em um beijo carinhoso.

Diferente de todas as outras vezes em que suas mãos procuravam a pele de McMillan em um toque desesperado, Sirius tinha gestos calmos e gentis. Ele acariciava as costas da ruiva enquanto os dois se entregavam no beijo delicado, repleto de sentimentos proibidos.

Era uma grande ironia da vida que Regulus se interessasse por uma nascida trouxa enquanto o primogênito, que lutava contra tudo que sua família representava, estivesse se apaixonando por alguém que abraçava aquele mundo sem pensar duas vezes.

Havia dezenas de garotas que suspiravam por Sirius Black. Algumas delas seriam perfeitas para estar ao lado do grifinório. Mas a cada toque de Constance, a cada beijo trocado, ele sabia que nenhuma outra seria capaz de despertar nele os sentimentos que a ruiva o fizera conhecer.

Apenas McMillan era capaz de trazer a tona o melhor e pior do grifinório. Na companhia dela, toda sua fúria com os acontecimentos do dia havia desaparecido. A preocupação com o melhor amigo, colocada temporariamente de lado. Não existia mais ninguém no castelo. Apenas a menina em seus braços e a voz dela ecoando em sua mente, o chamando pelo primeiro nome.

Quando as bocas se separaram para buscar o oxigênio para os pulmões que ardiam, Sirius levou uma das mãos até o rosto dela. As listras verde e cinza ainda estavam ali, apenas para lembra-lo que ela era uma Sonserina. Mas era nas pintinhas espalhadas na pele clara que sua atenção se fixou antes de encontrar os olhos azuis.

- Constance... – Sirius chamou em um sussurro. – Você é linda.

Seu rosto se inclinou novamente na direção dela, a ponta do nariz roçando o da menina antes de beijá-la mais uma vez.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 12:28 am

Victoria sorriu satisfeita com a resposta dele e manteve a proximidade para iniciar mais um beijo. A loira se entregou a sensação gostosa que se espalhava pelo seu corpo, se sentindo vitoriosa por finalmente poder beijá-lo sem que nenhum dos dois tomasse a iniciativa de se afastar.

Diferente da irmã mais nova, McMillan não levava em consideração se Potter era um grifinório ou um nascido trouxa. Ele era um rapaz bonito e que estava lhe tirando o sono há algum tempo. Não parecia haver nada de errado estar nos braços dele, agora que o orgulho havia sido colocado de lado.

Lógico que seus pais e Constance não pensariam da mesma forma, mas era a última coisa que a loira pensava naquele momento. A guerra pela purificação do sangue bruxo poderia ser muito real do lado de fora do castelo e nas manchetes do Profeta Diário, mas para Victoria, aquilo tudo estava muito distante. A única coisa que ela podia levar em consideração era o sentimento verdadeiro que Potter despertava.

Seus dedos deslizaram pelos cabelos espetados dele e quanto o beijo foi novamente interrompido pela falta de ar, a Sonserina exibia um sorriso leve nos lábios.

- Seus cabelos são impossíveis... – ela observou, completando com um balançar de ombros. – Gosto deles assim.

A mão desceu para brincar novamente com um botão do pijama dele, aproveitando para espalhar a palma sobre o peito forte do apanhador.

- Você deveria estar descansando. – os olhos azuis passaram rapidamente para a porta que dava acesso a uma pequena saleta onde ela sabia que Madame Pomfrey costumava ficar, mas não havia sinal da enfermeira. – Não quero ser a responsável por não melhorar logo. Vai que ainda existe algum risco de você ficar mais demente.

Victoria deixou um risinho escapar, mas continuou com o tom de brincadeira.

- Além do mais, não posso permitir que mais ninguém me veja nesse estado. Acabaria com a minha reputação.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 12:38 am

Por mais que tentasse lutar contra aquela verdade, Constance tinha que admitir para si mesma que estava se apaixonando pelo desprezível irmão mais velho de Regulus.

Sirius tinha o poder de tirar a mente dela de órbita. Quando estava nos braços do grifinório, todo o resto do mundo deixava de ter importância. E aquele sentimento era algo que a assustava.

A caçula dos McMillan nunca imaginou que um dia trairia os dogmas aprendidos em casa. Mas ali estava ela, totalmente entregue aos beijos e carícias de um grande traidor do próprio sangue.

Já era difícil lidar com aqueles sentimentos proibidos enquanto Sirius a provocava e ofendia. Mas Constance descobriu que era ainda mais complicado reagir quando o grifinório a elogiava.

Ao contrário da irmã, Constance não estava habituada a receber elogios dos rapazes. Ela sabia que tinha uma beleza exótica e que chamava a atenção dos meninos, mas nunca tivera que lidar com “fãs” como Victoria fazia tão bem.

Sua personalidade explosiva e o fato de estar sempre junto com Regulus acabavam afastando os demais garotos. Por isso, quando Sirius a elogiou, a caçula dos McMillan ficou sem reação por alguns segundos.

Repetindo a expressão que já estava se tornando rotineira para ela, Constance arregalou os olhos, curvou os lábios num surpreso “O” e sentiu as bochechas esquentando, num sinal claro de que começavam a ficar coradas.

Antes que ela pudesse reagir, Sirius estava novamente com os lábios colados aos dela. As pálpebras de Constance cederam e ela arranhou a nuca do rapaz com as pontinhas das unhas, entregando-se novamente ao beijo.

Era errado, ela sabia. Mas também era a sensação mais deliciosa que Constance já experimentara na vida. Talvez, apenas talvez, fosse ainda melhor que chocolate.
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Re: The Marauders

Mensagem por James Potter em Dom Nov 01, 2015 12:57 am

Embora soubesse que Victoria McMillan não representasse uma boa escolha sob os mais diversos aspectos, James desistiu de lutar contra a própria racionalidade. Todo o seu corpo implorava por mais um beijo da loira, era tolice resistir aos encantos dela.

Ali, os dois não simbolizavam a luta da pureza do sangue contra a busca por uma sociedade justa e igualitária. Naquele momento, eles eram apenas um garoto e uma garota que se sentiam irresistivelmente atraídos um pelo outro. Victoria não era uma McMillan, era somente uma moça absurdamente bonita que fazia o coração de James saltitar como um retardado dentro do seu peito.

O apanhador da Grifinória estava ofegante quando os lábios se separaram em busca de um pouco de fôlego. Quando Victoria mencionou seus cabelos, James riu de leve e levou uma das mãos aos fios espetados, conseguindo deixá-los ainda mais atrapalhados do que de costume.

- Que tal assim...?

Um sorriso divertido ainda brincava nos lábios de Potter quando McMillan iniciou aquele discurso de despedida.

Embora desejasse a companhia da loira por mais tempo, James entendeu que Victoria precisava ir. Já estava tarde e ela estaria encrencada se Filch, a enfermeira ou um dos professores a flagrasse fora do dormitório.

E também era verdade que Potter precisava descansar. Ele se sentia ainda mais vivo após a visita de McMillan, mas era impossível ignorar o corpo dolorido e fraco. Além do mais, Madame Pomfrey certamente lhe dera alguma poção mais forte, visto que James sentia o corpo mole e a consciência meio sonolenta.

Antes que a loira pudesse se afastar, contudo, James a segurou delicadamente pelo punho. Ele a acariciou ali com as pontas dos dedos antes de murmurar.

- Venha me ver amanhã...

Aquela simples frase vinha carregada de vários significados ocultos.

Em primeiro lugar, com aquelas palavras, James confessava que não se sentia bem. Se ele estivesse recuperado, certamente não estaria planejando passar mais um dia na enfermaria de Hogwarts. Potter não era um rapaz frágil, então certamente a sua situação era tão delicada quanto a enfermeira e os professores imaginavam a princípio.

Em segundo lugar, aquela frase mostrava que, daquela vez, James não queria se livrar da companhia de McMillan. O cartãozinho de Lily Evans estava caído aos pés da cama dele, mas era a companhia da sonserina que Potter solicitava.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 12:58 am

O abraço formado pelos braços de Sirius ao redor da cintura de Constance foi apertado quando ele a puxou para mais perto de si, colando os corpos e intensificando o beijo.

Uma das mãos escorregou até a barra da blusa de frio que ela usava, e com agilidade, driblou o tecido até que finalmente tocou McMillan na pele quente e protegida pela roupa. Os dedos brincavam enquanto acariciavam aquele pedaço de pele recém descoberto.

Sirius sabia que não poderia prolongar aquele momento, os dois já corriam grandes riscos por estar fora da cama tão tarde, mas só de pensar em se afastar da menina, todo o seu corpo já reclamava.

Uma vozinha gritava em sua mente para leva-la até a torre de astronomia. O zelador dificilmente ia até aquela parte do castelo e os dois teriam o restante da noite para continuar aquele beijo. Black sabia que se tentasse fazer a proposta, a ruiva arrancaria sua cabeça como havia ameaçado minutos antes. Ela não era como as demais meninas do castelo e certamente se ofenderia com a proposta.

Enquanto lutava com o fim iminente, o rapaz correspondia as carícias de McMillan prontamente. Seus lábios se movimentavam e a cabeça girava no momento exato para que nada naquele beijo saísse errado. Jamais tivera um momento tão perfeito ao lado de uma garota.

Mesmo quando seus pulmões começaram a arder, implorando por ar, o grifinório tentou prolongar aquele beijo, e quanto as bocas se separaram, seu peito subia e descia rapidamente, tentando voltar ao ritmo normal de sua respiração.

Seus lábios estavam levemente inchados e úmidos, mas eram as íris azuis que brilhavam muito além do normal. Uma de suas mãos ainda estava protegida sob o agasalho de Constance e ele não fez menção de se afastar.

- Deveríamos voltar. Está tarde.

Algo dentro dele gritou para que ele se calasse. Não, voltar era ruim, era péssimo! Voltar significava interromper aquele abraço quente e aconchegante, significava dormir na cama fria no dormitório da torre do sétimo andar, longe das carícias de Constance. E nada lhe garantia que no dia seguinte a menina fosse ser tão receptiva quanto estava sendo naquele momento.

- Posso te levar até o corredor das masmorras. Caso o Filtch apareça, conheço algumas passagens secretas. Ou algum armário para que a gente se esconder.

Era apenas uma tentativa tola de prolongar aquela noite ao máximo, mas a lembrança do primeiro beijo com a ruiva o fez sorrir.
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Re: The Marauders

Mensagem por Constance McMillan em Dom Nov 01, 2015 1:27 am

Os olhos felinos da ruiva se estreitaram e Constance bufou. Apesar da reação meio negativa, ela não conseguiu se afastar do contato com Sirius. Assim como o corpo dele, o corpo da sonserina também queria adiar ao máximo o instante da separação.

- Que péssima desculpa para me arrastar para um armário fedido, Black! Achei que, depois de tantos anos de prática, você tivesse uma lábia bem melhor!

Apesar da reclamação, Constance não recusou a oferta do grifinório. Partiu dela a iniciativa de unir sua mão a de Sirius e sair do banheiro junto com ele. Os dois seguiram na direção das masmorras, caminhando silenciosamente pelas escadas e corredores escuros.

Os dois jovens estavam quase chegando ao destino quando escutaram passos no fim do próximo corredor. Constance arregalou os olhos daquele seu jeito engraçado e puxou Black para trás de uma enorme estátua de pedra. Como o espaço entre a estátua e a parede era reduzido, Sirius e McMillan tiveram que se espremer.

Por sorte, não era Filch acompanhado de sua gata farejadora de crimes. Constance fez uma careta ao escutar a voz aguda do professor de Poções cantarolando o hino da casa de Slytherin. Certamente Slughorn tinha tomado mais cervejas amanteigadas do que deveria na festa de comemoração no Salão Comunal da Sonserina.

Depois que o professor virou à esquerda no fim do corredor e sumiu de vista, McMillan acertou um soco não tão delicado no peito de Sirius.

- Por que você tem aquele mapa idiota se não o usa para nos salvar num momento como este? Aquela coisa seria muito mais útil nas mãos de alguém com cérebro, Black! Eu não posso mais receber detenções este ano, sabia? Já ultrapassei todas as metas!

Apesar de irritada, Constance não resistiu à proximidade e teve suas últimas palavras abafadas por mais um beijo do grifinório. A ruiva se pendurou no pescoço de Sirius e alongou a carícia, aproveitando ao máximo os últimos minutos ao lado dele. Nem a própria Constance sabia se no dia seguinte estaria tão disposta a mergulhar naquela loucura.

Quando os dois finalmente se separaram, McMillan sentiu o corpo se esfriar sem o calor vindo de Sirius. Ela olhou uma última vez na direção do grifinório antes de seguir sozinha até a entrada do Salão Comunal da Sonserina. Já estava tarde, mas muito provavelmente a festa de comemoração não teria acabado.

Para a caçula dos McMillan, contudo, já não havia motivos para comemorar. Tudo o que ela queria naquele exato momento era estar nos braços de alguém que retornava para a torre da Grifinória.
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Re: The Marauders

Mensagem por Lucinda Clearwater em Dom Nov 01, 2015 1:40 am

Tudo que Victoria conseguiu fazer foi balançar a cabeça afirmativamente ao pedido do grifinório enquanto mordia o próprio lábio inferior, sentindo a felicidade espalhar pelo seu peito diante do significado daquelas palavras.

Ela depositou um rápido beijo sobre os lábios dele e se levantou da cama, sentindo o corpo esfriar imediatamente.

- Eu venho. – prometeu, finalmente soltando a mão dele.

Victoria estava completamente perdida nos próprios pensamentos sobre os acontecimentos na enfermaria enquanto voltava para o salão comunal que foi uma sorte imensa não esbarrar em nenhum professor.

A festa da Sonserina finalmente estava chegando ao fim quando ela encaminhou para o dormitório feminino do sétimo ano, e para os alunos mais desatentos, a loira apenas sorria satisfeita com a vitória do Quadribol, sem imaginar que era o apanhador do time adversário que ocupava seus pensamentos e era o responsável pelo seu sorriso.

Durante todo o dia seguinte, Victoria rondou a portaria da enfermaria, na espera de uma chance para conseguir falar com Potter. Pelo tempo que ficara sob os cuidados de Madame Pomfrey, McMillan havia aprendido os horários da enfermeira de modo que sempre programava sua visita para os momentos que a mulher não estivesse presente.

Apesar disso, nas três tentativas ao longo dia, não havia tido nenhuma de sucesso. Victoria podia se orgulhar de ser popular, mas não se lembrava de ter tido tantas visitas quanto o apanhador da grifinória.

Logo pela manhã, quando já acordou ansiosa para ver o rosto de Potter, ela espiou pela fresta da enfermaria apenas para ver que ele estava acompanhado de Peter Pettigrew e Sirius Black. Quando retornou, no início do almoço, Black estava presente mais uma vez, desta vez com Lupin e alguns colegas de time. Foi no intervalo das aulas da tarde que Victoria fez uma última tentativa, mas não parecia ter sido a única menina com a mesma ideia.

Vicky chegou a empurrar a pesada porta e entrou na enfermaria quando não escutou as risadas ou as vozes altas que normalmente acompanhavam os visitantes de Potter. Ela trazia em suas mãos uma caixinha de bombons que ainda sobrava de seu estoque, guardado cuidadosamente para que Constance não descobrisse sua existência. Havia aprendido com a irmã que doces tinham a capacidade de tornar tudo melhor, e torcia que dores físicas estivessem incluídas no contexto.

- Jamie... Fiquei tão preocupada quando vi você desmaiar no campo.

A voz feminina fez Victoria travar. Ela estava parada no meio da enfermaria, mas uma das cortinas de uma cama vazia estava erguida, de forma que ainda estava fora de visão do casal.

- Eu pensei em tudo que conversamos, a nossa briga. Eu não quero perder você. Não sei o que seria de mim se algo tivesse acontecido com você.

McMillan respirou fundo e criou coragem para dar mais alguns passos, até que pode ver os cabelos vermelhos de Lily Evans. A ruiva estava sentada exatamente no mesmo lugar que Victoria, na noite anterior. A mão dela tocava a de James da mesma forma e estava inclinada sobre ele. Apesar dos fios compridos tamparem o que realmente acontecia, ela sabia perfeitamente que os dois se beijavam.

Tomada por uma frieza que era natural nos alunos da casa de Salazar, Victoria pigarreou, fazendo com que a outra menina interrompesse o beijo em um rompante. Ao reconhecer a inimiga, os olhos verdes se estreitaram e passaram do rosto de Vicky para os bombons em suas mãos.

- Pois não?

- Estou procurando a Madame Pomfrey. – a menina mentiu, sabendo perfeitamente que a enfermeira não estaria ali naquele horário. – Vim trazer chocolates para ela.

- Estão envenenados? – Evans debochou, fazendo a loira revirar os olhos.

- Eu volto depois, quando o ar não estiver tão imundo. – Vicky se limitou a dizer, lançando um último olhar ao rapaz deitado na cama.

A caixinha de doces em suas mãos teria um destino muito melhor se fosse entregue a Constance.
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Re: The Marauders

Mensagem por Damien Scott em Dom Nov 01, 2015 2:00 am

Sirius tinha sorte que, quando finalmente chegou ao Salão Comunal, os colegas já haviam se recolhido. Não havia motivo para comemoração na torre do sétimo andar aquela noite, de modo que seria muito difícil explicar porque ele sorria debilmente.

Assim que o dia amanheceu, Black passou na enfermaria para visitar o melhor amigo e se certificar de que o rapaz estava melhorando. Com Potter fora de perigo, ele não se sentia culpado em dedicar todos os seus pensamentos a uma certa ruiva sonserina.

Durante toda a noite, ele havia sonhado com os beijos e carinhos de Constance McMillan, mas quando sentou na mesa da grifinória para tomar o café da manhã, ele sabia que seus sonhos não faziam jus ao que realmente estava acontecendo.

A Sonserina era muito mais linda pessoalmente do que sua mente havia reproduzido durante a noite. A voz, mesmo com as palavras ácidas, era doce. Tudo na ruiva parecia trabalhar em harmonia para a perfeição: o narizinho arrebitado, as orelhas delicadas, as manchinhas em suas bochechas e os olhos azuis de tirar o fôlego.

Ele se lembrava com perfeição da sensação do seu toque em contato direto com a pele quente dela e só tinha certeza de uma coisa: ele precisava de mais.

O medo de que McMillan tivesse voltado a realidade quando o dia seguinte chegou lhe consumiu durante quase todas as aulas. Aquele sentimento ao menos o ajudava a disfarçar a felicidade que tentava assumir o controle. Todos os grifinórios estavam em clima de luto pelo jogo do dia anterior e se ficasse sorrindo debilmente pelo castelo, as pessoas achariam que algum outro balaço atingira também ao batedor, além de Potter.

Movido pela ansiedade e pelo desejo de ter Constance mais uma vez em seus braços, Sirius rabiscou rapidamente em um pedaço de pergaminho:

“Me encontre atrás da cabana do Hagrid. Vou levar chocolates. – Black”.

Ele não precisava assinar o primeiro nome, Constance sabia que não era Regulus que estaria lhe enviando aquela coruja.

Assim que ficou livre das aulas, Sirius deixou o castelo em direção a cabana do gigante. Hagrid estava ausente a serviço de Dumbledore há dias, e como a chuva do dia anterior havia causado grandes estragos nos terrenos de Hogwarts, não havia risco de que outros alunos se aventurassem a deixar o castelo.

Ele encostou as costas na parede da cabana e enfiou as mãos nos bolsos enquanto torcia para que McMillan não tivesse retomado a sanidade mental e desistido daquela loucura.
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Damien Scott

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